Japão irá vetar interessados em venda de unidade de chips da Toshiba

O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão, se necessário, disse uma das fontes

Por Redação, com Reuters  – de Tóquio:

O governo japonês, preocupado com o futuro da unidade de chips de memória da Toshiba, está preparado para bloquear uma venda a interessados que sejam considerados um risco para a segurança nacional, disseram fontes, uma posição que dá aos Estados Unidos uma vantagem importante.

O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão
O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão

O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão, se necessário. Disse uma das fontes. As fontes estão diretamente envolvidas no processo de venda. Mas pediram para não ser identificadas porque as informações não são públicas.

Estados Unidos

– Os Estados Unidos são o único parceiro viável do ponto de vista da segurança nacional do Japão – disse outra fonte. Observando que chips de ponta estão no centro da robótica, inteligência artificial e dispositivos conectados.

Com a intenção de compensar uma baixa contábil por vir de US$ 6,3 bilhões para sua unidade nuclear norte-americana Westinghouse. E criar uma proteção para futuras perdas potenciais, a Toshiba está se apressando para vender a maior parte ou mesmo a totalidade da unidade. O segundo maior produtor de chips NAND do mundo – que está avaliada em pelo menos US$ 13 bilhões.

Japão propõem criação de arsenal para contrapor ameaça da Coreia do Norte

O Japão vem evitando dar o passo polêmico e custoso de adquirir bombardeiros ou armas como mísseis de cruzeiro com alcance suficiente para atingir outros países

Por Redação, com Reuters – de Tóquio:

Abalados pelos avanços militares da Coreia do Norte, parlamentares japoneses influentes estão aumentando a pressão para que o país desenvolva a capacidade de atacar preventivamente as instalações de mísseis do vizinho detentor de armas nucleares.

Ex-ministro da Defesa do Japão Itsunori Onodera durante discurso em Tóquio
Ex-ministro da Defesa do Japão Itsunori Onodera durante discurso em Tóquio

O Japão vem evitando dar o passo polêmico e custoso de adquirir bombardeiros ou armas. Como mísseis de cruzeiro com alcance suficiente para atingir outros países. Preferindo contar com seu aliado Estados Unidos para se contrapor a seus inimigos.

Mas a ameaça crescente representada por Pyongyang. Incluindo o lançamento simultâneo de quatro mísseis na segunda-feira, está fortalecendo o argumento de que mirar o arqueiro. Ao invés de suas setas, é uma defesa mais eficiente.

– Se bombardeiros nos atacassem ou aviões de guerra nos bombardeassem. Responderíamos ao fogo. Atacar um país atirando mísseis contra nós não é diferente – disse Itsunori Onodera, ex-ministro da Defesa que preside um comitê do governista Partido Liberal Democrata que estuda como o Japão pode se defender da ameaça dos mísseis norte-coreanos.

– A tecnologia avançou e a natureza do conflito mudou – acrescentou.

Pós-guerra

Tóquio vem ampliando há décadas os limites de sua constituição pacifista do pós-guerra. Governos sucessivos vêm dizendo que a nação tem o direito de atacar bases inimigas no exterior. Quando a intenção do inimigo de atacar o Japão é evidente, a ameaça é iminente e não há outras opções de defesa.

Embora governos anteriores tenham evitado adquirir o equipamento para fazê-lo. O partido do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vem exortando-o a cogitar a medida.

– É hora de obtermos essa capacidade – disse Hiroshi Imazu, presidente do conselho de política de segurança da legenda. “Não sei se seriam mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro ou até o (bombardeiro) F-35, mas sem um dissuasor a Coreia do Norte irá nos ver como fracos”.

A ideia enfrentou uma resistência acirrada no passado, mas a rodada mais recente de testes norte-coreanos pode levar o Japão a agir com mais rapidez para aprovar uma política defensiva mais rígida.

– Já fizemos os trabalhos iniciais para saber como adquirir uma capacidade ofensiva – revelou uma fonte a par do planejamento militar japonês, pedindo para não ser identificada devido à sensibilidade do tema.

