Nesta Carter apela contra retirada de medalha por doping

Carter fez o apelo ao CAS buscando alterar a decisão de 25 de janeiro do Comitê Olímpico Internacional, na qual ele foi acusado de ter quebrado regras

Por Redação, com Reuters – de Zurique:

O velocista jamaicano Nesta Carter, cujo teste positivo para doping custou a medalha de Usain Bolt na prova de revezamento 4x100m dos Jogos de Pequim, em 2008, apelou à Corte Arbitral do Esporte (CAS), pedindo que a equipe jamaicana seja reinstalada como vencedora de prova.

Velocista Nesta Carter durante treino na Jamaica
Velocista Nesta Carter durante treino na Jamaica

Carter fez o apelo ao CAS buscando alterar a decisão de 25 de janeiro do Comitê Olímpico Internacional. Na qual ele foi acusado de ter quebrado regras antidoping durante os Jogos de Pequim. Segundo comunicado do CAS desta sexta-feira.

Trinidad e Tobago seria promovida ao ouro no revezamento 4x100m em Pequim. Prova na qual a Jamaica quebrou o então recorde mundial. O Japão subiria para a prata e o Brasil ficaria com o bronze.

Bolt

O velocista Usain Bolt não está se deixando abater pela decepção de perder a medalha de ouro conquistada no revezamento 4×100 metros na Olimpíada de Pequim devido ao doping de seu colega jamaicano de equipe Nesta Carter, mas reconheceu a frustração.

Bolt, que conquistou nas pistas um inédito “triplo triplo” de títulos olímpicos. Nos 100m, 200m e 4x100m nos Jogos Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016. Ele foi privado de seu ouro no revezamento dos 4x100m da China no mês passado. Quando um novo exame com uma amostra de Carter indicou que ele havia usado a substância proibida dimetilamilamina.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) ordenou que Carter, que já disse que irá recorrer da decisão à Corte Arbitral do Esporte (CAS), e os colegas Bolt, Asafa Powell e Michael Frater devolvam as medalhas.

– Inicialmente fiquei decepcionado, claro – disse Bolt a repórteres ao chegar ao aeroporto de Melbourne antes da competição Nitro Athletics. “Mas na vida coisas acontecem. Não estou triste… só estou esperando para ver o que vai acontecer”.

– Mas entreguei minha medalha.

Powell, que já foi afastado por seis meses devido a um teste de doping positivo em 2013, repetiu a opinião de seu compatriota.

– É uma pena, e temos que olhar para o futuro – disse. “Conquistamos muita coisa e só precisamos ser positivos a respeito disso agora. Não estou em condição de dizer o que deveria e não deveria (ser proibido). É o que é. Algumas coisas não são justas”.

Bolt irá liderar uma equipe internacional de astros do atletismo na Nitro Athletics em Melbourne contra times representando Inglaterra, China, Nova Zelândia e Japão.

O primeiro meeting irá acontecer em 4 de fevereiro, e os outros dois nos dias 9 e 11 do mesmo mês.

Bolt lamenta perda de medalha por doping de companheiro

O Comitê Olímpico Internacional (COI) ordenou que Carter, que já disse que irá recorrer da decisão à Corte Arbitral do Esporte (CAS), e os colegas Bolt, Asafa Powell e Michael Frater devolvam as medalhas

Por Redação, com Reuters – de MelbourneTóquio:

O velocista Usain Bolt não está se deixando abater pela decepção de perder a medalha de ouro conquistada no revezamento 4×100 metros na Olimpíada de Pequim devido ao doping de seu colega jamaicano de equipe Nesta Carter, mas reconheceu a frustração.

O velocista Usain Bolt não está se deixando abater pela decepção de perder a medalha de ouro
O velocista Usain Bolt não está se deixando abater pela decepção de perder a medalha de ouro

Bolt, que conquistou nas pistas um inédito “triplo triplo” de títulos olímpicos. Nos 100m, 200m e 4x100m nos Jogos Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016. Ele foi privado de seu ouro no revezamento dos 4x100m da China no mês passado. Quando um novo exame com uma amostra de Carter indicou que ele havia usado a substância proibida dimetilamilamina.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) ordenou que Carter, que já disse que irá recorrer da decisão à Corte Arbitral do Esporte (CAS), e os colegas Bolt, Asafa Powell e Michael Frater devolvam as medalhas.

– Inicialmente fiquei decepcionado, claro – disse Bolt a repórteres ao chegar ao aeroporto de Melbourne antes da competição Nitro Athletics. “Mas na vida coisas acontecem. Não estou triste… só estou esperando para ver o que vai acontecer”.

– Mas entreguei minha medalha.

Powell, que já foi afastado por seis meses devido a um teste de doping positivo em 2013, repetiu a opinião de seu compatriota.

– É uma pena, e temos que olhar para o futuro – disse. “Conquistamos muita coisa e só precisamos ser positivos a respeito disso agora. Não estou em condição de dizer o que deveria e não deveria (ser proibido). É o que é. Algumas coisas não são justas”.

Bolt irá liderar uma equipe internacional de astros do atletismo na Nitro Athletics em Melbourne contra times representando Inglaterra, China, Nova Zelândia e Japão.

