Manifestantes protestam em Londres por manutenção de direitos após Brexit

Oito meses depois do referendo em que os britânicos aprovaram a saída da Europa, May insiste em não oferecer essas garantias

Por Redação, com ABr – de Paris:

Centenas de cidadãos europeus residentes no Reino Unido se manifestaram em frente ao Parlamento britânico, para exigir garantias de que poderão continuar vivendo como antes da implantação do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). A informação é da Radio France Internationale.

Centenas de cidadãos europeus residentes no Reino Unido se manifestaram em frente ao Parlamento britânico
Centenas de cidadãos europeus residentes no Reino Unido se manifestaram em frente ao Parlamento britânico

Portando cartazes com frases como “não somos moeda de troca”, ou “parem o Brexit. O Brexit é racista”, os imigrantes, alguns há décadas residentes no país. Casados com britânicos, ou com filhos e netos nascidos no território. Eles pediram ao governo de Theresa May que assegure que seus direitos não mudarão após a saída do bloco.

Oito meses depois do referendo em que os britânicos aprovaram a saída da Europa. May insiste em não oferecer essas garantias até que também as receba de seus sócios europeus. Em relação aos 900 mil britânicos que vivem em outros países da União Europeia (UE). Aproximadamente 3 milhões de cidadãos da UE vivem no Reino Unido.

– Deve-se esclarecer o quanto antes o que ocorrerá com esses cidadãos, pois é preciso planejar o futuro. Eles deveriam ter direito a permanecer onde estão – afirmou a alemã Kira, 18 anos, envolta na bandeira de seu país. Ela chegou ao Reino Unido quando tinha apenas 1 ano e está com medo. Principalmente pelos seus pais e irmãos. “Sou jovem e posso começar uma nova vida na Alemanha”, afirmou.

Agnes Baudur, uma francesa de 60 anos que passou a metade de sua vida na Inglaterra e é casada com um britânico, deu início ao processo de obtenção do passaporte britânico. “Achava que poderia continuar a viver aqui, porém agora começo a ficar preocupada”, explicou.

A espanhola Araceli Rodríguez, de 60 anos e há mais de 33 anos ao país, está prestes a se tornar bisavó de uma menina britânica. Ela afirmou que participa da manifestação por causa da sua bisneta, de sua filha e de seus netos, mas já decidiu que voltará à Espanha quando “a expulsarem”. “Nunca solicitarei o passaporte britânico, sinto-me espanhola e já estou muito feliz. Tudo está incerto e nosso futuro está encurralado”, afirmou. “Nunca pensei que voltaria à Espanha, mas mudei de opinião. Não vale a pena ficar em um país em que não me querem”, acrescentou.

Câmara dos Lordes

No Parlamento, a Câmara dos Lordes começa a debater a lei que autorizará a primeira-ministra a iniciar o Brexit, uma etapa delicada para o governo conservador, que não tem maioria. Concretamente, o projeto de lei dará permissão a May para ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, a porta de saída da União Europeia.

O governo queria evitar a permissão do Parlamento, mas foi obrigado pela Suprema Corte a pedí-la. Vários lordes manifestaram a intenção de criar emendas à lei para garantir os direitos dos europeus residentes no Reino Unidos e também para obter voto no acordo final da separação com Bruxelas.

Peter Mandelson, um lorde do Partido Trabalhista e ex-comissário europeu, disse que há “forte corrente de opinião” na Câmara sobre a seriedade de ambos os pontos, mas não considerou provável que os parlamentares bloqueiem totalmente o Brexit.

Manifestantes protestam contra Trump no Irã com cartazes de ‘Morte à América’

Empunhando cartazes com os dizeres “Morte à América” e representações da figura de Trump, moradores de Teerã marcharam rumo à Praça Azadi

Por Redação, com Reuters – de Ancara:

Centenas de milhares de iranianos se reuniram em todo o país nesta sexta-feira para jurar lealdade ao regime clerical depois do alerta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que colocou a República Islâmica “de sobreaviso”, relatou a televisão estatal.

