Impeachment mergulha Coreia do Sul em incerteza

Tribunal confirma impedimento de Park Geun-hye, passo que abre caminho para guinada na política interna e que pode gerar mudanças no balanço de poderes na Ásia. Em meio a protestos, país tem 20 mil policiais nas ruas

Por Redação, com DW – de Seul:

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul removeu oficialmente do cargo a presidente Park Geun-hye nesta sexta-feira. O afastamento, devido a um escândalo de corrupção, ocorre em um momento de tensões crescentes com os vizinhos Coreia do Norte e China, e pode gerar mudanças não só na política interna, como também no balanço de poderes na Ásia.

Simpatizantes de Park Geun-hye entram em confronto com a polícia em Seul
Simpatizantes de Park Geun-hye entram em confronto com a polícia em Seul

A decisão provocou protestos de centenas de simpatizantes de Geun-hye. As autoridades tiveram que acionar mais de 20 mil policiais para conter os tumultos nas ruas da capital Seul. Dois manifestantes morreram nos confrontos.

A comissão de oito juízes ratificou uma votação no Parlamento que determinava o impeachment de Park por envolvimento em um caso de fraude. Abrindo o caminho para um processo penal.

– (Os atos de Park) violam a Constituição e a lei e traem a confiança pública – disse o magistrado-chefe Lee Jung-mi. “Os benefícios de proteger a Constituição que podem ser ganhos ao afastar a ré são incrivelmente grandes”.

Park foi apontada como suspeita criminal. O que a torna a primeira líder democraticamente eleita da Coreia do Sul a ser afastada do cargo. Desde que a democracia substituiu a ditadura no final dos anos 1980. Choi Soon-sil, amiga íntima da presidente, é acusada de cobrar propina de conglomerados sul-coreanos, como a Samsung.

O advogado de Park, Seo Seok-gu, que anteriormente comparou o impeachment com a crucificação de Jesus Cristo. Qualificou o veredicto como uma “decisão trágica” nascida sob pressão popular e questionou a imparcialidade do que ele chamou de um “tribunal fantoche”.

Pesquisas indicam que mais de 70% dos sul-coreanos apoiam o impeachment. Número reforçado pelas centenas de milhares de manifestantes que passaram as últimas semanas clamando nas ruas pela saída definitiva da presidente.

Provocações do Norte

O ministro da Defesa sul-coreano ordenou ao Exército que monitore possíveis provocações da Coreia do Norte que eventualmente tentem explorar “situações de instabilidade no país e no exterior.”

Durante uma vídeo-conferência com os comandantes militares nesta sexta-feira, Han Min Koo advertiu que o país vizinho poderia incorrer em provocações “estratégicas ou operacionais” a qualquer momento.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte testou mísseis balísticos. O país também aproveitou a decisão do tribunal para afirmar que Park agora será investigada como uma “criminosa comum”.

A decisão aprofundou o clima de incerteza política e de insegurança na Coreia do Sul. Em meio a tensões com a Coreia do Norte. O país também sofre ameaças de retaliação econômica da China após um acordo de cooperação entre Seul e Washington por um sistema antimísseis.

Guinada política

A Coreia do Sul deverá realizar eleições no prazo de dois meses para a escolha de um sucessor para Park. O primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, presidente em exercício. Disse que vai trabalhar com seu gabinete para estabilizar o país e garantir a realização do pleito.

– Eu respeito a decisão constitucional da corte.  O gabinete deverá conduzir os assuntos de Estado de maneira estável e garantir a ordem social de forma a evitar a intensificação de conflitos internos – afirmou.

Segundo a imprensa local, Hwang poderá concorrer à presidência como candidato dos conservadores. O liberal Moon Jae-in, que perdeu para Park nas eleições de 2012. Aparece na liderança nas últimas pesquisas de opinião.

Com os conservadores enfraquecidos, o impeachment deve mudar a política sul-coreana. Com a oposição de esquerda assumindo o poder pela primeira vez numa década. Isso afetaria o balanço de poderes da Ásia. A esquerda pode reavivar a chamada “política do raio de Sol”, que prega maior contato político com a Coreia do Norte.

