Nadadora ferida por queda de árvore continua internada em SP

O hospital não deu previsão de alta e a equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O estado de saúde da nadadora Larissa Oliveira, internada desde a última quarta-feira, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é bom, de acordo com boletim médico divulgado no dia anterior.

Nadadora Larissa Oliveira
Nadadora Larissa Oliveira

Ela passou por uma cirurgia em decorrência de um ferimento de 30 centímetros na coxa direita. Depois de uma árvore cair sobre o seu carro. Durante o temporal que atingiu São Paulo na quarta-feira.

O hospital não deu previsão de alta. A equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão. Os médicos responsáveis pelo tratamento de Larissa são Rodrigo Novaes do Canto e Ricardo Basile.

Rio 2016

Larissa participou da delegação brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Ela completou cinco provas: 100 e 200 m livres. Nos revezamentos 4×100 m medley, e 4×100 m e 4×200 m nado livre.

A atleta também já foi campeã mundial de piscina curta em Doha, em 2014, na prova de 4×50 m medley misto. E é três vezes medalhista panamericana. Foi prata no 4×200 m livre e bronze no 4×100 m livre e no 4×100 m medley, nos jogos de Toronto 2015.

Paralimpíada: nadadora brasileira diz que quinto lugar foi prêmio

Para a nadadora, quem não tem recurso financeiro, chegar em uma paralimpíada, em casa, é privilégio para poucos. Contou que na sua rotina de treinamentos

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Patrícia Pereira dos Santos ficou tetraplégica após levar um tiro, no dia 25 de janeiro de 2002, durante assalto à lotérica em que trabalhava. Era o segundo assalto em menos de uma semana e, dessa vez, com uma consequência que mudou a sua vida. Antes do acidente praticava esportes e jogava futebol, mas ao ter que se locomover em cadeira de rodas precisou fazer reabilitação e conheceu o basquete. Foi o bastante para mudar de modalidade. Diante de tantos convites, acabou aceitando os apelos. Hoje é nadadora e, pela primeira vez, participa de uma paralimpíada.

Patrícia Pereira dos Santos ficou tetraplégica após levar um tiro, no dia 25 de janeiro de 2002, durante assalto à lotérica em que trabalhava
Patrícia Pereira dos Santos ficou tetraplégica após levar um tiro, no dia 25 de janeiro de 2002, durante assalto à lotérica em que trabalhava

– Como é a primeira convocação, tudo para mim é maravilhoso, ainda mais sendo em casa. Então, não há como ter outro sentimento do que você achar que está sendo bom, porque você está focada e tudo está fluindo bem. Saber que nosso país tem muitos atletas e muito para evoluir. Eles estão mostrando os resultados da forma como ninguém poderia esperar – disse.

O quinto lugar que alcançou na final dos 50 metros estilo peito na classe SB3 para nadadores com limitações físico motoras, na quarta-feira foi como se tivesse ganhado um prêmio. “Obter o resultado de quinto melhor do mundo para mim está sendo maravilhoso. Uma bela estreia, posso considerar”, afirmou.

– Tudo que um ser humano pode esperar depois de um acidente. Você acreditar, não abaixar a cabeça e mostrar que somos brasileiros. Brasileiro não desiste nunca e eu sou uma dessas.

Desafio

O começo na natação não foi fácil. Patrícia não sabia nadar e, por isso, encarou a modalidade como uma barreira a ultrapassar. “O que a natação é para mim hoje? Nada mais do que um desafio. Eu não sabia nadar, recebia convite, mas não aceitava porque não sabia nadar. Um dia falei que ia perder o medo e comecei a acreditar”, disse, acrescentando que o começo foi em 2009.

De acordo com a nadadora, o esporte foi fundamental para o tratamento e uma troca de valores com a família. “Eu tenho dois filhos e sempre fui o pilar da minha casa. Foi uma forma de mostrar que estava ali ativa. Quando a minha família abraçou a causa de me proporcionar o esporte com toda a liberdade, eu fui”.