Qualquer arma que Tóquio adquirisse com alcance suficiente para atingir a Coreia do Norte também deixaria partes do litoral leste da China expostos a seus armamentos pela primeira vez, o que provavelmente revoltaria Pequim.

Coreia do Norte testa outro míssil mas Trump prefere não polemizar

O míssil lançado pela Coreia do Norte tem capacidade média, segundo a inteligência norte-americana

O teste da Coreia do Norte parece ter sido feito com um míssil de alcance intermediário do tipo Musudan, que caiu no mar do Japão. De acordo com o Exército sul-coreano, não seria um Míssil Balístico Intercontinental

 

Por Redação, com agências internacionais – de Pyongyang e Washington

 

A Coreia do Norte lançou, neste domingo, um míssil balístico com capacidade para transportar ogivas nucleares. O projétil foi lançado de um submarino, pela manhã (hora de Brasília). Trata-se do primeiro teste desse tipo desde a eleição do presidente norte-americano, Donald Trump, cujo governo indicou que não dará uma resposta calibrada “para evitar a escalada de tensões”.

O míssil lançado pela Coreia do Norte tem capacidade média, segundo a inteligência norte-americana
O míssil lançado pela Coreia do Norte tem capacidade média, segundo a inteligência norte-americana

O teste parece ter sido feito com um míssil de alcance intermediário do tipo Musudan, que caiu no mar do Japão. De acordo com o Exército sul-coreano, não seria um Míssil Balístico Intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), cujo teste a Coreia do Norte havia anunciado.

Míssil balístico

Os Estados Unidos também informaram que se tratou de um teste de médio alcance — ou intermediário — pela Coreia do Norte, segundo o Comando Estratégico do Exército dos Estados Unidos. O teste não representa uma ameaça para a América do Norte, disse a corporação.

— Os sistemas do Comando Estratégico dos EUA detectaram e rastrearam o que avaliamos como um lançamento de míssil norte-coreano às 16h55 (hora local). O lançamento de um míssil balístico de alcance médio ou intermediário ocorreu perto da cidade de Kusong — acrescentou o porta-voz tenente-coronel Martin O’Donnell.

O Comando Estratégico disse ainda que rastreou o míssil da Coreia do Norte até o mar do Japão. O órgão não especificou se o lançamento foi um sucesso ou se falhou.

O Comando acrescentou que as forças militares dos EUA “permanecerão vigilantes diante das provocações da Coreia do Norte e estão totalmente comprometidas a trabalhar de perto com aliados da República da Coreia e Japão para manter a segurança”.

Surpresa da
Coreia do Norte

Uma autoridade dos EUA, falando em condição de anonimato, disse que o governo Trump estava esperando uma “provocação” da Coreia do Norte logo após o início do mandato e considerará uma ampla gama de opções em resposta ao teste de míssil de Pyongyang, mas calibrada para mostrar a determinação dos EUA enquanto evitam a escalada da tensão. Foi a primeira vez que o país isolado testou um dispositivo do tipo desde a eleição do presidente Trump.

— Isto não foi uma surpresa. O líder da Coreia do Norte gosta de chamar a atenção em momentos como este — disse a fonte.

O teste ocorreu em meio a visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aos EUA. Logo após Trump conversar, por telefone, na semana passada com o presidente chinês, Xi Jinping. O novo governo também pode aumentar a pressão sobre a China para que controle a Coreia do Norte, refletindo a visão expressada anteriormente por Trump de que Pequim não fez o suficiente neste front, disse a autoridade.

Apoio total

O presidente Donald Trump afirmou, na noite passada que os Estados Unidos apoiam plenamente o Japão. Ele falou logo após lançamento de míssil feito pela Coreia do Norte.

— Eu quero que todo mundo entenda, e saiba plenamente, que os Estados Unidos da América apoiam o Japão. É nosso grande aliado, 100% — disse Trump a jornalistas. Ele falou durante uma declaração conjunta com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sem fazer nenhum outro comentário.