O primeiro meeting irá acontecer em 4 de fevereiro, e os outros dois nos dias 9 e 11 do mesmo mês.

Medalhas de Jogos Tóquio 2020

As medalhas da Olimpíada de Tóquio 2020 serão produzidas com metal reciclado de celulares e eletrodomésticos velhos. Doados por pessoas que desejam se sentir diretamente envolvidas com os Jogos, anunciaram os organizadores nesta quarta-feira.

A medida também é parte de um esforço para promover a sustentabilidade e poupar gastos. Já que o orçamento do evento saltou para o equivalente a mais de US$ 26,5 bilhões em certo momento. Embora os organizadores tenham reduzido esse valor para US$ 16,8 bilhões no final do ano passado.

O comitê organizador da Tóquio 2020 espera coletar até oito toneladas de metal. Sendo 40 quilos de ouro, 2.920 quilos de prata e 2.994 quilos de bronze, de celulares desatualizados e eletrodomésticos pequenos doados por pessoas de todo o Japão.

Essa iniciativa, a primeira do tipo nas Olimpíadas, irá resultar em duas toneladas de metal. O suficiente para fabricar todas as 5 mil medalhas olímpicas e paralímpicas.

– Existe um limite e tanto nos recursos de nossa terra, e por isso reciclar estas coisas e lhes dar um novo uso irá fazer todos nós pensarmos sobre o meio ambiente – disse o diretor esportivo da Tóquio 2020, Koji Murofushi, em uma coletiva de imprensa.

– Ter um projeto que permite a todo o povo do Japão participar da criação de medalhas que serão penduradas nos pescoços dos atletas é muito bom – acrescentou o medalhista de ouro de lançamento de martelo dos Jogos de Atenas 2004.

– Isso irá se tornar uma lembrança importante para as crianças, que irão pensar que algo que doaram pode ter sido parte da criação destas medalhas.

Lojas

A partir de abril, caixas de coleta serão instaladas em escritórios locais e nas lojas da empresa de telecomunicações NTT DoCoMo Inc, que irá fazer uma parceria com a empresa ambiental Centro de Saneamento Ambiental do Japão no projeto.

A coleta irá terminar quando as oito toneladas necessárias forem recolhidas. Embora outros detalhes ainda precisem ser acertados, disseram os organizadores.

As medalhas dos Jogos Rio 2016 também foram feitas com material reciclado, como restos de espelhos e chapas de raio-x.

Brasil conquista cinco medalhas no panamericano de levantamento de peso

Equipe brasileira foi representada por três atletas. No total, a competição reuniu 91 pesistas. Na classificação geral, o Brasil ficou em 7º lugar no masculino e 9º lugar no feminino

Por Redação, com ACS – da Cidade da Guatemala

A seleção brasileira de levantamento de peso conquistou uma medalha de prata e quatro de bronze no Campeonato Pan-americano Sub 17. A disputa ocorreu no Coliseo Deportivo Ciudad de los Deportes, na cidade da Guatemala, capital guatemalteca.

O levantamento de pesos é uma modalidade olímpica composta por duas provas: arranco e arremesso
O levantamento de pesos é uma modalidade olímpica composta por duas provas: arranco e arremesso

A equipe brasileira contava com três atletas. No total, a competição reuniu 91 pesistas (48 na categoria  masculina, representando nove países; e 43 no feminino, representando 10 países).

Na categoria 63kg, a carioca Laura Nascimento Amaro, 15 anos, ficou com a medalha de prata no arranco, levantando 78 kg, e com o bronze no arremesso, com 94 kg, e, no total, 172 kg.

Já na categoria 69kg, o mineiro de Viçosa e veterano da seleção Renan Sena Fernandes, 17 anos, garantiu o 3º lugar no arranco (119 kg), no arremesso (145 kg) e no total (264 kg), faturando três medalhas de bronze.

Estreando em eventos internacionais, o paraibano de João Pessoa Yago Gabriel Alves, 15 anos, categoria 62 kg, ficou em 7º lugar no total (170 kg), mesma posição no arranco (75 kg) e no arremesso (95 kg). Na classificação geral, o Brasil ficou em 7º lugar no masculino e 9º lugar no feminino.

Como são as competições

O levantamento de pesos é uma modalidade olímpica composta por duas provas: arranco e arremesso. Na primeira, o atleta deve erguer a barra acima da cabeça em apenas um movimento.

Já no arremesso, o atleta primeiramente apoia a barra sobre os ombros para depois erguê-la sobre a cabeça. Os atletas têm três tentativas em cada prova. O objetivo é obter o melhor total, que é a soma do maior peso levantado nas duas provas.

Dirigente irlandês

O representante do Comitê Olímpico da Irlanda (OCI) John Delaney disse na semana passada que a Polícia Civil do Rio de Janeiro não entrou em contato com ele, apesar de a polícia ter pedido no mês passado a apreensão do passaporte do dirigente.

Em comunicado divulgado pela Associação de Futebol da Irlanda, organização em que trabalha como chefe-executivo, Delaney também disse que o pedido foi anulado.

O então presidente do OCI Patrick Hickey, de 71 anos, foi preso durante os Jogos Rio 2016 acusado de participação em esquema de venda ilegal de ingressos para os Jogos.

