Número de cesarianas cai pela primeira vez no Brasil

Cesariana

Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), o percentual de partos normais permanece maior, 59,8% contra 40,2% de cesarianas

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Pela primeira vez desde 2010, o número de cesarianas na rede pública e privada de saúde não cresceu no país. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde revelam que esse tipo de procedimento, que apresentava curva ascendente, caiu 1,5 ponto percentual em 2015. Dos 3 milhões de partos feitos no Brasil no período, 55,5% foram cesáreas e 44,5%, partos normais.

Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde
Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde

Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). O percentual de partos normais permanece maior, 59,8% contra 40,2% de cesarianas. No ano passado, segundo a pasta, dados preliminares indicam tendência de estabilização do índice, que ficou em torno de 55,5%.

Novas diretrizes

Esta semana, o governo anunciou novas diretrizes de assistência ao parto normal, que servirão de consulta para profissionais de saúde e gestantes. “A partir de agora, toda mulher terá direito de definir o seu plano de parto. Que trará informações como o local onde será feito, as orientações e os benefícios do parto normal”. Informou o ministério.

Segundo a pasta, as medidas visam ao respeito no acolhimento. Mais informações para o empoderamento da mulher no processo de decisão ao qual tem direito. “Assim, o parto deixa de ser tratado como um conjunto de técnicas. E representa momento fundamental entre mãe e filho”, acrescentou.

Para o ministério, a estabilização das cesarianas no país é consequência de medidas como a implementação da Rede Cegonha. E investimentos em 15 centros de Parto Normal; a qualificação das maternidades de alto risco. A maior presença de enfermeiras obstétricas na cena do parto e a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar junto às operadoras de planos de saúde.

Capacitação

A pasta informou ainda que, por meio de cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais. Vai capacitar profissionais de saúde em 86 hospitais de ensino. Localizados nas 27 unidades da Federação, que fazem mais de mil partos por ano.

– Trata-se de um projeto de qualificação da atenção obstétrica e neonatal hospitalar com atividades de ensino, com produção de impacto em toda a rede de serviços da linha de cuidados da saúde da mulher e da criança. A medida totaliza, em quatro anos, investimento de R$ 13,6 milhões.

Riscos da cesárea

Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde. A proposta é auxiliar e orientar profissionais da saúde a diminuir o número de cesarianas desnecessárias, já que o procedimento, quando não indicado corretamente, traz riscos como o aumento da probabilidade de surgimento de problemas respiratórios para o recém-nascido e grande risco de morte materna e infantil.

Número de transplantes cresce 5% no Brasil

Ao todo, 2.983 pessoas foram doadoras de órgãos no ano passado, sendo 357 para o transplante de coração. O aumento desse tipo de procedimento foi de 13% no período

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A taxa de doadores de órgãos efetivos aumentou 5% no Brasil no ano passado, em comparação com 2015, mas continua abaixo da esperada. A informação faz parte de um levantamento estatístico sobre a realização de transplantes no país, divulgado no dia anterior pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, na sede da Academia Nacional de Medicina, no Rio. Segundo Barros, a recusa de doação de órgãos pela família ainda é um desafio para a expansão do serviço.

O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016
O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016

– A cada ano, batemos novos recordes, mas em algumas modalidades de transplante temos cinco anos de fila de espera. Cerca de 40% das famílias se recusam a fazer a doação dos órgão de parentes falecidos. Então, há um conjunto de medidas a tomar – disse Barros.

– Para reduzir as filas, já que temos excelente infraestrutura de hospitais especializados em transplantes. Precisamos fazer campanhas de conscientização para que as famílias autorizem a doação de órgãos. Facilitar a regulação da legislação que envolve essa questão – acrescentou.

Nas regiões Sul e Sudeste, a taxa de  recusa é de cerca de 30%; nas regiões Norte e Nordeste, o percentual chega a 40%.

