Ministério da Educação amplia prazo de pré-seleção do Fies

O financiamento do curso de graduação disponibilizado pelo MEC estará aberto no primeiro semestre deste ano para 150 mil alunos

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o período de pré-seleção da lista de espera do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O prazo se encerraria na sexta-feira, mas foi estendido para o dia 17 de março. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União.

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o período de pré-seleção da lista de espera do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o período de pré-seleção da lista de espera do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil

Os estudantes interessados devem monitorar o site do programa para checar a divulgação do resultado. Caso apareça como pré-selecionado, o estudante deve acessar o Sistema Informatizado do Fies (SisFies). Efetivar a inscrição em cinco dias úteis. A partir da data de divulgação do resultado no sistema. No ato da inscrição, o candidato deve escolher a instituição bancária e a agência de sua preferência.

Depois de inscrito no sistema, o estudante deve validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de educação superior em até dez dias. Por mais dez dias, o candidato (ou seus fiadores) deve comparecer a um agente financeiro do Fies para formalizar a contratação do financiamento.

Curso de graduação

O financiamento do curso de graduação disponibilizado pelo MEC estará aberto no primeiro semestre deste ano para 150 mil alunos.

Para ter direito ao benefício, o estudante deve comprovar renda bruta mensal de até três salários-mínimos por pessoa da família. Além de ter participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010, com nota mínima de 450 pontos nas provas de conhecimentos gerais e nota superior a zero na redação.

Educação para os novos tempos

Nesta época de profunda degradação moral em que está mergulhada a Nação brasileira, a publicação de um livro como Educação em um mundo globalizado, dos professores Sílvio Firmo do Nascimento e Kennedy Alemar da Silva, ganha redobrada importância, pois discute como educar e formar educadores para essa sociedade que se desenha para o século XXI.

Por Adelto Gonçalves, de Amparo, SP:

A educação é peça básica para o desenvolvimento brasileiro
A educação é peça básica para o desenvolvimento brasileiro

Como observa o professor José Maurício de Carvalho, na época da publicação da obra, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ-MG), no prefácio que escreveu para esta obra, os autores consideram essencial a construção de uma nova pedagogia para enfrentar os desafios da sociedade tecnológica. De fato, esse é um desafio de proporções ciclópicas, pois a questão da degradação moral vem da própria família brasileira que, ao longo do tempo, deixou de discutir e incutir em seus pósteros os valores morais mais essenciais, deixando a tarefa para a escola que, por sua vez, não tem condições materiais nem espirituais para desenvolver esse trabalho.

O professor de Língua Portuguesa sabe muito bem como chegam os alunos, em grande parte, ao primeiro ano de qualquer curso universitário: não só sem o domínio da técnica de escrever como sem valores morais. Por isso, pedir aos alunos que escrevam uma resenha de algum livro ou um artigo sobre qualquer assunto é preparar-se para receber uma avalanche de textos tirados da Internet e apresentados como se fossem de sua própria autoria.

Quer dizer, a maior parte dos alunos comete o crime do plágio sem a menor cerimônia. E não se pode dizer que, geralmente, são alunos mal saídos da adolescência porque, não raro, também os mais maduros cometem com facilidade esse tipo de crime. Ou seja, como muitos deles são pais de família, é de se imaginar os valores morais que passam para os filhos.

Para combater essa epidemia de desonestidade, o professor precisa sacrificar boa parte do seu tempo fora da classe para pesquisar no Google a fim de comprovar o plágio. Diante de classes superlotadas – com mais de 80 alunos –, já que as universidades privadas estão preocupadas prioritariamente com seus lucros, não poucos professores desistem da carreira. Os que insistem e tentam ensinar como fazer as citações de textos alheios, muitas vezes, pregam no deserto porque muito mais fácil é “copiar e colar”. Não é à toa que, de vez em quando, estouram (não só no Brasil como também no Primeiro Mundo) escândalos em que figuras eminentes são acusadas de publicar livros com extensas citações de textos alheios sem o devido crédito. Às vezes, o livro que teve trechos amplamente copiados está citado apenas na bibliografia. E os autores acreditam que isso resolve tudo.

Aos docentes que permanecem só resta remar contra a corrente e procurar contribuir para a formação da pessoa humana, tentando passar aos alunos o domínio da escrita e leitura, a capacidade de analisar, interpretar e sintetizar dados e compreender e atuar no meio social, como ressaltam os autores de Educação em um mundo globalizado.

                                               II

Para mudar esse quadro, Nascimento e Silva defendem a presença de professores cada vez mais qualificados e com atualização permanente, em vez de docentes que apenas transmitam conhecimento acadêmico. Mas observam que é preciso também que a escola mude, pois o professor sozinho não será capaz de dar conta dos desafios educacionais que se impõem neste começo de século. Obviamente, a escola não pode mudar sozinha, o que significa que a mudança deveria ser acompanhada pelo Estado e pela sociedade. Eis aqui um ideal quase inatingível. Afinal, neste mundo globalizado, os interesses políticos se encontram sempre subordinados aos interesses mercadológicos.