Um tribunal do Rio de Janeiro aceitou acusações de procuradores anteriormente neste mês contra Hickey e outros 10 envolvidos. Todos negaram qualquer ato irregular.

Delaney disse que não teve “absolutamente nenhum papel ou envolvimento na conduta do OCI de esquemas de ingressos” para a Olimpíada.

Quarta medalha de ouro do Brasil nas Paralimpíadas chega no disco

A medalha foi a terceira do Brasil no atletismo das Paralimpíadas do Rio de Janeiro — até agora, o país tem quatro de ouro. A marca foi alcançada logo na primeira rodada da prova e, além de garantir o ouro por antecipação, deu a Claudiney o recorde paraolímpico

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

O atleta paralímpico brasileiro Claudiney Batista dos Santos conquistou, neste sábado, a medalha de ouro no lançamento de disco da classe F56 (atletas com lesão nos membros inferiores). Ele atingiu a marca de 45 metros e 33 centímetros. Esta é a quarta medalha de ouro do Brasil nos Jogos. Alireza Galeh Nazzeri, do Irã, ficou com a prata e o cubano Leonardo Diaz, com a medalha de bronze.

O desempenho de Claudiney Santos trouxe a quarta medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro
O desempenho de Claudiney Santos trouxe a quarta medalha de ouro nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro

Paralimpíadas do Rio

A medalha foi a terceira do Brasil no atletismo das Paralimpíadas do Rio de Janeiro — até agora, o país tem quatro de ouro. A marca foi alcançada logo na primeira rodada da prova e, além de garantir o ouro por antecipação, deu a Claudiney o recorde paraolímpico. O iraniano Alireza Ghaleh Nasseri fez um arremesso de 44,04m e conquistou a preta. O bronze ficou com o cubano Leonardo Diaz, com 43,58m.

Claudiney já é medalhista paralímpico, mas no lançamento de dardo. Em Londres-2012, ele conquistou a prata. Claudiney acumula, também, quatro pódios em Mundiais. Com a vitória dele neste sábado, o Brasil chegou a 12 pódios na Rio-2016 e se manteve na quinta posição do quadro de medalhas orientado pelo número de ouros. Essa faixa está dentro da meta proposta pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que estuda a inclusão do país no top 5 da Rio-2016.

Paralimpíada: Odair Santos conquista primeira medalha brasileira

Odair chegou a liderar a prova, mas o queniano Samwel Mushai Kimani foi mais rápido e conquistou a medalha de ouro, com 15min16seg11

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O brasileiro Odair Santos, 35 anos, conquistou nesta quinta-feira a primeira medalha brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Com o tempo de 15min17seg55, o atleta ficou com a medalha de prata nos 5.000 metros rasos T11.

Odair Santos ganhou a primeira medalha para o Brasil nos Jogos Paralímpicos. Ele ficou em segundo lugar nos 5000 metros rasos
Odair Santos ganhou a primeira medalha para o Brasil nos Jogos Paralímpicos. Ele ficou em segundo lugar nos 5000 metros rasos

Odair chegou a liderar a prova, mas o queniano Samwel Mushai Kimani foi mais rápido e conquistou a medalha de ouro, com 15min16seg11. O bronze ficou com o também queniano Wilson Bii, que fechou a prova com o tempo de 15min22seg96.

Nadadores

Em poucas horas, o Estádio Aquático Olímpico estará vivo novamente, com arquibancadas cheias e piscinas em movimento. Os paratletas do time brasileiro de natação viram como foi o apoio da torcida na Olimpíada e contam com a mesma vibração durante suas provas.

– Acho que um fator especial vai ser a torcida do Brasil. Tive minha família em Londres e Pequim, mas [o especial] são as pessoas de fora que vão se unir a essa família. O público vai ser diferenciado. Nem a gente que já participou de outros jogos tem a noção dessa força da torcida – disse André Brasil, dono de 10 medalhas nas duas últimas paralimpíadas, sete de ouro e três de prata.

Clodoaldo Silva, destaque da natação e também da cerimônia de abertura, ao acender a pira paralímpica, afasta qualquer nervosismo por nadar em casa. “E essa pressão nos faz bem, não o contrário. A gente nada com prazer, alegria. A gente quer se divertir com muita responsabilidade, mas queremos fazer o nosso melhor. E as coisas vêm fluindo”, disse à Agência Brasil.

André Brasil, no entanto, não esconde a expectativa de encontrar o público. “A gente vai adorar, é um impulso diferenciado. Vai ser a nossa décima segunda camisa, vai trazer um resultado diferente do que a gente espera”. Mas, ao mesmo tempo, ele pede paciência à torcida. Antes do sinal que dá início à prova, cada nadador precisa de um momento de silêncio e introspecção.

– Eu só peço um pouco de calma às pessoas. Se elas estão gritando naquele momento da largada, fica muito difícil concentrar. É preciso só um pouquinho de cautela. Porque aquele momento de subir no bloco é único e mágico. As pessoas têm que estar prontas para o soar dostart (e começar a torcer).

