Forças do Iraque enfrentam resistência feroz do EI em Mossul

Forças do Iraque enfrentaram carros-bomba e uma resistência feroz de militantes do Estado Islâmico no sul de Mossul nesta sexta-feira

Forças de elite avançaram sobre Mossul a partir do oeste em outubro, mas tropas regulares do Exército encarregadas de avançar saindo do norte e do sul fizeram progressos mais lentos

Por Redação, com Reuters – de Ancara:

Forças do Iraque enfrentaram carros-bomba e uma resistência feroz de militantes do Estado Islâmico no sul de Mossul nesta sexta-feira, o segundo dia de uma nova fase da ofensiva para recuperar a cidade depois de um impasse nos combates que durou semanas.

Forças do Iraque enfrentaram carros-bomba e uma resistência feroz de militantes do Estado Islâmico no sul de Mossul nesta sexta-feira
Forças do Iraque enfrentaram carros-bomba e uma resistência feroz de militantes do Estado Islâmico no sul de Mossul nesta sexta-feira

Uma autoridades da Polícia Federal, que se uniu à batalha na quinta-feira, disse ter havido embates violentos em um bairro do sudeste, mas que avançaram em dois outros bairros, desarmando uma série de carros-bomba.

Outro funcionário, este de uma unidade de elite do Ministério do Interior que luta ao lado da Polícia Federal. Disse que suas forças estão ganhando terreno no bairro de Intisar. Apesar dos combates intensos no local.

Outras autoridades disseram que forças iraquianas no leste e no norte da cidade estão libertando áreas que recapturaram na quinta-feira. Antes de avançar mais, e que o Exército está tentando cortar as linhas de suprimento para a cidade de Tel Keyf, ao norte de Mossul.

Ataque

Desde que a ofensiva começou, 10 semanas atrás. Forças apoiadas pelos Estados Unidos retomaram um quarto do último grande bastião dos jihadistas no Iraque. Durante a maior operação terrestre no local desde a invasão de 2003. Encabeçada pelos EUA que derrubou Saddam Hussein.

Recapturar Mossul provavelmente representaria o fim do autointitulado califado do Estado Islâmico. O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, disse que o grupo será expulso do país até abril.

Forças de elite

Forças de elite avançaram sobre Mossul a partir do oeste em outubro. Mas tropas regulares do Exército encarregadas de avançar saindo do norte e do sul fizeram progressos mais lentos e a operação estagnou.

Depois de se reagruparem neste mês, as forças iraquianas avançaram na quinta-feira no sul, norte e leste da cidade, que está sob controle dos militantes há mais de dois anos.

Embora sejam muito inferiores numericamente, os radicais se entrincheiraram entre os moradores de Mossul. Refreando as forças iraquianas que tentam evitar baixas civis.

Apesar da escassez de alimento e água, a maioria dos civis ficou em casa ao invés de fugir, como era esperado.

Na frente norte, as forças ainda não entraram na cidade de Mossul propriamente dita. Mas nesta sexta-feira estavam liberando áreas recém-retomadas de sua periferia e tentando isolar Tel Keyf.

Forças do Iraque iniciam segunda fase de ofensiva contra o EI em Mossul

Membros das Forças de Mobilização Popular do Iraque disparam na direção de posições do Estado Islâmico a oeste de Mossul

Milhares de tropas federais que se deslocaram dos arredores do sul de Mossul duas semanas atrás também se lançaram sobre um punhado de bairros do sudeste, noticiou a televisão estatal

Por Redação, com Reuters – de Mossul:

Forças de segurança do Iraque iniciaram nesta quinta-feira a segunda fase de sua ofensiva contra militantes do Estado Islâmico em Mossul, avançando sobre alguns bairros do leste onde a batalha está em um impasse há quase um mês.

Membros das Forças de Mobilização Popular do Iraque disparam na direção de posições do Estado Islâmico a oeste de Mossul
Membros das Forças de Mobilização Popular do Iraque disparam na direção de posições do Estado Islâmico a oeste de Mossul

Milhares de tropas federais que se deslocaram dos arredores do sul de Mossul duas semanas atrás também se lançaram sobre um punhado de bairros do sudeste. Noticiou a televisão estatal.