Ainda segundo a administração Trump, os Estados Unidos estão comprometidos com a segurança de seus aliados na região do Pacífico. E vão dar apoio a esses aliados contra qualquer hostilidade da Coreia do Norte.

— A mensagem é que nós vamos fortalecer e assegurar nossas alianças vitais na região do Pacífico. Faremos isso como parte de nossa estratégia para deter e prevenir um aumento na hostilidade. É o que temos visto por parte do regime norte-coreano — disse o assessor da Casa Branca Stephen Miller.

Chefe do Comitê Olímpico do Japão é interrogado por pagamentos suspeitos

No ano passado, procuradores franceses anunciaram uma investigação sobre mais de US$ 2 milhões de pagamentos feitos pelo comitê da campanha japonesa à consultoria Black Tidings

Por Redação, com Reuters – de Tóquio:

Procuradores de Tóquio interrogaram o presidente do Comitê Olímpico do Japão por pagamentos suspeitos feitos a uma empresa de consultoria de Cingapura durante a campanha da capital japonesa para sediar os Jogos de 2020, relatou a agência de notícias Kyodo nesta quarta-feira.

Procuradores de Tóquio interrogaram o presidente do Comitê Olímpico do Japão por pagamentos suspeitos feitos a uma empresa de consultoria de Cingapura
Procuradores de Tóquio interrogaram o presidente do Comitê Olímpico do Japão por pagamentos suspeitos feitos a uma empresa de consultoria de Cingapura

O interrogatório de Tsunekazu Takeda, que comandou a campanha bem-sucedida. E de várias outras pessoas envolvidas na candidatura foi voluntário. E realizado a pedido de autoridades da França. Segundo a Kyodo. Takeda e os outros negaram ter feito algo ilegal, disse a agência.

A procuradoria de Tóquio e o Comitê Olímpico do Japão não quiseram comentar a reportagem quando foram contactados pela agência inglesa de notícias Reuters.

No ano passado. Procuradores franceses anunciaram uma investigação sobre mais de US$ 2 milhões. Pagamentos feitos pelo comitê da campanha japonesa à consultoria Black Tidings.

Corrupção

A Black Tidings é comandada por Ian Tan Tong Hon, conhecido por ser amigo de Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, ex-dirigente de atletismo internacional acusado de corrupção.

As autoridades japonesas vêm repetindo que os pagamentos foram taxas de consultoria legítimas. Uma comissão incumbida pelo Comitê Olímpico de investigar o assunto confirmou em setembro.

Os organizadores da Tóquio 2020 vêm lidando com uma série de dores de cabeça. Entre elas custos crescentes e pedidos de mudança de alguns locais de competição.

O clube de campo que irá sediar os torneios de golfe. Se tornou alvo de críticas por sua política de impedir que mulheres se tornem membros plenos da entidade. E um grupo de expositores está pedindo a Tóquio para encontrar um novo local. Para o centro de mídia dos Jogos em vez de usar o complexo que o grupo normalmente utiliza para suas feiras.

Japão apresenta orçamento revisado de US$16,8 bilhões para Jogos de 2020

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio apresentaram nesta quarta-feira um orçamento de US$ 16,8 bilhões para os Jogos de 2020

O valor ainda é mais do que o dobro da estimativa original, feita durante o processo de licitação, embora o orçamento inicial não incluísse custos de segurança e transporte

Por Redação, com agências internacionais – de Tóquio:

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio apresentaram nesta quarta-feira um orçamento de US$ 16,8 bilhões para os Jogos de 2020, e prometeram cortar custos para atender ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio apresentaram nesta quarta-feira um orçamento de US$ 16,8 bilhões para os Jogos de 2020
Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio apresentaram nesta quarta-feira um orçamento de US$ 16,8 bilhões para os Jogos de 2020

O valor ainda é mais do que o dobro da estimativa original, feita durante o processo de licitação, embora o orçamento inicial não incluísse custos de segurança e transporte.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) está preocupado que os custos elevados das Olimpíadas possam assustar futuros candidatos a receber os Jogos, e pediu um corte acentuado dos custos.

