Rio abre período de matrículas para escolas de ensino médio em horário integral

Começam no Estado do Rio matrículas para 30 escolas de ensino médio em horário integral

O secretário de Estado de Educação, Wagner Victer, destaca que, além dessas 30 escolas com vagas abertas, outras seis unidades de ensino públicas estaduais do Rio de Janeiro aderiram ao do Programa

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

O Governo do Estado do Rio, através de parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e Ministério da Educação (MEC), abriu o período de matrículas para 30 escolas, sendo 23 CIEPS (Brizolões), que ofertarão Ensino Médio em tempo integral e vocacionadas ao ensino do Empreendedorismo. As inscrições deverão ser feitas nas próprias escolas e começam nesta segunda-feira, dia 26, e seguem até 9 de janeiro de 2017.

Começam no Estado do Rio matrículas para 30 escolas de ensino médio em horário integral
Começam no Estado do Rio matrículas para 30 escolas de ensino médio em horário integral

O secretário de Estado de Educação, Wagner Victer, destaca que, além dessas 30 escolas com vagas abertas, outras seis unidades de ensino públicas estaduais do Rio de Janeiro aderiram ao do Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral e ofertarão ensino profissional.

– Os alunos terão carga horária adicional de disciplinas como Matemática, Português e Inglês, além de ter em sua matriz curricular disciplinas vocacionadas ao Empreendedorismo, que contribuirão, ainda, para a vida profissional dos estudantes – disse o secretário de Estado de Educação, Wagner Victer.

A lista com os nomes dos alocados será divulgada no dia 13 de janeiro de 2017, no facebook oficial da Secretaria (www.facebook.com/seeducRJ) e site da Seeduc, no endereço (www.rj.gov.br/seeduc). Após a divulgação da listagem, os interessados terão de 16 a 17 do mesmo mês para confirmar a matrícula na unidade em que foram selecionados.

Serviço:

Período de inscrições: de 26 de dezembro a 9 de janeiro de 2017
Resultado da inscrição: 13 de janeiro de 2017
Confirmação da matrícula: de 16 a 17 de janeiro de 2017 (na unidade em que o aluno foi selecionado)

Confira as unidades em tempo integral com vagas abertas por região.

Baixada Fluminense

Ciep 208 – Alceu Amoroso Lima – Duque de Caxias, bairro Jardim Primavera
Ciep 031 – Lírio do Laguna – Duque de Caxias, bairro Laguna e Dourados
Ciep 356 – Augusto Ruschi – Nova Iguaçu, bairro Jardim Paraíso
Ciep 200 – Recanto dos Colibris – Nova Iguaçu, bairro Jardim Boa Esperança
Ciep 317 – Aurélio Buarque de Holanda – Nova Iguaçu, bairro Caioaba
Ciep 324 – Mahatma Gandhi – Nova Iguaçu, bairro Aliança
Ciep 383 – Máximo Gorki – Nova Iguaçu, bairro Marapicu
Colégio Estadual Armando Dias – Japeri, bairro Nova Belém
Colégio Estadual Marechal Zenóbio da Costa – Nilópolis, bairro Olinda
Colégio Estadual Joaquim Leitão – Magé, bairro Santo Aleixo
Ciep 329 – Juan Martinho Carrasco – Itaguaí, bairro Brisamar
Ciep 498 – Irmã Dulce – Itaguaí, bairro Chaperó
Ciep 500 – Antônio Botelho – Paracambi, bairro BNH

São Gonçalo

Colégio Estadual Ministro José de Moura e Silva – São Gonçalo, bairro Rocha

Itaboraí

Ciep 129 – José Maria Nanci – Itaboraí, bairro Venda das Pedras
Ciep 426 – Eduardo Ribeiro de Carvalho – Itaboraí, bairro Quissamã
Ciep 424 – Pedro Amorim – Itaboraí, bairro Visconde de Itaboraí

