Protesto em Curitiba termina em ação truculenta da PM contra manifestantes

Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior

PMs usaram bombas de efeito moral, gás pimenta e balas de borracha contra os manifestantes que participavam do protesto

Por Celso Nascimento e agências de notícias – de Curitiba:

Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior. Dois cobradores foram agredidos e catracas acabaram quebradas por vândalos infiltrados entre os manifestantes, disse a administração municipal.

Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior
Terminou em violência o protesto contra o aumento na tarifa de ônibus em Curitiba, realizado na noite anterior

PMs usaram bombas de efeito moral, gás pimenta e balas de borracha contra os manifestantes que participavam do protesto. A deputada estadual e ex-ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos Maria do Rosário (PT) criticou a ação da polícia nas redes sociais.

– Tropa de choque atira em manifestantes contra aumento abusivo do ônibus que passa a R$ 4,25. Lutar é um direito – escreveu a ex-ministra.

Um dos organizadores do protesto, o grupo CWB Resiste, postou o relato e fotos de um manifestante que teve as duas pernas feridas. Ele afirmou que estava em um cordão de isolamento feito pelo grupo para evitar que os carros invadissem a passeata.

De acordo com o militante, os policiais não foram atrás dos “agitadores” que estavam depredando os bancos. Mas passaram a atirar nas pessoas que estavam no cordão de isolamento.

– Eu fui atingido por uma bomba pelas costas e meus companheiros também. Fomos perseguidos e massacrados pela polícia de Greca e Beto Richa – conta, em crítica ao prefeito de Curitiba e ao governador do Estado.

Em nota, a Urbs, empresa que gerencia o transporte público na capital de Curitiba, disse que lamenta os atos de vandalismo que ocasionaram a invasão e depredação de estacões-tubo.

Reajuste da passagem de ônibus

Mistérios insondáveis ainda rondam a repentina decisão do prefeito Rafael Greca de antecipar em um mês o reajuste da passagem de ônibus, com o agravante de elevá-la de R$ 3,70 para R$ 4,25 numa só pancada.

Não à toa, passageiros reclamam do aumento bem acima da inflação num momento de desemprego brutal e acentuada queda de renda da população.

Greca dá pistas para desvendar o primeiro mistério ao, repetidamente. Afirmar que “as coisas custam o que custam. Nem mais nem menos; o justo”. Entretanto, ainda sonega ao distinto público informações sobre como chegou ao valor “justo” que decretou e pôs em vigor desde segunda-feira.

Teria levado em conta estudos técnicos da Urbs, transparentes e debatidos com a comunidade. Ou apenas atendeu às concessionárias que reivindicavam tarifa técnica. Aquela que efetivamente entra no cofre das empresas, próxima do valor agora definido?

Segundo a prefeitura, com o aumento será possível. Por exemplo, substituir até o fim do ano os 290 ônibus sucateados que rodam pela cidade. Até já foram encomendados à indústria com promessa de entrega em seis meses. Por contrato, a responsabilidade de adquirir os veículos é das empresas, logo, chegou-se a uma tarifa que tornará possível a elas cumprir a obrigação.

Sinal

O primeiro sinal de que pode ter havido um acordo prévio com as concessionárias será confirmado se, em breve, elas desistirem da ação judicial. Deferida liminarmente e ainda em vigor, que as desobrigava de renovar a frota. Será sintoma de que uma tarifa técnica próxima dos R$ 4,25 está de bom tamanho. Inclusive para a recuperação dos alegados prejuízos que teriam acumulado nos anos Fruet.

Menos do que isso seria impossível, pois como afirmou o prefeito em sua página no Facebook, subsídio nem pensar. “A política de subsidiar o transporte com dinheiro público municipal foi anestesia que não funcionou, e apenas adiou responsabilidades.” Escreveu, contrariando a história de que a criação dos subsídios teve início em 2011. Com o governador Beto Richa, nos tempos em que pretendia eleger Luciano Ducci prefeito em 2012.