Bicampeã de Wimbledon Petra Kvitova

A bicampeã de Wimbledon Petra Kvitova está “se sentindo bem”. Após passar por um cirurgia na mão esquerda, sua dominante. Depois de ter sido atacada dentro de seu apartamento por um invasor que usava uma faca. Disse nesta quarta-feira um assessor da tenista.

A tcheca, número 11 do ranking mundial, sofreu ferimentos nos dedos da mão esquerda devido ao ataque, que ocorreu na manhã de terça-feira.

– Petra está se sentindo bem após a cirurgia, um exame confirmou que a operação foi um sucesso – disse Karel Tejkal em comunicado enviado por e-mail.

Kvitova não deve comentar sobre o assunto nesta quarta-feira, disse Tejkal.

A tenista disse nas redes sociais na terça-feira que é uma sorte estar viva. Após o ataque na cidade de Prostejov, a cerca de 260 quilômetros de Praga.

A tenista alcançou o número 2 do mundo em 2011 ao vencer o primeiro de seus dois títulos de Wimbledon.

Tejkal disse que as cirurgias de terça-feira não mostravam algum motivo para ela não voltar a jogar.

Estruturas esportivas de alto rendimento

Um dos próximos desafios do governo federal, na pasta de Esportes, é integrar todas as estruturas esportivas consolidadas no país para receber atletas de alto rendimento. A ação, que abrangerá várias modalidades. É fundamental para iniciar o ciclo olímpico rumo a Tóquio 2020.

Essa ideia foi reforçada pelo ministro do Esporte. Leonardo Picciani, durante a 6ª edição do Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros (Enecob), no Rio de Janeiro.

– O Brasil tem hoje uma rede de alto rendimento, com equipamentos de excelência por todas as regiões. Ela precisa funcionar de forma integrada, e é isso que estamos buscando fazer – disse o ministro.

Picciani afirmou, ainda, que tudo o que foi feito para o ciclo Rio 2016 resultará em melhorias permanentes. “Tenho convicção de que o Brasil terá em Tóquio 2020 um melhor resultado que no Rio, que já foi extraordinário e o melhor da nossa história em jogos olímpicos”, afirmou.

Evento

O Enecob é realizado anualmente e reúne jornalistas, autoridades políticas, esportistas e empresários de todas as regiões. Com o objetivo de debater temas relevantes. Neste ano, o evento tratou do legado esportivo dos Jogos Rio 2016.

Contou com a presença de personalidades do esporte. Como a campeã olímpica Rafaela Silva, do judô; a medalhista de bronze na maratona aquática, Poliana Okimoto; a medalhista de prata e bronze no vôlei de praia, Adriana Samuel; e o pioneiro do jiu-jítsu no Brasil, Robson Gracie.

BC do Japão cogita aumento na taxa de juros para alcançar 2% de inflação

Japão

Ministro da Economia do Japão, Kuroda também disse que não considera as quedas recentes do iene como um problema para a economia. Ele disse que uma moeda fraca ajuda a acelerar a inflação ao aumentar os custos de importação

 

Por Redação, com agências internacionais – de Cingapura, Tóquio e Xangai

 

O presidente do Banco Central do Japão, Haruhiko Kuroda, ofereceu uma visão otimista sobre a economia, nesta terça-feira. Mas procurou minimizar as discussões no mercado de que pode em breve considerar um aumento das taxa de juros. Kuroda prometeu manter a política monetária frouxa, para alcançar a meta de inflação de 2%.

Japão
O orçamento foi aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe

Kuroda também disse que não considera as quedas recentes do iene como um problema para a economia do Japão. Ele disse que uma moeda fraca ajuda a acelerar a inflação ao aumentar os custos de importação. Assim, eleva as expectativas de inflação — um elemento crucial no plano do Banco do Japão para vencer a estagnação econômica.

