Gripe aviária atinge área central dos EUA

Na China, principalmente nos grandes centros, a população se protege contra os vírus da gripe aviária
Na China, principalmente nos grandes centros, a população se protege contra os vírus da gripe aviária

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) confirmou, neste sábado, a infecção de uma cepa de vírus da gripe aviária em aves no Kansas, região central dos EUA, o primeiro caso em uma rota de pássaros migratórios que atravessa centro do país. O USDA identificou a cepa H5N2 da gripe aviária em um bando de galinhas e patos de quintal em Leavenworth County, no Kansas, de acordo com um comunicado divulgado na sexta-feira. Este é o primeiro caso na rota migratória Central, que se estende de norte a sul, de Montana ao Texas. A mesma cepa do vírus, mortal para essas aves, foi encontrada em criações comerciais de peru em Minnesota, Missouri e Arkansas, em uma rota migratória vizinha chamada de Mississippi.

Segundo a revista britânica Nature, o segundo surto da gripe aviária H7N9 na China, uma das derivações que acaba de atingir os EUA, pode ter potencial para se transformar em uma pandemia, a menos que se estabeleçam as medidas de controle necessárias. A nova epidemia do vírus, que causou mais de 100 mortes entre humanos, se espalhou através dos mercados de aves vivas da China e, por isso, poderia se estender para outros países caso não haja iniciativas para combatê-la. O estudo, liderado por Yi Guan, da Universidade de Hong Kong, identificou um grande número de variantes genéticas nos frangos de criadouros em todo país, provavelmente devido ao movimento das aves nas rotas comerciais.

– O H7N9 é um novo tipo da gripe aviária gerada por uma recombinação entre os vírus dos patos domésticos e os da gripe H9N2 que circulavam nos frangos – explicou o cientista.

O segundo surto do H7N9, que começou no final de 2013, registrou 310 contágios entre humanos e mais de 100 mortos, o que representa mais do que o dobro de vítimas em relação ao primeiro. Até o momento a gripe aviária H7N9 afeta somente a China, mas pode chegar em outros países caso as autoridades continuem permitindo a propagação

Crise igual oportunidade

Com as infecções de vírus nos EUA e na China, as exportações de carne de frango do Brasil poderão tomar o lugar no mercado internacional das vendas norte-americanas e chinesas do produto em decorrência de embargos que estão sendo impostos por conta de focos de gripe aviária em algumas regiões destes dois países. A avaliação é do vice-presidente da divisão de aves da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

– Uma das coisas que eu sempre digo é que a gente não comemora a desgraça alheia… mas comercialmente isso pode, sim, fazer com que o Brasil necessite suprir o produto que os Estados Unidos não poderiam entregar em alguns mercados – afirmou Santin à agência inglesa de notícias Reuters.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, seguido pelos Estados Unidos, cujas exportações estão em risco após importantes países consumidores colocarem restrições às importações do produto norte-americano devido a uma forma virulenta da gripe aviária ter sido encontrada no coração da região avícola do país. No passado, as exportações brasileiras de carne de frango foram beneficiadas por ocorrências de gripe aviária em várias partes do mundo. Santin disse que, além dos EUA, outros países como a Alemanha e a China registraram focos da doença recentemente, o que pode também favorecer as vendas do Brasil.

– Isso será uma oportunidade para a carne de frango do Brasil, como também (venda) de material genético – concluiu.

Chineses elevam volume de grãos às reservas em nível recorde

Milho
A produção de milho tende a aumentar este ano

O governo chinês deverá adicionar um volume recorde de milho às reservas estatais no atual ano comercial (2013/14), devido à demanda menor do que a esperada, disse um órgão de pesquisa oficial. Pequim acumularia 60 milhões de toneladas de milho até o final de abril. Os chineses já haviam comprado 54,66 milhões de toneladas até 10 de março, disse o Centro Nacional de Informação de Grãos e Oleaginosas (CNGOIC) em relatório nesta sexta-feira.

O montante soma-se aos cerca de 30 milhões de toneladas estocadas durante a campanha de 2012/13. As compras previstas foram maiores do que inicialmente esperadas, com os surtos de gripe aviária afetando a demanda interna por cereais forrageiros, o que levou os agricultores a vender mais cereal para o governo.

O centro também reduziu o consumo estimado de milho pela indústria de ração animal para 119,5 milhões de toneladas no atual ano comercial que termina em setembro, uma queda de 4,5 milhões de toneladas em relação à estimativa do mês passado, mas ainda 6,2% maior do que no ano passado.