Moradores de Teerã marcham rumo à Praça Azadi (Liberdade) para comemorar o aniversário da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá apoiado pelos EUA
Moradores de Teerã marcham rumo à Praça Azadi (Liberdade) para comemorar o aniversário da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá apoiado pelos EUA

Empunhando cartazes com os dizeres “Morte à América”. Representações da figura de Trump, moradores de Teerã marcharam rumo à Praça Azadi (Liberdade) para comemorar o aniversário da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá apoiado pelos EUA.

Na terça-feira a maior autoridade do país, o líder supremo e aiatolá Ali Khamenei. Conclamou os iranianos a participarem de manifestações para mostrar que o Irã não está assustado com as “ameaças” norte-americanas.

– A América e Trump não podem fazer droga nenhuma. Estamos prontos para sacrificar nossas vidas por nosso líder Khamenei – disse um jovem iraniano à TV estatal.

Na semana passada Trump colocou o Irã “de sobreaviso” em reação a um teste de míssil de 29 de janeiro. Impôs novas sanções a indivíduos e entidades. Teerã disse que não irá interromper seu programa de mísseis.

Hassan Rouhani

O presidente pragmático Hassan Rouhani também pediu a seus compatriotas para se unirem à passeata desta sexta-feira. Para “mostrar seus laços inquebrantáveis com o Líder Supremo e a República Islâmica”.

A emissora estatal afirmou que milhões de pessoas de toda a nação compareceram a manifestações pró-revolução em todas as principais cidades. Que foram marcadas pelos já tradicionais slogans anti-EUA e anti-Israel. Pela queima de bandeiras norte-americanas.

Nas redes sociais, como Twitter e Facebook, muitos iranianos usaram a hashtag #LoveBeyondFlags (AmorAlémDeBandeiras), pedindo o fim da queima de bandeiras durante o aniversário.

Eles também agradeceram os norte-americanos por se oporem ao decreto presidencial de Trump. Impedindo a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos EUA, incluindo o Irã. Uma suspensão à proibição de Trump foi mantida por um tribunal de apelações na quinta-feira.

Manifestantes impedem saída de viaturas em cinco batalhões no Rio

De acordo com o porta-voz, as manifestações já eram previstas, e a corporação tomou medidas para garantir o patrulhamento

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Protestos de parentes de policiais militares impedem a saída de viaturas em cinco batalhões da região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo o relações públicas da Polícia Militar, major Ivan Blaz. De acordo com o porta-voz, as manifestações já eram previstas, e a corporação tomou medidas para garantir o patrulhamento.

Protestos de parentes de policiais militares impedem a saída de viaturas em cinco batalhões da região metropolitana do Rio
Protestos de parentes de policiais militares impedem a saída de viaturas em cinco batalhões da região metropolitana do Rio

– Há um planejamento prévio que conseguiu colocar as viaturas nas ruas, de modo que hoje temos 95% do efeito já pronto, atuando – disse o porta-voz, que afirmou que os comandantes dos batalhões estão encarregados de negociar. “São unidades importantes em que seus comandantes estão lidando diretamente com os manifestantes para poder chegar a um lugar comum.”

Segundo Blaz, os batalhões em que as manifestantes bloqueiam a saída são os da Tijuca, Jacarepaguá, Mesquita, Olaria e Choque.

Mulheres e mães de policiais militares se organizaram por redes sociais e chegaram ao Batalhão de Choque, às 4h. Com cartazes e garrafas de água mineral, elas permitem a entrada de viaturas, mas impedem a saída de policiais fardados.

Mulher de um policial militar, Ana* disse que a falta de pagamento de horas extras e décimo terceiro salário são as principais motivações da manifestação. “No Espírito Santo, eles estão reivindicando aumento. Nós não estamos pedindo nem isso. Estamos pedindo o pagamento do que nos devem, só isso”.

Manifestante

Outra manifestante que não quis se identificar contou que é mãe de um policial militar e criticou as condições de trabalho, que, segundo ela, se agravam sem os pagamentos devidos.

– Já tive que doar sofá para colocar no alojamento para ele ter onde sentar – contou a manifestante. “Não assisto o jornal por que todas as vezes que fala mais um policial (morreu), abre um buraco nos meus pés.”

O porta-voz da PM reconheceu que a tropa da Polícia Militar está insatisfeita com a falta de pagamentos. “Sem dúvida nenhuma isso causa muita insatisfação na tropa. Isso é compreensível”, disse Blaz.