Tal política, afirmam observadores, pode complicar os esforços dos EUA sob o governo Donald Trump. Para isolar a Coreia do Norte, num momento em que países da região gravitam cada vez mais em direção a Pequim. Outro objetivo da oposição é justamente tentar aplacar as tensões com a China.

Chefe da Samsung nega todas as acusações em julgamento na Coreia do Sul

Lee foi acusado de suborno, apropriação indébita e outros delitos em um escândalo de corrupção que já levou o Parlamento a aprovar o afastamento da presidente sul-coreana, Park Geun-hye

Por Redação, com Reuters – de Seul:

O chefe do Grupo Samsung, Jay Y. Lee, nega todas as acusações apresentadas contra ele, disse seu advogado, nesta quinta-feira, no início do que o procurador especial da Coreia do Sul disse que pode ser o “julgamento do século” em meio a um escândalo político que abalou a nação.

Chefe do Grupo Samsung, Jay Y. Lee, em Seul
Chefe do Grupo Samsung, Jay Y. Lee, em Seul

Lee foi acusado de suborno, apropriação indébita e outros delitos em um escândalo de corrupção que já levou o Parlamento a aprovar o afastamento da presidente sul-coreana, Park Geun-hye.

O executivo, que está detido no Centro de Detenção de Seul, não compareceu ao tribunal. Os réus não precisam estar presentes durante audiências preparatórias. Realizadas para se organizar os indícios e determinar datas para os pronunciamentos de testemunhas.

A data da próxima audiência será decidida na semana que vem.

A defesa de Lee negou todas as acusações em seu nome, dizendo que o indiciamento da procuradoria especial cita conversas. Indícios ou testemunhas que na verdade não ouviu. Investigou ou entrevistou de acordo com as regras. Ou que emitem opiniões que não são fatos.

– Não está claro que tipo de ordem Lee Jae-yong supostamente deu – argumentou Song Wu-cheol, da defesa de Lee, ao tribunal, usando o nome coreano de seu cliente.

– O indiciamento não pode ter declarações que possam criar preconceitos sobre o caso na corte – disse Song aos repórteres ao deixar o local.

O Grupo Samsung vem negando reiteradamente ter cometido qualquer irregularidade.  

Entre as acusações contra Lee, de 48 anos. Está a de prometer propinas a uma empresa e a organizações ligadas a uma amiga da presidente Park, Choi Soon-sil. A personagem que está no cerne do escândalo, para consolidar seu controle sobre o conglomerado sul-coreano, que fabrica de smartphones a produtos biofarmacêuticos.

Acusações

Os advogados dos réus sendo julgados com Lee –o ex-vice-presidente do conselho do Grupo Samsung Choi Gee-sung. O ex-presidente do Grupo Samsung Chang Choong-ki e o ex-presidente da Samsung Electronics Park Sang-jin– também negaram as acusações.

A legislação responsável pela indicação do procurador especial determina que o atual julgamento em instância inferior deve terminar dentro de três meses a partir do indiciamento de 28 de fevereiro.

– Estamos nos preparando muito, pensando que o julgamento iminente da Samsung. Pode ser o julgamento do século, que o mundo inteiro estará assistindo – disse o procurador especial, Park Young-soo, aos repórteres nesta semana.

EUA começam instalação de sistema antimísseis na Coreia do Sul

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China, que diz que a instalação do Thaad destrói o equilíbrio da segurança regional

Por Redação, com Reuters – de Seul:

Os Estados Unidos começaram as movimentações nesta terça-feira para instalar os primeiros elementos de um avançado sistema de defesa antimísseis na Coreia do Sul, depois que a Coreia do Norte lançou quatro mísseis balísticos em um teste, informou o Comando dos EUA no Pacífico, apesar da firme oposição da China.

