Polícia Civil elucida maioria dos casos de feminicídio

Nas três regiões, outro aspecto em comum é que a maioria dos casos só é resolvida pela investigação policial, enquanto uma menor parte envolve flagrantes

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro:

A Delegacia de Homicídios realizou um estudo que mostra que a maioria dos casos envolvendo assassinato de mulheres, o chamado feminicídio (Lei nº 13.104/15), foi esclarecida. Dos 47 feminicídios na capital fluminense analisados entre março de 2015 e março de 2016, 83% foram resolvidos. O percentual de resolução é alto também na Baixada Fluminense (55%) e em Niterói e São Gonçalo (56%).

Homicídios contra mulheres foram analisados em um período de um ano
Homicídios contra mulheres foram analisados em um período de um ano

Nas três regiões, outro aspecto em comum é que a maioria dos casos só é resolvida pela investigação policial, enquanto uma menor parte envolve flagrantes. Para o estudo, foi necessário separar as mortes causadas por violência urbana, por exemplo. Daquelas que realmente caracterizassem o feminicídio. Decorrente da violência doméstica e familiar, ou discriminação e desprezo à condição de mulher.

A pesquisa também aponta que, dos 132 assassinatos de mulheres investigados pelas delegacias de homicídios da capital e de Niterói e São Gonçalo. Em um período de um ano, 63 deles (ou 48%) foram considerados quando a vítima é morta devido à sua condição de sexo feminino.

A pesquisa

O estudo foi realizado pela delegada Marcela Ortiz, da Delegacia de Homicídios (DH). Avaliou casos referentes a 2015 e 2016. Quando completou um ano da entrada em vigor da lei que alterou o Código Penal para prever o feminicídio. Como circunstância qualificadora do homicídio. Incluindo o crime no rol dos hediondos, com pena de 12 a 30 anos de prisão.

– A sociedade como um todo precisa ter consciência de que esta é uma questão muito mais ampla. É um aspecto cultural. Este tipo de crime é fruto de machismo que ainda está enraizado na nossa cultura. Não haverá impunidade, mas é preciso ser combatido também com políticas sociais. Para atingir a nossa forma de pensar, para que determinadas mentalidades sejam mudadas de uma vez por todas – disse a delegada.

Polícia Civil inicia paralisação de 24 horas no Rio

A Polícia Civil não comentou os motivos da paralisação e preferiu apenas reiterar o que funciona e o que não funciona

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Servidores da Polícia Civil iniciaram, na manhã desta quinta-feira, uma paralisação dos serviços por 24 horas. A decisão foi tomada segunda, em assembleia na qual os policiais civis resolveram  intensificar as ações da greve iniciada no dia 17 de janeiro. Todas as entidades de classe apoiaram a paralisação total no atendimento às ocorrências e serviços prestados, exceto quanto à expedição de guias de remoção de cadáver, ocorrências em flagrante e cumprimento de mandados de prisão. Os servidores estão sem receber o décimo terceiro e o salário de fevereiro.

Servidores da Polícia Civil iniciaram, na manhã desta quinta-feira, uma paralisação dos serviços por 24 horas
Servidores da Polícia Civil iniciaram, na manhã desta quinta-feira, uma paralisação dos serviços por 24 horas

Segundo nota do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro, também ficou decidido que a escala compulsória do carnaval não será cumprida. Tendo em vista o não recebimento do adicional de serviço desde junho do ano passado.

O presidente do sindicato, Fernando Bandeira, ressaltou, no entanto, que a segurança de quem vai curtir os blocos e desfiles não será afetada. Porque o policiamento nas ruas é feito por policiais militares, que estarão presentes de forma ostensiva.

– Teremos as delegacias civis abertas, mas fazendo apenas o básico para as investigações. Como tem sido nestes dias de greve. Estas 24 horas são apenas para chamar a atenção do governo e forçar o diálogo conosco. Já que estamos sem receber o décimo terceiro e o salário de fevereiro. São famílias  que estão sendo prejudicadas. Espero que haja esta sensibilidade da parte dos governantes – disse Bandeira.