Em frente ao 6° Batalhão de Polícia Militar (Tijuca), manifestantes também impediam a entrada de policiais que voltavam de seus turnos de trabalho. Populares que acompanhavam a manifestação hostilizaram jornalistas na porta do batalhão.

França: manifestantes vão às ruas em apoio a jovem negro

Manifestantes vão às ruas da capital francesa em apoio a jovem negro que denuncia ter sido violado com um cassetete durante uma batida policial. Protesto termina com destruição e 26 detidos

Por Redação, com DW – de Paris:

Manifestantes lançaram fogos de artifícios contra policiais e atearam fogo em carros e latas de lixo no dia anterior, essa foi a quarta noite de protestos nos subúrbios de Paris. O motivo é  caso de um jovem negro que denuncia ter sofrido abusos por parte da polícia.

Manifestantes saíram às ruas de Paris pedindo justiça por Theo, suposta vítima de abuso
Manifestantes saíram às ruas de Paris pedindo justiça por Theo, suposta vítima de abuso

Os protestos tiveram início na noite do último domingo, após um jovem de 22 anos, identificado como Theo, ter supostamente sido violado com um cassetete durante uma batida realizada por quatro policiais.

Os agentes foram suspensos de suas funções e aguardam investigação. Eles negam a acusação de abuso e afirmam que realizavam a batida no subúrbio parisiense de Aulnay-sous-Bois em busca de traficantes de drogas.

A polícia prendeu 26 pessoas na noite de quarta-feira. Os presos incluem três pessoas que supostamente atiraram fogos de artifícios contra a polícia. Segundo a procuradoria, não houve feridos.

O presidente François Hollande visitou Theo na terça-feira, no hospital onde ele está internado desde que foi abordado pelos policiais. Tanto o jovem quanto o líder francês pediram calma à população.

Theo, descrito como um talentoso jogador de futebol sem antecedentes criminais. Ele passou por uma cirurgia e está sendo tratado por ferimentos graves na área do ânus e do reto. Assim como na cabeça e no rosto. Segundo ele, um dos policiais o violou com um cassetete.

Ferimentos “não foram intencionais”

Uma investigação preliminar não identificou evidências suficientes para comprovar as alegações de abuso. Concluiu que os ferimentos não foram intencionais, disse uma fonte policial nesta quinta-feira.

Um vídeo da batida policial no subúrbio parisiense mostra um dos agentes aplicando um forte golpe horizontal com um cassetete nas nádegas do jovem. Cujas calças “baixaram sozinhas”, disse a fonte da polícia.

Os investigadores disseram ter levado em conta depoimentos da vítima, dos agentes e de testemunhas. Além de imagens de câmeras de segurança. Eles concluíram que “não há elementos suficientes para indicar que se tratou de abuso”. Um juiz ainda está analisando o caso.

O incidente reavivou controvérsias envolvendo a relação da polícia francesa com comunidades suburbanas de imigrantes. Em 2005, a morte de dois adolescentes que morreram eletrocutados quando estavam escondidos da polícia numa subestação elétrica desencadeou semanas de protestos no país.

Protesto em Curitiba termina em ação truculenta da PM contra manifestantes

Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior

PMs usaram bombas de efeito moral, gás pimenta e balas de borracha contra os manifestantes que participavam do protesto

Por Celso Nascimento e agências de notícias – de Curitiba:

Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior. Dois cobradores foram agredidos e catracas acabaram quebradas por vândalos infiltrados entre os manifestantes, disse a administração municipal.

Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior
Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior

PMs usaram bombas de efeito moral, gás pimenta e balas de borracha contra os manifestantes que participavam do protesto. A deputada estadual e ex-ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos Maria do Rosário (PT) criticou a ação da polícia nas redes sociais.

– Tropa de choque atira em manifestantes contra aumento abusivo do ônibus que passa a R$ 4,25. Lutar é um direito – escreveu a ex-ministra.

Um dos organizadores do protesto, o grupo CWB Resiste, postou o relato e fotos de um manifestante que teve as duas pernas feridas. Ele afirmou que estava em um cordão de isolamento feito pelo grupo para evitar que os carros invadissem a passeata.

De acordo com o militante, os policiais não foram atrás dos “agitadores” que estavam depredando os bancos. Mas passaram a atirar nas pessoas que estavam no cordão de isolamento.