O consumo pela indústria processadora, cujos produtos incluem amido, xarope e álcool, é visto em 52 milhões de toneladas, estável em relação ano passado. Mas o órgão manteve sua estimativa para as importações de milho do país em 5,5 milhões de toneladas para 2013/14, contra 2,8 milhões de toneladas no ano anterior, ressaltando que as importações são mais baratas do que o produto doméstico.

Pequim rejeitou cerca de 900 mil toneladas de milho dos Estados Unidos depois de detectar a presença de organismo geneticamente modificado não aprovado (OGM), disse o serviço de inspeção de qualidade do país.

Gripe aviária

Outro dos maiores consumidores de milho para ração animal, na Ásia, a Coreia do Sul abateu mais de 6% de seu plantel de aves para conter um surto de gripe aviária que atingiu granjas e aves migratórias em todo o país, disseram autoridades governamentais nesta sexta-feira. Isso eleva o número total de aves abatidas em granjas para 10,16 milhões, perto de um recorde de 10,2 milhões durante um surto em 2008, de acordo com dados do Ministério da Agricultura.

Nenhuma infecção humana foi relatada, mas o teste em um cão resultou positivo para anticorpos da gripe aviária, sugerindo que ele foi exposto à doença, sem ser infectado, disse o ministério em um comunicado. A quarta maior economia da Ásia teve quatro surtos de gripe aviária nos últimos 10 anos, sem nenhum caso de infecção humana relatado.

As vendas de carne de frango em um dos maiores mercados do país, Seul, caíram mais da metade, em média, no mês passado, na esteira da mais recente surto, de acordo com um funcionário do ministério. Não há dados disponíveis para todo o país.

O primeiro caso da Coreia do Sul de H5N8 gripe aviária –diferente da variante que causou mortes humanas em outros lugares na Ásia– foi detectado em 17 de janeiro em uma granja de patos na província de North Jeolla, a cerca de 300 quilômetros ao sudoeste de Seul.

Cerca de 28 granjas de todo o país foram atingidas pela doença, informou o ministério. A Coreia do Sul tem reforçado as medidas de desinfecção para as aves migratórias, a fonte suspeita do presente surto, em 37 locais em todo o país.

A China também tem enfrentado uma onda de casos de gripe aviária H7N9 humanos e mortes em 2014.

Identificada provável transmissão de gripe aviária entre humanos

gripe aviária
Até o último dia 30 de junho, foram registrados 133 casos de H7N9 (vírus da gripe aviária) no leste da China, com 43 mortes.

Pesquisadores dizem ter identificado, pela primeira vez, uma “provável transmissão” entre humanos de um novo tipo de vírus da gripe aviária.

A publicação científica The British Medical Journal (Jornal Britânico de Medicina) reportou que uma mulher de 32 anos foi infectada pelo pai, do qual ela cuidava por estar também com o vírus. Os dois morreram. O caso ocorreu na China.

Até o momento, não se tinha nenhuma evidência de qualquer pessoa infectada pelo vírus H7N9 por contato com outros humanos. Só havia casos registrados de pessoas que tiveram contato direto com aves infectadas – transmissão animal-humanos.

Apesar da má notícia, especialistas dizem que isso não significa que o H7N9 tenha a habilidade de se espalhar facilmente entre humanos.

Até o último dia 30 de junho, foram registrados 133 casos de H7N9 no leste da China, com 43 mortes.

Na maioria dos casos chineses, as pessoas infectadas ou que morreram visitaram mercados de venda de aves e tiveram contato próximo com animais vivos uma ou duas semanas antes de ficarem doentes.

Cuidado intensivo

Os pesquisadores já identificaram que a mulher de 32 anos que morreu na China foi infectada em março, depois de cuidar do pai, de 60 anos de idade, que estava no hospital.

Diferentemente do pai, que visitou um mercado de aves uma semana antes de ficar doente, ela não teve contato conhecido com qualquer ave, mas ficou doente seis dias depois do último contato com ele.

Os dois morreram em unidades de cuidado intensivo depois de falhas múltiplas dos órgãos.

Testes feitos no vírus que infectou os dois pacientes mostraram que os tipos identificados eram praticamente idênticos geneticamente, o que reforça a teoria de que a filha foi diretamente infectada pelo pai.