Esta prática terminou em Curitiba quando houve a desintegração do sistema. Mas o subsídio estadual se manteve nas linhas metropolitanas operadas em caráter precário por empresas permissionárias, nunca licitadas.

Outro mistério ainda não revelado diz respeito à prometida reintegração metropolitana até julho. Próximo, tarefa conjunta da prefeitura de Curitiba (Urbs) e do governo estadual (Comec). Reintegração válida, porém, só tem sentido se não for apenas operacional. Mas sobretudo se a tarifa for igual para todas as linhas. Tarefa que exigirá uma reengenharia financeira do sistema. Já que as tarifas vigentes nos municípios vizinhos são mais altas do que a praticada em Curitiba.

Uma simples média aritmética embute duas ameaças: ou a passagem de Curitiba sofrerá novo aumento. Ou alguém vai ter de subsidiar a diferença. O mais provável é que a opção seja pela primeira hipótese, mas a segunda, por decisão político-eleitoral não deve ser descartada.

Reintegração

Há ainda mais: a reintegração também está sendo pensada com a unificação da administração dos sistemas urbano de Curitiba e metropolitano. Isto é, uma só empresa pública substituiria as duas existentes, Urbs e Comec. É por esta solução que torcem os empresários do transporte por lhes dar oportunidade de também unificar os sistemas de bilhetagem.

As linhas metropolitanas têm a sua própria bilhetagem, operada pelo consórcio Metrocard. Que transfere diretamente às empresas as receitas diárias. Em Curitiba, o dinheiro dá dois passos. Primeiro entra na Urbs, que depois o transfere para as concessionárias urbanas com o valor da tarifa técnica. E descontadas as multas por deficiências na qualidade do serviço.

Substituindo-se o meio de transporte, vale para o futuro do transporte coletivo da grande Curitiba a frase do Barão de Itararé: “há algo no ar além dos aviões de carreira”.

Refugiados retidos em campo fazem protesto na Grécia

Dezenas de manifestantes, entre eles muitas crianças, se reuniram do lado de fora de um portão gritando “Vá embora, vá embora!” e “Mentiroso!” para o ministro da Migração grego

Por Redação, com Reuters – de Atenas:

Um grupo de imigrantes e refugiados impediu nesta segunda-feira um ministro da Grécia de entrar no antigo terminal do aeroporto de Atenas, onde estão retidos há meses, para protestar contra suas condições de vida.

Refugiados e imigrantes durante manifestação em Atenas
Refugiados e imigrantes durante manifestação em Atenas

Dezenas de manifestantes, entre eles muitas crianças, se reuniram do lado de fora de um portão gritando “Vá embora, vá embora!” e “Mentiroso!” para o ministro da Migração grego, Yannis Mouzalas. Um imigrante lhe entregou uma criança em prantos quando ele chegou ao portão lacrado.

O governo quer esvaziar todo o complexo, que consiste de instalações usadas na Olimpíada de 2004 e do antigo aeroporto de Atenas, já que o país concordou em alugá-lo a investidores particulares, em conformidade com o programa de resgate financeiro que negociou.

Afegãs

Cerca de 1,6 mil pessoas, a maioria afegãs, estão acampadas no local. Aproximadamente 600 vivem no antigo terminal de chegadas, onde aconteceu a manifestação desta segunda-feira.

O protesto, um dia depois de a mídia local noticiar que um grupo de imigrantes estava iniciando uma greve de fome, foi breve. Mouzalas disse que alguns imigrantes tentaram impedir a distribuição de comida no campo no domingo. Mas as reportagens segundo as quais estavam entrando em greve de fome eram infundadas.

– Eu entendo completamente a dor e sofrimento deles. Estamos tentando amenizá-los tanto quanto podemos – afirmou Mouzalas aos repórteres.

Cerca de 60 mil imigrantes e refugiados estão retidos na Grécia devido ao fechamento de fronteiras nos Bálcãs, o que impediu a jornada que muitos planejavam fazer para o centro e o oeste da Europa.