A Secretária de Estado de Fazenda informou que não há previsão de quando serão colocados em dia os pagamentos reivindicados pelos servidores da Polícia Civil. “Isso demonstra que a greve terá que continuar. Nós nos reuniremos na parte da tarde para discutir o futuro. É preciso haver uma definição. Já que a situação é triste. As delegacias estão sujas, sem material de trabalho, entre muitos outros problemas. Não temos condição financeira, nem estrutural de trabalhar atualmente”, afirmou Bandeira.

Ele disse que, na manhã desta quinta-fiera, a maioria das delegacias tinha aderido à paralisação.

Motivos da paralisação

A Polícia Civil não comentou os motivos da paralisação e preferiu apenas reiterar o que funciona e o que não funciona. Segundo o órgão, as unidades estão atendendo as emergências e os casos complexos normalmente.

Sobre as demais ocorrências, cada unidade, conforme sua adesão à paralisação, (integral ou não) está operando normalmente, com restrição de serviços. Os registros de ocorrência alcançados pela paralisação podem ser feitos normalmente pela população por meio da delegacia online, que continua em funcionamento.

MP e Polícia Civil investigam fraude no serviço de tornozeleira de presos

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil fizeram nesta terça-feira uma operação para investigar a prestação de serviços de monitoramento de presos

Quatro ex-funcionários da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e um empresário estão sendo investigados por suspeita de fraude

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil fizeram nesta terça-feira uma operação para investigar a prestação de serviços de monitoramento de presos por tornozeleiras eletrônicas do Rio de Janeiro. Os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão expedidos pela 19ª Vara Criminal da capital.

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil fizeram nesta terça-feira uma operação para investigar a prestação de serviços de monitoramento de presos
O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil fizeram nesta terça-feira uma operação para investigar a prestação de serviços de monitoramento de presos

Quatro ex-funcionários da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e um empresário estão sendo investigados por suspeita de fraude em licitação e desvio de dinheiro público no contrato de prestação de serviços entre o Estado e a empresa.

Segundo a denúncia do Ministério Público. O coronel Sérgio do Monte Patrizzi, ex-subsecretário adjunto de Infraestrutura da Secretaria. Acílio Alves Borges Júnior, ex-superintendente de Logística, Wellington Perez Moreira, ex-diretor de Administração e Finanças,. O subtenente Paulo Sérgio Duarte, ex-chefe do Departamento de Compras. Eles manipularam termos aditivos do contrato original para beneficiar o Consórcio de Monitoramento Eletrônico de Sentenciados, do empresário Marcelo Ribeiro de Almeida.

Preços

De acordo com o Ministério Público, em 2012 e 2013. A renovação anual do contrato era obtida com a apresentação de pesquisas de preços fraudadas pelos funcionários da secretaria. Através da alteração ou supressão de valores das propostas de empresas concorrentes. O consórcio cobrava o valor mensal de R$ 660 por tornozeleira, enquanto concorrentes cobravam entre R$ 241 e R$ 450.

Ainda segundo o MP, em 2014, pelo menos R$ 1,3 milhão foram desviados dos cofres públicos sem o amparo de qualquer contrato ou termo aditivo em vigor.

Polícia Civil identifica suspeitos da morte de turista italiano

A Polícia Civil informou que foram identificados sete suspeitos de assassinarem um turista italiano no dia anterior ao entrar por engano na favela do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa

Segundo a Polícia, a Delegacia de Homicídios da Capital (DH) identificou esses sete suspeitos e pediu a prisão dos mesmos à Justiça

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 A Polícia Civil informou que foram identificados sete suspeitos de assassinarem um turista italiano no dia anterior ao entrar por engano na favela do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, região central da cidade. A vítima, identificada como Roberto Bardella, 52 anos, estava de moto, acompanhado de um amigo também italiano, que ocupava outra motocicleta.