– Esta é a segunda fase da operação para libertar Mossul conduzida pelas forças especiais, a polícia federal e nós nesta frente – disse à agência inglesa de notícias Reuters o general Nejm Jabouri. Comandante experiente do Exército, em um vilarejo logo ao sul de Mossul.

Desde que a ofensiva para capturar Mossul teve início nove semanas atrás, forças de contraterrorismo retomaram um quarto da cidade. O último grande bastião dos militantes no Iraque, mas seu progresso tem sido lento e custoso.

Neste mês eles entraram em uma “recomposição operacional” já planejada. A primeira pausa significativa da campanha.

Tropas

Um agente de uma unidade de elite do Ministério do Interior disse nesta quinta-feira que a unidade está avançando. Juntamente com as forças contraterroristas no bairro de Intisar, em Mossul. Onde soldados do Exército aconselhados por forças dos Estados Unidos fizeram pouco progresso.

– Nossas tropas estão avançando agora. Nos primeiros cinco ou 10 minutos eles ocuparam 500 metros. Agora mesmo estão começando a atirar – disse o oficial.

Uma coluna de fumaça branca, provavelmente causada por um ataque aéreo, se elevou de um bairro do sudeste na manhã desta quinta-feira. Enquanto na frente norte disparos intensos eram audíveis e um carro-bomba foi desarmado pelo Exército iraquiano antes de atingir seu alvo.

Exército do Iraque avança do sudeste rumo ao centro de Mossul

Unidades do Exército do Iraque iniciaram um novo ataque ao sudeste de Mossul

A guerra urbana intensa freou os avanços dos Serviços de Contraterrorismo, uma unidade de elite do Exército, no leste e da Nona Divisão Blindada do Exército no sudeste da localidade

Por Redação, com Reuters – de Bagdá:

Unidades do Exército do Iraque iniciaram um novo ataque ao sudeste de Mossul nesta terça-feira, e um comandante veterano disse que uma divisão blindada está a menos de 1,5 quilômetro do rio Tigre, que atravessa o centro da cidade.

Unidades do Exército do Iraque iniciaram um novo ataque ao sudeste de Mossul
Unidades do Exército do Iraque iniciaram um novo ataque ao sudeste de Mossul

A televisão iraquiana citou o tenente-general Abdul Ameer Rasheed Yarallah, que comanda as operações. Dizendo que os soldados entraram no Hospital Salam, no bairro de Wahda. Situado no sudeste e próximo do rio.

Um coronel do Exército disse à agência inglesa de notícias Reuters que a ofensiva, apoiada por reforços recém-chegados e iniciada às 6h locais desta terça-feira. Almeja derrotar militantes do Estado Islâmico que vêm realizando contra-ataques ferozes contra o Exército no leste da cidade.

A guerra urbana intensa freou os avanços dos Serviços de Contraterrorismo, uma unidade de elite do Exército, no leste e da Nona Divisão Blindada do Exército no sudeste da localidade.

– Estamos usando uma nova tática, aumentar o número de forças em avanço. Também atacar de frentes múltiplas para tomar a iniciativa, Evitar que os combatentes do Daesh (Estado Islâmico) organizem qualquer contra-ataque – disse o coronel por telefone.

As tropas são parte de uma coalizão ocidental de 100 mil soldados do Iraque, forças de segurança. Combatentes curdos peshmerga e forças paramilitares majoritariamente xiitas que lançaram o ataque ao bastião do Estado Islâmico no Iraque sete semanas atrás.

Apoiadores

Um recém-apresentado porta-voz do Estado Islâmico pediu a simpatizantes ao redor do mundo para realizar uma nova onda de ataques. Especificando interesses diplomáticos, militares e financeiros turcos como os alvos preferidos dos militantes.

Abi al-Hassan al-Muhajer, cujo papel como porta-voz do grupo foi revelado pela primeira vez na segunda-feira. Também afirmou aos combatentes do Estado Islâmico para se manterem firmes na cidade de Tal Afar. Onde eles são ameaçados por forças iraquianas que avançam para a cidade de Mossul, o principal reduto do grupo no Iraque.

Numa mensagem online desafiadora. Muhajer descreveu as perdas militares dos Estado Islâmico neste ano como reveses. Ele disse que várias forças no Iraque e na Síria haviam fracassado na ação para derrotar os jihadistas.