– Eu fui atingido por uma bomba pelas costas e meus companheiros também. Fomos perseguidos e massacrados pela polícia de Greca e Beto Richa – conta, em crítica ao prefeito de Curitiba e ao governador do Estado.

Em nota, a Urbs, empresa que gerencia o transporte público na capital de Curitiba, disse que lamenta os atos de vandalismo que ocasionaram a invasão e depredação de estacões-tubo.

Reajuste da passagem de ônibus

Mistérios insondáveis ainda rondam a repentina decisão do prefeito Rafael Greca de antecipar em um mês o reajuste da passagem de ônibus, com o agravante de elevá-la de R$ 3,70 para R$ 4,25 numa só pancada.

Não à toa, passageiros reclamam do aumento bem acima da inflação num momento de desemprego brutal e acentuada queda de renda da população.

Greca dá pistas para desvendar o primeiro mistério ao, repetidamente. Afirmar que “as coisas custam o que custam. Nem mais nem menos; o justo”. Entretanto, ainda sonega ao distinto público informações sobre como chegou ao valor “justo” que decretou e pôs em vigor desde segunda-feira.

Teria levado em conta estudos técnicos da Urbs, transparentes e debatidos com a comunidade. Ou apenas atendeu às concessionárias que reivindicavam tarifa técnica. Aquela que efetivamente entra no cofre das empresas, próxima do valor agora definido?

Segundo a prefeitura, com o aumento será possível. Por exemplo, substituir até o fim do ano os 290 ônibus sucateados que rodam pela cidade. Até já foram encomendados à indústria com promessa de entrega em seis meses. Por contrato, a responsabilidade de adquirir os veículos é das empresas, logo, chegou-se a uma tarifa que tornará possível a elas cumprir a obrigação.

Sinal

O primeiro sinal de que pode ter havido um acordo prévio com as concessionárias será confirmado se, em breve, elas desistirem da ação judicial. Deferida liminarmente e ainda em vigor, que as desobrigava de renovar a frota. Será sintoma de que uma tarifa técnica próxima dos R$ 4,25 está de bom tamanho. Inclusive para a recuperação dos alegados prejuízos que teriam acumulado nos anos Fruet.

Menos do que isso seria impossível, pois como afirmou o prefeito em sua página no Facebook, subsídio nem pensar. “A política de subsidiar o transporte com dinheiro público municipal foi anestesia que não funcionou, e apenas adiou responsabilidades.” Escreveu, contrariando a história de que a criação dos subsídios teve início em 2011. Com o governador Beto Richa, nos tempos em que pretendia eleger Luciano Ducci prefeito em 2012.

Esta prática terminou em Curitiba quando houve a desintegração do sistema. Mas o subsídio estadual se manteve nas linhas metropolitanas operadas em caráter precário por empresas permissionárias, nunca licitadas.

Outro mistério ainda não revelado diz respeito à prometida reintegração metropolitana até julho. Próximo, tarefa conjunta da prefeitura de Curitiba (Urbs) e do governo estadual (Comec). Reintegração válida, porém, só tem sentido se não for apenas operacional. Mas sobretudo se a tarifa for igual para todas as linhas. Tarefa que exigirá uma reengenharia financeira do sistema. Já que as tarifas vigentes nos municípios vizinhos são mais altas do que a praticada em Curitiba.

Uma simples média aritmética embute duas ameaças: ou a passagem de Curitiba sofrerá novo aumento. Ou alguém vai ter de subsidiar a diferença. O mais provável é que a opção seja pela primeira hipótese, mas a segunda, por decisão político-eleitoral não deve ser descartada.

Reintegração

Há ainda mais: a reintegração também está sendo pensada com a unificação da administração dos sistemas urbano de Curitiba e metropolitano. Isto é, uma só empresa pública substituiria as duas existentes, Urbs e Comec. É por esta solução que torcem os empresários do transporte por lhes dar oportunidade de também unificar os sistemas de bilhetagem.

As linhas metropolitanas têm a sua própria bilhetagem, operada pelo consórcio Metrocard. Que transfere diretamente às empresas as receitas diárias. Em Curitiba, o dinheiro dá dois passos. Primeiro entra na Urbs, que depois o transfere para as concessionárias urbanas com o valor da tarifa técnica. E descontadas as multas por deficiências na qualidade do serviço.