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China
A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China

O anúncio foi feito enquanto a mídia estatal norte-coreana. Dizia que o líder do país, Kim Jong Un, havia supervisionado pessoalmente os lançamentos de segunda-feira. De uma instalação militar que está posicionada de forma a atacar bases dos EUA no Japão. Ampliando as ameaças contra Washington. No momento em que tropas norte-americanas realizam exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

– Ações provocativas contínuas da Coreia do Norte. Incluindo o lançamento ontem de múltiplos mísseis, apenas confirmam a prudência da decisão de nossa aliança no ano passado de instalar o Thaad na Coreia do Sul – disse o comandante dos EUA no Pacífico, almirante Harry Harris. Em comunicado, fazendo referência ao sistema antimísseis Terminal de Defesa Aérea de Alta Altitude (Thaad, na sigla em inglês).

Medida

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China, que diz que a instalação do Thaad destrói o equilíbrio da segurança regional.

Os quatro mísseis balísticos lançados pela Coreia do Norte caíram no mar na direção da costa noroeste do Japão. Despertando reações indignadas de Seul e Tóquio, dias após o regime de Pyongyang ter prometido retaliar pelos exercícios militares de EUA e Coreia do Sul, que a Coreia do Norte considera ser uma preparação para guerra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, conversaram sobre o lançamento dos mísseis. Durante um telefonema. Trump também conversou com o presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn.

Coreia do Sul pede suspensão do Norte da ONU por assassinato em aeroporto da Malásia

A polícia disse que as mulheres esfregaram gás VX, um agente químico presente em uma lista de armas de destruição em massa proibidas pela Organização das Nações Unidas

Por Redação, com Reuters – de Genebra/Kuala Lumpur:

 

A Coreia do Sul pediu “medidas coletivas” de punição à Coreia do Norte por esta ter usado armas químicas para matar o meio-irmão afastado de seu líder, Kim Jong Un, e a Malásia disse nesta terça-feira que acusará duas mulheres de assassinato devido ao ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur.

A Coreia do Sul pediu "medidas coletivas" de punição à Coreia do Norte por esta ter usado armas químicas para matar o meio-irmão afastado de seu líder, Kim Jong Un
A Coreia do Sul pediu “medidas coletivas” de punição à Coreia do Norte por esta ter usado armas químicas para matar o meio-irmão afastado de seu líder, Kim Jong Un

A polícia disse que as mulheres esfregaram gás VX. Um agente químico presente em uma lista de armas de destruição em massa proibidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), no rosto de Kim Jong Nam. Em um ataque flagrado por câmeras de segurança no aeroporto da capital malaia no dia 13 de fevereiro.

Em discurso na Conferência de Desarmamento organizada pela ONU em Genebra nesta terça-feira. O ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se. Ele disse que o uso de armas químicas foi um “toque de despertar”. E que a comunidade internacional deveria agir. Inclusive com a possível suspensão da isolada Coreia do Norte da ONU.

Morte de Kim Jong Nam

Pyongyang vem rejeitando as alegações sobre seu envolvimento na morte de Kim Jong Nam. Mas autoridades de Seul e dos Estados Unidos acreditam que ele foi vítima de um assassinato orquestrado pelo regime.

– Muitos veículos de mídia internacionais ressaltaram que o uso de armas químicas por parte da Coreia do Norte. Para um assassinato planejado em um terceiro país envia uma mensagem muito clara ao mundo – disse Yun no fórum de Genebra.

A delegação norte-coreana na conferência disse à agência inglesa de notícias Reuters que irá responder ao discurso de Yun ainda nesta terça-feira.

A polícia malaia prendeu uma vietnamita, Doan Thi Huong, e uma indonésia, Siti Aishah. Nos dias seguintes ao ataque.

 

Coreia do Sul rejeita pedido de prisão para chefe da Samsung

Mas a liberdade de Jay Y. Lee, de 48 anos, pode ser apenas temporária, à medida que a procuradoria especial disse que irá insistir com as investigações

Por Redação, com Reuters – de Seul:

Um tribunal da Coreia do Sul rejeitou nesta quinta-feira um pedido de prisão para o chefe do Samsung, maior conglomerado empresarial do país, por suspeita de envolvimento em um escândalo de corrupção que levou ao afastamento da presidente do país, Park Geun-hye, pelo Parlamento.