Entre os filhos, de 23 e 19 anos, somente o menor se interessou em também praticar natação, mas teve que parar. Por causa das dificuldades financeiras, resolveu que o melhor era trabalhar e estudar. “De quatro meses para cá, ele não sabe o que é ver o pagamento dele. Um rapaz adolescente de 19 anos, o pagamento dele veio para mim, para eu vir para cá. Então, é uma forma de agradecer ao meu filho mais novo. Se já tenho orgulho dele, espero que eu seja um orgulho para ele também”, afirmou.

Para a nadadora, quem não tem recurso financeiro, chegar em uma paralimpíada, em casa, é privilégio para poucos. Contou que na sua rotina de treinamentos chega a pegar de 12 a 15 ônibus por dia, porque todas as atividades que precisa fazer, como treinamentos, alimentação, academia e fisioterapia, são em locais diferentes. Além disso, tem a falta de manutenção dos ônibus adaptados para receber cadeirantes. “Lá na nossa cidade (Vitória) há bastante carro adaptado, porém a manutenção e a forma como utilizam são erradas, o que faz ter bastante carro danificado. É triste, mas é a nossa realidade”.

Bem humorada, ela brinca com as dificuldades do dia a dia. “Eu venho de uma realidade em que você vende o almoço, o café da manhã e a janta para comer daqui a três dias. Então, chuta alguém que está muito feliz, da melhor forma possível. Sou eu. Em casa, só com a cara e a coragem e cheguei à Paralimpíada. Significa que não é para desistir. Problemas financeiros fazem com que não acompanhe o ritmo em que os demais estão, em termos de preparação. Eu vim ter um funcional em menos de dois meses. É uma realidade que eu não conhecia”.

Ajuda

Patrícia contou ainda com apoio de algumas pessoas que contribuíram financeiramente para que pudesse se preparar e viajar para o Rio. Sorridente, inventou uma palavra para a forma como conseguiu os recursos. “Alguém conhece o pedômetro (sistema para pedir dinheiro)? Chapeuzinho, passei o chapéu. Faziam rifas. Não posso reclamar da clínica que me acolheu para fazer o tratamento, ao ponto de pagar passagem, bancar a hospedagem”.

Segundo ela, esse movimento a fez chegar à cidade não apenas com a energia positiva, mas que pudesse acreditar em si mesma. “Vim para cá com a responsabilidade de simplesmente me divertir, de chegar a mostrar o potencial e a capacidade que nós brasileiros temos de encarar, independentemente de qual seja a dificuldade. E isso nós conseguimos fazer de sobra”, afirmou.

– Independente do que seja a circunstância de uma dificuldade da vida, é voce levantar a cabeça e acreditar que pode ser diferente. Você fazer diferente. Não porque as pessoas querem que seja, mas sim você. Foi o que fiz – concluiu.

Nadadora olímpica do Brasil é pega em exame antidoping

Etiene está entre as principais nadadoras do país

Etiene está entre as principais nadadoras do país, tendo alcançado o índice olímpico para as provas dos 50m e 100m estilo livre e 100m costas, além de fazer parte do revezamento feminino do Brasil

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro:

A nadadora pernambucana Etiene Medeiros, classificada para representar o Brasil nos Jogos Rio 2016, teve resultado positivo em exame antidoping para a substância proibida fenoterol, informou nesta quarta-feira a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

Etiene está entre as principais nadadoras do país
Etiene está entre as principais nadadoras do país

De acordo com a ABCD, o teste foi realizado na atleta, de 25 anos, em 8 de maio, período fora de competições, e a contraprova confirmou o resultado positivo.

A nadadora, agora, vai enfrentar um julgamento e, dependendo da punição, pode ficar fora da Olimpíada de agosto.

A substância encontrada na amostra de Etiene é usada na medicina como antiasmática, mas consta na lista de elementos proibidos no esporte, pois também pode ter um efeito estimulante.

Etiene está entre as principais nadadoras do país, tendo alcançado o índice olímpico para as provas dos 50m e 100m estilo livre e 100m costas, além de fazer parte do revezamento feminino do Brasil.