Região do médio Paraíba/Sul 

Ciep 310 – Professora Alice Aiex – Barra do Piraí, bairro Parque São Joaquim
Ciep 292 – Professora Jandyra Reis de Oliveira – Barra Mansa, bairro Ano Bom
Ciep 484 – Toninho Marques – Volta Redonda, bairro Belmonte
Ciep 296 – Presidente Benes – Rio Claro, bairro Lídice
Colégio Estadual Antonina Ramos Freire – Resende, bairro Alegria

Região Norte

Colégio Estadual Nelson Pereira Rebel – Campos dos Goytacazes, bairro Travessão
Ciep 47 0 – Celso Martins Cordeiro – São Francisco de Itabapoana, Centro
Ciep 271 – José Bonifácio Tassara – Conceição de Macabu, bairro Garapa

Região Serrana

Ciep 137 – Cecília Meireles – Petrópolis, bairro Correas
Ciep 281 – Gabriela Mistral – Petrópolis, bairro Posse

Região dos Lagos

Ciep 258 – Astrogildo Pereira – Saquarema, Bacaxá
Ciep 262 – Curvelina Dias Curvello – São Pedro da Aldeia, bairro Porto do Carro

Região Centro/Sul

Colégio Estadual José Fonseca – Valença, bairro Morro Grande

Ocupações em escolas e reforma do ensino médio marcam 2016

Alunos ocupam a Escola Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador

Mesmo com essa atenção, o setor não teve tanto espaço em meio à crise econômica e política que levaram ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Na educação, o ano de 2016 foi marcado por protestos, greves e propostas de mudanças que deverão impactar diretamente o setor. O ano começou com a educação ocupando um espaço no lema nacional: Brasil, Pátria Educadora. Mesmo com essa atenção, o setor não teve tanto espaço em meio à crise econômica e política que levaram ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Assim como Dilma, o lema também foi substituído. Atualmente, o lema do governo Michel Temer é Ordem e Progresso.

Alunos ocupam a Escola Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador
Alunos ocupam a Escola Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador

Na gestão Temer. A educação ocupou o centro do debate nacional principalmente por duas propostas enviadas pelo governo federal ao Congresso. A Medida Provisória 746/2016, que estabelece a reforma do ensino médio. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto, aprovada em dois turnos tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

Promulgada em dezembro, a Emenda Constitucional 95 já está em vigor. Mais mudanças, como a reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Foram anuncidas, mas só devem ser implementadas em 2017.

O ano não foi de boas notícias em relação aos indicadores. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Mostrou que o Brasil está estagnado entre as últimas posições de um ranking de 70 economias. Nacionalmente. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou que falta qualidade nos sistemas de ensino. A meta foi cumprida apenas até o 5º ano do ensino fundamental. O ensino médio concentrou os piores indicadores.

O país também não está conseguindo cumprir no prazo o Plano Nacional de Educação (PNE). Lei que estabelece 20 metas, da educação infantil à pós-gradudação, para serem cumpridas até 2024. Um balanço do segundo ano mostra que há atrasos e que as perspectivas. Principalmente em relação ao financiamento, não são boas.

Diante desse cenário, os protestos foram muitos. Os estudantes, professores e trabalhadores em educação foram às ruas diversas vezes ao longo do ano. O movimento de ocupação de escolas e universidades, que teve início em 2015, se intensificou. Mais de mil locais foram ocupados apenas em 2016. 

Reforma do Ensino Médio

Após a divulgação de um resultado ruim no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino médio. O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou que aceleraria uma reforma para a etapa, já em tramitação na Câmara dos Deputados.

A reformulação, que teve por base o projeto de lei que estava na Casa. Foi enviada em forma de medida provisória ao Congresso no final de setembro. Aprovada na Câmara, a proposta aguarda agora a apreciação pelo Senado.

Apesar de se tratar de uma medida provisória, a reforma não começou a vigorar. As mudanças dependem da definição da Base Nacional Comum Curricular e da capacidade dos estados de bancarem as mudanças.

Na última segunda-feira. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, posicionou-se contra a medida provisória do Ensino Médio (MP 746/2016). Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Janot defende que a MP não apresenta os requisitos de relevância e urgência para edição de medidas provisórias.