Ele declarou que os apoiadores do Estado Islâmico iriam atacar “o secular e apóstata governo turco. Em cada estabelecimento de segurança, militar, econômico e de mídia. Incluindo cada embaixada e consulado representando o país em todos os países do mundo”.

– Destruam os veículos deles. Os ataquem em seus abrigos para que eles possam sentir parte da sua desgraça, e não pensem em fugir – afirmou Muhajer numa gravação de áudio veiculada online.

Ele fez um chamado para que os apoiadores do Estado Islâmico “redobrem esforços e intensifiquem as suas operações” ao redor do mundo.

Não foi possível de  imediato verificar a autenticidade da gravação.

Forças do Iraque dizem ter matado quase mil combatentes do EI em Mossul

Forças do Iraque dizem ter matado quase mil combatentes do Estado Islâmico em Mossul

Tropas de elite do Iraque, conhecidas como a “Divisão Dourada”, são as únicas brigadas que entraram em Mossul pelo leste, e o Exército do país, a Polícia Federal e unidades curdas

Por Redação, com Reuters – de Mossul:

As forças especiais do Iraque que lutam para afastar o Estado Islâmico do leste de Mossul mataram quase mil militantes, mas os combates diminuíram porque os soldados se depararam com um inimigo em movimento e escondido entre os milhares de civis da cidade, disse um dos principais comandantes das forças.

Forças do Iraque dizem ter matado quase mil combatentes do Estado Islâmico em Mossul
Forças do Iraque dizem ter matado quase mil combatentes do Estado Islâmico em Mossul

Já na sexta semana de uma grande ofensiva, as forças iraquianas capturaram quase metade do leste de Mossul. Seguindo de bairro em bairro atrás de franco-atiradores, homens-bomba e carros-bomba dos jihadistas.

Tropas de elite do Iraque, conhecidas como a “Divisão Dourada”. São as únicas brigadas que entraram em Mossul pelo leste. O Exército do país, a Polícia Federal e unidades curdas peshmerga cercaram a cidade pelo norte e pelo sul. Milícias xiitas estão tentando completar o cerco pelo oeste.

O Serviço de Contraterrorismo, treinado pelos Estados Unidos, rompeu as defesas do Estado Islâmico no final de outubro. Mas vem sendo refreado pelas táticas móveis dos extremistas. A preocupação com as baixas civis está evitando o uso de tanques e de blindagem pesada.

Proteger os civis

O major-general Abdul Ghani al-Asadi, um dos comandantes das forças especiais. Disse que as tropas adaptaram suas táticas,. Cercando um bairro por vez para cortar os suprimentos dos militantes e proteger os civis.

– O progresso foi mais rápido no início. A razão é que antes estávamos operando em áreas sem moradores – explicou Asadi à agência inglesa de notícias  Reuters em Bartella, nos arredores de Mossul.

– Chegamos a bairro povoados. Então como protegemos os civis? Interditamos um bairro após o outro.        

Ele disse que, até agora, cerca de 990 militantes foram mortos durante a luta no leste. Mas não quis dizer quantas baixas houve entre as forças especiais do governo.

Tropas do Iraque aumentam presença em Mossul

Tropas do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos ampliaram sua presença no lado leste de Mossul

A unidade de elite Serviço de Contraterrorismo (CTS) invadiu o bairro de Tahrir, no extremo nordeste de Mossul, a última grande cidade sob controle da facção sunita ultrarradical no Iraque

Por Redação, com Reuters – de Mossul:

Tropas do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos ampliaram sua presença no lado leste de Mossul, bastião do Estado Islâmico no país, nesta sexta-feira, enquanto o grupo prometeu mais ataques suicidas contra a ofensiva de tomada da cidade.

Tropas do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos ampliaram sua presença no lado leste de Mossul
Tropas do Iraque apoiadas pelos Estados Unidos ampliaram sua presença no lado leste de Mossul

A unidade de elite Serviço de Contraterrorismo (CTS) invadiu o bairro de Tahrir. No extremo nordeste de Mossul, a última grande cidade sob controle da facção sunita ultrarradical no Iraque.

Um correspondente da agência inglesa de notícias Reuters. Reportando da linha mantida pelo CTS em Tahrir viu civis saindo do bairro próximo de Aden. Onde havia incêndios, empurrando carrinhos com seus pertences e carregando sacos plásticos feitos em casa.