— Nós ainda estamos distantes de nossa meta de inflação de 2%. Portanto é apropriado continuar com um afrouxamento monetário poderoso. Absolutamente não é o caso de que os rendimentos dos títulos do governo japonês podem subir em paralelo com as taxas de juros de longo prazo no exterior, ou isso (qualquer aumento nos rendimentos japoneses) nos levaria a aumentar nossas metas de rendimento — disse Kuroda em entrevista à imprensa nesta terça-feira.

Tendência

As declarações de Kuroda foram dadas após a decisão amplamente esperada do Banco do Japão de manter os juros de curto prazo em -0,1%. O BC japonês também manteve o rendimento dos títulos de 10 anos do governo em torno de zero por cento.

Os juros de longo prazo do Japão têm subido junto com os rendimentos dos bônus globais diante de expectativas de altas dos juros nos Estados Unidos e da expectativa de políticas que alimentem a inflação por parte do presidente eleito nos EUA, Donald Trump. Isso tem testado a decisão do BC japonês de limitar o rendimento do título de 10 anos em torno de sua meta. Isso, por sua vez, levou a algumas expectativas no mercado de que o Banco Central pode elevar sua meta para o rendimento do título de 10 anos já no início do próximo ano.

O Banco do Japão ainda melhorou sua linguagem para sinalizar a confiança de que a economia caminha para uma recuperação estável.

“A economia do Japão continua a se recuperar moderadamente como tendência”, disse o banco em comunicando. Ofereceu, assim, uma visão melhor do que no mês passado, quando alertou para a lenta demanda dos mercados emergentes que pesou sobre as exportações e a produção.

Mercado chinês

Ainda nesta terça-feira, os mercados chineses recuaram. As autoridades tornaram mais restritos os regulamentos para impedir riscos financeiros e bolhas de ativos.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,61%. Atingiu a mínima de dois meses de 3.309 pontos. Já o índice de Xangai teve queda de 0,50%, para 3.102 pontos, menor nível desde o início de novembro.

O crescimento econômico da China deve desacelerar em 2017. Seus principais líderes indicam uma política monetária mais apertada. Também, mais restrições para reprimir as bolhas de preços de ativos, especialmente no mercado imobiliário. Mesmo com uma queda acentuada do yuan alimentando temores de turbulência nos mercados. O Banco Central informou, na segunda-feira, que vai apertar a supervisão do sistema bancário sem regulação.

O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 0,25% às 7:31.

Real chega ao Japão e se diz pronto para Mundial de Clubes

O Real venceu a edição de 2014 do torneio no Marrocos, mas desta vez tem que lidar com mais um obstáculo antes do jogo

O Real venceu a edição de 2014 do torneio no Marrocos, mas desta vez tem que lidar com mais um obstáculo antes do jogo

Por Redação, com Reuters – de Tóquio:

Apesar de enfrentar os efeitos do jet-lag, o Real Madrid está totalmente concentrado em sua semifinal do Mundial de Clubes contra o mexicano América, garantiu o técnico Zinedine Zidane nesta segunda-feira.

O Real venceu a edição de 2014 do torneio no Marrocos, mas desta vez tem que lidar com mais um obstáculo antes do jogo
O Real venceu a edição de 2014 do torneio no Marrocos, mas desta vez tem que lidar com mais um obstáculo antes do jogo

O América, atual campeão da Concacaf, será o primeiro adversário do time espanhol. Antes da provável final de domingo com o Atlético Nacional, da Colômbia. Ou o Kashima Antlers, depois de ter derrotado o sul-coreano Jeonbuk Motors.

– O jogo mais importante é o nosso próximo jogo, a única coisa na minha cabeça no momento é o jogo de quinta-feira. Daremos tudo para vencer – disse Zidane aos repórteres.

– Assisti a três jogos, contra os sul-coreanos, um jogo da copa e um clássico. Não sabia nada sobre eles antes, e agora temos que realmente prestar atenção neles e em como jogam.