PM morre no Rio, em 2017, à razão de quase um por dia

A vítima deste domingo foi o 2º Sargento Cristiano da Anunciação Macedo. De acordo com a corporação, o PM foi baleado na Fazenda Futebol Clube

 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

 

A morte de um policial militar no Grande Rio, neste domingo, eleva para 11 o número de homens da corporação assassinados no Estado, nestes primeiros dias de 2017. O caso aconteceu na madrugada, em São João de Meriti.

A vítima deste domingo foi o 2º Sargento Cristiano da Anunciação Macedo. De acordo com a corporação, o PM foi baleado na Fazenda Futebol Clube.

Homens da PM do Estado do Rio protestaram contra a morte de policiais em manifestação na orla da cidade
Homens da PM do Estado do Rio protestaram contra a morte de policiais em manifestação na orla da cidade

Testemunhas contaram que o sargento tentou separar uma briga que acontecia no local e acabou morto.

Segundo a PM, Cristiano chegou a ser socorrido, mas morreu no Posto de Atendimento Médico de Meriti (PAM). Outras duas pessoas, um homem e uma mulher, cujas identidades não foram informadas, também foram baleadas na ação. Segundo a PM, o homem não resistiu e morreu no local do crime. Já a mulher segue internada no PAM.

Ainda segundo a PM, o sargento Cristiano tinha 40 anos e estava há 18 na corporação. Ele era lotado no 15º BPM (Duque de Caxias). Cristiano deixou esposa, segundo a PM.

Em nota, a Polícia Civil que o outro homem morto na ação foi identificado como Wallace dos Santos Pires. O inquérito para investigar o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).



Investigação


Delegado da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Tiago Antunes disse a jornalistas que o sargento Cristiano foi baleado após uma discussão dentro de um camarote do clube em São João de Meriti, durante uma festa.

— Ele estava se divertindo na festa com alguns familiares — disse o delegado. Antunes destacou, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi descartada.

Ainda segundo o delegado, “uma perícia foi feita no local e testemunhas estão sendo ouvidas”.

— Ainda não temos nada concreto para descartar alguma linha de investigação, estamos considerando todas. Houve uma briga no camarote do clube e um elemento no local entrou armado e fez os disparos com arma de fogo. Outras pessoas, como seguranças da festa, ainda serão ouvidas — afirmou o delegado.

A 10ª vítima


Ainda neste domingo, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste, ocorreu o enterro do sargento da PM Fábio Magalhães Teixeira, de 44 anos.

Ele foi morto com dois tiros disparados por homens que estavam em um carro abordado pelo policial na Vila Kenedy na noite de sexta-feira (13). Fábio era lotado no Batalhão de Bangu e foi o décimo policial assassinado neste ano no estado.



SOS Polícia

A praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, amanheceu neste domingo com cruzes cravadas na areia. Elas simbolizam os policiais assassinados no estado. Alguns cartazes estampam os rostos dos agentes que foram mortos em serviço.

O protesto, organizado pela SOS Polícia e apoiado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais e Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas da PM aconteceu na altura do Copacabana Palace. O ato foi encerrado no fim da tarde.

Termina protesto contra a reforma da Previdência em SP

O protesto dos metalúrgicos que bloqueou as pistas marginais da Via Anchieta encerrou às 10h30

O grupo, que trabalha nas empresas de São Bernardo do Campo, é contra a reforma da Previdência Social proposta pelo governo federal

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O protesto dos metalúrgicos que bloqueou as pistas marginais da Via Anchieta nesta sexta-feira encerrou às 10h30, após mais de 2 horas de manifestação. O grupo, que trabalha nas empresas de São Bernardo do Campo, é contra a reforma da Previdência Social proposta pelo governo federal.

O protesto dos metalúrgicos que bloqueou as pistas marginais da Via Anchieta encerrou às 10h30
O protesto dos metalúrgicos que bloqueou as pistas marginais da Via Anchieta encerrou às 10h30

Organizadores estimam que 12 mil pessoas participaram do ato. Já a Polícia Militar, que acompanhou os manifestantes, calcula que entre 1,5 e 1,8 mil pessoas estavam no local. Participaram metalúrgicos das montadoras Volkswagen, Mercedes-Benz, Ford, Skania, além de empresas de auto-peças da região.