Doadores

Ao todo, 2.983 pessoas foram doadoras de órgãos no ano passado, sendo 357 para o transplante de coração. O aumento desse tipo de procedimento foi de 13% no período.

O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016. Desde junho do ano passado, a FAB tem uma aeronave à disposição para o transporte de órgãos ou de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação à fila de espera, cerca de 41 mil pessoas aguardavam por um transplante em 2016, a maioria de rim (24.914).

Número de turistas triplica no carnaval de rua em SP

No carnaval de rua, as parciais mostram que 77,6% das pessoas disseram que a organização melhorou, ou melhorou muito

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O crescimento do Carnaval superou as expectativas da São Paulo Turismo (SPTuris). O aumento no número de turistas no Sambódromo do Anhembi foi 167% (passando de 7 para 20% do público) e no carnaval de rua já marca 203% (indo de 3% para quase 10% dos foliões). A estimativa de aumento inicial girava em torno de 30%.

O levantamento foi feito pelo Observatório de Turismo e Eventos, núcleo de estudos e pesquisas da SPTuris. No Sambódromo foram entrevistadas mais de 1,1 mil pessoas nos dias 24 e 25 de fevereiro. Nas ruas da cidade, as entrevistas foram feitas com mais de 900 pessoas. Mas o levantamento segue até o dia 5 de março, quando termina os desfiles de blocos. Para ambas as pesquisas, o nível de confiança é 95% e a margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os paulistanos também hospedaram mais parentes e amigos em suas casas para curtir o carnaval: o crescimento foi 890% entre os que estiveram no sambódromo e 388% entre os foliões dos blocos. Os turistas estrangeiros representaram cerca de 1% do público de outros países, o mesmo de 2016.

Dinheiro

E os turistas também deixaram mais dinheiro na cidade. Com permanência de três dias, o gasto médio em 2016 foi R$ 617. Em  2017 o turista gastou R$ 957 em três dias. O aumento foi 55,1% em relação ao carnaval do ano passado.

Em 2016, apenas 2% dos entrevistados que estavam no sambódromo disseram que iriam a outros eventos. Na pesquisa deste ano, 57% dos entrevistados falaram que curtiriam o carnaval além do sambódromo. Desses, 33% afirmaram que iriam para os blocos de rua.

No carnaval de rua, as parciais mostram que 77,6% das pessoas disseram que a organização melhorou, ou melhorou muito. No sambódromo, a organização foi considerada melhor em relação ao ano anterior por 76,2% dos entrevistados.

Número de fumantes cai 42% entre beneficiários de planos de saúde

Significa que a política de combate ao tabagismo, com leis federais e aumento de incentivos fiscais, orientaram e deram mais informações sobre os riscos do tabagismo

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O estudo Vigitel da Saúde Suplementar, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), revela que os beneficiários de planos de saúde do país fumam 42% menos, se alimentam melhor e praticam mais exercícios, mas ainda há excesso de peso e obesidade em boa parte dessa população.

O Vigitel da Saúde Suplementar identificou redução de 42% no número de fumantes entre os beneficiários de planos de saúde
O Vigitel da Saúde Suplementar identificou redução de 42% no número de fumantes entre os beneficiários de planos de saúde

O estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) é feito pelo Ministério da Saúde desde 2006. Em todas as capitais e no Distrito Federal.

A partir de 2008, o Vigitel foi ampliado, em parceria com a ANS. Passou a englobar beneficiários de planos de saúde. Esta é a quarta edição da pesquisa envolvendo as duas instituições. As anteriores foram publicadas em 2009, 2012 e 2015. Tendo como referência o ano anterior.

O Vigitel da Saúde Suplementar identificou redução de 42% no número de fumantes. Entre os beneficiários de planos de saúde, que caíram de 12,4%, em 2008, para 7,2%, em 2015. “Isso é muito bom”, disse à Agência Brasil a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Santa Cruz Coelho.