Além de ferir diversos princípios constitucionais. O MEC contestou o parecer de Janot e, em nota, justificou a apresentação da MP. “É urgente apresentar à sociedade uma proposta para enfrentar o flagelo do ensino médio”, disse o ministério. 

PEC do Teto

Educação foi uma das grande disputas durante a tramitação da PEC. Com a emenda, foi alterado o sistema de financiamento. Atualmente, destina-se 18% de tudo o que é arrecadado via impostos e contribuições para o setor.

Em 2018, o investimento em educação será o realizado no ano anterior com o reajuste da inflação de 2017. A emenda estabelece que os gastos do governo se limitem à inflação do ano anterior. Educação e saúde, apesar de estarem dentro do limite global, não têm um teto específico.

De um lado, aqueles que atuam no setor veem a medida como um retrocesso e projetam grandes impactosa longo prazo. De outro, o Ministério da Educação e áreas econômicas, acreditam que a medida é necessária para equilibrar as contas do governo, que passa por grave crise econômica. Para a educação, a Emenda Constitucional 95 passa a valer a partir de 2018.

Plano Nacional de Educação

Construído em conjunto com a sociedade, o Plano Nacional de Educação (PNE) chega aosegundo ano de implementação. O balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mostra que a maioria das metas intermediárias não foi cumprida. Um dos principais impasses é o financiamento.

A lei estabelece que sejam investidos, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2024. Segundo o Inep, a porcentagem de investimento caiu de 6% em 2014 para 5,3% em 2015. Para o MEC, acrise fiscal atrapalhou o cumprimento das metas. 

Ideb e Pisa

Em ano de divulgação de dois importantes indicadores, a qualidade da educação brasileira foi questionada. O Ideb, indicador nacional, mostrou que o país cumpriu a meta apenas para os anos iniciais do ensino fundamental, até o 5º ano.

Nos demais, o índice manteve-se estagnado ou não aumentou a ponto de cumprir o estabelecido. No Pisa, indicador internacional. O Brasil mostrou estagnação em português e ciências e uma leve piora em matemática. A avaliação, no entanto, ressalta que o país incluiu muitas crianças e jovens no sistema de ensino. 

Novo Enem

Com a reforma do ensino médio, o Ministério da Educação pretende refomular o Enem. Apesar de algumas ideias já terem sido colocadas em discussão. Como a exclusão dos treineiros e daqueles que fazem a prova para obter a certificação do ensino médio. O novo formato ainda não está concluído. O MEC decidiu colocar a questão em consulta pública.

Ocupações e manifestações

Estudantes, professores, entidades ligadas à educação protagonizaram diversos protestos este ano. Na agenda das manifestações, estavam críticas às mudanças propostas pelo governo, como a reforma do ensino médio e o Teto dos Gastos Públicos. A falta de infraestrutura das escolas e a formação deficiente de professores.

Para esses grupos, todas essas questões colocam a qualidade da oferta da educação pública em risco. O movimento de ocupações, que começou em 2015 por questões locais nos Estados e municípios, adquiriu este ano uma pauta nacional. Mais de mil escolas e universidades foram ocupadas em todo o país. Os estudantes pedem mais participação na tomada de decisões.

Greves

O ano de 2016 foi marcado também por greves de professores e de trabalhadores em educação. No ensino superior, servidores de mais de 30 instituições de ensino cruzaram os braços também em protesto contra cortes orçamentários na educação.

Relatório que reformula ensino médio deve ser votado na próxima semana

O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana

A comissão mista criada para examinar a proposta se reuniu na tarde de quinta-feira, no Senado Federal, para debater os principais pontos da medida

Por Redação, com ACS – de Brasília:

 

O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana. Voltado essencialmente para a aprendizagem, o novo modelo sugerido propõe aos alunos do ensino médio mais liberdade para escolher as áreas de conhecimento de seu interesse, de acordo com sua vocação ou projeto de vida. O Congresso Nacional tem até março do próximo ano para votar a medida provisória.