No último capítulo, Nascimento e Silva discutem o impacto da tecnologia na educação, admitindo como irreversível o ensino a distância, que seria mais uma tecnologia colocada a serviço da demanda social. Para os autores, o ensino a distância seria “mais eficaz que o presencial devido ao seu maior alcance, sua melhor razão custo e benefício, sua maior flexibilidade (tanto para docentes como aprendizes) e seu maior potencial de personalização e mesmo individualização”.

Para os estudiosos, a tarefa de discutir, analisar, avaliar e aplicar as informações a tarefas práticas será realizada, mais e mais, não através da escola, mas através de grupos virtuais de discussão, no quais cada um se alterna no papel de ensinar e de aprender. “Se a escola puder se reinventar e tornar-se um ambiente de aprendizagem desse tipo, ela pode sobreviver. Mas a Internet, a Web, correio eletrônico, bate-papos, discussões baseadas em texto (grupos de discussão), videoconferências etc. precisarão estar no centro dela e se tornar parte de sua rotina. O que aqui é dito da escola aplica-se a escolas de todos os níveis, inclusive às universidades”, garantem.

Como diz o professor José Maurício de Carvalho, se esse é o novo paradigma da educação, é preciso criar então uma nova forma de ensinar, e isso nos coloca diante da necessidade de pensar a formação do educador que deve ser preparado para essa nova realidade. Por isso, com base nas ideias do sociólogo suíço Philippe Perrenoud, os autores concluem que “o professor deverá se dotar de conhecimentos, habilidades e atitudes para tornar-se um profissional reflexivo ou investigador, com o objetivo de aprender a interpretar, compreender e refletir sobre a realidade social e a própria docência”.

Esse é o grande desafio da Humanidade hoje, pois não há como discordar de Nascimento e Silva quando dizem que a educação é um dos caminhos importantes para superar a crise do nosso tempo.

                                               III

Silvio Firmo do Nascimento (1956) é graduado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ – 1987) e em Estudos Sociais e Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque-SC (1983), mestrado em Filosofia pela UFJF-MG (1992) e doutorado em Filosofia pela Universidade Gama Filho-RJ (2001). É professor de Filosofia e editor da revista Saberes Interdisciplinares do Instituto de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves (IPTAN) e membro efetivo da Academia de Letras de São João del-Rei-MG.

É autor de Teses morais do tradicionalismo do século XIX (Londrina-PR: Humanidades, 2004), A Igreja em Minas Gerais na República Velha (Curitiba: Juruá, 2008), A religião no Brasil após o Vaticano II: uma concepção democrática da religião (Barbacena-MG: UNIPAC, 2005), O homem diante do sagrado: alguns elementos de antropologia da religião (Londrina: Edições Humanidades, 2008), A pessoa humana segundo Erich Fromm (Curitiba: Juruá, 2010), A centralidade da eucaristia na vida da humanidade (Guarapuava-PR: Pão e Vinho, 2001) e Gotas de sabedoria (Curitiba: Instituto Memória, 2012). Desenvolve o trabalho religioso de pároco em Ibituruna-MG e de assessoria bíblica na Diocese de São João del-Rei-MG.

Kennedy Alemar da Silva (1972) é mestre em Educação pela Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), de Barbacena-MG, licenciado em Filosofia e especialista em História de Minas Gerais no século XIX pela UFJF-MG. É professor na Fundação Educacional de Lavras-MG e na rede estadual de Minas Gerais na cidade de Itutinga, onde reside. Foi secretário municipal de Educação em Itutinga.

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Educação em um mundo globalizado, de Sílvio Firmo do Nascimento e Kennedy Alemar da Silva, com prefácio de José Maurício de Carvalho. Belo Horizonte: Gráfica e Editora O Lutador, 164 págs.

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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. Foi professor nas Universidades de Santos.

Direto da Redação é um fórum editado pelo jornalista Rui Martins.

 

Governo do Rio paga salários de servidores da educação e segurança

Os aumentos salariais, estabelecidos em 2014, devem ser pagos em cinco parcelas, das quais cinco já foram concedidas. Os dois reajustes restantes serão pagos em 2018 e 2019

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O governo do Rio de Janeiro depositou nesta terça-feira os salários integrais de janeiro dos servidores da educação, segurança e administração penitenciária, além dos bombeiros. No caso dos servidores da educação, foi depositado o valor apenas para os ativos. Para os demais setores, foram beneficiados também os aposentados e pensionistas.

O governo do Rio de Janeiro depositou nesta terça-feira os salários integrais de janeiro dos servidores da educação, segurança e administração penitenciária
O governo do Rio de Janeiro depositou nesta terça-feira os salários integrais de janeiro dos servidores da educação, segurança e administração penitenciária

O valor líquido a ser depositado foi R$ 920 milhões. Neste mês, os salários serão pagos com os reajuste estabelecido em 2014. Agentes da polícia civil (10,22%), bombeiros e policiais militares (7,65%), agentes penitenciários (3,24%) e delegados da Polícia Civil (3,3%).