Significa que a política de combate ao tabagismo, com leis federais e aumento de incentivos fiscais, orientaram e deram mais informações sobre os riscos do tabagismo, segundo ela.

Em contrapartida, ocorreu crescimento de 12,5% na proporção de beneficiários de planos de saúde com excesso de peso. A proporção de 46,5%, em 2008, subiu para 52,3% em 2015. Do mesmo modo. A proporção de obesos nessa população evoluiu 36%, passando de 12,5% para 17% no mesmo período.

Em relação à inatividade física, ou sedentarismo, houve redução de 16,2%. A proporção caiu de 19,1% para 16% na mesma comparação. “Parece que as pessoas estão mais saudáveis, fazendo mais atividades físicas.

Isso foi bom, mas ainda não se reflete na redução do peso”. Houve ainda aumento de 21,8% nas pessoas que consomem regularmente a quantidade recomendada de frutas e hortaliças. Que alcança cinco ou mais porções diárias durante cinco ou mais dias da semana.O lercentual passou de 27% para 32,9%. “Esse também é um dado positivo para a ANS”, disse Katia.

Fatores de risco

A Agência Nacional de Saúde Suplementar avalia os fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a diretora, as DCNT matam mais pessoas no mundo por doenças que poderiam ser preveníveis. Entre as quais doenças cardiovasculares, neoplasias e doenças respiratórias crônicas.

Segundo a OMS, as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 70% dos óbitos registrados em 2014. Equivalentes a 38 milhões de mortes. No Brasil, as DCNT responderam, em 2013, por 72,6% das causas de morte.

Para reverter esse quadro, Katia Coelho destaca a necessidade de mudanças nos hábitos da população. Na saúde suplementar, a ANS estimula as operadoras a adotarem programas de promoção da saúde e prevenção de doenças. Que gerem resultados específicos para um grupo de pessoas. “A gente identifica os problemas dentro daquelas operadoras, de forma oportuna. E procede ao monitoramento para que as ações em saúde possam atuar nesses indicadores”, disse ela.

Kátia entende também ser necessário articular a rede de atenção, que deve ser interdisciplinar e intersetorial. Para isso, a ANS desenvolve diretrizes clínicas baseadas em evidências, com foco no excesso de peso e obesidade. “Porque precisamos reverter essa questão importante”. O comitê gestor da agência discute periodicamente as ações voltadas para os beneficiários de planos de saúde e planeja sua implementação.

A adesão das operadoras a esses programas é voluntária. Katia destacou. Porém, que se elas aderirem, recebem pontuação melhor na ANS. Os programas são cadastrados e avaliados por especialistas que trocam informações com as operadoras participantes de oficinas regionais com a ANS para melhorar os programas. “Muitas já têm resultados positivos e a gente traz para o debate, para que elas apresentem para as outras, dependendo do assunto que estão trabalhando”, salientou.

Exames preventivos

A ANS está em tratativas com o Ministério da Saúde para fazer novo Vigitel este ano, para avaliação da saúde suplementar em 2016. Além dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, o Vigitel avalia exames diagnósticos preventivos do câncer, como mamografia, Papanicolau e de colo de útero.

Segundo a diretora, é muito importante a detecção precoce do câncer de colo de útero e de mama. “A gente observou que 88,3% das beneficiárias de planos de saúde fazem o exame dentro do padrão recomendado para o câncer de mama; 91,9% fizeram o Papanicolau em algum momento da vida, sendo 87,3% nos últimos três anos”, explicou.

A medida serve também para avaliar o acesso a esses exames pelas beneficiárias de planos. A conclusão, disse Katia, é que não há dificuldade para a realização desses exames na saúde suplementar. “E a gente também orienta sobre o diagnóstico precoce dessas doenças, o que permite uma sobrevida melhor dessas pacientes e um tratamento mais adequado”.