Autoridades de saúde pública da China testaram 43 pessoas que tiveram contato com os pacientes, mas todos apresentaram resultado negativo para o vírus H7N9, o que sugere que a habilidade desse tipo de vírus de se espalhar é limitada.

Os pesquisadores disseram que enquanto não houver evidência para sugerir que o vírus ganhou a habilidade de se espalhar de pessoa para pessoa eficientemente, este foi o primeiro caso de “provável transmissão” de humano para humano.

Alarme

– Nossos achados reforçam que o novo vírus possui um potencial para uma contaminação pandêmica (difusão do vírus em nível global) – afirmaram os pesquisadores chineses.

Para James Rudge, professor da Escola de Higiêne e Medicina Tropical de Londres (London School of Hygiene and Tropical Medicine), a transmissão limitada do vírus H7N9 não é uma surpresa e já foi identificada em outros tipos de gripe aviária, como o H5N1, que depois alcançaram níveis de contaminação de pessoa para pessoa em escala mundial.

– Seria muito preocupante se começarmos a ver longas cadeias de transmissão entre pessoas, quando uma pessoa infecta uma pessoa, que depois infecta mais e mais pessoas.

– Particularmente, se uma pessoa infectada continua a infectar outros – em média, mais do que uma outra pessoa – isso será um forte alarme de que estaremos num estágio inicial de uma epidemia – explica Rudge.

Um editorial da publicação científica British Medical Journal, do qual o professor James Rudge foi coautor, concluiu que o caso chinês sugere que o H7N9 está perto de se desenvolver em nossa próxima pandemia. “Isso reforça o lembrete de que temos que permanecer extremamente vigilantes”.

Gripe aviária causa pelo menos 13 mortes na China

Segundo a mídia estatal, mais três vítimas foram identificadas em Xangai
Segundo a mídia estatal, mais três vítimas foram identificadas em Xangai

Duas pessoas na província central chinesa de Henan foram infectadas por uma nova cepa da gripe aviária, os primeiros casos encontrados na região, enquanto a morte de mais duas pessoas em Xangai elevava para 13 o número de mortos no país, de um total de 60 pessoas infectadas.

Uma das vítimas em Henan, um homem de 34 anos de idade da cidade de Kaifeng, agora está em estado grave no hospital, enquanto a outra, um agricultor de 65 anos, da localidade de Zhoukou, está estável. Os dois casos não parecem estar relacionados.

Um total de 19 pessoas que tiveram contato próximo com as duas novas vítimas estão sob observação, mas não há sinais de que tenham contraído o vírus, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

Outros quatro casos foram confirmados no leste da província de Zhejiang, de acordo com relato da Xinhua neste domingo, elevando o número total da província para 15. Nenhuma das 483 pessoas que tiveram contato próximo com as vítimas apresentou sintomas.

Segundo a mídia estatal, mais três vítimas foram identificadas em Xangai, o centro de negócios da China, o que elevou o número total de casos na cidade para 24, com um total de nove mortes.

Três casos já foram relatados fora das áreas do leste da China que haviam sido as primeiras afetadas, incluindo um na capital Pequim, mas não há nada fora do comum até agora, na avaliação do representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) na China, Michael O’Leary.

– Não há maneira de prever como a gripe vai se espalhar, mas não é surpreendente se tivermos casos em outros lugares, como ocorreu com Pequim – afirmou O’Leary a repórteres.

O governo da China tem demonstrado interesse em evitar a repetição do pânico causado pela gripe aviária em 2003, prometendo agir agora com mais transparência. O’Leary disse que a OMS está “muito satisfeita” com o modo como as informações vêm sendo compartilhadas.

China descobre dois novos casos de gripe aviária

A China encontrou dois novos casos de uma nova cepa da gripe aviária
A China encontrou dois novos casos de uma nova cepa da gripe aviária

A China encontrou dois novos casos de uma nova cepa da gripe aviária, e uma das vítimas morreu, na cidade de Hangzhou, informou a mídia estatal nesta quarta-feira, elevando para nove o número de casos registrados. A televisão estatal anunciou a notícia em seu microblog oficial, sem dar detalhes.

Dos sete outros casos da nova cepa H7N9, duas pessoas morreram, ambas em Xangai. As outros cinco estão em estado crítico num hospital em Nanjing. Xangai, Nanjing e Hangzhou ficam perto uma da outra, no leste da China.

O Ministério da Agricultura chinês disse que ainda não encontrou qualquer animal infectado com o H7N9, e acrescentou que possivelmente o vírus foi levado à China por aves migratórias.