O clube da atleta, o Sesi-SP, expressou apoio à atleta. “A nadadora Etiene Medeiros é um dos orgulhos do Sesi-SP”, disse o clube em nota. “Nós, da família Sesi-SP, estamos do lado da nossa atleta, e torcendo por nossa campeã, que irá nos representar nos Jogos Olímpicos do Rio e lutar por mais medalhas para o Brasil.”

Procurada, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) ainda não tinha um posicionamento de imediato sobre o caso.

Velódromo

Operários vão trabalhar no acabamento do Velódromo Olímpico até meados do mês de julho, menos de um mês antes do início dos Jogos Rio 2016, disse o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), que no entanto garantiu os testes na pista de ciclismo programados para o fim deste mês.

O velódromo e a linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, que vai ligar a zona sul à Barra da Tijuca, coração da Olimpíada, são a dor de cabeça da cidade na reta final da preparação para os Jogos, que começam em 5 de agosto.

A obra do velódromo, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, vem sendo comandada pela prefeitura, enquanto que a linha 4 do metrô é de responsabilidade do governo do Estado.

Na arena de ciclismo houve atraso desde que a empresa vencedora da concorrência apresentou problemas financeiros. A prefeitura forçou a companhia subcontratar uma outra construtora, que recentemente assumiu definitivamente o comando da obra.

Um evento-teste na arena de ciclismo chegou a ser marcado para duas datas, mas diante do atraso, teve de ser cancelado. Segundo Paes, a arena será aberta no dia 25 para um teste de pista para atletas.

Nessa data, de acordo com o prefeito, os atletas e a imprensa poderão conferir que o ‘campo de jogo’ está pronto. No entanto, os detalhes e o acabamento da obra devem entrar pelo mês de julho e só ficarão prontos mais perto dos Jogos.

– Nós vamos entregar o velódromo completo e inteiro. Teremos um teste no dia 25 para os atletas testarem a pista. O campo de jogo está quase todo pronto, com pista, iluminação, ar condicionado, acesso. O que falta é acabamento, mas certamente vai estar tudo pronto para as Olimpíadas – declarou Paes.

Na terça-feira, o presidente interino Michel Temer irá ao Rio de Janeiro para visitar instalações olímpicas e há a expectativa é que ele anuncie a liberação de cerca de 1 bilhão de reais necessários para a conclusão da obra da linha 4 do metrô.

Com o Estado endividado e com receitas comprometidas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem criticado as garantias apresentadas pelo Rio de Janeiro para conseguir o empréstimo de quase 1 bilhão.

Autoridades locais apelam a Temer por uma decisão política do governo federal para evitar um novo vexame do Estado. O Rio de Janeiro não conseguiu cumprir a meta de tratar até os Jogos Olímpicos 80 %  do esgoto lançado na Baía de Guanabara.

A previsão é que, se a verba for liberada, o metrô opere parcialmente durante os Jogos e esteja acessível apenas a chamada “família olímpica”.

Nadadora australiana estabelece novo recorde em águas abertas

A nadadora de longa distância australiana Chloe McCardel
A nadadora de longa distância australiana Chloe McCardel

A nadadora de longa distância australiana Chloe McCardel se tornou a primeira pessoa a nadar quase 129 quilômetros em águas abertas e sem assistência nesta quarta-feira, durante uma travessia de 42,5 horas da ilha Eleutera, nas Bahamas, a Nassau, de acordo com sua equipe de apoio.

Caso isso seja confirmado, McCardel, de 29 anos, terá completado “a mais longa maratona de nado solo em águas abertas contínua e sem assistência da história”, declarou sua equipe em um comunicado, acrescentando que a travessia respeitou os regulamentos internacionais determinados pela Federação de Nadadores de Maratona.

Sem usar nada além de um maiô comum, uma touca e óculos, McCardel foi saudada por seus apoiadores em Nassau, além de seu marido e equipe de apoio.