A quarta edição do Vigitel da Saúde Suplementar foi feita com base em 53.021 entrevistas por telefone, das quais 30.549 pessoas afirmaram ter plano de saúde, sendo 19.345 mulheres e 11.204 homens.

Sobe número de mortos em avalanche na Itália

Equipes de resgate encontram mais dois corpos sob destroços de hotel soterrado, e número de vítimas sobe para 17. Autoridades dizem que operação só será encerrada após se ter certeza de que não há mais ninguém no local

Por Redação, com DW – de Roma:

O número de mortos numa avalanche que soterrou um hotel na Itália na semana passada subiu para 17 na terça-feira, no mesmo dia em que um helicóptero de resgate colidiu com uma montanha na região, matando outras seis pessoas.

Equipes de resgate buscam corpos e possíveis sobreviventes sob neve e destroços
Equipes de resgate buscam corpos e possíveis sobreviventes sob neve e destroços

Os corpos de dois homens foram descobertos na tarde de terça-feira, no sexto dia de buscas por sobreviventes em meio à neve e aos destroços do hotel Rigopiano, na região de Abruzzo. Doze pessoas ainda estão desaparecidas.

O desastre com o helicóptero a cerca de 100 quilômetros de distância, não relacionado à tragédia do hotel, causou ainda mais tensão para as equipes de resgate. Trabalhadores tiveram que escalar parte de uma montanha para chegar ao helicóptero, que levava um praticante de ski ferido pra um hospital em Áquila. A causa do desastre ainda não foi esclarecida.

Os dois primeiros funerais de vítimas da avalanche, ocorrida após fortes terremotos serem registrados na Itália. Foram realizados na terça. Alguns dos 11 sobreviventes, quatro deles crianças – passaram dias sob a neve e os destroços do hotel. Três cães foram encontrados vivos na segunda-feira.

Buscas

– Não vamos parar (com as buscas) até termos certeza de que ninguém mais está lá embaixo – disse o funcionário da defesa civil Luigi D’Angelo. “Estamos procurando no coração do prédio.”

Procuradores na vizinha cidade de Pescara abriram uma investigação sobre o desastre. Ocorrido na última quarta-feira, considerando possíveis acusações de homicídio culposo e negligência.

O hotel Rigopiano, com quatro estrelas, foi construído no início dos anos 1970, a uma altitude de 1.200 metros na cordilheira dos Apeninos.

Número de refugiados mortos no inicio deste ano ultrapassa 2016

Autoridades da OIM também estão analisando relatos de que cerca de 25 imigrantes tenham morrido no mar entre Marrocos e Espanha nos dias recentes, segundo Millman

Por Redação, com Reuters – de Genebra:

Pelo menos 219 imigrantes e refugiados podem ter morrido no Mediterrâneo neste ano, mais que o dobro do mesmo período no ano passado, informou nesta terça-feira a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Pelo menos 219 imigrantes e refugiados podem ter morrido no Mediterrâneo neste ano, mais que o dobro do mesmo período no ano passado
Pelo menos 219 imigrantes e refugiados podem ter morrido no Mediterrâneo neste ano, mais que o dobro do mesmo período no ano passado

Após entrevistas com quatro sobreviventes de um naufrágio no fim de semana. A agência disse que cerca de 180 pessoas podiam estar a bordo da embarcação que tombou na costa da Líbia. E não 110, como pensado anteriormente.

– É quase duas vezes o número de mortes, que levam o total do ano, em duas semanas de ano, para 219 mortes no Mediterrâneo – disse o porta-voz da OIM, Joel Millman, durante entrevista coletiva em Genebra.

Itália

A guarda costeira italiana informou que o barco não foi encontrado. Então não há maneira de determinar o número de passageiros. Sobreviventes foram levados à Sicília na segunda-feira.

O número total de mortes de imigrantes no Mediterrâneo nas duas primeiras semanas de 2016 foi de 91, segundo a OIM.