Conquista

O Real, que almeja conquistar o Mundial de Clubes pela segunda vez em três anos. Derrotou o Deportivo La Coruña por 3 a 2 no sábado graças a um gol do capitão Sergio Ramos. Já nos acréscimos, estabelecendo um recorde de 35 partidas invictas no Campeonato Espanhol e mantendo o time na liderança com seis pontos de vantagem.

– O segredo do nosso sucesso é simplesmente trabalhar duro. Quando você adiciona o trabalho duro ao talento, tem uma mistura muito interessante – afirmou Zidane.

O Real venceu a edição de 2014 do torneio no Marrocos. Mas desta vez tem que lidar com mais um obstáculo antes do jogo da próxima quinta-feira contra os mexicanos. O jet-lag de um voo de 13 horas da capital espanhola ao Japão.

O contundido meia-atacante Gareth Bale foi a única ausência do Real. Enquanto o talismã Cristiano Ronaldo deve ser anunciado ainda nesta segunda-feira como ganhador do prêmio de melhor jogador do ano. Depois de conduzir o time na Liga dos Campeões e capitanear Portugal na conquista da Euro 2016.

Tsunami atinge o Japão após terremoto

Um forte terremoto atingiu o norte do Japão na madrugada desta terça-feira

O terremoto de magnitude 7,4, que foi sentido na capital Tóquio, forçou milhares de moradores a fugirem para regiões mais altas durante o amanhecer na costa nordeste do país

Por Redação, com Reuters – de Tóquio:

Um forte terremoto atingiu o norte do Japão na madrugada desta terça-feira (noite de segunda-feira no Brasil), interrompendo temporariamente os trabalhos de resfriamento em uma usina nuclear e provocando um pequeno tsunami que atingiu a mesma região de Fukushima devastada em 2011 por um tremor, um tsunami e um desastre nuclear.

Um forte terremoto atingiu o norte do Japão na madrugada desta terça-feira
Um forte terremoto atingiu o norte do Japão na madrugada desta terça-feira

O terremoto de magnitude 7,4, que foi sentido na capital Tóquio, forçou milhares de moradores a fugirem para regiões mais altas durante o amanhecer na costa nordeste do país.

Não houve relatos de mortos ou feridos em estado grave várias horas após o tremor. Ocorrido às 5h59 (18h59 no horário de Brasília). O sismo foi centralizado na costa de Fukushima a uma profundidade de 10 quilômetros. Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

Uma onda de 1,4 metro de altura foi registrada em Sendai. Cerca de 70 quilômetros ao norte de Fukushima. Ondas menores atingiram cidades portuárias em outros pontos da costa japonesa. De acordo com a emissora NHK.

Embarcações

Imagens de televisão mostraram embarcações deixando portos a caminho do mar devido aos alertas sobre possíveis ondas de até 3 metros de altura.

– Nós vimos ondas grandes. Mas nada que tenha superado as barreiras da maré – disse um homem na cidade de Iwaki à emissora NTV.

Imagens aéreas mostraram ondas do tsunami enchendo rios em algumas áreas. Alguns barcos de pesca virados no porto de Higashi-Matsushima. Antes de a JMA suspender seus alertas.

O Serviço Geológico dos EUA mediu a magnitude do tremor desta terça-feira em 6,9, revisando para baixo após estimativa inicial de 7,3.

Temer encontra ambiente de desconfiança na visita ao Japão

Presidente da federação nacional das indústrias (Keidanren) e um dos homens mais influentes do Japão, Sadayuki Sakakibara cobrou de Temer “um ambiente de investimento mais aberto, com redução de tarifas e custos, melhor ambiente de trabalho e infraestrutura”

 

Por Redação, com correspondente – de Tóquio

 

Diante do ambiente frio encontrado na reunião do BRICS (grupo integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na sigla em inglês), o presidente de facto do Brasil, Michel Temer, viajou a Tóquio. Ele buscava reaquecer as relações com os investidores do Extremo Oriente, ferrenhos adversários dos chineses e russos que desconfiam de sua presença no posto para o qual a pessoa eleita foi a presidenta Dilma Rousseff. Mas o resultado, segundo analistas econômicos ouvidos pela reportagem do Correio do Brasil, foram desanimadores.