– Sei que ela vai levar algum tempo para se recuperar deste feito enorme, para o qual se preparou durante toda sua carreira na natação. Ela está nas alturas por estabelecer este recorde desta maneira, e tem muito, muito orgulho de ser australiana – afirmou seu marido, Paul McQueeney, em uma declaração.

McCardel já realizou sete travessias solo do Canal da Mancha, incluindo duas travessias duplas sem paradas.

Em junho deste ano, McCardel foi forçada a desistir de uma tentativa de se tornar a primeira pessoa a nadar de Cuba à Flórida sem uma gaiola antitubarões ao se chocar com um cardume de medusas, que podem picar e cuja peçonha em alguns casos é venenosa.

McCardel foi retirada da água depois de nadar 11 horas da maratona de cerca de 164 quilômetros. Alguns meses depois, a nadadora de longa distância norte-americana Diana Nyad, de 64 anos, completou a prova em 53 horas, mas equipada com uma máscara de silicone e uma vestimenta, além de ter sido acompanhada por uma equipe que levava um dispositivo eletrônico que emitia uma corrente para espantar tubarões.

Nadadora britânica quer voltar a fazer sucesso em 2010

A nadadora britânica bicampeã olímpica Rebecca Adlington disse que está determinada a melhorar seu desempenho em 2010, após uma queda de rendimento depois dos triunfos na Olimpíada de Pequim, em 2008.

– Pequim pode se tornar a melhor semana de toda a minha vida, mas eu odiaria pensar que tudo só piorou a partir dos 19 anos – afirmou neste domingo a britânica ao jornal The Mail.

– Não quero ser um prodígio de um feito só. Sempre vou lembrar 2009. Sempre vou recordar como foi não nadar bem. Nunca esquecerei esses sentimentos. Nunca deixarei isso acontecer novamente – completou.

Adlington foi campeã olímpica dos 400 e 800 m livre em Pequim, mas ficou apenas na terceira colocação nos 400 m e na quarta posição nos 800 m no Mundial de Roma, em julho. A britânica chegou a reclamar publicamente dos agora proibidos maiôs tecnológicos, chamando-os de “doping tecnológico” e recusou-se a usá-los.

– Nunca saberemos a diferença que os maiôs fizeram em Roma. O que sei é que nadei os 800 m três segundos mais lenta do que no ano anterior – afirmou.

Adlington afirmou que passou boa parte do segundo semestre de 2008 curtindo os ouros obtidos em Pequim, enquanto as adversárias estavam treinando.

– Pode ter sido até minha última Olimpíada, então seria uma pena não curti-la ao máximo. Mas isso tem um preço. Eu não treinei muito e descobri isso em Roma. Eu aprendi muito mais com as derrotas de 2009 do que com as vitórias de 2008 – completou.

Joanna Maranhão conquista quarto ouro no Open de Natação

No último dia de competições pelo Torneio Open de Natação, que aconteceu  em São Paulo, Joanna Maranhão conquistou seu quarto ouro no evento, ao vencer a prova dos 200 metros borboleta, com o tempo de 2min10s46.

A nadadora de 22 anos já havia triunfado nos 200 e 400 metros medley, além dos 800 metros livre.

– Esta competição foi uma maratona, nadei muitas provas, mas consegui. Este ano ganhei força e equilíbrio. Estou mais madura. Meu objetivo agora é o Mundial (de Piscina Curta) de dezembro de 2010 –, disse ela.

Joanna também se destacou na competição por ajudar seu clube, o Minas Tênis. Pelo feito, levou o troféu eficiência. Ainda no feminino, a jovem Alessandra Marchioro, de apenas 16 anos, que representou o Curitibano, ganhou como melhor índice técnico.

No masculino, as premiações não poderiam deixar de ser para César Cielo, que bateu o recorde mundial dos 50 metros durante o Torneio Open. O homem mais rápido do mundo nas piscinas ficou com o troféu de melhor índice técnico e com o prêmio por eficiência, representando o Pinheiros, vencedor da competição.

Guilherme Guido venceu os 100 metros costas e Fernanda Alvarenga ficou com a vitória pelo feminino na mesma prova. Nos 200 metros borboleta masculino, Leonardo de Deus foi o vencedor. Já nos 400 metros livre, os vencedores foram Felipe May Araújo e Betina Lorscheitter.