Aliberdade de Jay Y. Lee, de 48 anos, pode ser apenas temporária
Aliberdade de Jay Y. Lee, de 48 anos, pode ser apenas temporária

Mas a liberdade de Jay Y. Lee, de 48 anos, pode ser apenas temporária, à medida que a procuradoria especial disse que irá insistir com as investigações.

Lee, que comanda a Samsung desde que seu pai, Lee Kun-hee, sofreu um ataque cardíaco em 2014. Ainda enfrenta as mesmas acusações de pagamento de propina, peculato e perjúrio. Segundo analistas legais, mesmo que não esteja detido.

Lee deixou o Centro de Detenção de Seul com uma bolsa de compras branca e entrou em um carro sem falar com repórteres. Após ficar detido durante a noite enquanto o tribunal deliberava sobre o pedido de prisão.

Investigação

A procuradoria especial disse que continuará sua investigação. Mas não decidiu se irá pedir outro mandado de prisão. E que o contratempo não irá alterar os planos das investigações.

Lee é um dos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção pelo suposto pagamento pela Samsung de 30 bilhões de wons (US$ 25,3 milhões). Para uma empresa e fundações apoiadas por uma amiga pessoal da presidente Park. Em troca de receber permissão para uma fusão entre duas unidades do conglomerado em 2015.

Park teve o impeachment aprovado pelo Parlamento e agora aguarda decisão da Suprema Corte do país sobre o processo de impedimento.

Coreia do Sul pede prisão de chefe da Samsung

Investigadores interrogaram o chefe da Samsung, Jay Y. Lee, por 22 horas seguidas na semana passada por suspeita de envolvimento no escândalo de corrupção

Por Redação, com Reuters – de Seul:

O procurador especial da Coreia do Sul pediu a prisão do chefe do Samsung Group, maior conglomerado do país, acusando-o de pagamento de milhões de dólares em propinas para uma amiga da presidente sul-coreana afastada, Park Geun-hye.

Investigadores interrogaram o chefe da Samsung, Jay Y. Lee, por 22 horas seguidas na semana passada
Investigadores interrogaram o chefe da Samsung, Jay Y. Lee, por 22 horas seguidas na semana passada

Investigadores interrogaram o chefe da Samsung, Jay Y. Lee, por 22 horas seguidas na semana passada. Por suspeita de envolvimento no escândalo de corrupção, que no mês passado levou o Parlamento a aprovar o impeachment de Park. O impedimento agora depende de decisão da Suprema Corte do país.

A procuradoria especial acusou Lee de pagamento de propinas no total de US$ 36,42 milhões a organizações ligadas a Choi Soon-sil, uma amiga da presidente que está no centro do escândalo. Para assegurar a fusão em 2015 de duas unidades do conglomerado.

Corrupção

Lee, de 48 anos e que se tornou o chefe da Samsung. Após seu pai, Lee Kun-hee, ser incapacitado por um ataque cardíaco em 2014. Também foi acusado de apropriação indevida e perjúrio, de acordo com o pedido de mandado de prisão feito pela procuradoria.

A Samsung, cujas companhias geram US$ 230 bilhões em receita, equivalente a cerca de 17 % da economia da Coreia do Sul, negou a acusação de que Lee teria pago propinas.

Coreia do Sul irá decidir sobre pedido de prisão de chefe da Samsung

O executivo de 48 anos foi citado por suspeitas que incluem suborno e perjúrio e foi questionado por mais de 22 horas no início desta sexta-feira

Por Redação, com Reuters – de Seul/Berlim:

A procuradoria especial da Coreia do Sul irá decidir se pede a prisão do chefe do Samsung Group, Jay Y. Lee, dentro de dois dias, disse nesta sexta-feira um porta-voz da equipe de investigação.