De acordo com a concessionária Ecovias. Os manifestantes chegaram a ocupar as pistas marginais da Anchieta, na altura do quilômetro 23, no sentido São Paulo e na altura do quilômetro 15 do sentido litoral. O trânsito ficou congestionado pela manhã.

Ações organizada

O ato faz parte de agenda de ações organizada pelas centrais sindicais, que são contrárias à reforma da Previdência. Para as entidades, as mudanças ameaçam o direito à aposentadoria e a garantias da seguridade social.

O projeto estabelece a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem e tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Para obter o benefício em valor integral. O trabalhador precisará pagar por 49 anos. De acordo com o projeto apresentado pelo governo. Na visão das entidades, as atividades com menor regulamentação e remuneração serão os maiores prejudicados.

Protesto de estudantes contra PEC teve confronto com a PM

Manifestantes entram em confronto com a PM em frente ao Congresso

Durante o percurso, a polícia seguiu “empurrando” os manifestantes em direção à Rodoviária de Brasília em uma tentativa de dispersar o grupo. Bombas de gás lacrimogênio

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Após a Polícia Militar (PM) dispersar o protesto de estudantes que ocupavam o gramado em frente ao Congresso Nacional, os manifestante seguiram pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Museu Nacional.

Manifestantes entram em confronto com a PM em frente ao Congresso
Manifestantes entram em confronto com a PM em frente ao Congresso

Durante o percurso, a polícia seguiu “empurrando” os manifestantes em direção à Rodoviária de Brasília. Em uma tentativa de dispersar o grupo. Bombas de gás lacrimogênio foram disparadas. Um carro que estava estacionado em frente à Catedral Metropolitana foi incendiado.

O Corpo de Bombeiros esteve no local para apagar o fogo do carro e das barricadas que tinham sido montadas pelos manifestantes. Durante o percurso, os estudantes derrubaram banheiros químicos que estavam no trajeto e tentaram  bloquear a pista. 

O trânsito no local foi  interrompido.  O coronel Julian Fontes, que esteve à frente da operação, disse que a ordem é que a PM proteja o patrimônio.

O carro de som que acompanhava o protesto pedia que a polícia parasse de jogar bombas e que a manifestação permanecesse em frente ao museu, de onde havia partido.

Votação no Congresso

A organização estimou a participação de 15 mil pessoas. Enquanto Polícia Militar do Distrito Federal calculou em cerca de 10 mil o número de presentes. O grupo caminhou até a frente do Congresso Nacional. Ao chegar ao gramado, houve tumulto e confronto entre os manifestantes e a polícia

O conflito se intensificou quando um grupo de manifestantes virou um carro de reportagem estacionado próximo à rampa do Congresso. A polícia reagiu disparando bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.

O arquivamento da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 é uma das pricipais pautas do movimento de estudantes que organizaram caravanas para vir à capital. Com mais de 300 ônibus.

O ato em Brasília foi organizado por entidades estudantis e educacionais. Entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Messi lidera protesto da seleção argentina contra a mídia

Messi comemora gol em partida contra Colômbia pelas eliminatórias da Copa do Mundo

Os jogadores foram alvos de críticas da mídia argentina após resultados ruins nas eliminatórias, mas a decisão foi tomada após relatos de uma rádio

Por Redação, com Reuters – de San Juan:

Lionel Messi liderou os 26 homens da seleção argentina em protesto contra a mídia, dizendo que estavam boicotando a imprensa até novo aviso.

Messi comemora gol em partida contra Colômbia pelas eliminatórias da Copa do Mundo
Messi comemora gol em partida contra Colômbia pelas eliminatórias da Copa do Mundo

Messi ajudou na vitória em casa por 3 a 0 sobre a Colômbia ao marcar um gol e auxiliando nos outros dois para colocar a campanha da Argentina nas eliminatórias da Copa de Mundo de volta aos trilhos.