Temer se reuniu, protocolarmente, com o vice-presidente do Japão, Taro Aso
Temer se reuniu, protocolarmente, com o vice-presidente do Japão, Taro Aso

Presidente da federação nacional das indústrias (Keidanren) e um dos homens mais influentes do Japão, Sadayuki Sakakibara cobrou do Brasil “um ambiente de investimento mais aberto, com redução de tarifas e custos, melhor ambiente de trabalho e infraestrutura”. Mas, primeiramente, segurança jurídica para os investimentos no país.

Sakakibara falou, em discurso que antecedeu um almoço com Michel Temer, ministros e empresários brasileiros e japoneses no Keidanren. Ele disse esperar que o Brasil consiga aprovar reformas tributária, política, previdenciária e trabalhista. Temer se reuniu com os empresários para apresentar o programa de concessões e tentar atrair investimentos japoneses.

Investimentos

Em sua fala, Temer tentou assegurar ao empresariado daquele país de que há condições econômicas e políticas estáveis no Brasil. O ambiente, porém, era de extrema desconfiança, segundo aqueles analistas.

Atualmente, há cerca de 700 empresas japonesas no Brasil e, nos últimos anos, houve um crescimento dos investimentos. Parte deles em áreas que sofreram com a crise da Petrobras, como a indústria naval. Entre 2003 e 2016, o Japão foi o sexto maior investidor em novos projetos (greenfield) no Brasil. Investiu quase US$ 20 bilhões, 5,8% de todo o investimento no período.

O país superou a China na aplicação de recursos em atividades produtivas brasileiras — seu rival asiático investiu US$ 15 bi. Já os EUA, primeiro do ranking, investiram US$ 79 bilhões no Brasil, 23% do total.

A maior parte do investimento japonês foi feita no setor automotivo (US$ 7 bi) e em papel e celulose (quase US$ 3 bi). Siderurgia, logística, máquinas e equipamentos e eletrônicos também receberam recursos acima de R$ 1 bilhão entre 2003 e 2016.

China e Japão disputam negócios com Cuba

Cuba está em alta. Depois da presença do presidente iraniano, Hassan Rohani, no início desta semana em Havana, será a vez dos primeiros-ministros do Japão e da China visitarem a Cuba

 

Por Redação, com DW – de Havana

 

Chefes de governo chinês e japonês visitam Havana para tratar de economia e comércio. Eles querem conquistar posição na ilha, antes que o bloqueio norte-americano seja suspenso. Caso ocorra, Cuba será o destino de empresas dos EUA que buscam o mercado cubano.

Cuba tem sido um dos roteiros mais procurados entre os principais centros turísticos do mundo
Cuba tem sido um dos roteiros mais procurados entre os principais centros turísticos do mundo

Cuba está em alta. Depois da presença do presidente iraniano, Hassan Rohani, no início desta semana em Havana, será a vez dos primeiros-ministros do Japão e da China visitarem a ilha caribenha. É sinal claro do interesse crescente das grandes potências asiáticas por Cuba.

Nesta sexta-feira, Shinzo Abe inicia a primeira visita de um chefe de governo japonês a Cuba. Abre, assim, um novo capítulo nas relações bilaterais, existentes desde 1929. Em maio do ano passado, o ministro do Exterior do Japão, Fumio Kishida, já havia visitado a ilha. Pouco depois de EUA e Cuba daram início à política de aproximação.

Cuba em disputa

Em junho deste ano, o vice-presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, esteve em Tóquio. Como em muitos outros países, o realinhamento das relações entre EUA e Cuba, além da nova dinâmica que se instalou por meio da abertura econômica introduzida pelo presidente Raúl Castro, suscitou também no Japão o interesse pela ilha caribenha. Até agora, as relações estavam focadas, sobretudo, na cooperação para o desenvolvimento.