A Polícia Civil informou que foram identificados sete suspeitos de assassinarem um turista italiano no dia anterior ao entrar por engano na favela do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa
A Polícia Civil informou que foram identificados sete suspeitos de assassinarem um turista italiano no dia anterior ao entrar por engano na favela do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa

Segundo a Polícia, a Delegacia de Homicídios da Capital (DH) identificou esses sete suspeitos e pediu a prisão dos mesmos à Justiça. A identificação se deu por meio de um álbum de fotos de criminosos que atuam na área.

Mostrado ao colega de Bardella, que foi quem os reconheceu. Segundo a nota, no momento não é possível que maiores informações sejam divulgadas para não prejudicar as investigações.

A comunidade do Morro dos Prazeres amanheceu com presença de policiais na região. Segundo a Unidade de Polícia Pacificadora da região e a Polícia Militar, o Batalhão de Choque e o Batalhão de Ações de Cães estão patrulhando a área.

De acordo com a polícia, o turista assassinado levou um tiro na cabeça e morreu na hora ao ser abordado por um grupo de oito homens armados. Bardella não entendeu a ordem de parar dada por traficantes e acabou baleado. Ele estava com o amigo, também italiano, Rino Polato, de 59.

Segundo a Divisão de Homicídios, responsável pela investigação do caso, os policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) localizaram o segundo turista em um dos acessos ao morro. Ele foi levado para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo. Onde prestou depoimento, acompanhado por funcionários do Consulado da Itália no Rio.

Os dois tinham acabado de visitar o Cristo Redentor e estavam indo para as praias da Zona Sul, quando entraram por engano na favela.

De acordo com o comando da UPP Prazeres, em Santa Teresa, policiais receberam uma denúncia sobre o desaparecimento de dois turistas italianos na comunidade. Após o cerco na região, o corpo de Bardella foi localizado na Rua Cândido de Oliveira.

O segundo turista foi resgatado sem ferimentos, pelos militares, em um dos acessos ao morro. As duas motocicletas em que eles estavam também foram recuperadas.

As buscas foram feitas com o apoio de outras UPPs e de batalhões da Polícia Militar da região. Equipes do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas também foram ao local prestar assistência à vítima.

Ataques

Em maio último, a UPP Escondidinho/Prazeres, em Santa Teresa, sofreu ataques de criminosos. Quando foram disparados diversos tiros contra a unidade, de acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

Segundo a PM, duas equipes de policiais foram atacadas em pontos diferentes da localidade. Durante os ataques, um ônibus foi incendiado na Rua Almirante Alexandrino, uma das principais do bairro. Posteriormente, outro ônibus foi incendiado no Rio Comprido, bairro vizinho.

A Unidade de Polícia Pacificadora das comunidades dos Prazeres e Escondidinho foi inaugurada em fevereiro de 2011. Mais de seis mil pessoas moram na região, de acordo com a prefeitura do Rio, com base em dados do IBGE.

O bondinho de Santa Tereza leva direto à entrada do morro dos Prazeres. O acesso principal é feito pela Rua Almirante Alexandrino, altura do quartel do Corpo de Bombeiros. No final da ladeira de acesso ao Morro dos Prazeres, fica o Casarão Cultural.

Administrado pela prefeitura, que oferece aulas de dança, lutas, música e costura. Também serve como espaço para as aulas de educação física das crianças que estão na escola pública.

Polícia Civil e MP apuram fraudes de atestados médicos no DF

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal (DF) realizaram nesta quinta-feira a operação "Trackcare", que investiga a emissão de atestados médicos

Entre os crimes apurados estão peculato, falsificação de documentos, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal  (DF) realizaram nesta quinta-feira a operação “Trackcare”, que investiga a emissão de atestados médicos para abonar faltas de servidores. Dois inveestigados, o auxiliar de enfermagem Marcelo Cereja e a enfermeira Daniella de Toledo foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimentos. Ainda hoje também devem ser cumpridos seis mandados de busca e apreensão.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal (DF) realizaram nesta quinta-feira a operação "Trackcare", que investiga a emissão de atestados médicos
A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal (DF) realizaram nesta quinta-feira a operação “Trackcare”, que investiga a emissão de atestados médicos

A determinação partiu da Vara Criminal do Guará. Os mandados foram cumpridos no Centro de Saúde 3 do Guará II e nas residências dos envolvidos. De acordo com a investigação, além dos atestados. Os servidores estariam usando carimbos de médicos da Secretaria de Saúde para falsificar também receitas de medicamentos. 