– Decidimos não falar mais com a imprensa – anunciou Messi em entrevista coletiva. Após a partida, com presença dos seus 25 companheiros de equipe.

– Recebemos muitas acusações, muita falta de respeito e nunca dissemos nada. Sentimos muito que tenha que ser assim. Mas não temos opção – disse o capitão da seleção.

– Sabemos que há muitos de vocês que não estão envolvidos em não nos mostrar respeito. Mas entrar na vida pessoal de uma pessoa é muito grave e é por isto que estamos aqui – acrescentou antes de sair da sala, junto aos outros jogadores.

Críticas

Os jogadores foram alvos de críticas da mídia argentina. Após resultados ruins nas eliminatórias. Mas a decisão foi tomada após relatos de uma rádio de que Ezequiel Lavezzi teria fumado maconha após um treino.

Foi divulgado na entrevista coletiva que Lavezzi está processando o repórter da Radio Mitre.

O técnico Edgardo Bauza, que falou posteriormente com a mídia, disse ter ficado feliz pelo time com a vitória.

– Disse aos jogadores que estou feliz por eles após uma semana de críticas… e porque não foi uma partida fácil – disse.

A vitória de terça-feira deixa a Argentina com 19 pontos. Após 12 partidas e em quinto lugar do grupo sul-americano nas eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

Os quatro primeiros times vão direto para a Copa. Enquanto o quinto lugar participa de uma disputa intercontinental por uma vaga.

Protesto contra Donald Trump no Oregon termina em violência

Manifestante anti-Trump é detida em Portland

Em Portland, manifestantes depredam carros e atiram objetos contra a polícia, que responde com spray de pimenta, balas de borracha e detenções. Eleição de republicano é alvo de protestos de leste a oeste dos EUA

Por Redação, com DW – de Nova York:

 

Pela segunda noite consecutiva, milhares de norte-americanos foram às ruas para protestar contra a eleição de Donald Trump para presidente. Enquanto a maioria das manifestações foi pacífica, mas em Portland, no Estado de Oregon, o protesto foi acompanhado de incidentes violentos.

Manifestante anti-Trump é detida em Portland
Manifestante anti-Trump é detida em Portland

Cerca de 4 mil pessoas foram às ruas de Portland aos gritos de. “Nós rejeitamos o presidente eleito!”. Carros foram depredados e alguns manifestantes jogaram objetos contra a polícia, que, por sua vez. Respondeu com spray de pimenta e balas de borracha para forçar a dispersão. A polícia disse ter prendido 26 pessoas.

Pelo Twitter, o Departamento de Polícia local descreveu a manifestação como uma revolta e descreveu a situação. “Muitos na multidão tentam impedir a destruição de patrimônio por grupos anarquistas, anarquistas ignoram.”

O protesto continuaram na manhã desta sexta-feira, mas a polícia estimou ter diminuído para menos de 1,5 mil manifestantes.

De leste a oeste

Em Nova York, grupos contra Trump voltaram a se aglomerar em frente à Trump Tower. Residência do presidente eleito e sede da Trump Organization, situada na Quinta Avenida.  O local, que virou um dos focos dos protestos desde o anúncio da vitória do republicano. Ganhou uma barricada especial armada pela polícia.

A capital do país, Washington, também foi alvo de manifestações. Cerca de 100 pessoas marcharam da Casa Branca. Onde Trump se encontrou com o atual presidente Barack Obama na quinta-feira, até o Trump International Hotel. Alguns quarteirões de distância. Lá, gritavam “Não ao ódio! Não ao medo! Imigrantes são bem-vindos!” Eles traziam cartazes pedindo o impeachment de Trump.

Em São Francisco, mais de mil estudantes foram às ruas com bandeiras coloridas para defender os direitos das comunidades lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Eles também carregavam bandeiras mexicanas e cartazes contrários a Trump.

Diante de um país dividido, Trump não deixou de expressar sua indignação. “Acabo de passar por uma eleição muito aberta e bem sucedida. Agora manifestantes profissionais, incitados pela mídia, protestam. Muito injusto”, escreveu no Twitter durante a noite.