Os aumentos salariais, estabelecidos em 2014, devem ser pagos em cinco parcelas, das quais cinco já foram concedidas. Os dois reajustes restantes serão pagos em 2018 e 2019.

Forças Armadas

O presidente de facto Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas no Rio de Janeiro para auxiliar o policiamento das ruas. Em meio à mobilização das mulheres de policiais militares. Iniciada na última sexta-feira. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, foi recebido por Temer, no Palácio do Planalto, para discutir o assunto.

No momento, o governo trabalha no planejamento da ação para decidir quantos militares serão enviados ao Estado ou deslocados para essas atividades. Também estão sendo estudados os locais em que atuarão e a data de início das ações. Prevista inicialmente para esta terça-feira.

A autorização é a mesma concedida na semana passada para uso das tropas no Espírito Santo, onde familiares de policiais impediam a saída de viaturas em forma de protesto.

Na segunda-feira, no Centro do Rio, manifestantes acampadas bloquearam a saída do prédio do Batalhão de Choque. Onde funcionam unidades como o Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos

Reforma do ensino médio ainda demora a chegar às escolas, prevê MEC

A reforma curricular do MEC para o ensino médio ainda demora a chegar às salas de aula

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), elemento fundamental para a implementação da reforma ainda está em discussão no Ministério da Educação (MEC)

 

Por Redação, com ABr – de Brasília

 

Aprovada nessa quarta-feira, a reforma do ensino médio poderá ser implementada apenas em 2020. Assim, não deve chegar imediatamente a todas as escolas. A previsão é dos Estados e das escolas particulares.

A reforma curricular do MEC para o ensino médio ainda demora a chegar às salas de aula
A reforma curricular do MEC para o ensino médio ainda demora a chegar às salas de aula

Isso porque a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), elemento fundamental para a implementação da reforma ainda está em discussão no Ministério da Educação (MEC).

“Quem entra nos holofotes agora é a Base, o início da implantação da reforma é atrelado à Base”, diz a instituição, em nota. A BNCC do ensino médio será definida pelo MEC e encaminhada para a aprovação do Conselho Nacional de Educação (CNE). Depois retornará à pasta para homologação.

Novo modelo

“Se isso ocorrer no segundo semestre, teremos até 2020 para iniciar o processo. Claro que vai depender de grande discussão, de várias definições. Começa agora uma etapa de discussão nos estados de como se dará a implementação”, diz.

A reforma do ensino médio define que as escolas devem passar a oferecer opções de itinerários formativos para os estudantes. Eles deverão optar por uma formação com ênfase em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou formação técnica.
Parte da formação (40%) será voltado para a ênfase escolhida e o restante do tempo, para a formação comum, definida pela Base Nacional Comum Curricular.

Os Estados devem começar a implementar o novo modelo no segundo ano letivo subsequente à data de publicação da BNCC. Isso pode ser antecipado para o primeiro ano, desde que com antecedência mínima de 180 dias entre a publicação da Base Nacional e o início do ano letivo – ou seja, caso aprovada no primeiro semestre, poderia começar a vigorar em 2019.

Melhor proposta

A diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, acredita que a reforma deve ser implementada em 2020 porque não há tempo hábil, sobretudo para o setor público se adequar. As escolas, segundo ela, precisam ter os projetos político-pedagógicos encaminhados às secretarias de educação para começarem a implementar as mudanças.

— O setor (privado) é mais ágil na mudanças, mas no final depende da secretaria de Educação, que define as normas e as propostas a serem implementadas. De qualquer maneira, vamos fazer a melhor proposta e prestar o melhor serviço — acrescenta. 

Atualmente, o ensino médio tem 8,1 milhões de matrículas, a maioria em escolas públicas (87%) da rede estadual (80%), ou seja, a implementação da MP recairá principalmente sobre os estados. A reforma se estende a todas as escolas, ou seja, a rede particular também terá que se adequar.

Em termos de implementação cada estado poderá definir a melhor forma de ofertar os itinerários formativos. As escolas particulares estudam parcerias entre si. Uma das possibilidades é que um conjunto de escolas próximas ofertem cada uma um itinerário e atenda também os estudantes das demais.

Mudanças

A reforma do ensino médio define ainda que as escolas devem ampliar a carga horária para 5 horas diárias – atualmente a obrigação é 4 horas diárias – em cinco anos. A intenção é que progressivamente ampliem a carga horária para 7 horas diárias, para ofertar educação em tempo integral.

Segundo Amâncio, mais da metade dos estados ainda têm a carga horária de 4h. Já nas esocolar particulares, segundo Amábile, a maioria já está adequada à nova regra.

— Será um desafio para os estados, cada um vai ter que fazer o seu planejamento — diz.

O financiamento será um dos grandes entraves, segundo ele, uma vez que vários estados enfrentam crises e endividamento.