Entre os crimes apurados estão peculato, falsificação de documentos, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa. As investigações também apuram se dois sistemas de informática da secretaria, o Forponto e o Trackcare, foram violados de forma premeditada.

Hospital de São Paulo

O Ministério do Trabalho notificou o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, na última semana de novembro. Por não pagar salários e manter 56 trabalhadores, dos quais 33 haitianos. Em condições precárias de higiene e segurança, em uma obra de reforma da instituição.

No total, foram lavrados 17 autos de infração para o hospital e 11 para a prestadora contratada. Incluindo três relacionados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), informou no dia anterior o ministério.

A fiscalização começou após denúncia de trabalhadores da obra que procuraram a polícia. O Ministério do Trabalho apurou que pelo menos R$ 225 mil em salários e rescisões não foram pagos desde abril deste ano, quando a obra teve início.

Constatou-se ainda que os trabalhadores não tinham refeitório, vestiário e banheiro no local. Além disso, segundo o ministério, foram encontrados equipamentos de proteção sem condições de uso e materiais corrosivos armazenados incorretamente.

Fiscais do ministério fizeram duas visitas ao hospital e uma à empresa prestadora, a partir do final de outubro. Depois disso, os prazos para regularizarem a situação expiraram. “Fizemos tudo para que o hospital e a empresa regularizassem a situação. Mas eles não apresentaram justificativas, nem deram explicações para as irregularidades”. Disse, em nota, o coordenador de Fiscalização do Trabalho Escravo da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho em São Paulo (SRTE/SP), Sérgio Aoki.

Na próxima semana, o superintendente Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE/SP), Eduardo Anastasi. Ele promoverá uma reunião com as partes envolvidas direta e indiretamente no caso na tentativa de encontrar uma solução, segundo informações do ministério.

À Agência Brasil solicitou posicionamento do HC e aguarda resposta.

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão na Cidade de Deus

A Polícia Civil fez uma operação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio

A polícia disse que os trabalhos de perícia e investigação foram feitos na área e que novas informações serão transmitidas em momento oportuno para não prejudicar as investigações

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A Polícia Civil fez uma operação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra nove suspeitos de envolvimento nos confrontos armados do último final de semana. A ação contou com a participação de aproximadamente 400 policiais civis, dentre eles 25 delegados.

A Polícia Civil fez uma operação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio

A Polícia Civil fez uma operação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio

O titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), Felipe Curi. Informou que os indiciados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas de fogo.

Sobre as investigações acerca da queda do helicóptero da Polícia Militar, no último sábado, e dos sete corpos encontrados em uma mata da região, no domingo. A polícia disse que os trabalhos de perícia e investigação foram feitos na área. Novas informações serão transmitidas em momento oportuno para não prejudicar as investigações.

A Secretaria Municipal de Educação informou que, a exemplo de outros dias. De acordo com a 7ª Coordenadoria Regional de Educação, 12 escolas, 3 creches e 7 Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) não tiveram aulas no turno da manhã desta quarta-feira, na região da Cidade de Deus. 

UPP Santa Marta

A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul, foi alvo de um ataque de criminosos na tarde anterior. Em mais um episódio de violência contra forças policiais. Uma viatura também foi atacada esta tarde nas proximidades do Morro da Providência, atrás da Central do Brasil, área central da cidade.

Segundo o comando da UPP Santa Marta. Policiais foram atacados por criminosos armados. Durante patrulhamento de rotina, na localidade conhecida como Arena, próximo à região de mata da comunidade.

Durante a ação, um homem foi ferido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Com ele, foi apreendida uma pistola automática. Um armário de um Posto de Policiamento Avançado da Polícia Militar foi atingido. Por um artefato de fabricação caseira, que explodiu e destruiu parte do móvel. Nenhum policial militar ficou ferido.