Também foram registrados protestos em Baltimore, Denver, Minneapolis, Filadélfia, Dallas, Los Angeles e Oakland. Mais manifestações são esperadas no final de semana.

Rio: servidores fazem protesto contra pacote de medidas do governo

Servidores estaduais protestam contra o pacote de medidas anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão para enfrentar a crise financeira do Estado

O pacote inclui 22 projetos de lei já publicados no Diário Oficial. Um dos principais pontos é o aumento da contribuição previdenciária. Além desse aumento, a proposta do governo

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Servidores estaduais de diversas categorias fizeram manifestação em frente à Assembleia Legislativa (Alerj) na manhã desta terça-feira. Eles protestaram contra o pacote de medidas anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão para enfrentar a crise financeira do estado e que deve começar a ser votado na Alerj no próximo dia 16.

Servidores estaduais protestam contra o pacote de medidas anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão para enfrentar a crise financeira do Estado
Servidores estaduais protestam contra o pacote de medidas anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão para enfrentar a crise financeira do Estado

O pacote inclui 22 projetos de lei já publicados no Diário Oficial. Um dos principais pontos é o aumento da contribuição previdenciária. Além desse aumento, a proposta do governo é que todos os servidores, incluindo aposentados e pensionistas que ganham menos de R$ 5.189, atualmente isentos da taxa, tenham um desconto previdenciário extra por 16 meses.

O policial militar Josué Divago disse que o protesto é para que os servidores tenham seus direitos respeitados. Assim como o posicionamento em geral da classe contra o pacote de medidas do Estado. Divago lembrou que o aspecto psicológico, já pesado, que os militares enfrentam em seu dia de trabalho soma-se agora com a preocupação pelo futuro das próprias famílias.

– Estamos exigindo que nossos direitos sejam respeitados. Do jeito que está, não tem nenhuma condição de continuar. Nós já vivemos em uma tensão constante que é não saber se voltaremos para casa no fim do expediente e agora. além de não recebermos, seremos descontados no pouco que ganhamos. E quando ganhamos, há de se ressaltar. Um bom pacote seria a redução dos salários dos políticos que estão lá na Alerj e até do próprio Pezão. Por que não? – indagou.

Aposentadoria

A aposentada da área de saúde do Estado, Maria das Graças, se mostrou indignada com o que ela chamou de “pagar o pato”. Por conta de uma má administração do governo estadual. Maria disse que, com os descontos em seu salário. Ficará impossível cuidar da própria saúde, setor em que ela trabalhou por mais de 20 anos.

– Eu recebo R$ 900 de aposentadoria e serei descontada em R$ 300. Como viver com R$ 600? Será que o Pezão viveria com isso? Essa quantia não dá conta de, por exemplo, arcar com meu plano de saúde. Isso me entristece demais, pois passei grande parte da minha vida trabalhando em prol dessa área. E agora eu tenho que recorrer aos planos privados, já que o Estado está sucateado e nos sucateando – lamentou.

Em nota divulgada no dia anterior, o procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, disse que as medidas, caso aprovadas. Poderão produzir efeitos penosos e imediatos sobre a população em geral e não apenas sobre o funcionalismo público estadual. Já a assessoria de imprensa do Governo do Estado disse que não irá se posicionar diante desta nova manifestação e das acusações realizadas durante a mesma.

Polícia da Grécia usa gás lacrimogêneo contra pensionistas durante protesto

As tensões irromperam quando dezenas de pensionistas tentaram empurrar um ônibus da polícia que interrompia sua passagem a alguns metros do escritório de Tsipras

Por Redação, com Reuters – de Atenas:

A polícia da Grécia usou gás lacrimogêneo nesta segunda-feira para controlar uma manifestação de pensionistas que protestavam contra cortes em seus benefícios determinados como parte de um plano de austeridade ditado por credores internacionais.

Cerca de 1,5 mil pensionistas tentaram marchar até o escritório do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. Policiais da tropa de choque bloquearam seu caminho.