Autoridades da OIM também estão analisando relatos de que cerca de 25 imigrantes tenham morrido no mar. Entre Marrocos e Espanha nos dias recentes, segundo Millman.

De 1° de janeiro a 15 de janeiro deste ano, 2.876 imigrantes e refugiados entraram na Europa por mar. Desembarcando em sua maioria na Grécia e na Itália. Comparados com os 23.664 nos primeiros 14 dias de janeiro de 2016. De acordo com números recentes da OIM. Um acordo entre Turquia e União Europeia limitou saídas da costa turca.

Sobe número de casos suspeitos de febre amarela em MG

Do total de registros, 16 são casos prováveis da doença, cujos pacientes apresentaram quadro clínico suspeito e o resultado de um primeiro exame deu positivo

Por Redação, com ABr – de Belo Horizonte:

Subiu de 23 para 48 o número de pessoas com suspeita de febre amarela em Minas Gerais nos primeiros dias de 2017. Do total de registros, 16 são casos prováveis da doença, cujos pacientes apresentaram quadro clínico suspeito e o resultado de um primeiro exame deu positivo para o vírus. O boletim foi divulgado no dia anterior pela Secretaria de Saúde do estado.

Sobe para 48 número de casos suspeitos de febre amarela em Minas Gerais em 2017
Sobe para 48 número de casos suspeitos de febre amarela em Minas Gerais em 2017

Entre os caso suspeitos de febre amarela, foram notificados 14 óbitos suspeitos. Sendo que oito também tiveram um primeiro exame positivo para o vírus.

O governo mineiro, em parcerIa com o Ministério da Saúde, anunciou medidas adotadas em surtos da doença. Como vacinação domiciliar e mudança da idade mínima para a imunização de nove meses de idade para seis. A orientação é que todos que moram no estado se imunizem contra a doença.

Sintomas da febre amarela

As primeiras manifestações da doença são repentinas e caracterizadas por febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A maioria das pessoas infectadas apresenta melhora após três dias, se recupera, e cria imunidade contra o vírus.

A forma mais grave se manifesta após o paciente apresentar um breve período de bem-estar. Nesses casos, podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

A vacina contra a febre amarela existe desde a década de 1930 e é disponibilizada gratuitamente à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É altamente recomendável que ela seja tomada por quem mora ou vai viajar para áreas com indícios da doença.

A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após um período de 10 anos. Segundo a SES-MG, o estado possui atualmente um estoque de aproximadamente 300 mil doses do imunizante e já foi feita uma solicitação de reforço ao Ministério da Saúde de 150 mil doses.

A população também deve ficar atenta a outras medidas de prevenção. A principal é a eliminação de água parada, que são os criadoudos dos vetores. O uso de repelentes em áreas com incidência da febre amarela também é recomendado.

Malária

Outra preocupação da SES-MG é a confirmação, no mês passado, de seis casos de malária em Diamantina (MG), na região do Vale do Jequitinhonha. O último diagnóstico para a doença no município havia ocorrido em 2012, de um paciente que se infectou ao viajar para Rondônia.

Segundo a SES-MG, Minas Gerais registrou 53 casos de malária em 2016, com duas mortes. Entre essas infecções, 46 foram importadas – o paciente se infectou fora do estado – e sete autóctones, quando a doença é contraída no próprio estado. Além dos seis casos de Diamantina identificados em dezembro, o outro foi registrado em Simonésia (MG).

O número evidencia um aumento. Em 2015, o estado teve 39 casos, nenhuma morte e apenas uma infecção autóctone. Entre 2010 e 2014, Minas Gerais não registrou nenhum caso autóctone.

O governo mineiro aponta que o local provável das infecções é o garimpo de Areinha, nos distritos de Inhaí e Maria Nunes, a 140 quilômetros do centro de Diamantina. Vivem no local entre 1 mil e 2 mil habitantes. Os seis pacientes já receberam alta e seguem o tratamento com medicamentos em casa.