Substituindo-se o meio de transporte, vale para o futuro do transporte coletivo da grande Curitiba a frase do Barão de Itararé: “há algo no ar além dos aviões de carreira”.

Manifestantes fazem ato contra precarização da Uerj

Sem recursos de custeio desde agosto e com pesquisas paralisadas pela falta de repasses, a Uerj também sofre com redução de leitos no Hupe

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Professores, servidores, alunos e ex-alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro participaram nesta quinta-feira de um protesto contra a falta de recursos que tem causado prejuízos às atividades acadêmicas e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe).

Professores, servidores, alunos e ex-alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro participaram nesta quinta-feira de um protesto
Professores, servidores, alunos e ex-alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro participaram nesta quinta-feira de um protesto

Os manifestantes se reuniram na porta do hospital, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De lá, iniciaram uma caminhada em direção ao campus principal da Uerj, também na Zona Norte.

Sem recursos de custeio desde agosto e com pesquisas paralisadas pela falta de repasses. A Uerj também sofre com redução de leitos no Hupe. Dos mais de 500, apenas 92 estão disponíveis para pacientes, o que tem prejudicado aulas práticas e o atendimento à comunidade.

A aposentada Rosalina de Jesus, de 60 anos, se trata de doença de Chagas no hospital há 30 anos. Nos últimos meses, percebeu problemas em serviços como a limpeza se agravarem.

Serviços

– Eu, como paciente, apoio os médicos e os professores, porque, pra mim, é um dos melhores hospitais que tem no Rio de Janeiro. Se ele fechar, como vai ficar a nossa vida? – preocupa-se a aposentada.

Em diversos momentos, motoristas que passaram em frente à manifestação buzinaram como sinal de adesão ao movimento. Que também recebeu apoio de pacientes e acompanhantes que entravam e saíam do hospital. O protesto gritou palavras de ordem contra o governo do Estado e pediu a saída do governador, Luiz Fernando Pezão, e do seu partido, o PMDB.

O professor de medicina Henrique Aquino dá aula na Uerj há 36 anos e conta nunca ter visto uma situação tão grave. “A universidade está praticamente parada e isto se reflete no hospital. Onde é o campo de prática não só dá medicina, mas de diversas outras especialidades”.

Com menos leitos, os alunos têm perdido a oportunidade de aprender a prática da profissão. O problema tem sido contornado com a utilização de espaços em outras unidades de saúde. O contato entre médico e paciente, considerado um dos principais ensinamentos da atuação no hospital, tem sido muito prejudicado.

– Antes, conseguíamos reunir um ou dois alunos e o paciente, para que eles tivessem uma relação. Como vou fazer isso com dez alunos para um paciente? – questiona o professor.

Recuperação fiscal

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou na quarta-feira que o governo federal fará um acordo com o governo do Rio de Janeiro para recuperação fiscal do Estado. Sem detalhar as regras do plano, Meirelles disse que a íntegra da medida deve ser divulgada na próxima semana.

– O acordo é viável e concluímos que, sim, temos todas as condições de fechar o acordo. Essa é a grande notícia – disse Meireles. “Agora vamos trabalhar no detalhamento do acordo. Algo que deve demandar mais uma semana de trabalho”, explicou o ministro, após reunião com governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

O ministro descartou a concessão de novos empréstimos ao governo do Rio de Janeiro pela União, no entanto voltou a mencionar que privatizações podem estar no plano de recuperação do estado. Meirelles afirmou ainda que o Rio de Janeiro tem espaço para aumentar receitas e reduzir despesas.

Medidas

– O que existe agora é um trabalho conjunto de definição das medidas, qual estruturação jurídica. Tudo que será necessário, definição precisa de números. É um trabalho que precisa ser muito bem feito, objetivado, de maneira que de fato seja um acordo bem-sucedido – disse Meirelles.

O governador do Rio de Janeiro ressaltou que o acordo devolve autonomia fiscal ao Estado. “É um avanço para o Rio de Janeiro extraordinário. O Rio de Janeiro volta a ficar viável e é um Estado que não vai ficar só na dependência mais do petróleo”, destacou.