Ícone da natação brasileira e medalhista nas Olimpíadas de Londres e Pequim, César Cielo foi à vila dos atletas conversar com os nadadores brasileiros na última terça-feira. O objetivo foi passar tranquilidade e experiência. “Vim conversar com o pessoal da natação, bater um papo com eles. Experiência de atleta para atleta. É uma competição de luxo, mas não é diferente de um mundial ou de um panamericano. Só vim falar isso, que eles têm que nadar como sempre nadaram. Às vezes, a gente fica nervoso e deixa passar”.

Momento de mudança

André e Clodoaldo não são bons apenas dentro da água. Com os dois, durante uma tarde na Vila Paralímpica, uma simples conversa sobre natação se transforma em algo maior. Para eles, os Jogos Paralímpicos não são importantes apenas para conquistar bons resultados e divulgar o paradesporto mundo afora. Tampouco é só para mostrar que os deficientes podem ser fisicamente ativos como qualquer pessoa.

A mudança, para eles, também é social. “Eu quero dar o melhor de mim para que esses jogos sejam diferenciados para a gente do Brasil. Então, é preciso começar a pensar um pouco diferente na educação física na escola, em agregar um amiguinho com deficiência porque ele não é diferente de ninguém. O momento é este. A mudança é agora e acho que vai ser bem bacana”, disse André.

Ele acredita em um país melhor, onde os deficientes não precisem conquistar seu espaço por meio de leis. Para André, o ideal seria que a cultura de respeito e inclusão tornasse a convivência entre todos mais natural e harmônica. “Por que a gente precisa de leis de inclusão, de leis de cotas? Muito mais bacana seria se a gente pudesse ter culturalmente essas políticas. Se estou sentado em um assento preferencial e entra uma pessoa com uma limitação muito maior do que a minha, eu vou me levantar. Porque isso é educação. Isso não é um privilégio ou algo a ser determinado”.

Muito atencioso e falante, Clodoaldo gostou da Vila Paralímpica que o Rio entregou para os atletas de todo o mundo. “Brasileiro quando quer fazer, sabe fazer bem feito”. Apesar de necessárias, as adaptações para acessibilidade de deficientes na vila não são algo que o preocupam. “Minha preocupação sempre foi em locais mais distantes da vila. Como, por exemplo, as pessoas que têm deficiência, moram longe daqui, em outro município, e querem ver os jogos. Infelizmente ainda não somos exemplo de acessibilidade, não só no Rio, mas no Brasil. Melhorou muito, mas ainda falta muito para melhorar”.

O atleta, que se despede de paralimpíadas nesta edição, torce para que os jogos do Rio deixem uma mensagem de respeito e igualdade ao país. “Muito se fala em legados estruturais e grandes complexos esportivos. Mas, espero que os maiores legados da Paralimpíada sejam o social, cultural e educacional. Que a sociedade brasileira possa respeitar mais as pessoas com deficiência”.

Medalha de ouro dá visibilidade às velejadoras Martine e Kahena

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o ouro na classe 49er FX da vela dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na regata final na Baía de Guanabara

As duas venceram o Mundial de 2014 e foram eleitas atletas do ano pela Federação Internacional de Vela

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

Aqueles que não acompanham o esporte podem ter se surpreendido com a medalha de ouro de Martine Grael e Kahena Kunze na vela, classe 49er FX. Seus nomes, no entanto, eram vistos entre os favoritos ao pódio. As duas venceram o Mundial de 2014 e foram eleitas atletas do ano pela Federação Internacional de Vela. Agora, o status mudou. Elas passaram a ser conhecidas como campeãs olímpicas, com toda a responsabilidade que o título traz.

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o ouro na classe 49er FX da vela dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na regata final na Baía de Guanabara
As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o ouro na classe 49er FX da vela dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na regata final na Baía de Guanabara

– Ainda há muito tempo para pensar nisso. Foi uma regata muito competitiva. Eu queria muito que tivesse outra medalha para dar às espanholas, que fizeram uma pontuação excelente. Para Tóquio, obviamente, a gente vai chegar com peso, mas há muita coisa para acontecer até lá – disse Kahena.

Foi uma regata disputada. As duplas do Brasil, da Dinamarca e Espanha chegaram à final empatadas, e as neozelandesas vinham logo depois, com um ponto de diferença. Entre esses quatro países, a posição na regata final definiria o pódio e as brasileiras tinham que garantir que as dinamarquesas não as ultrapassariam, enquanto perseguiam as neozelandesas na reta final.

– Quando nos falaram que ganhamos por dois segundos, eu falei: ‘nossa, mas por tão pouco?’. Quando a gente saiu para a regata eu abracei a Martine e disse: ‘Independente do resultado, a gente já é vitoriosa, então vamos deixar a pressão de lado e fazer a nossa regata, o que a gente sabe fazer’ – contou Kahena.

As duas também contaram com um apoio valioso. Além do treinador Javier Torres, elas receberam as orientações de Torben Grael, cinco vezes medalhista em olimpíadas, sendo duas de ouro. Pai de Martine, Torben passou tranquilidade para a dupla. “A gente sempre tentou buscar as experiências que ele pôde passar. E agora, na regata, tanto hoje quanto nos outros dias, ele passou tranquilidade pra gente”, disse Martine.