As mulheres ainda usavam os mantos negros impostos pelos militantes. Mas a maioria tinha os rostos descobertos enquanto fugia dos combates intensos.

Os militantes vêm recuando continuamente de áreas no entorno de Mossul para dentro da cidade. Desde que a batalha começou, no dia 17 de outubro. Com apoio aéreo e terrestre de uma coalizão liderada pelos EUA.

– O avanço é lento devido aos civis – disse o tenente-general Abdul Wahab al-Saidi, do CTS. Acrescentando que a unidade treinada pelos norte-americanos pretende libertar o resto do bairro durante o dia.

Era possível ouvir um sermão que se referiu aos “mujahideen”. Ou combatentes da guerra sagrada, vindo de uma mesquita sob controle dos jihadistas nas proximidades. Um homem armado, possivelmente um franco-atirador, estava no minarete da mesquita.

Ofensiva

No momento em que a ofensiva entra em seu segundo mês. Forças do governo iraquiano ainda combatem em uma dúzia dos cerca de 50 bairros na parte leste de Mossul. Cortado pelo rio Tigre.

Os militantes estão entrincheirados entre os civis como tática de defesa para desestimular os ataques aéreos. E se movimentam pela cidade por túneis, lançam carros-bomba contra tropas em avanço. Alvejam com franco-atiradores e disparos de morteiro.

Uma explosão alta foi ouvida a várias ruas de distância das linhas do CTS. Um agente disse ter se tratado de um suicida que se explodiu depois de ser cercado em uma casa. A unidade do CTS estava usando um drone (aeronave não-tripulada) para tentar detectar insurgentes.

O número de combatentes prontos para se explodir está aumentando. Disse um comandante insurgente à revista semanal do Estado Islâmico, a Al-Nabaa, publicada online na quinta-feira.

Francisco pede pelo fim de conflitos no Iraque e na Síria

O papa Francisco disse que a Síria é um “laboratório de crueldades”

A Igreja Assíria do Oriente tem várias denominações e se aproxima da Igreja Católica desde o pontificado de João Paulo II. Com cerca de 400 mil seguidores

Por Redação, com Ansa – de Roma:

Ao lado do patriarca da Igreja Assíria do Oriente, Gewargis III, o papa Francisco implorou pelo fim dos conflitos que atingem o Iraque e a Síria há mais de cinco anos.

O papa Francisco disse que a Síria é um “laboratório de crueldades”
O papa Francisco disse que a Síria é um “laboratório de crueldades”

– Imploro pelo fim da violência horrível dos sangrentos conflitos. Nenhuma motivação pode justificar ou permitir (…) contra milhares de crianças inocentes, mulheres e homens – disse o pontífice lembrando dos “nossos irmãos e irmãs cristãos. Além de diversas minorias religiosas e étnicas, que infelizmente se habituaram a sofrer cotidianamente grandes provações”.

Esse é mais um dos apelos do líder católico para o fim da violência no Oriente Médio. Em setembro, ao condenar a série de ataques. O papa destacou que os responsáveis pelos bombardeios deverão prestar contas de seus atos diante de Deus.

Por sua vez, o líder máximo da Igreja Assíria sugeriu. “A convocação de um encontro internacional de todos os patriarcas. E primazes das igrejas apostólicas a fim de estudar e entender. Como e porque similares e inúmeras tragédias estão ocorrendo na região do Oriente Médio”.

– Como todos bem sabemos. A condição das nossas antigas comunidades cristãs no Iraque provocou o deslocamento forçado de milhares de pessoas. Mulheres, crianças e idosos que deixaram as suas casas. Continuam a mudar-se incessantemente, de cidade em cidade, de vilarejo em vilarejo, em busca de uma vida segura – acrescentou Gewargis III.

A Igreja Assíria do Oriente tem várias denominações. Se aproxima da Igreja Católica desde o pontificado de João Paulo II. Com cerca de 400 mil seguidores, foi criada com base na antiga Babilônia e nos preceitos de São Tomé.

Síria é “laboratório de crueldades”

Após o encontro com o líder dos assírios, o papa Francisco se reuniu com membros da Organização Não Governamental católica Caritas e disse que o que ocorre na Síria, tanto pelo lado dos extremistas como dos países que bombardeiam a nação, é um “laboratório de crueldades”.