A SES-MG está adotando medidas para controlar a doença, entre eles a distribuição de kits para diagnóstico e tratamento e a borrifação de inseticidadas no garimpo de Areinha e nos distritos. Os municípios próximos à Diamantina também foram alertados dos riscos.

A malária é uma doença infecciosa de regiões tropicais da África, Ásia e América. No Brasil, sua maior incidência é na região da Amazônia. A doença é causada por quatro tipos de protozoário. O mais letal é o Plasmodium falciparum. Já o de maior incidência é o Plasmodium vivax, que foi encontrado nas seis vítimas de Diamantina. Normalmente, ele não provoca morte.

O protozoário é transmitido por meio da picada de mosquitos do gênero Anopheles. Os sintomas da doença são calafrios fortes e temperatura alta, acompanhados de dor de cabeça, náusea e suor. Eles aparecem e desaparecem diversas vezes, compondo um ciclo, que pode ocorrer diariamente, em dias alternados ou a cada três dias. Esta situação pode durar de uma semana a um mês.

Número de matrículas em escolas públicas bate recorde no Rio

A procura por escolas públicas no Estado do Rio de Janeiro cresceu 18%

Além da migração da escola particular para a pública, a alta também está relacionada ao aumento de matrículas de estudantes que estavam afastados da sala de aula

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A busca por vagas na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro bateu recorde este ano: foram 240.792 matrículas para 2017. Em 2016, 220.498 estudantes se matricularam. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo governo do Estado.

A procura por escolas públicas no Estado do Rio de Janeiro cresceu 18%
A procura por escolas públicas no Estado do Rio de Janeiro cresceu 18%

A alta está relacionada ao aumento de 18,25% no número de estudantes que migraram de escolas particulares para as públicas. Para o ano letivo de 2016, houve 27.357 inscrições de alunos que estudavam na rede privada. Enquanto para 2017, o número atingiu 32.350.

Além da migração da escola particular para a pública. A alta também está relacionada ao aumento de matrículas de estudantes que estavam afastados da sala de aula. E decidiram voltar a estudar. Segundo o governo do Rio. Em 2016, 3.852 alunos que estavam fora das salas de aula se inscreveram para voltar a estudar. Já para 2017, 13.524 candidatos nesta situação realizaram o cadastro pela Internet.

Inscritos

Os municípios com o maior número de inscritos foram Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo, Belford Roxo, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes, Niterói, Magé e Angra dos Reis.

Para agilizar o processo de inscrição e seleção. A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro antecipou as datas de divulgação dos resultados e de confirmação da matrícula. Os alunos já poderão conhecer as escolas onde foram alocados a partir do dia 30 de dezembro, no site do Matrícula Fácil. Onze dias antes da previsão inicial. Os interessados terão de 4 a 10 de janeiro de 2017 para confirmar a matrícula na unidade em que foram selecionados.

Número de fumantes passivos no trabalho cai 34%

Palmas, Belo Horizonte, Porto Velho e Goiânia foram as capitais que apresentaram os maiores percentuais de queda no número de fumantes passivos dentro dos locais de trabalho

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). O número saiu de 12,2% de pessoas expostas à fumaça de cigarros

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que o número de fumantes passivos no trabalho caiu 34,4% em capitais entre 2011 a 2015. Palmas (50,3%), Belo Horizonte (49%), Porto Velho (48,9%) e Goiânia (47,6%) foram as capitais que apresentaram os maiores percentuais de queda no número de fumantes passivos dentro dos locais de trabalho.

Palmas, Belo Horizonte, Porto Velho e Goiânia foram as capitais que apresentaram os maiores percentuais de queda no número de fumantes passivos dentro dos locais de trabalho
Palmas, Belo Horizonte, Porto Velho e Goiânia foram as capitais que apresentaram os maiores percentuais de queda no número de fumantes passivos dentro dos locais de trabalho

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). O número saiu de 12,2% de pessoas expostas à fumaça de cigarros e a outros produtos derivados do tabaco no trabalho para 8% em 2015.