— Sabemos que a reforma tem um impacto (no orçamento). Isso impacta no tempo de implementação da reforma. Cada Estado vai depender das suas contas, não é questão apenas de vontade — afirmou.

Formação técnica

O governo federal já anunciou duas principais linhas de auxílio aos estados. Uma delas é o Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral oferece, para o ensino médio, R$ 2 mil a mais por aluno por ano para ajudar os estados. A ajuda, que seria por até quatro anos, foi prorrogada para dez anos.

Outra linha é o MedioTec destinado a ofertar formação técnica e profissional a estudantes do ensino médio. Ao todo, serão ofertadas 82 mil vagas. Segundo Amâncio, isso fará com que a ênfase em ensino técnico seja a primeira a entrar em vigor nas escolas. Nessa semana foi feito um workshop em Brasília para os secretários estaduais.

A expectativa é que o programa comece a funcionar no segundo semestre.

Professora sofre retaliação na escola por opinar contra reformas no ensino

A cientista social Carina Santos fez críticas à reforma do ensino, proposta pelo governo, e sofreu a censura na escola pública onde trabalha

Segundo Carina Santos, os professores das disciplinas ”técnicas” na escola serão admitidos por notório saber

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Professora de Sociologia em um educandário no Sul do Estado do Rio, a cientista social Carina Santos denunciou, em sua página de uma rede social, ter sido “retaliada na escola onde atuo por conta da minha posição crítica à Medida Provisória (MP) do Ensino Médio”.

A cientista social Carina Santos fez críticas à reforma do ensino, proposta pelo governo, e sofreu a censura na escola pública onde trabalha
A cientista social Carina Santos fez críticas à reforma do ensino, proposta pelo governo, e sofreu a censura na escola pública onde trabalha

“Publiquei aqui (no Facebook) que estava sendo retaliada na Escola onde atuo por conta da minha posição crítica à MP do Ensino Médio e o Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI)”. As razões que levaram a educadora a formular as críticas, pelas quais sofreu a retaliação, em seu local de trabalho, foram especificadas:

“O projeto aumenta a carga horária, com foco no letramento e desenvolvimento das operações matemáticas. O restante do tempo vai se dividir na opção do aluno entre: Sociologia, Historia , Artes, Educação Física, Física, Química e mais letramento, com foco para a linguagem formal sem considerar a diversidade da nossa língua mater e das suas formas. Dentro dessas ”opções” consta, também, as disciplinas técnicas que tem o nome genérico de ‘’Projeto de Vida”.

Ainda segundo Santos, os professores das disciplinas ”técnicas” serão admitidos por notório saber. As regras para tal contrato não estão evidenciadas no projeto”, acrescentou.

‘Bom comportamento’

Sobre o ProEMI adaptado às regionais, a professora ressalta:

“Criam-se núcleos regionais de educação (CICs) — área de conhecimento para desenvolvimento de saberes, onde a opção será do aluno. Refletindo as divisões citadas. A carga horária aumenta gradualmente, mas o projeto tem apenas três parcelas a serem vencidas e, até onde sei, não se tem garantia de efetivo pagamento. Além da chegada de uma PEC que reduz os gastos com Educação. A conta não bate”.

Para Carina Santos, “a meritocracia está presente e tem características médias esperadas para o estudantes. Dentre elas , termos que lembrar substantivos utilizados para defesa da ‘moral e bons costumes’. Alguém se lembra a ultima vez que isso esteve em questão? 
Exemplos : ‘bom comportamento’, ‘ter bom letramento’, ‘ser bem conhecido dentre sua turma’. Quais são as perdas com isso?”.

“O projeto já chega solapando de maneira autoritária. A divisão se dará entre estudantes para o mercado de trabalho e estudante que ingressará na universidade seguindo as ‘opções’ oferecidas. O que vcs acham que irá acontecer?”, questiona.

Espaço na aula

Para a educadora, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), “há um alinhamento com a tese da Escola sem Partido. Uma vez que o estudante não precisará optar por aulas de humanas”.

E cita, como exemplo:

“No ano passado tive em sala dois estudantes que mais participaram dos debates. Um deles, do Partido Militar, defensor do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). E o outro do campo popular democrático, que apoiou Lula. Ambos tinham espaço na aula, e os debates ocorriam.

“No final do período o aluno que apoiava Bolsonaro não entregou um trabalho sobre movimentos sociais por conta da sua ideologia. Esse aluno, nessa divisão, não se sentirá obrigado a refletir sobre pensamentos divergentes ao dele. Há de se constar que, embora eu tenha militado no mesmo grupo politico do aluno do campo popular, apenas no último dia de aula a sala teve conhecimento disso”.

Meritocracia

A Lei 16.639/03 do Ensino da História da África no Brasil, segundo Santos, “sequer é citada”. “O que permite à ideologia meritocrática ter mais destaque é o fato de não discutimos a origem da desigualdade racial e social no Brasil”, pontua.