A procuradoria especial da Coreia do Sul irá decidir se pede a prisão do chefe do Samsung Group, Jay Y. Lee
A procuradoria especial da Coreia do Sul irá decidir se pede a prisão do chefe do Samsung Group, Jay Y. Lee

O executivo de 48 anos foi citado por suspeitas que incluem suborno e perjúrio e foi questionado por mais de 22 horas no início desta sexta-feira.

Lee Kyu-chul, porta-voz da procuradoria especial, disse durante entrevista coletiva regular que a decisão final ainda será feita sobre um pedido de prisão. A decisão pode ser feita até domingo, disse.

Procuradores tentam determinar se pagamentos de cerca de US$ 25 milhões feitos pela Samsung para fundações e empresas apoiadas por uma amiga da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, tinham ligação com uma decisão de 2015 do Serviço Nacional de Pensão de apoiar uma fusão controversa de duas afiliadas do grupo Samsung.

Informações russa

Países da Europa, onde Alemanha e França realizam eleições neste ano, estão criando defesas. Para evitar que possíveis ataques cibernéticos russos e desinformação influenciem a política ocidental. Mas especialistas de inteligência dizem que pode ser muito pouco e muito tarde.

A questão de “operações de influência” russas tomaram nova urgência. Após agências de inteligência dos Estados Unidos divulgarem uma avaliação não-classificada de que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma campanha para influenciar a eleição norte-americana a favor de Donald Trump.

Países europeus e a Otan estão criando centros para identificar “notícias falsas”. Aumentar as defesas cibernéticas e rastrear uso de mídias sociais que têm como alvo comunidades de língua russa. Grupos da extrema-direita, partidos políticos, eleitores e pessoas em posição de poder.

A Rússia nega guerra cibernética e campanhas na internet contra governos ocidentais. Observadores do Kremlin dizem que afetar a eleição norte-americana poderia recompensar Moscou, enquanto as recompensas não seriam tão altas nas eleições da Alemanha e França.

Autoridades

Autoridades da inteligência alemã, no entanto, dizem que há apoio russo para partidos eurocéticos e anti-imigração na Alemanha e dentro da União Europeia. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que não poderia descartar interferência russa na eleição deste ano.

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves le Drian, foi na mesma linha.

– Não podemos excluir que operações da mesma natureza vistas nos Estados Unidos buscam desorientar o sistema eleitoral francês – disse Le Drian, em entrevista recente. “Peço que todos estabeleçam a maior vigilância.”

Uma autoridade sênior da União Europeia, que pediu para não ser identificada. Ela disse não haver dúvidas de que Moscou irá apoiar partidos da extrema-direita e populistas nas eleições na Europa em 2017. A autoridade citou o retumbante “Não” dado ao tratado de associação planejada da UE com a Ucrânia em votação holandesa.

– Vemos ataques de desinformação antes de toda eleição que é do interesse do Kremlin – disse uma segunda fonte da UE. “Muito frequentemente o voto que se segue… se torna favorável ao Kremlin.”

Manifestações são retomadas após impeachment da presidente da Coreia do Sul

Manifestantes que pediam a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, marcharam neste sábado pela sétima semana seguida

Os poderes de Park foram suspensos após 234 dos 300 membros do Parlamento votarem pelo impeachment, o que significa que mais de 60 membros do seu próprio partido apoiaram a moção

Por Redação, com Reuters – de Seul:

 

Manifestantes que pediam a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, marcharam neste sábado pela sétima semana seguida, um dia após o Parlamento votar pelo impeachment da presidente e colocar o destino de Park nas mãos de um tribunal composto por nove juízes.

Manifestantes que pediam a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, marcharam neste sábado pela sétima semana seguida
Manifestantes que pediam a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, marcharam neste sábado pela sétima semana seguida

A multidão estimada pelos organizadores em 200 mil pessoas lotava uma grande praça no Centro de Seul. Era significativamente menor do que nas semanas recentes. Porém festiva, com performances musicais entre discursos pedindo a saída de Park.

– Exigimos que o Tribunal Constitucional faça uma decisão de consciência. Justiça e não aja contra a vontade do povo – disse em discurso Jung Kang-ja, um dos líderes da coalizão de grupos civis apoiadores da manifestação.