Nas proximidades da UPP Providência, uma viatura policial foi atingida por disparos de arma de longo alcance, próximo ao Túnel João Ricardo, no Santo Cristo. Até o momento, não houve registro de feridos, prisões ou apreensões. O túnel chegou a ser interditado por alguns minutos. O policiamento está reforçado e buscas pelos suspeitos estão sendo realizadas na região.

UPP pioneira

Inaugurada em dezembro de 2008, a UPP Santa Marta foi a primeira experiência da política de pacificação das comunidades cariocas. A unidade serviu de modelo para as demais e sua implantação permitiu a legalização dos serviços básicos à população, como água, luz e TV a cabo, além da formalização do comércio existente.

Polícia Civil e Corregedoria investigam sumiço de cinco jovens em SP

A Polícia Civil de São Paulo instaurou procedimento para investigar o desaparecimento de cinco jovens que sumiram no dia 21 deste mês

O caso chegou ao Ouvidor da Polícia, Júlio Cesar Fernandes Neves, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura paulistana, onde as famílias fizeram a reclamação

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A Polícia Civil de São Paulo instaurou procedimento para investigar o desaparecimento de cinco jovens que sumiram no dia 21 deste mês. Eles estavam indo de carro encontrar garotas em uma festa em um sítio em Ribeirão Pires, no Grande ABC e, desde então, as famílias não tiveram mais notícia.

A Polícia Civil de São Paulo instaurou procedimento para investigar o desaparecimento de cinco jovens que sumiram no dia 21 deste mês
A Polícia Civil de São Paulo instaurou procedimento para investigar o desaparecimento de cinco jovens que sumiram no dia 21 deste mês

A última informação recebida foi uma mensagem de um dos jovens, via celular, dizendo ter sido parado em uma blitz policial. Como há a suspeita de participação de policiais no desaparecimento, a Corregedoria também vai acompanhar a investigação.

O caso chegou ao Ouvidor da Polícia, Júlio Cesar Fernandes Neves, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura paulistana, onde as famílias fizeram a reclamação. “As famílias levaram o caso para a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e a secretaria acionou a Ouvidoria”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil. “Teve um dos jovens que conseguiu mandar um áudio para familiares falando que foi parado (em uma blitz)”, contou o ouvidor.

Os nomes e fotos de quatro dos cinco jovens aparecem no site da Polícia Civil no registro de pessoas desaparecidas. São eles: Jonathan Moreira Ferreira, 18 anos; César Augusto Gomes Silva, 20; Caique Henrique Machado Silva, 18; e Robson Fernando Donato de Paula, 17, que é cadeirante. O quinto rapaz, que dirigia o carro, era Jonas Ferreira Januário, 30 anos.

O veículo, de acordo com o ouvidor, foi encontrado intacto, “sem ninguém quebrar nada”. “Esse carro foi encontrado em uma via pública, mas não no sítio (para onde eles estavam indo)”.

Segundo o ouvidor, a família relatou à secretaria que os jovens. Já tinham sido detidos por infrações, estavam sofrendo retaliações após a morte de um policial na região onde eles moram.

Algo estranho

– É muito estranho porque é muito difícil cinco pessoas sumirem de uma vez só. E até mesmo sendo um deles cadeirante. Eu, como ouvidor, estou muito preocupado com esse caso e na expectativa de que eles apareçam vivos. Mas com muita preocupação porque as famílias retrataram que existe a possibilidade de estarem sofrendo retaliação porque houve a morte de um policial na região deles (onde eles vivem) – disse o ouvidor.

De acordo com Neves, um dos familiares relatou à secretaria que as ameaças aos jovens estavam sendo feitas por policiais. “Tomara que não sejam (os policiais os responsáveis pelo desaparecimento dos jovens). Espero que não tenha a participação de policiais. Mas se ficar comprovado, é seríssimo, é estarrecedor. Esperamos que isso seja elucidado de uma forma mais tranquila”, disse.