Carina Santos cita o professor de História Felipe Duque, ao afirmar que a perda de autonomia do professor, afinal o projeto fala em presença constante de representações federais, como se não bastasse a tal da Gestão Integrada de Desenvolvimento (GID), embora aponte o alinhamento do projeto governamental à Escola sem Partido.


Como resultado da MP, Santos acrescenta o “aumento de trabalho, afinal, há zilhões de relatórios para justificar a contemplação do projeto. E a pulverização de professores em mais colégios, afinal há o enxugamento do currículo que se amplia gradativamente em todas as turmas nos próximos”.

Para a educadora, “o professor será agente descartável na escola onde não tem pertencimento”.

“É preciso resistir”, conclui.

Educação e saúde precárias levam moradores de reserva a recorrer a cidades

Na comunidade Anã, alunos de ensino médio tem aulas em um galpão

De acordo com a prefeitura de Santarém, há 32 escolas da rede municipal, responsável pela oferta do ensino fundamental, na reserva extrativista. No total, 6.005 alunos são atendidos

Por Redação, com ABr – de Santarém:

Postos de saúde e escolas com estruturas improvisadas e temporárias não são raras nas comunidades da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns. A falta de qualidade nesses serviços leva várias pessoas a deixarem as comunidades tradicionais e se deslocarem para cidades próximas. Um dos principais destinos é Santarém.

Na comunidade Anã, alunos de ensino médio tem aulas em um galpão
Na comunidade Anã, alunos de ensino médio tem aulas em um galpão

Dos quatro filhos do artesão Raimundo Valdir Ferreira, 52 anos, morador da comunidade Nova Vista, apenas Ravel, 12 anos, ainda mora com a família na reserva. As mais velhas estudam em Santarém. Mesmo destino de Ravel assim que completar o ensino fundamental. “Pagamos R$ 250 por mês de aluguel para as meninas. Elas ficam todas juntas na cidade. Fica um pouco pesado, mas hoje em dia o que vale é ter estudo”, diz o artesão.

De acordo com a prefeitura de Santarém, há 32 escolas da rede municipal, responsável pela oferta do ensino fundamental, na reserva extrativista. No total, 6.005 alunos são atendidos.

O maior problema, entretanto, está na oferta do ensino médio. Há também problemas de infraestrutura. Na comunidade Anã, por exemplo, os alunos tem aula em um galpão improvisado.

Além disso, nessa etapa de ensino, quando não se tratam de escolas indígenas, as matérias são oferecidas de forma modular. Distribuídas ao longo do ano e ministradas por professores de Santarém ou outras cidades próximas.

Isso faz, por exemplo, com que os estudantes tenham contato com biologia ou história apenas durante os meses em que os módulos são ministrados, e não durante todo o ano letivo.

A falta de estrutura na saúde também obriga os moradores a deixarem as comunidades.

– Se alguém tem uma doença mais grave como câncer, não tem como ficar aqui, tem que estar em Santarém. Até mesmo os diabéticos, que dependem de insulina. Têm que ir para a cidade, porque não temos eletricidade para acondicionar os medicamentos nem equipamentos para fazer os tratamentos – diz a enfermeira da comunidade de Mentai, Marcela Amaral, 32 anos.

Nascida na reserva, ela também é uma das que teve que deixar o local e mudar-se para Santarém para estudar. “Passei por tanta coisa, se te contasse, íamos conversar horas. Fui babá, trabalhei em sorveteria”, diz. “Ficamos sujeitos a vários perigos na cidade, as mulheres podem ser violentadas, têm as drogas também”. Depois de formada, voltou para o Mentai, para ajudar a comunidade onde nasceu.

Saúde

Atualmente a Resex conta com seis postos de saúde, de acordo com o presidente da Associação Comunitária de Vila Franca, Raimundo Guimarães Gamboa, 58 anos. Três médicos atuam na região na equipe de Estratégia de Saúde da Família Fluvial, que viaja em barco equipado para prestar atendimento.

Os profissionais fazem parte do programa Mais Médicos que visa  melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio da  contratação de médicos brasileiros e estrangeiros para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais.

E quando não há profissionais, a necessidade os cria. Tereza Godinho Guimarães, 77 anos, se descreve como “parteira curiosa”. Ela nunca estudou, mas “teve coragem” e assumiu um parto. O primeiro foi aos 20 anos, depois, mais 109 se seguiram.  “Não digo que salvei vida, porque isso não se faz, a gente ajuda e é bom ajudar os outros. Se tivesse um sistema de saúde eficiente, eu não faria parto”, diz.

Desde a criação da reserva, no entanto, ela diz que o número de parteiras jovens tem diminuído. A criação dos postos de saúde e a alternativa de transporte com maior frequência para a cidade diminuíram a necessidade de mulheres que cuidassem exclusivamente de partos. 