Protestos

O primeiro-ministro, Hwang Kyo-ahn, que se tornou presidente interino na sexta-feira. Após a aprovação do impeachment no Parlamento. Ele pediu para autoridades garantirem que as manifestações sejam pacíficas. Tentou acalmar as ansiedades sobre segurança nacional e mercados financeiros.

– Até o momento, mercados financeiros e cambiais estão relativamente estáveis. Não há sinais de movimentos incomuns no Norte. Mas todos os servidores públicos devem ter vigilância em mente ao conduzirem suas funções – disse Hwang, durante encontro.

Os poderes de Park foram suspensos após 234 dos 300 membros do Parlamento votarem pelo impeachment. O que significa que mais de 60 membros do seu próprio partido apoiaram a moção.

 

Coreia do Sul: Samsung oferece upgrade para clientes do Note 7

Usuários no programa de atualização terão que pagar apenas metade do preço de um dispositivo Galaxy S7

Usuários no programa de atualização terão que pagar apenas metade do preço de um dispositivo Galaxy S7, ao invés do valor total, antes de trocar para o S8 ou Note 8, disse a Samsung

Por Redação, com Reuters – de Seul/Washington:

A Samsung Electronics informou nesta segunda-feira que está oferecendo um programa de upgrade para clientes do Galaxy Note 7 na Coreia do Sul que trocaram o dispositivo pelo modelo Galaxy S7, na mais recente tentativa de segurar clientes.

Usuários no programa de atualização terão que pagar apenas metade do preço de um dispositivo Galaxy S7
Usuários no programa de atualização terão que pagar apenas metade do preço de um dispositivo Galaxy S7

Em comunicado, a Samsung disse que os clientes que trocaram seu Note 7 para qualquer versão do Galaxy S7 podem trocar para smartphones Galaxy S8 ou Note 8, que serão lançados no próximo ano através de um programa de upgrade.

A maior fabricante de smartphones do mundo cancelou permanentemente as vendas do Note 7. Devido a relatos continuados de incêndios. A Samsung, além de oferecer reembolso ou troca para um smartphone Galaxy S7. Já ofereceu incentivos financeiros no valor de 100.000 wons (US$ 88,39) para clientes afetados na Coreia do Sul.

Usuários no programa de atualização terão que pagar apenas metade do preço de um dispositivo Galaxy S7. Ao invés do valor total, antes de trocar para o S8 ou Note 8, disse a Samsung. Ao oferecer o Note 8, a Samsung indiretamente reforçou declarações anteriores de que a série Note não será descontinuada.

Aquisição da Time Warner

A AT&T pode escapar de um poderoso regulador do setor de telecomunicações transferindo uma estação de transmissão da Time Warner. Afirmam analistas, conforme a gigante de telecom se prepara para o que deve ser uma longa. E díficil análise antitruste da sua proposta de comprar a Time Warner por US$ 85,4 bilhões.

Com sede em Dallas, a AT&T disse no sábado que o acordo precisa da aprovação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As empresas estavam determinando quais licenças da Comissão Federal de Comunicação (FCC, na sigla em inglês) dos EUA da Time Warner, se houver, seriam transferidas para a AT&T como parte do negócio. Esta transferência exigiria a aprovação da FCC.

Apesar de sua grande força de mídia, a Time Warner tem apenas uma estação de transmissão regulada pela FCC, a WPCH-TV em Atlanta. A Time Warner poderia vender essa licença para tentar evitar uma revisão formal da FCC, disseram vários analistas.

A AT&T entrou em conflito com a FCC nos últimos anos em várias frentes. Um porta-voz da AT&T se recusou no domingo em elaborar sobre se a FCC teria de aprovar formalmente a transação.

O porta-voz da FCC, Neil Grace, não quis comentar.

A aquisição da NBCUniversal pela Comcast em 2011, o último casamento de uma central de distribuição elétrica com um dos principais meios de comunicação e provedor de conteúdo, tais como AT&T e Time Warner, foi avaliada pelo Departamento de Justiça e a FCC.