Enquanto a política de distensão avança mais lentamente que muitos esperavam — o bloqueio norte-americano ainda está em vigor, e o resultado das eleições presidenciais em novembro nos EUA ainda é incerto— um forte parceiro econômico como o Japão viria na hora certa para uma economia cubana. A ilha caribenha entrou em dificuldades com a redução do fornecimento de petróleo por parte da aliada Venezuela.

Pontualmente para a visita de Abe, chegou-se a um acordo para a reestruturação da dívida de Cuba junto ao Japão no valor de € 1,5 bilhão. O acordo faz parte das negociações de reescalonamento da dívida com o Clube de Paris. Abre-se, assim, caminho para empréstimos e investimentos japoneses.

Além disso, no contexto da visita, Abe entregou equipamentos médicos aos cubanos, como informou o jornal japonês Nikkei. Intitulada oficialmente como ajuda de desenvolvimento, a entrega é acompanhada da esperança de futuros negócios com tecnologia médico-hospitalar.

Deverá ser instalado um centro de treinamento para médicos cubanos, em que eles serão treinados na tecnologia japonesa. Junto ao turismo e a projetos de infraestrutura, a tecnologia médica é uma das áreas que deverão ser de particular interesse para empresas japonesas.

Mercado com potencial

Em julho, a empresa Mitsubishi abriu um escritório em Havana.

— Tentamos encontrar novas oportunidades de negócios para realizar projetos de infraestrutura, como também novas oportunidades comerciais — afirma o vice-diretor de Estratégias Globais da Mitsubishi, Mitsuyuki Takada.

A chamada Zona Especial (ZE) de Desenvolvimento de Mariel torna-se interessante devido à sua localização estratégica no centro do Caribe. Fica entre os EUA e o Canal do Panamá. A ZE foi instituída há dois anos e meio na cidade portuária, onde são concedidos benefícios fiscais e outras vantagens a investidores estrangeiros.

— Do ponto de vista logístico, o mercado caribenho tem um grande potencial de crescimento — diz Takada.

Apesar das investidas diplomáticas, as relações entre Cuba e o Japão estão longe de ser tão boas quanto as entre Havana e Pequim.

Reformas à vista

Mesmo que esteja bem atrás da Venezuela, a China é o segundo maior parceiro comercial de Cuba. Serve, de certa forma, como um modelo para as reformas econômicas na ilha. Ideologicamente, os dois países estão próximos.

Depois de Abe, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, está sendo esperado nos próximos dias em Cuba. A viagem já foi confirmada, embora ainda não haja uma data certa. Durante a visita do presidente Xi Jinping a Cuba em julho de 2014, foram fechados cerca de 30 acordos. Isso eleva o nível das relações bilaterais, que neste ano completam 56 anos.

Foram acertadas cooperações nas áreas de saúde, biotecnologia, educação, agricultura, energias renováveis e turismo. Também a expansão da infraestrutura de internet está sendo colocada em prática com tecnologia chinesa.

Desde dezembro de 2015, há um voo direto entre Pequim e Havana. O comércio entre os dois países totalizou, no ano passado, quase US$ 1,6 bilhão —um aumento de 50% em relação a 2014. No entanto, existem somente algumas poucas joint-ventures cubano-chinesas. Os investimentos diretos chineses, avaliados em US$ 460 milhões (principalmente no setor de turismo), são relativamente baixos.

A tendência, porém, é crescente. China apoia Cuba principalmente através de empréstimos. Em fevereiro, foram acertadas duas linhas de crédito — elas permitem que Havana compre tratores chineses, que são utilizados na colheita do arroz, além de 240 vagões de trem para o transporte de passageiros. Com dinheiro chinês, o porto de segunda maior cidade da ilha, Santiago de Cuba, está sendo ampliado.

Fala-se em US$ 100 milhões. Nas negociações de Keqiang em Havana, acordos econômicos e de cooperação deverão estar em primeiro plano. Assim como o Japão, a China quer conquistar uma posição na ilha, antes que o bloqueio norte-americano seja suspenso. Tal medida permitirá que as empresas dos EUA se instalem no mercado cubano.