– Pensemos na Síria. Entraram tantos ali. As potências internacionais, gente da Síria, mas cada um pensa só em seu interesse, nenhum busca a liberdade de um povo. Não há amor, não há ternura. Há crueldade, pois onde não há ternura há sempre crueldade e o que ocorre hoje na Síria é crueldade, um laboratório de crueldades – disse o papa aos líderes da entidade assistencialista.

Cristãos do Iraque lutam pela libertação de Mossul

A população cristã da cidade de Mossul no Iraque está participando de maneira ativa na operação que visa libertar a cidade

Desde o início da operação de Mossul, cerca de dois mil cristãos fugiram de vilas e povoados situados a leste e a norte de Mossul para evitar os confrontos com o grupo terrorista Daesh

Por Redação, com Sputnik – de Bagdá:

A população cristã da cidade de Mossul no Iraque está participando de maneira ativa na operação que visa libertar a cidade, combatendo junto às forças do governo iraquiano e unidades peshmerga. Foram criados destacamentos especiais de voluntários cristãos.

A população cristã da cidade de Mossul no Iraque está participando de maneira ativa na operação que visa libertar a cidade
A população cristã da cidade de Mossul no Iraque está participando de maneira ativa na operação que visa libertar a cidade

Desde o início da operação de Mossul, cerca de dois mil cristãos fugiram de vilas e povoados situados a leste e a norte de Mossul para evitar os confrontos com o grupo terrorista Daesh .

O correspondente da agência russa de notícias Sputnik falou com um dos representantes da comunidade cristã de Mossul. Baha Erzan Asu, que contou como o Daesh tem tratado a população cristã na cidade ao longo dos últimos dois anos.

Segundo os relatos dele, os cristãos que residiam no território do Iraque e do governo regional do Curdistão Iraquiano passaram por grandes sofrimentos por parte dos assassinos do Daesh.

– Os terroristas torturavam, prendiam e até os queimavam vivos em igrejas – descreve Asu. Ele contou que em outubro de 2014. Os jihadistas destruíram com minas um grande número de igrejas nos povoados de Bartilla e Hamdaniye, a leste de Mossul. Onde a maior parte dos residentes era cristã.

– Por causa do Daesh dezenas de milhares de cristãos fugiram de Mossul e seus arredores para Bagdá e Erbil – explica Asu.

De acordo com ele, o Daesh começou seguindo o exemplo de Saddam Hussein. Antes realizava uma política de discriminação e pressão contra os cristãos no Iraque. Como resultado, dezenas de milhares de cristãos fugiram para a região curda e para Bagdá. Enquanto outros emigraram para os EUA, Canadá, Alemanha e França.

Asu revela que antes no território do Iraque viviam 3 milhões de cristãos. Mas depois de começarem sendo detidos por Saddam Hussein. Os processos migratórios aceleraram, e posteriormente foi o Daesh quem praticou uma perseguição cruel em relação aos cristãos.

Asu descreve em detalhe todas as crueldades do Daesh que os terroristas usaram contra os cristãos. Aqueles que tentavam se opor às ordens dos jihadistas tinham suas casas queimadas, as meninas e mulheres eram estupradas…

– Muitos representantes da comunidade cristã não aguentavam e morriam durante as torturas em prisões do Daesh. Neste momento centenas de cristãos se encontram encarcerados – conta Asu. Apesar disso, Asu manifesta esperança de que no tempo mais próximo Mossul seja libertado dos terroristas.

Militantes de Daesh

Os militantes do grupo terrorista Daesh estão deslocando a população do município de al-Sad, ao norte de Mossul iraquiana. Transportando as pessoas para o lado da cidade. Informa a agência de notícias Shafaq, citando uma fonte das forças de segurança.

A agência assinala que os militantes transportam as pessoas “para se oporem ao exército, que se move na direção do município”.

No início de novembro, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH). Informou que os militantes raptaram 295 ex-membros de forças de segurança iraquiana. Forçaram a deslocação de 1,5 mil famílias da cidade de Hammam al-Alil para Mossul.