A Organização Mundial de Saúde disse na segunda-feira que os três primeiros casos não mostraram evidência de transmissão entre pessoas, mas que há perguntas sem respostas sobre a origem da infecção e o modo de transmissão.

A China intensificou o nível de alerta desde que os casos vieram à tona e disse que está sendo transparente em lidar com o surto.

O país tem um histórico negativo quando se trata de enfrentar más notícias. Muitas vezes elas são encobertas por funcionários temendo que possam atrair atenção indesejada de seus superiores e prejudicar as perspectivas de promoções.

Em 2003, as autoridades inicialmente tentaram encobrir uma epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave, que surgiu na China e matou cerca de um décimo das 8.000 pessoas infectadas em todo o mundo.

FAO alerta para possibilidade de aumento da propagação do vírus da gripe aviária

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitiu um alerta hoje para a possibilidade de aumento da propagação do vírus H5N1, responsável pela gripe aviária.

De acordo com o órgão, há sinais de que uma mutação do vírus está se espalhando pela Ásia e pelos seus arredores, trazendo “riscos imprevisíveis para a saúde humana”.

O H5N1 já infectou 565 pessoas desde o primeiro registro, em 2003. Dessas, 331 morreram em decorrência da gripe aviária. O último óbito foi identificado este mês no Camboja. O país, situado ao Sul do Continente Asiático, já confirmou oito casos da doença este ano, todos fatais.

Os serviços de vigilância veterinária do Vietnã estão em alerta máximo e consideram promover uma campanha de vacinação específica ainda este ano. A circulação do vírus na região, segundo a FAO, representa risco direto de contaminação para o Camboja, a Tailândia e a Malásia, além da Península Coreana e do Japão.

O órgão ressaltou ainda que a migração de aves selvagens pode espalhar a doença para outros continentes.

Cientistas criam base para vacina contra gripe aviária

Cientistas usando amostras virais do Egito desenvolveram a base para uma vacina contra o vírus H5N1 da gripe aviária, que é mais tóxico do que o H1N1 da chamada gripe suína, mas se espalha com menos facilidade, disse a Organização Mundial da Saúde nesta quinta-feira.

– Esta vacina recombinante está disponível para distribuição – disse a OMS em nota divulgada no seu site, acrescentando que a vacina foi desenvolvida  – graças ao ministério e à população do Egito por terem fornecido espécimes virais.–

– Instituições, empresas e outros interessados no desenvolvimento de uma vacina contra pandemias e que desejem receber esses vírus candidatos a vacina devem entrar em contato com o Programa Global de Influenza da OMS ou com os Centros de Prevenção e Controle de Doenças.

OMS vê Ásia vulnerável à nova gripe

Os países asiáticos com população jovem e grande incidência de doenças crônicas estão particularmente vulneráveis à difusão do vírus H1N1, que já matou 85 pessoas e contaminou mais de 11 mil no mundo inteiro, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira.
Mas a experiência da região em lidar com epidemias anteriores desde 2003, inclusive da Sars e da gripe aviária, aumentou a preparação da Ásia para evitar a difusão do vírus, disse a jornalistas em Manila Julie Hall, especialista da OMS em doenças infecciosas.

Ainda assim, alguns Estados da região continuam tendo serviços sanitários inadequados, disse Hall, sem citar nomes.

– Alguns países estão mais vulneráveis ao vírus? Acho que a resposta, infelizmente, é sim – disse ela.

Hall explicou que há maior risco em países asiáticos nos quais há populações jovens e onde há grande incidência de doenças como diabetes e obesidade ou grande número de grávidas – condições que reduzem a imunidade aos vírus.

– A maior preocupação realmente é que um monte de gente fique infectada mais ou menos ao mesmo tempo, sobrecarregando uma sociedade que não pode continuar funcionando e serviços sanitários incapazes de prestar atendimento – disse Hall, lembrando que pessoas de 15 a 44 anos se mostram mais afetadas pela doença.

Entretanto, ela se disse confiante de que toda a região está mais bem preparada do que há alguns anos, devido às experiências de lidar com a síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) e com a gripe H5N1 (gripe aviária).

– Os sistemas estão muito mais fortes do que antes, e temos algumas evidências disso porque estamos recebendo notificações bastante rápidas dos países quanto a casos suspeitos, casos prováveis e casos confirmados – disse.