Construções próprias

É comum que as comunidades se organizem para erguer equipamentos públicos. Em Surucuá, a construção do posto de saúde chegou a ser aprovada. Mas, segundo o líder comunitário Ivaldo Cruz Basílio, 43 anos, a verba nunca chegou. A própria comunidade se organizou e começou o planejamento. “Temos já uma enfermeira e um postinho de saúde. Mas precisamos de um maior, que é esse que estamos construindo”, diz.

A comunidade de Anã também aguarda a construção de uma unidade básica de saúde. Um posto temporário funciona em uma casa construída pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para habitação.

– Hoje lutamos por uma unidade de saúde. Nós mesmos já escrevemos o projeto com o modelo de unidade que queremos – diz o técnico de saúde da comunidade, Antonio Cardoso. “Às vezes aqui não esperamos muito pelo Poder Público, às vezes a gente depende. Mas quando a comunidade quer, tem um objetivo, ela mesma constrói. No caso de uma unidade básica de saúde, precisamos de parceria”, explica.

Estado e município

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública diz que haverá um incremento para reforma e ampliação do bloco cirúrgico e entrega de equipamento no hospital municipal do município de Belterra. Segundo o órgão, a unidade está próxima à reserva extrativista.

Já a prefeitura de Santarém, responsável pela atenção básica de saúde. Diz que todas as comunidades das regiões do Tapajós e Arapiuns, incluindo aquelas que não fazem parte da Resex, “possuem a cobertura dos serviços de saúde”.

A prefeitura acrescenta que tem interesse em ampliar as equipes de Estratégia de Saúde da Família Fluvial e já está adquirindo um novo navio-hospital para reforçar o atendimento às populações ribeirinhas.

A região tem quatro equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e três equipes de Estratégia de Saúde da Família Fluvial. A área conta ainda com oito unidades básicas de saúde, dois postos de saúde. Além de equipes extras formadas por enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Em relação à educação, a prefeitura diz, em nota, que as ações são voltadas ao atendimento das populações em regime de equidade. Acessibilidade e qualidade de ensino e que todos os projetos de educação ofertados nas escolas da cidade também são oferecidos nas escolas do campo.

Responsável pelo ensino médio, a Secretaria de Educação do Pará diz que as implantações são feitas “conforme solicitações”. O atendimento na região se dá por meio do Ensino Médio Modular Indígena. Ao todo, segundo a secretaria, foram diplomados 73 professores indígenas e há uma demanda de nova turma com 40 alunos.

Enem é realizado para mais de 270 mil alunos em todo o país

Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade

Alguns alunos do 2° ano Ensino Médio que já tinham se inscrito no Enem para treinar, os chamados treineiros, reclamaram

 

Por Redação, com ABr – de Brasília e Rio de Janeiro

 

A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi realizado, neste sábado, para os 277.624 candidatos. Eles não puderam fazer as provas no início de novembro, em razão da ocupação de escolas e universidades em diversos Estados. Os portões foram abertos às 12h30 e se fecharam às 13h. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), nenhum dos 23 Estados que estão sediando as provas apresentou registro de problemas, até o fechamento desta matéria, às 15h35.

Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade
Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade

Em Brasília, o adiamento da data dividiu opiniões dos estudantes. Alguns reclamaram que a mudança trouxe mais ansiedade.

— Achei que foi um pouco desnecessário, se adiou pra um, tem que adiar pra todo mundo. Fiquei um pouco mais ansiosa — diz Edinalva Maria Santiago, 18 anos, que sonha em cursar medicina.

Já para Aline Conceição Silva, 18 anos, o tempo adiado serviu para intensificar os estudos.

— Pra mim individualmente foi bom, porque os professores tiveram tempo de passar matérias que eles não tinham passado. Espero que a prova seja no mesmo nível que os outros — diz a estudante, que pretende fazer o curso de Direito.

Enem adiado

Alguns alunos do 2° ano Ensino Médio que já tinham se inscrito no Enem para treinar, os chamados treineiros, reclamaram. A nova data coincidiu com o dia de realização da segunda etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS), da Universidade de Brasília (UnB).

Carolina Carvalho Santiago, de 16 anos, está no 2°ano e fez o Enem para se preparar. Um de seus alvos é o curso de medicina da UnB. Com a mudança da data ela teve que abrir mão da prova seriada.

— Estudei muito. Esse adiamento não gostei muito, porque caiu bem na data do PAS e aí você teve que escolher se ia fazer o PAS ou o Enem. E o pior que os dois você paga, então é uma perda muito grande — lamenta.

ProUni

A jovem afirma que seus pais recorrerão às instituições responsáveis pelas provas para conseguir uma nova oportunidade para realização da etapa da UnB. Caso contrário, pedirão o ressarcimento do valor pago na inscrição.

A assessoria do Cespe, órgão responsável pela aplicação das provas da UnB, informou que os estudantes teriam que escolher. Não há a possibilidade de aplicação do exame em nova data ou ressarcimento da inscrição. O Inep reafirmou que as datas da prova foram escolhidas em conformidade com o cronograma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade pra Todos (ProUni).