O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana
O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana

A comissão mista criada para examinar a proposta se reuniu na tarde de quinta-feira, no Senado Federal, para debater os principais pontos da medida. Para o relator da medida, senador Pedro Chaves (PSC-MS). O texto que será apresentado é “extremamente participativo”.  “Ele contém mudanças importantes, feitas com contribuições da sociedade”, afirmou.

Ao defender um novo modelo de ensino. A secretária executiva do Ministério da Educação, Maria Helena de Castro, criticou o modelo atual. “A escola de ensino médio nada mais é do que um cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”. Lamentou.

Currículos

– Os currículos são absurdamente enciclopédicos. Não aprofundam conhecimento em nenhuma área. Ao contrário de formar cidadãos, eles estão formando analfabetos funcionais.

Questionados sobre a necessidade de uma medida provisória para sugerir a reforma do ensino médio. Pedro Chaves e Maria Helena foram taxativos em seus argumentos. “O debate é muito antigo.

Ainda assim, as mudanças não foram para a frente”, disse a secretária. “Se não fosse a medida, não haveria debate. Estava tudo parado de novo.”

Alunos vão reforçar atos contra PEC 55 e reforma do ensino médio

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE, Ubes e ANPG, que também estarão em vigília para votação da PEC 55 no Senado, no próximo dia 29 deste mês

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) vão se juntar a centrais sindicais e movimentos sociais nas mobilizações marcadas para o próximo dia 25 deste mês em todas as capitais.

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE
Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE

As manifestações são um preparativo para o dia 29 de novembro. Dia da votação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. Quando os estudantes pretendem fazer uma grande mobilização.

A decisão foi tomada pela direção da entidades estudantis, que estiveram reunidas com representantes de ocupações de escolas e campi universitários de todo o país na segunda e terça-feira, na Universidade de Brasília (UnB).

A reunião foi para discutir os próximos passos para o movimento de ocupações contra a PEC. Também contra a Medida Provisória (MP) 746, que fragmenta e reduz o currículo do ensino médio. De autoria do governo de Michel Temer (PMDB). A MP tramita no Congresso e teve seu prazo prorrogado por mais 60 dias.

Outra bandeira dos estudantes é a derrubada da chamada “lei da mordaça”. Conjunto de projetos de lei que tramitam no Congresso. Nas assembleias estaduais e municipais em todo o país, para proibir o debate em sala de aula e criminalizar os professores.

Conforme o documento assinado pelas entidades. Os estudantes e o movimento educacional “estarão a postos para resistir contra o assalto do nosso futuro”. Eles vão “transformar Brasília na capital das ocupações”.

O documento faz duras críticas às medidas de Michel Temer. À aprovação do projeto de lei que tira da Petrobras a prerrogativa de participar da exploração de todos os campos do pré-sal. A criminalização dos movimentos sociais. Simbolizada pelas desocupações truculentas e sem mandado judicial.

O anúncio do ministro Mendonça Filho em cobrar financeiramente das entidades estudantis o adiamento do Enem. A invasão pela polícia da Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST.

As entidades destacam ainda que a nova agenda econômica que o governo tenta impor. Tornará inviável a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), que contém conquistas históricas dos estudantes.

– Enquanto o PNE propõe a meta de 10% do PIB para a educação. Com a finalidade de erradicar o analfabetismo no país. Universalizar o acesso à creche, reestruturar o ensino médio em tempo integral. Expandir o ensino superior público e o número de mestres e doutores no país.

A PEC diminui os investimentos em educação, condenando o ensino público à falência. A intenção é destinar ainda mais o orçamento público para os bancos”.

Por meio das redes sociais, as lideranças estudantis lamentaram a morte do estudante Guilherme Silva Neto, de 20 anos, e do seu pai, Alexandre José da Silva Neto, no final da tarde de terça-feira. Guilherme, estudante de Matemática da Universidade Federal de Goiás. Ele era integrante do Diretório Acadêmico do seu curso e militante da ocupação da UFG.

Para a UNE, embora o caso revele uma relação particular entre pai e filho. Preocupa o fato de que a morte de Guilherme tenha envolvido uma discussão sobre as suas preferências políticas. A intolerância que isso provocou no ambiente familiar. O que reforça a necessidade de reafirmação do diálogo como saída para as divergências.