A porta-voz do EACDH, Ravina Shamdasani, declarou na altura.  “As pessoas que foram transferidas pela força ou raptadas estão sendo aparentemente usadas como ‘escudos humanos’. Ou, dependendo das suas simpatias, são mortos pelos militantes”.

A operação para libertação de Mossul, no norte do Iraque, dos terroristas de Daesh que tomaram a cidade em 2014. Está em curso desde 17 de outubro. Nesta operação tomam parte forças iraquianas, milícias locais, forças curdas peshmerga. Bem como as forças aéreas da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Iraque libera mil pessoas de prisão subterrânea do EI

As forças iraquianas libertaram cerca de mil homens que eram mantidos em uma prisão subterrânea pelo grupo extremista Estado Islâmico

Com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, os iraquianos já chegaram ao município e enfrentam os jihadistas do EI em uma série de confrontos

Por Redação, com Ansa e Reuters – de Bagdá:

As forças iraquianas libertaram cerca de mil homens que eram mantidos em uma prisão subterrânea pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) na região de Mossul. De acordo com a imprensa internacional, a prisão ficava em Shura, a 35 quilômetros ao sul de Mossul, e foi encontrada por soldados que analisavam o solo em busca de explosivos. As informações são da agência Ansa.

As forças iraquianas libertaram cerca de mil homens que eram mantidos em uma prisão subterrânea pelo grupo extremista Estado Islâmico
As forças iraquianas libertaram cerca de mil homens que eram mantidos em uma prisão subterrânea pelo grupo extremista Estado Islâmico

– Muitos prisioneiros são ex-soldados ou agentes da polícia – disse Hussam al Abbar, conselheiro da província de Ninive, da qual Mossul é a capital. Os mil homens foram libertados.

Desde o dia 17 de outubro, as forças iraquianas tentam reconquistar Mossul, que é a capital do califado do Estado Islâmico.

Com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, os iraquianos já chegaram ao município e enfrentam os jihadistas do EI em uma série de confrontos.

Brutalidade do EI

Por de trás das cortinas da janela do seu quarto, Riyad Ahmed, de 29 anos, observava combatentes do Estado Islâmico levando civis para uma prisão improvisada do outro lado da rua e depois os enviando no meio da noite para serem executados.

O ex-professor de inglês da cidade de Hammam al-Alil, ao sul do reduto dos extremistas Mosul, lembra de ouvir os gritos de agonia das vítimas enquanto ele se escondia com dezenas de vizinhos em local próximo de um dos centros de detenção do grupo.

– O próprio diabo ficaria espantado com os métodos de tortura do Estado Islâmico. É além da imaginação – disse Ahmed.

Exército

O Exército e a polícia federal do Iraque, que participam do ataque apoiado pelos Estados Unidos e iniciado no mês passado para recapturar o principal centro populacional sob controle dos extremistas, reconquistaram essa área durante o fim de semana.

À medida que as forças avançam, detalhes da brutalidade do Estado Islâmico e do crescente desespero são reforçados pelos relatos dos moradores.

Na via entre a sua casa e a prisão. Ahmed disse à agência inglesa de notícas Reuters na segunda-feira que nenhuma parte de Hammam al-Alil foi poupada da violência do Estado Islâmico.

Somente na sua rua ele disse que seis pessoas que conhecia foram executadas. Incluindo o seu pai e uma família vizinha de três pessoas.

Organizações

Organizações de ajuda, autoridades locais e moradores de Mosul. Têm citado relatos de que o grupo executou dezenas de pessoas na região de Hamman al-Alil. Em uma semana, suspeitando de que planejavam revoltas para ajudar as tropas que avançavam.

O Estado Islâmico, segundo Ahmed, usara o colégio agrícola da cidade. Como “um campo de assassinatos” de centenas de pessoas nos dias anteriores ao avanço do governo iraquiano.

– Eles torturavam lá dentro e depois traziam para fora e atiravam neles ou cortavam as suas gargantas.

A polícia corrobora os relatos dele, e a rua do colégio ainda tinha explosivos na segunda-feira, impedindo uma visita da Reuters.

Os militares dizem que no complexo foram descobertos corpos decapitados de pelo menos 100 civis.

Ahmed, que aprendeu inglês quando as forças dos EUA ocuparam o Iraque por nove anos. Depois de derrubar Saddam Hussein em 2003. Estava feliz de falar com um jornalista estrangeiro após dois anos em que ele temeu ser morto se falasse inglês.