Neves encaminhou um pedido ao Ministério Público Estadual, à Corregedoria da Polícia e ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para que também acompanhem o caso.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o carro que foi usado pelos jovens foi encontrado e periciado e que as famílias foram ouvidas. “Como uma abordagem da PM foi citada por um parente das vítimas. A Corregedoria da PM acompanha a investigação da Polícia Civil. Mais informações não podem ser passadas para não prejudicar as investigações.”

Já a Secretaria Municipal de Direitos Humanos disse que, tão logo foi acionada, na terça-feira, pelos familiares dos rapazes desaparecidos.”Acionou a Ouvidoria da Polícia Militar, a Ouvidoria da Defensoria Pública e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe). A pasta segue acompanhando a evolução das informações”.

Operação vou de táxi: Gaeco e Polícia Civil desarticulam quadrilha em Resende

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil deflagraram a operação “Vou de táxi”

De acordo com a denúncia oferecida à Justiça, as investigações começaram após a apreensão de dois adolescentes com papelotes de cocaína em um táxi

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil deflagraram a operação “Vou de táxi”, para cumprir 17 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão contra uma quadrilha de traficantes que atua em Resende, região Sul Fluminense.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil deflagraram a operação “Vou de táxi”
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil deflagraram a operação “Vou de táxi”

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Resende. Até o fim da manhã desta quinta-feira, 15 dos 17 denunciados foram presos e cinco menores apreendidos. Todos foram levados para  89ª DP. A ação, que também apreendeu 20 Kg de maconha e 300 munições de calibre restrito 9mm, contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MP e da Polícia Militar.

Denúncia

De acordo com a denúncia oferecida à Justiça. As investigações começaram após a apreensão de dois adolescentes com papelotes de cocaína em um táxi. Embora inicialmente arrolado como testemunha.

A investigação apurou que o taxista Rondineli Pereira Ferreira era integrante da quadrilha, pois contava com a confiança dos traficantes locais e era contratado com frequência para o transporte de drogas e criminosos. A caracterização do veículo como táxi servia para reduzir a suspeita da polícia.

Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça confirmaram o envolvimento entre o taxista e o traficante Erico Silva de Souza. Permitiram identificar outros integrantes da quadrilha e seu modo de operação.

Talita Gomes Pereira (Poka) e Lucas Alberto Nascimento (Macetinho) foram responsabilizados por trazer drogas e armas da comunidade Nova Holanda, no Rio de Janeiro. Para o município de Resende. Para isso, eles utilizavam adolescentes como mulas no transporte por ônibus convencionais.

Alguns desses menores foram autuados em flagrante, após monitoramento pela polícia. Outros denunciados são acusados de comercializar as drogas nos bairros Paraíso, Castelo Branco e Surubi. As investigações também identificaram um traficante ligado ao grupo que, mesmo preso, continuava a comercializar entorpecentes por celular.

DF: Polícia Civil intensifica operação em que cobra isonomia com a PF

Os cargos colocados à disposição envolvem as delegacias circunscricionais e especializadas

A Polícia Civil informou que adotará as providências para garantir o funcionamento dos serviços essenciais

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

Policiais civis do Distrito Federal decidiram, em assembleia, intensificar a Operação PCDF Legal, que teve início no dia 4 deste mês. A categoria cobra do governo isonomia salarial com a Polícia Federal. Durante a assembleia, os policiais decidiram ainda enviar uma notificação ao governo do DF para que sejam publicadas as exonerações entregues no início desta semana.

Os cargos colocados à disposição envolvem as delegacias circunscricionais e especializadas
Os cargos colocados à disposição envolvem as delegacias circunscricionais e especializadas

Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do DF, durante a assembleia, realizada em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo local, foram votadas outras medidas, aprovadas por unanimidade por todos os presentes. São elas: entregar todas as viaturas danificadas na Diretoria de Trânsito da PCDF; buscar apoio da bancada federal e de outros órgãos distritais; lavrar os flagrantes da Lei Maria da Penha somente após laudo de confirmação do Instituto Médico-Legal (IML); deixar o recolhimento dos corpos de morte natural para serem feitos apenas pela Secretaria de Saúde; e montar uma barraca na Praça do Buriti, onde os policiais se revezarão para cobrar o envio da mensagem de isonomia.