Após o encontro, Meirelles e Pezão se reuniram com o presidente de facto Michel Temer. Quando finalizado. O plano será submetido à análise de Temer e à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmem Lúcia, que precisa homologar o acordo.

No início da semana, após reunião com Pezão no Rio de Janeiro. Meirelles ressaltou que plano objetiva resolver de maneira definitiva o problema fiscal do Rio, que perdeu com a queda de receitas oriundas do petróleo.

Ele destacou que o plano tem por base medidas de austeridade já apresentadas pelo governo do estado. Entre elas, o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, rejeitadas pela Assembleia Legislativa do Rio, que também precisará aprovar agora a proposta do Ministério da Fazenda.

Manifestantes protestam contra aumento da passagem no DF

O governo do Distrito Federal anunciou o aumento da passagem no dia 30 de dezembro

Segundo o governo, o ajuste é necessário para manter benefícios à população. Em 2014, o governo bancava 16,7% das passagens de transporte público no DF com gratuidade

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Manifestantes que protestavam contra o aumento das passagens de ônibus no Distrito Federal fecharam nesta terça-feira a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), uma das principais vias do DF. Os manifestantes queimaram pneus e estenderam faixas nas quais pediam a gratuidade do transporte.

O governo do Distrito Federal anunciou o aumento da passagem no dia 30 de dezembro
O governo do Distrito Federal anunciou o aumento da passagem no dia 30 de dezembro

A manifestação durou cerca de meia hora, no horário de pico. A via foi reaberta às 8h30. “Estamos mostrando ao GDF [Governo do Distrito Federal] que essa briga tem mais participação popular e que essas pessoas estão se mostrando indignadas. Com a participação popular, acredita que consegue derrubar o aumento da tarifa e manter a gratuidade, que é um direito nosso”, disse Maria Paiva Lins, uma das representantes do Movimento Passe Livre (MPL).

Segundo a Polícia Militar do DF, não houve conflito e o ato contou com quatro participantes. O movimento não divulgou uma estimativa de participação e divulgou um vídeo que mostra número maior de participantes.

De acordo com a PM, os manifestantes colocaram fogo nos pneus e deixaram o local. Quando os policiais chegaram, não havia ninguém. Foram fechadas as pistas que ligam Taguatinga ao centro de Brasília, as mais movimentadas no horário. A PM disse que, com a ajuda do Corpo de Bombeiros, apagou o fogo e liberou a via.

Aumento da passagem

O governo do Distrito Federal anunciou o aumento da passagem no dia 30 de dezembro. Os preços das passagens passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50, de R$ 3 para R$ 3,50 e de R$ 4 para R$ 5, de acordo com o trecho e o modal utilizado, a partir da última segunda-feira.

Segundo o governo, o ajuste é necessário para manter benefícios à população. Em 2014, o governo bancava 16,7% das passagens de transporte público no DF com gratuidade. Esse número subiu para 22%, em 2015, e para 27,8%, em 2016. A estimativa é reduzir, em 2017, cerca de R$ 180 milhões em gastos.

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Joe Valle (PDT), anunciou a convocação extraordinária dos deputados distritais para sessão, no próximo dia 12, para debater o decreto que reajustou as passagens.

– Essa é uma semana definitiva. A gente entende que a reunião pode vir com uma série de imposições e perda de benefícios dos idosos e pessoas com deficiência – disse Maria Lins, integrante do MPL.

Segundo integrantes do movimento, a situação só se resolve com uma mudança total do sistema de transporte público, como ele funciona e com a revogação do aumento. O movimento defende que o transporte deve ser ofertado gratuitamente a toda a população.

Manifestantes protestam contra PEC que limita gastos em SP

Integrantes do movimento sem-teto fizeram nesta terça-feira um protesto na capital paulista contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos

Em nota, o Movimento Luta Popular, que organiza a ação junto com as famílias, informa que o ato integra uma série de outros que ocorreram contra medidas do governo

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Integrantes do movimento sem-teto fizeram nesta terça-feira um protesto na capital paulista contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos, apresentada pelo governo federal.