No caso do PAS da UnB, a assessoria lembra que a prova deste fim de semana é direcionada para alunos do 2° ano do ensino médio. É um perfil que ainda não está apto para ingresso no ensino superior pelo Enem.

Rio de Janeiro

No Rio, o Enem foi aplicado em três locais. Em um deles, no Centro Universitário IBMR, na Praia de Botafogo, os estudantes aguardaram do lado de fora até às 12h30, quando foram chamados para começar a entrar.

O técnico em informática Rubens de Meneses, que pretende cursar uma graduação na área de informática, considerou que o adiamento da prova lhe beneficiou, pois teve mais tempo para estudar.

— Estudei cinco dias por semana. O adiamento para mim foi benéfico, deu tempo de estudar mais — disse ele, que acredita ir melhor em história e encontrar mais dificuldades em química.

Planejamento

Irmã de Rubens, Samara Rodrigues pretende conseguir uma vaga em fisioterapia. Para ela, porém, o adiamento foi pior, pois considera que ficou mais tensa.

— Para mim foi pior, pois eu sou nervosa. Era melhor ter feito antes, pois aí acabava logo. Mesmo eu tendo estudado, sempre o nervosismo vai atrapalhar. Hoje o que eu estou com mais medo é de história, mas devo ir bem em química e biologia — disse. Ela aposta em um bom resultado em redação, na prova de domingo.

Para o professor de química Pedro César Fiortti, que estava à porta acalmando alguns alunos, o adiamento foi prejudicial, pois atrapalhou o planejamento dos estudantes.

— Para a maioria não foi benéfico, pois o aluno já está preparado, vem de uma pressão enorme. Psicologicamente, eu não acredito que tenha ajudado, porque a gente já vem preparando eles para tal dia, tem todo um planejamento de aula — disse o professor.

Unesp faz vestibular para mais de 100 mil alunos

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizou neste domingo a primeira fase de seu vestibular para 102.134 vestibulandos. Os estudantes deverão chegar aos locais de prova com uma hora de antecedência. Às 14 horas, os portões foram fechados. O exame teve duração de quatro horas e meia.

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública
O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

O vestibular, que foi aplicado em 31 cidades paulistas e ainda em Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Uberlândia (MG). Teve 90 questões de múltipla escolha: 30 de linguagens e códigos (língua portuguesa, literatura, língua inglesa, educação física e arte), 30 de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia). E 30 de ciências da natureza e matemática (biologia, física, matemática e química).

Para realizar a prova, os candidatos  levaram um dos seguintes documentos. RG, Carteira de Habilitação, Certificado Militar, Carteira de Trabalho, Passaporte, registro Nacional de Estrangeiros, identidade expedida pelas Forças Armadas ou carteira de órgão ou conselho de classe. Cópias não serão aceitas, apenas o original dos documentos.

Os materiais escolares a serem levados pelos candidatos são lápis preto. É proibido uso de lapiseira, apontador, borracha, régua transparente, caneta esferográfica azul ou preta. Fabricada também em material transparente.

Vestibular da Unesp

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Em 2016, a proporção de matriculados egressos do ensino público foi 46,6%.

A Unesp é uma universidade pública, gratuita. Com 34 faculdades e institutos espalhados em 24 cidades do Estado. A instituição oferece 182 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação.

Segundo dados de 2016, a universidade tem 51.311 alunos (37.770 na graduação, 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos.

Rio inicia matrícula online para Educação Infantil e Ensino Fundamental

A prefeitura colocou à disposição 85 unidades da rede municipal e nove Naves do Conhecimento com conexão gratuita à Internet

Os pais interessados em matricular seus filhos na rede municipal em 2017, ou em fazer transferência para outra escola, ou Espaço de Desenvolvimento Infantil, devem fazer a inscrição pela Internet

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

A matrícula para as unidades escolares de Educação Infantil (creche/EDI e Pré-Escola), Ensino Fundamental e Peja (Programa de Educação de Jovens e Adultos) da Prefeitura do Rio começa nesta quarta-feira.

A prefeitura colocou à disposição 85 unidades da rede municipal e nove Naves do Conhecimento com conexão gratuita à Internet
A prefeitura colocou à disposição 85 unidades da rede municipal e nove Naves do Conhecimento com conexão gratuita à Internet

Os pais interessados em matricular seus filhos na rede municipal em 2017. Ou em fazer transferência para outra escola, ou Espaço de Desenvolvimento Infantil. Eles devem fazer a inscrição pela Internet. Os alunos que já estudam nas escolas, creches e EDIs da prefeitura terão a matrícula renovada automaticamente e não necessitam acessar o site.

A prefeitura colocou à disposição 85 unidades da rede municipal e nove Naves do Conhecimento com conexão gratuita à Internet. E funcionários para auxiliar no preenchimento do formulário.

O atendimento nas unidades escolares é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e nas Naves é de terça a sábado, das 9h às 21h, e no domingo das 9h30 às 16h30. A relação dos locais com acesso gratuito à Internet pode ser consultada ligando para o 1746. E também está disponível nas secretarias das unidades escolares.
 