Caravana dos estudantes

A UNE está recebendo doações para a custeio da caravana por meio de depósito em conta no Banco do Brasil,Agência: 7067-X, Conta Corrente: 6635-4, em nome da
União Nacional dos Estudantes, CNPJ: 29.258.597/0001-50. Ou pela internet, por meio do link http://bit.ly/contabbune

Congresso prorroga vigência da MP do Ensino Médio

A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias

De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias para ser discutida no Congresso Nacional. A prorrogação foi publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União.  Com isso, o Congresso terá até meados de janeiro para votar a medida.

A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias
A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias

A prorrogação do tempo de apreciação de MPs está prevista no regimento do Congresso Nacional. De acordo com a Resolução 1/2002, a prorrogação ocorre quando uma MP não tem a votação encerrada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal no prazo de 60 dias.

Apresentada pelo presidente de facto Michel Temer no dia 22 de setembro, a MP do ensino médio flexibiliza os currículos e amplia progressivamente a jornada escolar.

De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional.

No restante da formação, os alunos poderão escolher entre cinco trajetórias. Linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas. Modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E formação técnica e profissional.

A medida também amplia gradualmente a carga horária do ensino médio para 7h por dia ou 1,4 mil horas por ano.

Escolas

Estudantes que ocupam escolas, universidades e institutos federais em todo o país são contrários à MP. Tanto eles quanto educadores defendem um maior debate sobre a reforma do ensino médio. Eles criticam as mudanças por meio de medidas provisórias. 

Já o governo federal defende que a MP se deve à urgência de mudanças nessa etapa de ensino que concentra os piores indicadores da educação básica. A reformulação da etapa já estava em discussão na Câmara dos Deputados por meio do Projeto de Lei 6.480/2013. A MP contém algumas sugestões do projeto.

Em enquete promovida pelo portal E-Cidadania do Senado. Mais de 71 mil pessoas se manifestaram contra a MP. Enquanto mais de 3,8 mil se declararam a favor. Os dados são das 12h desta quarta-feira.

Na semana passada. Uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Educação ao Ibope. Mostrou 72% dos brasileiros são a favor de uma reforma no ensino médio. De acordo com a pesquisa, 24% são contra a reforma, 3% não sabem e 1% não respondeu.

Alunos protestam contra reforma do ensino médio em SP

A reformulação do Ensino Médio entrou em vigor no último dia 22 de setembro a partir de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Estudantes secundaristas fizeram na manhã desta terça-feira na capital paulista um protesto contra a Reforma do Ensino Médio. Após concentração no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), o grupo segue animado por tambores, interrompendo o trânsito na Avenida 9 de Julho.

Após concentração no vão-livre do Masp, o grupo segue pela Avenida 9 de Julho até a Secretaria de Educação
Após concentração no vão-livre do Masp, o grupo segue pela Avenida 9 de Julho até a Secretaria de Educação

Com faixas e bandeiras, a passeata deve ir até a Secretaria de Educação, na Praça da República, no centro. O trajeto foi definido em assembleia no início do ato. Nesse momento também foi feito um manifesto conjunto dos estudantes. Condenando o corte de disciplinas no currículo obrigatório. A privatização da gestão de escolas e a Proposta de Emenda Constitucional 241, que estabele um limite para os gastos públicos.

Medida Provisória

A reformulação do Ensino Médio entrou em vigor no último dia 22 de setembro. A partir de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer. Além da flexibilização dos currículos, está previsto um aumendo gradual da jornada escolar.

As mudanças já estavam em discussão no Congresso Nacional no Projeto de Lei 6480/2013. Agora voltam em formato de MP, com o prazo de 120 dias para ser votada.

– Juntas (PEC e MP) elas são uma precarização geral do ensino”, diz Lilith Passos (16 anos), estudante do 2° ano do ensino médio. “Vão contra tudo o que a gente lutou nas ocupações no ano passado – acrescentou em referência ao movimento em que os secundaristas paralisaram as atividades em diversas escolas contra a reorganização escolar proposta em 2015 pelo governo de São Paulo. A ideia, abandonada após os protestos, previa o fechamento de estabelecimentos de ensino e a realocação de milhares de alunos.