– Nós estivemos morando no inferno, como zumbis – afirmou ele.

Moradores em Hammam al-Alil contaram como eles se aglomeraram em casas com quase 100 pessoas cada uma. Para evitar serem levados para Mosul à medida que o Estado Islâmico recuava.

– Eles não sabiam que estávamos aqui. Não fizemos um ruído. Nenhuma luz, nenhum som, ninguém falando – disse Ahmed.

Iraquianos lutam contra o Estado Islâmico nos portões de Mossul

Famílias tentam deixar Mossul antes que o exército iraquiano inicie os combates contra o Estado Islâmico

O Estado Islâmico concentrava-se na cidade fluvial de Tigris, a 15 quilômetros de Mossul, disse o comandante das operações, major-general Najm al-Jabouri

 

Por Redação, com Reuters – de Hammam al-Alil, Iraque

 

Tropas iraquianas avançavam em direção à Mosul, neste sábado, na batalha pela última cidade entre eles e a fortaleza do Estado Islâmico ao norte. Mosul, que já está sob fogo de forças especiais combatendo dentro dos distritos a leste da cidade.

Famílias tentam deixar Mossul antes que o exército iraquiano inicie os combates contra o Estado Islâmico
Famílias tentam deixar Mossul antes que o exército iraquiano inicie os combates contra o Estado Islâmico

O ataque deste sábado à Hammam al-Alil, cerca de 15 quilômetros ao sul de Mosul, tinha como alvo um grupo de pelo menos 70 combatentes. O Estado Islâmico concentrava-se na cidade fluvial de Tigris, disse o comandante das operações em Mosul, major-general Najm al-Jabouri.

Batalha decisiva

Jabouri disse que o ataque começou por volta das 10h no horário local. Alguns militantes já tentaram escapar cruzando o rio, mas outros mostraram forte resistência, e as tropas frustraram três tentativas de bombardeios suicidas.

— (A batalha) é muito importante. É a última cidade para nós antes de Mosul — disse Jabouri a jornalistas.

Helicópteros iraquianos estavam apoiando o exército, disse ele. A Infantaria conta com reforço também de caças de uma coalizão aérea liderada pelos EUA. Os jatos vêm atingindo alvos do Estado Islâmico na cidade, há vários dias.

Um comunicado do exército afirmou que forças de segurança hastearam a bandeira iraquiana sob o prédio do governo na cidade. Mas não disse se ela estava seu sob total controle.

Putin concede 48 horas aos militantes do Daesh para deixar Aleppo

Integrantes de milícias iraquianas participam do assalto a Mossul, onde a mídia prefere não comparecer

Civis, doentes e feridos poderão partir por meio de seis outros corredores, informou a pasta. O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a pausa nos combates “para evitar vítimas sem sentido”, disse o ministério

 

Por Redação, com Sputniknews – de Damasco

 

A Rússia orientou nesta quarta-feira os rebeldes sírios antigoverno entrincheirados em Aleppo a deixarem a cidade. Eles têm até sexta-feira. Assim, a força aérea russa sinaliza que ampliará a moratória nos ataques aéreos contra alvos na cidade.

Integrantes de milícias iraquianas participam do assalto a Mossul, onde a mídia prefere não comparecer
Integrantes de milícias iraquianas participam do assalto a Mossul, onde a mídia prefere não comparecer. Diferentemente, de Aleppo sob o comando de Putin

O Ministério da Defesa russo ajuda as forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad. O país tenta retomar o controle total de Aleppo. A oferta garante que os rebeldes terão permissão de sair da cidade ilesos e com suas armas. Mas, desde que saiam entre 9h e 19h (horário local) no dia 4 de novembro, através de dois corredores especiais.

Civis, doentes e feridos poderão partir por meio de seis outros corredores, informou a pasta. O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a pausa nos combates “para evitar vítimas sem sentido”, disse o ministério. As autoridades sírias farão com que as tropas recuem dos dois corredores designados para os rebeldes.

Pesadas baixas

Todas as tentativas dos militantes em furar o bloqueio da cidade síria de Aleppo foram infrutíferas. Os insurgentes sofreram baixas pesadas. A fonte da informação é o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Rússia, general de exército Valery Gerasimov.