Discurso bélico sobe de tom entre as Coreias após teste nuclear

Um enviado especial dos EUA reuniu-se com autoridades japonesas neste domingo e disse mais tarde que os Estados Unidos podem lançar sanções unilaterais contra o Norte, na guerra das Coreias

 

Por Redação, com agências internacionais – de Pyongyang e Seul

 

A Coreia do Norte afirmou, em comunicado internacional, neste domingo, que a pressão para que novas sanções sejam aplicadas após seu quinto teste nuclear é “ridícula”, e prometeu continuar a reforçar o seu poder nuclear. O Estado comunista realizou na sexta-feira sua explosão nuclear mais poderosa até o momento, dizendo que dominou a capacidade de montar uma ogiva nuclear em um míssil balístico, elevando uma ameaça que seus rivais e as Nações Unidas têm sido incapazes de conter.

Fontes ligadas ao governo da Coreia do Sul falam de um plano para atacar a capital do Norte com forças especiais
Fontes ligadas ao governo da Coreia do Sul falam de um plano para atacar a capital do Norte com forças especiais

Um enviado especial dos EUA reuniu-se com autoridades japonesas neste domingo e disse mais tarde que os Estados Unidos podem lançar sanções unilaterais contra a Coreia do Norte, ecoando comentários do presidente Barack Obama na sexta-feira, na sequência do teste.

“O grupo de Obama correndo por aí e falando sobre sanções sem sentido até hoje é muito ridículo, quando a sua política de “paciência estratégica” está completamente desgastada e eles estão perto arrumarem as malas para sair,” disse a agência norte-coreana de notícias KCNA, citando um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte neste domingo.

“Como já deixamos claro, medidas para fortalecer o poder nuclear nacional em qualidade e quantidade vão continuar a proteger nossa dignidade e direito de viver em meio a crescentes ameaças dos Estados Unidos de uma guerra nuclear”, acrescentou a KCNA.

Mais cedo, a agência de notícias Yonhap, da Coreia do Sul, relatou que os militares da Coreia do Sul têm um plano para usar seus mísseis para “dizimar” áreas de Pyongyang se houver sinais de que o Norte está prestes a lançar um ataque nuclear, citando uma fonte militar. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul não confirmou imediatamente a reportagem, mas os militares já prometeram tomar medidas fortes para retaliar em caso de um ataque pelo Norte.

Coreias em guerra

Enquanto seus vizinhos do Norte ameaçam seguir na guerra, agora em um novo degrau na escalada atômica da região, os militares sul-coreanos anunciaram, também neste domingo, um plano de ataque maciço preventivo contra Pyongyang, capaz de destruir a capital norte-coreana e matar milhões de pessoas em questão de minutos, caso percebam que o regime de Pyongyang tenha preparando um ataque nuclear, informou na manhã do domingo a agência de notícias Yonhap se referindo a fontes militares de Seul.

Segundo os militares sul-coreanos, a potência do dispositivo explosivo utilizado na Coreia do Norte pode ter sido de 10 quilotoneladas equivalentes de TNT. Os especialistas também destacaram que estes testes foram os maiores da história da Coreia do Norte. E reforçaram a ameaça:

— Cada bairro de Pyongyang, especialmente aqueles onde se localiza a liderança norte-coreana, será completamente destruído por mísseis balísticos e munições incendiárias, logo que a Coreia do Norte mostre o menor sinal de uso de armas nucleares. Em outras palavras, a capital norte-coreana será transformada em cinzas e será varrida do mapa — disse uma fonte da agência.

De acordo com outra fonte da agência Yonhap, a Coreia do Sul pode usar para isso seus mísseis terra-terra com alcance de 300, 500 e mil quilômetros. Outra fonte do ministério da Defesa falou à agência sobre a existência de uma unidade militar especial, cujo objetivo é a destruição da liderança norte-coreana e a realização de ataques de retaliação. O teste nuclear de Pyongyang já foi condenado pelos governos do Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e vários estados europeus. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse por sua vez que Moscou está “seriamente preocupada com a realização do teste” da Coreia do Norte.