Integrantes do movimento sem-teto fizeram nesta terça-feira um protesto na capital paulista contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos
Integrantes do movimento sem-teto fizeram nesta terça-feira um protesto na capital paulista contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos

Os organizadores estimaram em 500 o número de participantes. De acordo com a Polícia Militar, o protesto ocupou duas faixas da Avenida Teotônio Vilela. No extremo sul da cidade, desde as 6h45.

Em nota, o Movimento Luta Popular, que organiza a ação junto com as famílias. Informou que o ato integra uma série de outros que ocorreram nesta terça-feira contra medidas do governo.

Brasília

O trânsito na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, ficou totalmente interrompido desde às 6h da manhã desta terça. Em razão da votação, no Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55/2016). Que limita o aumento dos gastos públicos à variação da inflação pelos próximos 20 anos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, as alterações no trânsito começaram à meia-noite. Quando o acesso ao local foi parcialmente fechado. O órgão ressaltou que os dois sentidos do Eixo Monumental só foi liberados duas horas após o término de manifestações populares.

– A SSP-DF informa ainda que dois movimentos populares comunicaram à pasta, no dia anterior, o interesse em realizar protestos. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). Apenas este último movimento informou expectativa de público: cerca de 2 mil pessoas.

A orientação da secretaria foi que os motoristas que estoveram na área central de Brasília utilizassem como alternativa as vias S2 e N2, que ficam atrás dos ministérios. O último boletim informou que cerca de 500 manifestantes estiveram na Esplanada dos Ministérios.

Policiais militares iniciaram as revistas pessoais às 7h e aproximadamente 100 máscaras foram apreendidas.

Rio: manifestantes protestam contra pacote de corte de gastos do governo

Alguns estabelecimentos comerciais colocaram tapumes em frente a suas vidraças, para evitar danos, caso haja confrontos como ocorreram na semana passada

Alguns estabelecimentos comerciais colocaram tapumes em frente a suas vidraças, para evitar danos, caso haja confrontos como ocorreram na semana passada

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Manifestantes fizeram nesta segunda-feira um protesto no Centro do Rio de Janeiro contra o pacote de corte de gastos do governo Fluminense, que está tramitando na Assembleia Legislativa (Alerj). A manifestação ocorreu nas proximidades da Alerj, que está com policiamento reforçado.

Alguns estabelecimentos comerciais colocaram tapumes em frente a suas vidraças, para evitar danos, caso haja confrontos como ocorreram na semana passada
Alguns estabelecimentos comerciais colocaram tapumes em frente a suas vidraças, para evitar danos, caso haja confrontos como ocorreram na semana passada

Alguns estabelecimentos comerciais colocaram tapumes em frente a suas vidraças, para evitar danos, caso haja confrontos como ocorreram na semana passada.

Apesar do protesto, a votação dos quatros projetos de lei prevista para esta segunda na Alerj foi adiada para a próxima quarta-feira. A mudança foi uma decisão da presidência da Assembleia, para que haja mais tempo para negociar as propostas.

Entre os projetos que tiveram votação adiada, estão o que aumenta o percentual de contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14% e o adiamento do reajuste salarial de servidores das polícias, agentes penitenciários e fiscais da Receita Estadual para 2020.

Os outros dois projetos que tiveram a votação remarcada para quarta-feira foram a medida que limita a despesa de pessoal dos poderes estaduais e a regulamentação dos limites do orçamento e dos repasses de duodécimos.

Na terça-feira será votado o aumento da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para várias produtos.

Policiais civis

Policiais civis do Rio de Janeiro fizeram nesta segunda-feira paralisação nas delegacias da cidade. As unidades estão atendendo apenas os serviços básicos. Como flagrantes de homicídio e de entorpecentes. Além da liberação de guias para mortos.

O movimento dos agentes é contra a aprovação de projetos do governo que estão em votação na Assembleia Legislativa do Rio, que alteram a previdência dos servidores e adiam o pagamento de reajustes.

A paralisação foi decidida na noite da última quinta-feira, em assembleia convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol). Com a presença de delegados e de outras representações de servidores do órgão.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol). Francisco Chao, que participou pela manhã de manifestação em frente à sede da Chefia da Polícia Civil, os policiais “já estão em seu limite”.