— Todas as tentativas de militantes para romper o cerco da cidade síria de Aleppo têm sido infrutíferas, os insurgentes sofreram baixas pesadas em recursos humanos, armamento e equipamento militar. Eles não têm qualquer capacidade para escapar da cidade — garantiu Gerasimov.

O general russo, sob o comando de Putin, considerou a incapacidade dos EUA em separar os terroristas da oposição. Assim, o Ministério da Defesa russo apela diretamente aos líderes de grupos armados para abandonar a cidade.

— Vendo a incapacidade dos nossos colegas norte-americanos para separar os combatentes do Daesh e aqueles da oposição, nos dirigimos diretamente a todos os líderes dos grupos armados para cessarem todas as hostilidades. Devem se retirem de Aleppo com as suas armas. Para isso foram abertos dois corredores, que serão desimpedidos de todas as tropas e material do governo — disse Gerasimov.

Segundo Gerasimov, um corredor está aberto para prosseguirem até à fronteira sírio-turca. O segundo, para Idlib. Ele também adicionou que os outros seis corredores se destinam à saída de civis e à evacuação de doentes e feridos. O Centro Russo de Reconciliação e as tropas governamentais irão assegurar a saída de Aleppo dos grupos armados e dos civis.

Mossul e Aleppo

Ainda nesta quarta-feira, o Ministério da Defesa da Rússia comentou as declarações do porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby, sobre as diferenças fundamentais entre as operações militares nas cidades de Mossul, no Iraque, e Aleppo, na Síria, ambas ocupadas pelo grupo radical islâmico Daesh (Estado Islâmico).

— Diferenças drásticas entre a situação na cidade síria de Aleppo e a ofensiva contra a cidade iraquiana de Mossul realmente existem. E nós estamos dispostos a expô-las de forma concreta ao almirante John Kirby – disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo major-general Igor Konashenkov. Ele destacou que, diferente de Aleppo, onde a Força Aérea da Rússia cessou por completo suas missões há mais de duas semanas.

Mossul continua sendo diariamente atacada pelos bombardeiros estratégicos B-52H e pelos aviões F/A-18 e Rafale-M a partir dos porta-aviões Dwight Eisenhower e Charles de Gaulle. Apenas nas últimas 24 horas, segundo ele, aeronaves da coalizão internacional liderada pelos EUA realizaram 25 voos e 21 ataques contra Mossul e seus arredores.

Comando de Putin

Além disso, de acordo com Konashenkov, em Aleppo, a Rússia e as autoridades sírias organizaram seis corredores humanitários para permitir a saída da população civil, que gostaria de deixar a cidade, mas é impedida por ações e ameaças por parte de extremistas.

— Em Mossul, nós soubemos sobre uma “ofensiva” contra bairros residenciais por vir, com prováveis consequências drásticas e vítimas entre a população civil – disse Koonashenkov. Ele destaca que, até agora, ninguém falou em corredores humanitários. É como se essa enorme cidade de mais de um milhão de habitantes estivesse povoada “apenas por terroristas”, disse. Ainda segundo o porta-voz russo, em Aleppo, continuam funcionando dois outros corredores, que permitem a saída de combatentes.

Bombardeio sem mídia

Coalizão norte-americana bombardeou Mossul 21 vezes em 24 horas e seus armamentos para outras regiões da Síria. Enquanto que, em Mossul, a coalizão fala em cerco fechado à cidade. Por fim, nas palavras de Konashenkov, Aleppo conta com a presença de jornalistas, representantes da ONU, do Crescente Vermelho e de outras organizações internacionais.

— Enquanto que, em Mossul, por circunstâncias estranhas, não há nem jornalistas, nem ativistas, nem voluntários de organizações internacionais. Não tem ninguém – explicou.

Ele destacou, que, em Mossul, as mídias norte-americanas e europeias podem se contentar somente com “relatórios sobre êxitos mirabolantes da coalizão, não confirmados por imagens reais, e da grande vitória por vir sobre os terroristas”.

— E, depois disso, John Kirby, insultado, declara que, diferente de Aleppo, a operação em mossul está sendo realizada em estrita conformidade com o Direito Humanitário Internacional? – conclui Konashenkov.