– Ele é um cara que conhece muito da baía, sempre tem alguma coisa boa. Às vezes, ele não fala nada, mas só de estar perto já dá uma tranquilidade – afirmou a filha de Torben. O esporte está na família há anos e o caminho natural acabou sendo esse. “Ela começou a velejar muito cedo. E a competir muito cedo. A gente não fazia muita questão de que eles competissem, fazia mais questão de que eles curtissem o esporte. E eles gostaram, tiveram muita paixão e aí a competição veio naturalmente”, disse Torben.

– Eu saía com ela pra velejar desde os 3 anos. Ela já caiu dentro d’água, eu tive a experiência com um ‘acidente’ e uma reação bem rápida. Tirei da água e ela não ficou com medo nem nada. Então, desde criança, eles velejavam por prazer – disse a mãe de Martine, Andrea Soffiatti Grael.

Rotina de medalhista

Cerca de oito horas depois da conquista da medalha de ouro na primeira participação em jogos olímpicos, as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze ainda passavam pela interminável sequência de entrevistas. Com a medalha pendurada no pescoço, inseparável, as campeãs olímpicas saíram do pódio e passaram por dezenas de jornalistas. Quando chegaram à Casa Time Brasil, por volta das 23h30, ainda havia sal do mar no corpo e areia nos pés.

– Estou salgada ainda, com o pé cheio de areia. O que mais quero agora é voltar para os meus amigos e dar um abraço neles. Eles que fizeram a coisa acontecer. Quero curtir muito ao lado de quem esteve do nosso lado ao longo desses quatro anos – disse Kahena, antes de, junto com Martine, atender a vários pedidos de fotos mostrando a medalha dourada.

Isaquias Queiroz conquista medalha de prata na canoagem velocidade

Isaquias cumprimenta o alemão Sebastian Brendel

Baiano de Ubaitaba, o canoísta começou no esporte por meio de um programa social ao lado dos irmãos, e se destacou ao ser campeão mundial júnior em 2011

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro:

 

O brasileiro Isaquias Queiroz conquistou a medalha de prata na prova de mil metros da canoagem velocidade nos Jogos do Rio nesta terça-feira, a primeira medalha do Brasil na modalidade e a 10ª na Olimpíada em casa.

Isaquias cumprimenta o alemão Sebastian Brendel
Isaquias cumprimenta o alemão Sebastian Brendel

Isaquias, campeão mundial em 2013 e 2014 na prova de 500 metros, era uma das grandes apostas do Comitê Olímpico do Brasil (COB) para conquistar em casa uma medalha inédita para o país.

A medalha de ouro ficou com Sebastian Brendel, da Alemanha, e o bronze foi para Serghei Yarnovschi, da Moldávia.

Baiano de Ubaitaba, o canoísta começou no esporte por meio de um programa social ao lado dos irmãos, e se destacou ao ser campeão mundial júnior em 2011.

Agora, aos 22 anos, se consagra como medalhista olímpico com a ajuda do técnico espanhol Jesus Morlán, um dos maiores nomes do mundo na canoagem velocidade, com outras medalhas olímpicas no currículo de técnico.

Isaquias disputará ainda mais duas provas nos Jogos do Rio, os 200 metros, com eliminatórias já na quarta, e os 1.000 metros em dupla, na próxima sexta-feira, ao lado de Erlon Souza, também com expectativa de pódio nessas duas provas.

Thiago Braz

O brasileiro Thiago Braz conquistou a medalha de ouro no salto com vara na Olimpíada Rio 2016 ao saltar 6,03 metros, a melhor marca de sua carreira e novo recorde olímpico, na noite de segunda-feira.

O brasileiro superou o francês Renaud Lavillenie, recordista mundial da prova com 6,16m que ficou com a prata e saltou 5,98m em uma final marcada por atrasos provocados pela forte chuva que caiu no Estádio Olímpico do Rio. O norte-americano Sam Kendricks saltou 5,85 metros e levou o bronze.

Brasileiro Thiago Braz comemora medalha de ouro no salto com vara na Olimpíada Rio 2016
Brasileiro Thiago Braz comemora medalha de ouro no salto com vara na Olimpíada Rio 2016

– É incrível. Minha primeira vez acima de seis metros – comemorou o brasileiro após a prova. “Estou muito feliz, trabalhamos muito duro para isso, não para o ouro, mas por uma medalha.”

Thiago, de 22 anos e que treina na Itália, tornou-se também apenas o terceiro atleta a conquistar o ouro no salto com vara em casa, após os norte-americanos Charles Dvorak em Saint Louis 1904 e Bill Miller em Los Angeles 1932, e disse que teve de manter o foco diante do apoio dos torcedores para evitar prejudicar seu desempenho.

– A torcida estava torcendo muito para mim. Tive que me concentrar na minha técnica, esquecer os torcedores – disse.

O brasileiro decidiu não tentar saltar 5,98 metros, que já seria a melhor marca de sua vida, após Lavillenie bater esta marca, optando por levantar o sarrafo para 6,03 metros.

Tanto o brasileiro quanto o francês não conseguiram superar o sarrafo na primeira tentativa. Lavillenie, que saltava primeiro, fracassou na segunda, mas o brasileiro conseguiu. O recordista mundial e campeão olímpico em Londres 2012 levantou o sarrafo para 6,08 metros e, na única chance que teve nesta altura, não conseguiu, garantindo o segundo ouro do Brasil na Rio 2016.