Para as creches e EDIs, a matrícula vai até o dia 18 de novembro. Já para as unidades de Pré-Escola, Ensino Fundamental e Peja as inscrições prosseguem até 6 de dezembro.

Unidades

Os pais podem escolher de uma até cinco unidades para matricular seus filhos. Ao finalizar o preenchimento da ficha, é preciso que o responsável anote o número da inscrição. Gerado pelo site, que servirá para verificar em qual escola ou EDI a matrícula vaga foi reservada.

A verificação poderá ser feita nas seguintes datas: nos dias 23/11, 5/12 e 12/12 para os alunos de creche. Nos dias 8/12 e 15/12 para os alunos de Pré-escola. E nos dias 6 e 16 de janeiro de 2017 para os alunos de Ensino Fundamental e Peja. 

A consulta ao resultado deverá ser feita nas datas indicadas. Em seguida, os responsáveis deverão comparecer à unidade escolar para confirmar a matrícula. Levando os documentos que comprovem as informações fornecidas no momento da inscrição. 

As crianças que estiverem fora da idade adequada para o ano escolar pretendido em 2017. Passarão ainda por uma etapa de avaliação presencial antes de conhecerem o resultado, para que possam ser encaminhadas ao melhor atendimento.
 
As inscrições para novos alunos da Educação Especial para o ano letivo de 2017 terminaram na sexta-feira (04/11). No total, 1.141 alunos foram inscritos na rede municipal do Rio.
 
Períodos para matrícula 2017
Creche/EDI (6 meses até 3 anos e 11 meses) – 09/11 a 18/11
Pré-Escola (4 e 5 anos) – 09/11 a 06/12
Ensino Fundamental (6 a 16 anos) – 09/11 a 06/12
Peja (a partir de 17 anos) – 09/11 a 06/12

Provas do Enem são realizadas em todos os Estados do país

Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana

No Distrito Federal, dez locais tiveram o Enem adiado para 3 e 4 de dezembro. Os familiares dos estudantes tiveram de lidar com o trânsito nas regiões próximas às provas

 

Por Redação – de Brasília

 

Os portões das escolas onde os 8,6 milhões de candidatos prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram fechados, precisamente, às 13h. As provas ocorrem neste sábado e no domingo, em todo o país. À exceção das instituições de ensino ocupadas por estudantes, em protesto contra medidas do governo federal.

Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana
Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana

No Distrito Federal, dez locais tiveram o exame adiado para 3 e 4 de dezembro. Os familiares dos estudantes tiveram de lidar com o trânsito nas regiões próximas às provas. A organização do Enem divulgou, por mensagem de texto e email aos candidatos, que quatro prédios da Universidade de Brasília (UnB) onde eles fariam prova estavam ocupados.

Fila espontânea

Graduando de Química Tecnológica, Décio Bottechia, 22 anos, foi informado do adiamento. Mas, ainda assim, foi até um bloco ocupado na UnB conferir se não haveria mesmo a prova. Ele disse acreditar que as mobilizações atrapalham a organização do evento, mas concorda com as críticas à proposta que limita os gastos públicos.

Como sempre, alguns jovens deixaram para a última hora e passaram sufoco pouco antes do fechamento dos portões, às 13h. Próximo à Universidade Paulista, na Asa Sul, os estudantes que chegaram no horário formaram uma fila espontânea de mais de 100 metros para organizar a entrada.

Nesse primeiro dia, os estudantes responderam a 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza. Os candidatos terão quatro horas e 30 minutos para concluir as provas. A área de ciências da natureza e suas tecnologias abrange os conteúdos de química, física e biologia. Em ciências humanas e suas tecnologias, as provas são de geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais.

Engarrafamento

Charliane do Nascimento da Silva, 22 anos, que pretende ser enfermeira, chegou em cima da hora por causa do engarramento nas proximidades da União Pioneira da Integração Social – Faculdades Integradas (Upis), na Asa Sul.
Por ter esquecido o documento de identificação no carro e a caneta preta necessária para a prova, teve de retornar ao local onde deixou o veículo, a 150 metros do local. No retorno, não pode mais entrar.

— Eu não atrasei. Acontece que engarrafou. Estacionei e como precisava da caneta preta e do documento fui buscar no carro — disse, ofegante.

Do lado de fora, ambulantes aproveitaram para ganhar um dinheiro extra. Uma caneta preta e uma garrafa de água pequena eram vendidas por R$ 3. Um dos vendedores anunciava que a água era milagrosa.

— Água da sorte. Tomo passou. Se tomar e não passar, devolvo o dinheiro — gritava um deles.

Emanuela Ribeiro Carvalho, 16 anos, disse que está fazendo a prova como “treineira”, pois não fez o 3º ano do segundo grau ainda.

— É muito importante fazer para treinar o tempo de prova, a logística e verificar o quanto a gente sabe ou quanto precisa estudar ter sucesso no futuro — concluiu.