STF suspende processo contra Joana Magalhães

A ação movida pelo ex-técnico Eugênio Miranda contra a nadadora Joanna Maranhão e sua mãe foi suspensa pela Justiça por tempo indeterminado. Miranda abriu processo contra a nadadora e sua mãe por crime de difamação. No início deste ano, Joana admitiu ter sido abusada sexualmente, ainda na infância, pelo antigo treinador. 

A medida foi tomada após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender todas as ações abertas com base nos artigos da Lei de Imprensa (5.250/67). Em março, o STF acatou pedido do Partido Democrático Trabalhista (PDT) alegando a inconstitucionalidade da Lei.

O Supremo tem 180 dias para julgar a questão e somente após a decisão, as ações baseadas na Lei de Imprensa voltam a ser analisadas, incluindo o processo contra a nadadora.

O crime aconteceu há 12 anos, e como Joana já tem 21, ela não pode mais processar o treinador. A atleta está com a seleção brasileira na Europa participando do treinamento em altitude.

Nadadora se arrepende depois de posar nua

Após o vazamento na Internet de fotos em que está nua e com atitudes comprometedoras, a nadadora francesa Laure Manaudou disse em seu blog que cometeu erros ao deixar ser fotografada.

– Quando se é jovem se comete muitos erros. Este é o meu ano mais louco – afirmou a nadadora, campeã olímpica nos 400m livre.

Apontado como principal suspeito de ter deixado vazado as fotos, o italiano Luca Marin, seu ex-namorado, nega a acusação.

– Tudo isso não tem sentido. Eu não divulguei nenhuma foto e é um absurdo que tentem me prejudicar por isso – negou.

Médica nega envolvimento no caso Rebeca

A médica Renata Castro disse não ter qualquer envolvimento com a irregularidade encontrada nas amostras da nadadora Rebeca Gusmão nos Jogos Pan-Americanos. Dois dos exames antidoping realizados pela atleta durante a competição apontam que as amostras de urina são de pessoas diferentes.

— Estou sendo prejudicada. Estão, de alguma forma, tentando me colocar como cúmplice de algo que não tenho motivo para ter feito — declarou a médica à Rede Globo. Gerente do controle de dopagem no Pan, ela pediu recentemente afastamento de suas funções na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

Renata Castro acompanhou Rebeca Gusmão durante um dos exames que esta realizou no Rio de Janeiro. O teste do dia 13 de julho apontou o uso de testosterona, hormônio masculino, motivo pelo qual a nadadora está suspensa preventivamente pela Federação Internacional de Natação (Fina).

Como os resultados dos exames de DNA apontaram amostras de urina de pessoas diferentes, uma possível fraude está sendo investigada. A médica, que está em Madri para a Conferência Mundial Antidoping, voltou a negar envolvimento e insinuou estar sendo perseguida.

Ela acha que está pagando por ter apontado problemas nos exames antidoping do Troféu José Finkel do ano passado. “Incomodei algumas pessoas por mostrar falhas nos exames de 2006. Agora acabaram tentando me envolver nessa outra situação do Pan”, defendeu-se Renata.

Co-Rio entrega dossiê sobre nadadora à polícia

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos do Rio (Co-Rio), Carlos Arthur Nuzman, entregou nesta segunda-feira um dossiê sobre o caso de doping da nadadora Rebeca Gusmão ao secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame.

O órgão estadual irá encaminhar o relatório a uma delegacia especializada em crimes de sáude, que ficará responsável pela investigação do caso.

Rebeca, medalha de ouro nos 50 m e 100 m livre no Pan do Rio, está suspensa preventivamente pela Fina (Federação Internacional de Natação) por ter sido flagrada em um exame antidoping com excesso de testosterona.

Há ainda a suspeita de que seus testes nos Jogos do Rio de Janeiro podem ter sido fraudados, já que análises de DNA apontaram que pertencem a pessoas diferentes.