Thiago é treinado pelo ucraniano Vitaly Petrov, que já treinou as lendas do salto com vara Sergei Bubka e Yelena Isinbayeva.

Com o ouro de Thiago no salto com vara, o atletismo do Brasil volta a conquistar uma medalha olímpica, após passar em branco nos Jogos de Londres 2012.

Ele também se junta ao clube de atletas do país que já conquistou medalhas de ouro no atletismo ao lado de nomes como o bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz e Maurren Maggi.

 

 

Tenistas paralímpicos sonham com medalha no Rio

Rodrigo Oliveira se recupera de lesão para disputar o tênis em cadeira de rodas na Rio 2016

Existe pouca diferença entre as regras do tênis e aquele praticado com cadeira de rodas. A principal delas é a quantidade de quiques na bola

Por Redação, com ABr– de Brasília:

 

Há pouco menos de dois meses para o início dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, os paratletas Carlos “Jordan” Santos e Natália Mayara Costa treinam firme em busca de medalhas no tênis em cadeira de rodas. Eles conversaram com a reportagem da Agência Brasil em um clube em Brasília, onde treinam. Entre saques e rebatidas, ambos mostraram otimismo para a disputa no Rio.

Rodrigo Oliveira se recupera de lesão para disputar o tênis em cadeira de rodas na Rio 2016
Rodrigo Oliveira se recupera de lesão para disputar o tênis em cadeira de rodas na Rio 2016

– Eu vou tentar brigar por medalha. Vai ser bem difícil, porque as adversárias são muito fortes, mas, ao mesmo tempo, sei que estou evoluindo bastante – disse Natália, campeã da modalidade no Pan Americano de Toronto, em 2015. “Acho que o Pan ajudou a mostrar que eu estou chegando, estou evoluindo. Esse foi o maior recado que eu pude passar com essa medalha”.

Natália vai a uma Paralimpíada pela segunda vez. Esteve em Londres, em 2012, quando foi eliminada na primeira fase. Mais experiente e credenciada pelo ouro no Parapan de Toronto, a jovem de 22 anos vem treinando forte para avançar na competição. São mais de oito horas diárias dedicadas aos treinos. Três delas dentro de quadra, e outras divididas em atividades de natação, musculação e fisioterapia.

“Jordan” é um nome bastante conhecido no mundo do basquete em cadeira de rodas. E foi por seus talentos com a bola laranja que Carlos Alberto ganhou esse apelido. Jogador de referência do basquete brasileiro por vários dos 17 anos que dedicou ao esporte, decidiu encarar um novo desafio: enfrentar os obstáculos psicológicos que uma partida impõe.

– No basquete você consegue fugir da bola. Se sua bola não tá caindo, você começa a passar a bola para os caras ou apenas fazer um bloqueio para seus companheiros fazerem o jogo deles. No tênis não, você errou uma bola e vai ter que ir atrás dela de novo. O tênis me dá essa oportunidade de me conhecer como pessoa, de ultrapassar essas barreiras e provar que eu sou capaz – explica.

Nas quadras de tênis desde 2003, Jordan já participou de nove mundiais, além de uma grande participação no Parapan de 2007. Foi um ouro nas duplas e um bronze no individual.

Lesão não tira a confiança

Enquanto Natália e Jordan treinavam, Rodrigo Oliveira se aproximou da quadra. Ele também vai vestir a camisa do Brasil em terras cariocas, mas uma lesão no cotovelo direito freou os treinamentos. Uma inflamação que deve tirar Rodrigo das quadras por algumas semanas, mas não será nada que tire seu foco nos jogos.

– Acho que estou no meu melhor momento. Vim preparado e agora que tenho essa grande chance de representar meu país, quero dar o meu melhor. Agora estou parado, mas acho que não vai me atrapalhar muito. É só uma questão de voltar, bater uma bola e disputar a competição. Com disposição, Rodrigo até se arrisca a bater uma bolinha com Jordan para agradar as lentes do fotógrafo.

Segundo colocado no ranking brasileiro, Rodrigo vai para uma Paralimpíada pela primeira vez. Ele não esconde a ansiedade de chegar na Vila Olímpica e viver aquela atmosfera única. “Para mim, tudo é novo. A sensação de estar lá, representar o Brasil e chegar onde muitos queriam. Estou ansioso, mas sei que tenho que chegar lá e dar meu melhor. Conseguimos chegar (a disputa de uma Paralimpíada). Agora é pensar no objetivo e dar o melhor”.

Para Natália, o Brasil será sede de uma Paralimpíada em um momento de crescimento do paradesporto no país. “Comecei aos 12 anos e pouco se ouvia falar do esporte paralímpico. As pessoas não viam como esporte de alto rendimento e hoje isso mudou. Atletas paralímpicos estão mais na mídia, dão mais entrevistas. Está crescendo bastante”.

Com atletas e o próprio desporto paralímpico mais vivos na mídia, Jordan aposta na torcida brasileira para sair do Rio com bons resultados. “Acho que essa Paralimpíada vai ser totalmente diferente das outras três que disputei. Vamos estar próximos da família e o povo brasileiro vai estar lá apoiando. Joguei o Parapan do Rio, em 2007, e conquistei medalha de ouro. A torcida fez muita diferença nessa conquista”.