O número de fumantes passivos em casa caiu menos, uma redução de 22,8%. Saindo de 11,8% em 2011  para 9,1% em 2015. A frequência de fumantes passivos no domicílio foi maior entre os mais jovens (18 a 34 anos), em ambos os sexos. Entre as capitais que apresentaram a maior diminuição nesse período estão Fortaleza (52,3%), Boa Vista (51,3%) e Vitória (51.2%).

Um dos fatores responsáveis por essas reduções é a Lei Antifumo (Lei 12.546), que está completando cinco anos de criação. Mas que na prática começou a valer com a regulamentação em 2014. Entre outras medidas, a lei proíbe o tabagismo em locais fechados, públicos ou privados. Extingue os fumódromos e qualquer tipo de propaganda de cigarro.

Fumante passivo

O fumante passivo é aquele que, apesar de não fumar, inala fumaça de terceiros. Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma quantidade de poluentes que os fumantes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2013 o tabagismo passivo foi a terceira maior causa de morte evitável no mundo. Perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Segundo o Ministério da Saúde, estudos comprovam que os efeitos imediatos da poluição ambiental pela fumaça do tabaco. Estão relacionados ao aumento do risco de câncer de pulmão, de infarto e outras doenças graves, penosas e fatais.

Número de fuzis apreendidos no Rio chega a 300 neste ano

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que atingiu a marca dos 300 fuzis

Assim, antes mesmo de acabar o ano, 2016 já contabiliza quatro armas a mais do que o total arrecadado no ano passado. Este resultado sinaliza a pronta resposta da Polícia Militar

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

Com a apreensão de um modelo da marca Colt 5,56 pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) em operação na Comunidade do Barbante, Ilha do Governador, nesta terça feira, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que atingiu a marca dos 300 fuzis, armamentos de alta letalidade – retirados das mãos de criminosos que atuam no estado. Em 2015, foram arrecadados com marginais 296 fuzis.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que atingiu a marca dos 300 fuzis
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que atingiu a marca dos 300 fuzis

Os batalhões que fizeram as maiores apreensões foram o 41º BPM (49 armas), BOPE (43 armas) e 9º BPM (23 armas). Entre os principais modelos apreendidos estão AR15 (103), AK47 (83) e FAL 762 (48).

Assim, antes mesmo de acabar o ano, 2016 já contabiliza quatro armas a mais do que o total arrecadado no ano passado. Este resultado sinaliza a pronta resposta da Polícia Militar na repressão. No combate aos criminosos, que usam em especial fuzis para praticar crimes e entrar em confrontos com a polícia.

Procon

O Procon / RJ informou nesta terça-feira que retomou no dia anterior, a Operação Pontal. Com o objetivo de vistoriar restaurantes, padarias e supermercados no , na Zona Oeste da capital. Os fiscais autuaram oito de nove estabelecimentos vistoriados e descartaram 131kg e 880g de alimentos impróprios ao consumo.

No Supermercado Mundial, localizado na Av. das Américas, 13.701. Os fiscais descartaram 66kg de produtos. Entre linguiça portuguesa e presunto vencidos e frios diversos sem especificação de data de validade. Não havia no local o certificado de potabilidade da água. Já no Prezunic, da Av. das Américas, 16.100, estavam vencidos 44kg e 272g de carnes, entre peito bovino maturado e coxão mole.
 
Os fiscais deram o prazo de 24 horas para a Churrascaria Rio Sul, da Av. Américas, 13.880, trocar a porta entre a área de manipulação de carne e o local onde era armazenado lixo. A porta que lá existe não está vedando a passagem corretamente. Também não foi apresentado o certificado de potabilidade da água.
 
Não foram encontradas irregularidades na filial fiscalizada dos Supermercados Zona Sul (Av. das Américas, 16237).