– Estamos vivendo no limite. Claro que o país, e principalmente o nosso Estado, passam por uma crise intensa, mas não temos culpa nisso. Tudo que vem acontecendo é fruto de corrupção. Má gestão e a crise econômica que se instalou. O que não dá é ficarmos de braços cruzados assistindo passivamente tudo isso.

Chao informou que  esteve reunido nesta manhã com o chefe de Polícia Civil, Carlos Augusto Leba. E com os comandantes da Polícia Militar, Bombeiros e o Secretário de Segurança Pública do Estado. Roberto Sá.

Durante o encontro, foram discutidas propostas para “amenizar” a situação da categoria. O presidente do Sindpol destacou o que chamou de “boa vontade”, por parte das autoridades. Mas se mostrou descrente quanto à realização das medidas.

– Eles propuseram algumas medidas bem intencionadas e até interessante para todos nós. Mas, antes de qualquer coisa, eu tenho que consultar a categoria. Não creio que isso seja posto em prática.

– Repito, não vejo estas propostas como se estivessem nos enganando, iludindo. Mas, sim, como uma boa vontade da parte deles. Porém, é só olhar como está o Estado. Eles dizem que não tem dinheiro, então como vão reajustar nosso salário? – questionou.

Procuradas pela Agência Brasil, a Polícia Civil e o Governo do Estado não se manifestaram.

Manifestantes protestam contra medidas do governo do Rio

Dezenas de policiais da Força Nacional foram convocados em ergencialmente

Ao anunciar as medidas, o governador Luiz Fernando Pezão disse que elas são fundamentais para evitar a demissão de servidores e recuperar o equilíbrio fiscal

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Milhares de servidores protestaram nesta quarta-feira em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da cidade, contra o pacote de cortes do governo do Estado, que terá duas medidas votadas à tarde.

Dezenas de policiais da Força Nacional foram convocados em ergencialmente
Dezenas de policiais da Força Nacional foram convocados em ergencialmente

Eles criticam as grades colocadas no entorno da assembleia e colocaram uma guarita com um policial de vigia, comparando a Alerj a uma penitenciária.

Além da guarita, os manifestantes puseram uma faixa de “inauguração do presídio”. Com os dizeres: “o presídio para políticos inimigos do povo – Alerj 1”. O ato é para protestar contra o pacote de medidas. Que incluía em sua primeira versão a redução de até 30% dos salários dos servidores.

O governo estadual manteve os cortes de 9 mil benefícios de aluguel social, de restaurantes populares e a extinção de órgãos públicos.

Ao anunciar as medidas, no último dia 4. O governador Luiz Fernando Pezão disse que elas são fundamentais. Para evitar a demissão de servidores e recuperar o equilíbrio fiscal.

Crise

Caso não sejam implementadas, a previsão é de um déficit de R$ 52 bilhões até dezembro de 2018 para o governo do Estado.

Foram votadas pela Alerj, duas das 21 medidas. O corte de 30% dos salários do governador, vice-governador, de secretários e subsecretários estaduais. E a redução do limite para pagamento de dívidas de pequeno valor no estado.

Dezenas de policiais da Força Nacional foram convocados em ergencialmente. Para garantir a segirança. Na semana passada, a assembleia chegou a ser depredada em um protesto. Para evitar invasões, os próprios servidores organizaram um cordão de isolamento antes das grades.

Policiais militares, civis e bombeiros participaram do ato que começou às 10h. Contou com a adesão de várias categorias, como servidores da Justiça e educação.

Pezão

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quinta-feira que a violência não trará benefício ao debate sobre a crise financeira do Estado e pediu que manifestantes levem ideias e não violência à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Onde estão sendo discutidas medidas propostas pelo governo do estado para enfrentar a crise.

Manifestantes foram impedidos de entrar no prédio da Alerj nesta manhã por forças de segurança. O palácio está cercado por grades e vigiado por policiais.

– Que essas pessoas que estão indo lá com violência, que levem ideias para dentro do parlamento. Para a gente resolver a crise, que não é no Rio de janeiro, é a crise no Brasil – disse o governador.

Pezão defendeu as medidas e disse que elas buscam dar previsibilidade à folha de pagamento do Estado. Segundo ele, ainda não está garantida para os próximos dois anos.

Pezão disse que só há dinheiro para pagar 10 meses de salários dos servidores ativos e inativos nos próximos dois anos.