Regras

Existe pouca diferença entre as regras do tênis e aquele praticado com cadeira de rodas. A principal delas é a quantidade de quiques na bola. Em uma partida entre paratletas, é permitido até dois quiques no chão antes de ser rebatida para o lado do adversário. Após a rebatida, apenas o primeiro quique deve ser dentro da quadra do adversário.

A cadeira utilizada é semelhante à de outros paradesportos. As rodas são inclinadas para fora, conferindo maior estabilidade durante mudanças de direção muito bruscas. Pares de rodas menores, na parte da frente e de trás da cadeira, impedem quedas nessas direções. As raquetes e bolinhas são as mesmas usadas pelos tenistas tradicionais.

 

Gustavo Borges: a busca dos centésimos na natação olímpica

Gustavo Borges é um dos atletas brasileiros mais conhecidos na natação

Além das medalhas de 1992, Gustavo Borges ganhou mais três medalhas olímpicas – prata e bronze em Atlanta (1996) e bronze em Sydney (2000)

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O sucesso da natação brasileira tem o nome de Gustavo Borges, 43 anos, escrito em várias de suas páginas. A medalha de prata nos jogos de Barcelona, em 1992, colocou o atleta na elite da natação mundial, um ano depois de ele ser o grande destaque da delegação brasileira e conquistar cinco medalhas nos jogos Pan Americanos de Havana. Em Cuba, foram dois ouros, duas pratas e um bronze.

Gustavo Borges é um dos atletas brasileiros mais conhecidos na natação
Gustavo Borges é um dos atletas brasileiros mais conhecidos na natação

Um episódio inusitado marcou a conquista de Gustavo em Barcelona. Após a prova dos 100m livre, o brasileiro saiu da piscina vendo seu nome em quinto lugar no placar. Entre aquele momento e a divulgação do resultado final, que confirmou a medalha de prata, foram 40 minutos de espera. “Aqueles 40 minutos em Barcelona foram de total sufoco”, disse o atleta à Agência Brasil.

Os Jogos de 1992 marcaram o melhor desempenho de um nadador brasileiro em Olimpíadas até então. De lá para cá, o Brasil continuou melhorando seu desempenho nas piscinas e novos nomes surgiram. César Cielo e Thiago Pereira estão entre os nomes mais conhecidos. Bruno Fratus e Ítalo Manzine, atletas mais novos, são as apostas do Brasil para os Jogos Rio 2016. “Quanto mais gente a gente coloca nas piscinas e no esporte, de uma forma mais abrangente, maior é a chance de descobrir os talentos”.

Além das medalhas de 1992, Gustavo Borges ganhou mais três medalhas olímpicas – prata e bronze em Atlanta (1996) e bronze em Sydney (2000).

Gustavo Borges se despediu das piscinas em Atenas, em 2004, depois de nadar o revezamento 4x100m livre.

O Caminho do Pódio é uma série de entrevistas com nove medalhistas olímpicos brasileiros que a Agência Brasil publica até o dia 10 de maio.

– Qual é a sensação de subir em um pódio olímpico?

– A sensação é fantástica. É o reconhecimento de um modelo de trabalho e de uma forma onde você, depois de quatro anos, consegue se superar e fazer tudo aquilo que se predispôs a fazer. Fora o orgulho de representar um país e ver a sua bandeira no alto do pódio. Então, é um momento indescritível na vida de um atleta.

– O que representa ser medalhista olímpico no Brasil, um país onde os atletas, principalmente no começo, ainda têm muita dificuldade para viver só treinando e competindo?

– Ser medalhista olímpico no Brasil é um sentimento de superação tremenda. Acho que muitos atletas têm espaço e apoio, outros nem tanto. Eu me julgo até como um dos que teve muito apoio e teve muitas possibilidades e um caminho que foi ajudado financeiramente pelos meus pais e pelos clubes por onde passei. Mas a gente ainda vê, de uma maneira geral, muita dificuldade nos treinamentos e nas competições, e na questão das oportunidades. Mas, realmente, os brasileiros têm uma capacidade grande de dar resultados.

– O que passou pela sua cabeça nos jogos de Barcelona, durante os 40 minutos até a correção do resultado no placar, que te deu a medalha de prata? Como foi todo aquele momento pra você

– Aqueles 40 minutos em Barcelona foram de total sufoco. Se passaram muitas coisas, num primeiro momento, chateação. E depois paciência, porque o resultado oficial não saía, e num terceiro momento alegria por ter vindo a medalha de prata.

– Além do pódio e do episódio do cronômetro, qual outro momento de uma Olimpíada que você nunca esquece?

– Existem vários momentos que eu não esqueço. As quatro medalhas olímpicas, cada uma tem um sabor diferente. Os pan americanos também. Talvez um outro momento fantástico tenha sido a prova dos 100 metros nado livre no Pan de Cuba, em 91, que teve um resultado surpreendente para a minha carreira e que deu sequência para toda a minha vida esportiva. A medalha de ouro [no Pan] me colocou no ranking mundial e deu sequência para aquela medalha de prata em 1992.