A Polícia Civil informou que adotará as providências para garantir o funcionamento dos serviços essenciais e que vai continuar dialogando para conseguir a isonomia salarial com a PF. Uma nova assembleia está agendada para a próxima quinta-feira.

Na manhã de quinta-fiera, o Sinpol-DF e o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Distrito Federal tiveram uma reunião no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a fim de tratar das reivindicações dos policiais civis.

Na reunião, foi definido que o MPDFT vai requerer ao Judiciário que ocorra urgentemente audiência de conciliação entre o GDF e os policiais civis. De acordo com o Ministério Público, é preciso que o GDF avance nas negociações, uma vez que a população e os policiais civis estão sendo prejudicados.

Entrega de cargos

A entrega de cargos da Polícia Civil foi formalizada na tarde de terça-feir. Foram colocados à disposição cerca de 700 cargos de chefia da estrutura da Polícia Civil do DF. Agentes e escrivães, agentes de custódia, peritos em papiloscopia, peritos criminais, médicos legistas e delegados entregaram os cargos como forma de mostrar que continuarão firmes no objetivo de garantir a isonomia com a PF.

A entrega das chefias terá impacto direto nas investigações. Os cargos colocados à disposição envolvem as delegacias circunscricionais e especializadas, os institutos de Identificação, de Criminalística e Médico-Legal, além dos departamentos de Atividades Especiais, de Polícia Circunscricional e de Polícia Especializada.

Polícia Civil realiza esquema operacional para os Jogos Olímpicos

Polícia Civil realizou um planejamento operacional, reforçando o efetivo em todas as delegacias

Também há planejamento especial para atendimento ao turismo, hotelaria, representações estrangeiras e atuação dos Núcleos de Atendimento

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

 

Para aumentar a capacidade de atendimento ao público durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a Polícia Civil realizou um planejamento operacional, reforçando o efetivo em todas as delegacias localizadas próximas às áreas do evento, que começa nesta sexta-feira.

Polícia Civil realizou um planejamento operacional, reforçando o efetivo em todas as delegacias
Polícia Civil realizou um planejamento operacional, reforçando o efetivo em todas as delegacias

As regiões olímpicas da Barra da Tijuca, do Maracanã, de Copacabana e de Deodoro receberão reforços. Quatro delegados vão atuar como coordenadores de Comando e Controle Regional em cada área. Além das funções de polícia judiciária, realizar investigações e repressão qualificada aos crimes inerentes ao evento e atuar em missões táticas específicas, bem como na área de Inteligência, as unidades contarão com atendimento bilíngue.

As delegacias que compõem os Centros de Controle e Comando Regional são 16ª e 42ª DPs (Barra da Tijuca); 9ª, 10ª, 12ª, 13ª, 14ª e 15ª DPs (Copacabana); 33ª DP (Deodoro); e 6ª, 18ª, 20ª e 24ª DPs (Maracanã). A 42ª DP atuará no Parque Olímpico, onde haverá perícia criminal; a 18ª DP, no estádio do Maracanã; a 24ª DP, no estádio do Engenhão; e a 33ª DP, na Vila Militar, onde terá ainda perícia criminal. A 29ª (Madureira) e a 35ª (Campo Grande) contarão com atendimento especial.

Unidade móvel

Haverá ainda uma delegacia móvel ao lado do antigo Museu do Índio, no Maracanã. As ocorrências envolvendo multidões serão encaminhadas para a Cidade da Polícia, no Jacaré.

Também há planejamento especial para atendimento ao turismo, hotelaria, representações estrangeiras e atuação dos Núcleos de Atendimento ao Turista (NATEs), que contam com policiais com fluência em outros idiomas. A Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (DEAT) prestará o atendimento necessário aos estrangeiros.