As mudanças no currículo vão, na opinião da estudante Biana Politto, reduzir o espaço para fazer reflexões na sala de aula. “Eles querem tirar as matérias que mais fazem a gente ter um pensamento crítico”, reclamou a jovem de 18 anos, aluna do ensino técnico. Pelo texto elaborado pelo governo, as disciplinas obrigatórias serão discutidas em paralelo dentro da Base Curricular Comum.

Para a estudante, o sistema de abrir opções para escolha dos alunos tem poucas chances de funcionar. “A gente sabe que as matéria que forem opcionais não vão ter mesmo. História era matéria obrigatória quando eu estudei. Mas praticamente não tive aula de história por falta de professor e outras coisas”, comparou.

Reformulação do ensino médio pode trazer mudanças no Enem

A reforma ganhou destaque após a divulgação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país

Por Redação, com ACS – de Brasília:

As mudanças propostas para reformulação do ensino médio podem trazer também um novo modelo para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com a intenção de flexibilizar a trajetória dos alunos, o Ministério da Educação (MEC) terá que pensar também em formas de avaliar as ênfases de formação. Uma das possibilidades é que haja modelos diferentes de Enem, mais direcionados para o que os estudantes aprenderam na etapa de ensino. As possíveis mudanças não valerão para o Enem de 2016.

As mudanças propostas para reformulação do ensino médio podem trazer também um novo modelo para o Exame Nacional do Ensino Médio
As mudanças propostas para reformulação do ensino médio podem trazer também um novo modelo para o Exame Nacional do Ensino Médio

O governo quer aprovar a reforma do ensino médio até o final do ano. Nesta quinta-feira, o presidente Michel Temer deve anunciar o texto que será enviado para a aprovação do Congresso Nacional. Uma das possibilidades é o envio de uma medida provisória, que passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial e tem 120 dias para ser aprovada ou não no Parlamento.

De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o texto final ainda não foi disponibilizado aos secretários estaduais, responsáveis por essa etapa de ensino, mas grande parte das sugestões dadas pelos gestores foi acatada. A intenção é que o ensino médio tenha, ao longo de três anos, metade da carga horária de conteúdo obrigatório, definido pela Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussão. O restante do tempo deve ser flexibilizado a partir dos interesses do próprio aluno e das especificidades de cada rede de ensino no Brasil.

Os alunos poderão escolher seguir algumas trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas – modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os secretários propõe ainda a inclusão de um quinto eixo de formação: técnica e profissional.

– Essa formação vai possibilitar que o aluno passe no Enem? O Enem vai mudar por conta disso, com certeza – disse o diretor institucional do Consed, Antônio Neto. “Inclusive, o Enem vai mudar a partir do momento que houver uma Base Nacional Comum Curricular para o ensino médio, o Enem vai ter que seguir essa base”, acrescentou.

A reforma ganhou destaque após a divulgação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país. Pelo segundo ano consecutivo, a meta estabelecida para o ensino médio não foi cumprida e a etapa está estagnada desde 2011. Uma reforma da etapa está em tramitação na Câmara dos Deputados, por meio do Projeto de Lei (PL) 6480/2013, mas o ministro da Educação, Mendonça Filho, defende que, dada a urgência da questão, é necessário o envio de uma medida provisória.

Atualmente, o ensino médio concentra 8 milhões de alunos. Os problemas identificados nessa etapa estão presentes tanto na rede pública quanto na privada. “O Enem vai ter que se ajustar a esse novo desenho de ensino médio”, disse a presidente executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz. “Deve ter o Enem com os conteúdos definidos pela Base e o Enem da área de concentração. Isso não é algo que logisticamente é complicado e é positivo”, defendeu.

O MEC ainda não falou sobre mudanças no Enem, questão que também não estará contemplada no texto da reforma.