Entre os países abrangidos pelo escritório da OMS em Manila, há 9 casos do vírus na Nova Zelândia, 8 na Austrália, 5 na China e 4 na Coreia do Sul.

Na quinta-feira, as Filipinas notificaram seu primeiro caso, em uma menina de 10 anos que adoeceu depois de voltar de uma viagem aos EUA e Canadá no dia 18. A América do Norte continua sendo o epicentro da epidemia.

Quinta morte por gripe aviária é registrada na China

O Ministério da Saúde da China informou que um jovem morreu devido ao vírus H5N1, que causa a gripe aviária, na segunda-feira. Esta é a quinta morte registrada neste mês. O jovem de 18 anos foi internado no dia 24 de janeiro em Yulin, na fronteira com o Vietnã, depois de adoecer e procurar uma clínica na cidade de Beiliu, três dias antes.

Ele teve contato com aves domésticas mortas antes de ficar doente, segundo o ministério, acrescentando que as pessoas que tiveram contato com o rapaz não mostraram sinais da doença.

Em dezembro, o Ministério da Agricultura reportou ter obtido resultados positivos em testes de rotina com aves da província de Jiangsy. No entanto, um surto da doença não é registrado entre as aves há meses.

A doença continua, em grande parte, restrita às aves, mas especialistas temem que o vírus possa sofrer uma mutação e adquirir uma forma facilmente transmissível para seres humanos. Isto despertaria uma epidemia que poderia matar milhões de pessoas ao redor do mundo.

Desde que o vírus ressurgiu na Ásia, em 2003, infectou 399 pessoas no mundo, matando 252 delas, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde no sábado. As mortes por gripe aviária na China, em janeiro, aconteceram em áreas do país onde não havia existido nenhum surto entre as aves, o que desperta preocupação entre os cientistas, que desconfiam que o vírus possa estar presente, mas mascarado pela vacinação constante.

Outra vítima, um homem de 29 anos que morava na província de Guizhou, está em condição estável, segundo informou a agência oficial Xinhua na segunda-feira. Já uma menina de dois anos, internada no hospital de Shanxi, está se recuperando.

Gripe aviária deixa China em alerta

 A China entrou em alerta na quarta-feira depois que uma mulher morreu de gripe aviária – a primeira morte do tipo em quase um ano no país – e fechou os mercados de aves em uma província perto de Pequim, para desinfentá-los.

A mulher de 19 anos de idade morreu contaminada pelo vírus H5N1 depois de matar nove patos. Especialistas acham que o caso exemplifica os riscos oferecidos pelas aves aquáticas na transmissão do vírus para humanos.

Em Yanjiao, na província de Hebei, onde a mulher comprou os patos, os mercados de aves foram fechados e as vendas de aves vivas, interrompidas, enquanto trabalhadores com máscaras e jalecos brancos espalhavam desinfetante pela área.

A Organização Mundial de Saúde informou que a morte da mulher, a 21a ocorrida na China, parece ser um caso isolado.

“Nós nos preocupamos com qualquer caso de H5N1 em humanos, no entanto, este caso em particular parece ter ocorrido durante a matança e preparação das aves, então não muda nossa avaliação do risco”, disse a OMS em um comunicado.

“A OMS espera que o ministério continue atualizado sobre este caso, preparado para oferecer assistência técnica, caso necessário”, acrescentou, referindo-se ao Ministério da Saúde.

O vírus costuma ser mais ativo durante os meses mais frios, entre outubro e março, embora o novo caso chinês aponte para falhas na vigilância do vírus entre as aves.

Mao Qunan, porta-voz do ministério da Saúde chinês, foi citado na mídia estatal. Ele teria dito que o governo vai aumentar o monitoramento. 

– Neste ano, precisamos, baseados no que fizemos no passado, aumentar o monitoramento da transmissão do vírus da gripe aviária para humanos – disse.

Em Pequim, os funcionários se espalharam para inspecionar os mercados de aves e matadouros depois que o alerta foi lançado, segundo a agência de notícias oficial Xinhua. A última morte pelo vírus ocorrida na China aconteceu em fevereiro do ano passado, quando uma mulher de 44 anos morreu na província de Guangdong.

O país tem a maior população de aves domésticas e centenas de milhões de fazendeiros criam aves em seus quintais. Por isso, o papel da China é crucial para conter o vírus.

Desde que o H5N1 reapareceu na Ásia em 2003, 391 pessoas foram infectas, dentre as quais 247 morreram, de acordo com dados divulgados pela OMS em dezembro.