– Você treinou nos Estados Unidos, prática adotada por vários nadadores até hoje. A estrutura para treinos lá fora ainda é muito superior à encontrada no Brasil? Os nadadores precisam sair do país se quiserem chegar ao nível de uma medalha olímpica?

– Não dá para comparar a estrutura nos Estados Unidos com qualquer outro lugar no mundo. A faculdade, o high school (equivalente ao ensino médio no Brasil) e os clubes, muito baseados na estrutura das faculdades, é o grande celeiro do esporte de alto rendimento, tanto para os esportes profissionais olímpicos quando para NBA (liga de basquete profissional dos Estados Unidos), NFL (liga nacional de futebol norte-americano), tudo isso. E o nosso modelo é clubístico, é diferente dos Estados Unidos. Temos boas estruturas aqui. Não estamos muito bem alinhados com a escola. O clube e a escola estão distantes aqui no Brasil. Talvez esse seja o caminho para a gente evoluir na questão de manter os jovens de 16, 18 anos para continuar nadando e focados em uma faculdade. A estrutura do clube Pinheiros, que é o meu clube, é fantástica, mas não temos todos os clubes no Brasil como o Pinheiros.

– Como você vê o futuro da natação do Brasil? A classificação de Bruno Fratus e Ítalo Manzine, e a consequente eliminação do César Cielo, mostra uma tendência de renovação constante no esporte?

– Foi uma tristeza o César não classificar. Os 50m e 100m livre são provas fortes, muito competitivas no mundo e especialmente no Brasil. Vermos um atleta com o tempo de 21.91 segundos, como foi o caso do César, ficar fora de uma Olimpíada, provavelmente só veremos isso no Brasil e nos Estados Unidos. Em todos os outros países o César se classificaria. Mas isso é mérito do Ítalo, mérito do Bruno, um resultado fantástico para a natação brasileira e, ao mesmo tempo, triste porque a gente fica sem César Cielo em uma Olimpíada aqui no Brasil.

– O que podemos esperar dos nadadores brasileiros nos jogos do Rio de Janeiro?

– Acho que podemos esperar uma Olimpíada boa, competitiva, com algumas chances de medalhas, como nessa prova de 50 metros, com o Bruno. Mas a tendência é que a cada prova a gente tenha que encarar a eliminatória e a semifinal como se fosse a final. E a final, propriamente dita, com chances de medalha e ir para cima.

– Como você avalia a descoberta de talentos da natação no Brasil? E o que poderia ser aprimorado para difundir mais a prática do esporte?

– A descoberta de talentos da natação deriva de um número de praticantes. Existe a estrutura de competição, dos clubes, das escolas, da educação física de uma forma geral. Quanto mais gente a gente coloca nas piscinas e no esporte, de uma forma mais abrangente, maior é a chance de descobrir talentos.

– Quais são suas expectativas para os jogos do Rio de Janeiro, em relação à organização e estrutura?

– Eu já estive presente várias vezes no Parque Olímpico, a piscina está fantástica. Precisa de ajustes ainda, mas são poucas coisas. Muitos eventos-teste estão acontecendo. Acho que, no que diz respeito às obras nos jogos, a gente não terá problemas.

– Que tipo de mensagem você deixaria para jovens atletas que enfrentam um cenário de pouco apoio e muitos obstáculos para crescerem no esporte?

– Não só o atleta, mas as pessoas de uma forma geral, para superarem os desafios, os obstáculos do dia a dia, é sonhar, ter objetivos, metas, saber onde querem chegar e trabalhar com excelência. No caso da natação é buscar um centésimo de cada vez, para que se possa conquistar e ter resultado. Aí, sim, a gente pode abraçar alguém, curtir todos os momentos.

Rio apresenta Medalha 1º de Março

A medalha celebra a memória do Rio de Janeiro
A medalha celebra a memória do Rio de Janeiro
A medalha celebra a memória do Rio de Janeiro

Decreto municipal, publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, institui a Medalha 1º de Março, a ser concedida a pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras, como homenagem e reconhecimento da Cidade do Rio de Janeiro pelo mérito pessoal, bons serviços prestados à cidade ou serviços dignos de especial destaque, valor desportivo ou cultural.

Fruto das comemorações pelos 450 anos da cidade, comemorados em 1º de março deste ano, a medalha celebra a memória do Rio de Janeiro, de seus personagens, de seus múltiplos movimentos e expressões artísticas, e da diversidade das manifestações culturais e sociais do povo carioca, na condição de protagonista da história da cidade.

A Medalha 1º de Março é feita de bronze e tem as seguitnes dimensões: mede 50mm, pesa 55g e posui 4,5mm de espessura. A peça traz ao centro o brasão do Município do Rio de Janeiro, circundado pela inscrição “Cidade do Rio de Janeiro – Medalha 1º de Março”, trazendo no verso menção ao ano em que a medalha foi concedida.

A medalha é composta, ainda, por argola com 20mm de diâmetro para colocação de fita de seda, na cor azul e branco, com largura de 25mm e comprimento de 800mm. Ela é protegida por um estojo com o brasão da cidade afixado na tampa superior.

A entrega da láurea será feita preferencialmente todo dia 1º de março, pelo prefeito ou por quem for designado para representá-lo, em cerimônia pública.