Na quarta-feira, após evento que marcou os 10 anos do movimento Todos pela Educação na Câmara dos Deputados, o ministro Mendonça Filho garantiu que não haverá mudanças no Enem de 2016, marcado para os dias 5 e 6 de novembro.

A secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que, primeiramente, será discutida a reforma e, depois, mudanças no Enem.

Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, o Enem deve ser mantido como mecanismo de acesso ao ensino superior.

Já a Prova Brasil, aplicada de forma amostral no 3º ano do ensino médio, necessita de mudanças. “É preciso saber se essa reforma vai passar, primeiro. E se ela vai ser implementada de fato ou se ela vai ser aprovada, mas ficar no limbo até 2018, quando vai acabar esse governo. Porque não basta aprovar uma lei, ela precisa ser implementada e quem implementa são os professores”, afirmou.

– Se a reforma passar, a depender de como ela passar, aí sim, se avalia como é possível reformar o Enem. Na minha opinião, tudo está muito aligeirado – completou.

Ministro anuncia reforma do ensino médio e fim de várias disciplinas

Na verdade, esse “enxugamento” já havia sido proposto na campanha presidencial de 2014 por Aécio Neves (PSDB), um dos principais aliados do governo Temer

Por Fábio Assunção – de Brasília:

O ministro Mendonça Filho anunciou que a reforma do Ensino Médio é uma das prioridades do Ministério da Educação. Matéria da Folha de S. Paulo de sexta-feira aponta que o governo quer mudanças nessa área até o final deste ano. Se necessário, será usada inclusive uma Medida Provisória para isso, dizem técnicos do governo.

Segundo informações de assessores do MEC, os pontos centrais da reforma preveem um Ensino Médio "enxuto" e um currículo mais "flexível"
Segundo informações de assessores do MEC, os pontos centrais da reforma preveem um Ensino Médio “enxuto” e um currículo mais “flexível”

Segundo informações de assessores do MEC, os pontos centrais da reforma preveem um Ensino Médio “enxuto” e um currículo mais “flexível”.

Na prática, isto pode significar o fim ou fusão de várias disciplinas, como Filosofia, Sociologia, História e Geografia.

Na verdade, esse “enxugamento” já havia sido proposto na campanha presidencial de 2014 por Aécio Neves (PSDB), um dos principais aliados do governo Temer. A presidenta Dilma Rousseff (PT) também mostrou-se simpatizante da medida.

A proposta do governo deve encontrar forte resistência entre os educadores de todo o país. “Cortar disciplinas é algo inaceitável”, diz Sandra Marques, professora da Rede Estadual de Pernambuco.

Ciência sem Fronteiras terá foco no ensino médio

O Programa Ciência sem Fronteiras passará por uma reformulação

O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 com a meta de conceder inicialmente 101 mil bolsas

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

O Programa Ciência sem Fronteiras passará por uma reformulação e não serão concedidas novas bolsas de intercâmbio para estudantes de cursos de graduação. A oferta de bolsas para pós-graduação será mantida e pode ser ampliada. O programa será retomado com foco no ensino de idiomas, no Brasil e exterior, para jovens de baixa renda que cursem o ensino médio em escolas públicas.

O Programa Ciência sem Fronteiras passará por uma reformulação
O Programa Ciência sem Fronteiras passará por uma reformulação

As informações foram divulgadas na segunda-feira, em nota, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo a Capes, o governo determinou uma minuciosa análise técnica do Ciência sem Fronteiras e identificou a necessidade de aperfeiçoamento do programa, especialmente na graduação.

– As instituições de ensino participantes (na graduação) não foram chamadas para desempenhar um papel ativo no processo de mobilidade acadêmica. Um exemplo disto é a questão da aceitação de equivalência de disciplinas cursadas em outros países. Outro ponto considerado foi o custo elevado para a graduação sanduíche, cerca de R$ 3,248 bilhões para atender 35 mil bolsistas em 2015 na Capes, valor igual ao investido em alimentação escolar para atender 39 milhões de alunos.

Em relação às bolsas para pós-graduação, a coordenação informa que “estas permanecem e, dentro do limite financeiro disponível, poderão até ser ampliadas”.

A Capes diz ainda que, conforme previsão inicial, o Ciência sem Fronteiras teve a concessão de bolsas finalizada em 2014, e que a atual gestão do Ministério da Educação incrementou o orçamento do programa para garantir a continuidade dos pagamentos das bolsas já concedidas. Os últimos estudantes selecionados pelo programa devem concluir suas atividades até o começo de 2017.

O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 com a meta de conceder inicialmente 101 mil bolsas. As bolsas são voltadas para as áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e de saúde.

Estudantes do ensino médio participam de concurso internacional de inovação

Já estão abertas as inscrições para o concurso internacional Respostas para o Amanhã

Já estão abertas as inscrições para o concurso internacional Respostas para o Amanhã, que chega este ano à segunda edição na América Latina, ampliando de sete para oito o número de países participantes (Brasil, Argentina, Chile, México, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana). O prêmio é voltado a alunos do ensino médio, de escolas públicas. A competição pretende desafiar os jovens a apresentar projetos inovadores baseados na aplicação de conhecimentos de matemática e ciências, entre outras disciplinas, que possam resolver problemas das comunidades onde vivem.

 

Já estão abertas as inscrições para o concurso internacional Respostas para o Amanhã
Já estão abertas as inscrições para o concurso internacional Respostas para o Amanhã

 

A iniciativa é coordenada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e conta com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Rede Latino-Americana de Organizações Sociais para a Educação (Reduca), entre outras instituições.

A coordenadora do projeto no Cenpec, Ana Cecília Chaves Arruda, disse que o grande diferencial do prêmio está na proposta pedagógica, ao promover um trabalho colaborativo entre todos os alunos da classe, que se unem para desenvolver um único projeto.

– A gente não coloca os alunos disputando entre si em uma sala de aula. Eles têm um desafio comum que é sair da escola, olhar para a comunidade para reconhecer lugares e identificar uma situação problema – explicou. Segundo ela, o professor acaba subsidiando os alunos na elaboração do projeto, que deve apresentar uma solução para o problema identificado, com base nos conteúdos escolares. “Então, a gente está, na verdade, mostrando a importância desses conteúdos curriculares para a vida deles e a relação desses conteúdos com a vida cotidiana”, acrescentou.

A Escola Estadual Tristão de Barros, de Currais Novos (RN), foi a vencedora nacional da premiação no ano passado, com o projeto Equilíbrio, de reaproveitamento de lixo eletrônico para a construção de produtos destinados a pessoas com deficiências. A diretora da escola, Elba Alves, disse que o prêmio representou o reconhecimento de uma prática pedagógica que pode ser aplicada em qualquer escola pública.

Para os alunos, a disputa mostrou que eles são sujeitos ativos do conhecimento. “São protagonistas, porque os conceitos que estão paralisados no livro de forma teórica, eles vivenciam a partir dessas experiências de montar e desmontar o lixo eletrônico e descobrir novas possibilidades e respostas”. A escola vai participar novamente este ano do prêmio, e os projetos já estão sendo pensados, disse Elba.

Ana Cecília Arruda destacou que o prêmio é também uma oportunidade de a escola se abrir para a comunidade local, que passar a perceber a escola como um local de produção de conhecimento. A iniciativa é ainda um incentivo para o professor, porque muda sua relação com os alunos. A premiação aproxima a relação professor-aluno e sociedade-escola. O Cenpec fornece aos professores ações formativas para que eles e seus alunos possam qualificar os projetos.

As inscrições se estenderão até 20 de setembro. Numa primeira etapa, serão selecionados os 20 melhores projetos, quatro por região do país. Eles terão que produzir um vídeo sobre o projeto, de até três minutos. A segunda fase envolve a definição dos cinco projetos vencedores por região, e por último a escolha do mais votado pelo júri popular na Internet e do grande vencedor, que será o que mais se destacar pelo caráter de inovação e relevância no contexto”, informou Ana Cecília. O resultado será anunciado no dia 11 de dezembro.