Cerca de 1,5 mil pensionistas tentaram marchar até o escritório do primeiro-ministro grego
Cerca de 1,5 mil pensionistas tentaram marchar até o escritório do primeiro-ministro grego

Tensões

As tensões irromperam quando dezenas de pensionistas tentaram empurrar um ônibus da polícia que interrompia sua passagem a alguns metros do escritório de Tsipras.

O governo de esquerda deve apresentar seu orçamento para 2017 ao Parlamento na noite desta segunda-feira.

Nos últimos sete anos a Grécia sofreu o impacto de rodadas incessantes de medidas de austeridade, determinadas por credores como solução para anos de má administração financeira que culminaram em três pacotes de resgate internacionais.

Os pensionistas foram particularmente prejudicados, já que muitos benefícios foram reduzidos à medida que os impostos subiam.

– Será possível que eu tenha que pagar o mesmo IPTU que um empresário rico? – questionou Nikos Saslov, servidor público que deve se aposentar no ano que vem.

– Se eles (o governo) são esquerdistas, eu sou Sophia Loren – disse o homem grisalho de óculos e sandálias em referência à atriz italiana.

Petroleiros reagem à venda de ativos da Petrobras

No texto, divulgado na manhã deste sábado, petroleiros da FUP afirma que a Petrobras só tem a perder com a venda. A operação deixará a companhia à mercê dos preços cobrados pelos novos proprietários

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) críticou, de forma veemente a venda de 90% da rede de gasodutos da Petrobras. A venda se consumou na tarde passada, para um consórcio liderados pela canadense Brookfield Infrastructure Partners (BIP). Segundo os petroleiros, entregar os gasodutos a estrangeiros é “crime de lesa-pátria”.

Petroleiros protestam, em Brasília, contra a venda de patrimônio da Petrobras
Petroleiros protestam, em Brasília, contra a venda de patrimônio da Petrobras

No texto, divulgado na manhã deste sábado, a FUP afirma que a Petrobras só tem a perder com a venda. A operação deixará a companhia à mercê dos preços cobrados pelos novos proprietários. Os gasodutos da são os únicos da região Sul.

“Da mesma forma que aconteceu nas privatizações das distribuidoras do Sistema Elétrico, vai sobrar para a população pagar essa conta. Além do consumo doméstico, o gás natural é utilizado pela indústria e cada vez mais presente na matriz energética, através das termelétricas. Perde o país, perde a indústria nacional e perde o consumidor”, escrevem os petroleiros.

A venda de mais esse ativo, pontuam, acelera o desmonte da Petrobras como uma empresa integrada de energia. “Estamos, portanto, diante da liquidação do maior patrimônio nacional. O desmonte da Petrobras será o desmonte do país. Os petroleiros têm travado imensas batalhas para impedir que esse crime se consolide. Essa, no entanto, é uma luta que não venceremos sozinhos. Ou a sociedade se levanta contra a entrega da Petrobras e do pré-sal ou o Brasil perderá de vez o seu futuro”, completam.

A Associação de Engenheiros da Petrobras também condenou a venda da NTS. Segundo o vice-presdiente da entidade, Fernando Siqueira, trata-se de “um desastre estratégico. Uma malha de dutos constitui um monopólio natural, destaca. Entregá-lo a uma empresa estrangeira é uma total irresponsabilidade ou possível má fé.”

Leia, adiante, a íntegra do documento dos petroleiros:

Entregar gasodutos do país a investidores estrangeiros é crime de lesa-pátria

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou mais um crime da gestão Pedro Parente contra o patrimônio público. A Nova Transportadora do Sudeste (NTS), subsidiária responsável pelo escoamento de 70% do gás natural do país, foi vendida para um grupo de investidores estrangeiros, liderados pela canadense Brookfield Infrastructure Partners (BIP).

A maior e mais lucrativa malha de gasodutos da Petrobrás terá 90% de seu controle nas mãos de um fundo de investimento multinacional. Este monopolizará o transporte do gás natural no sudeste brasileiro. A estatal, assim como qualquer outra operadora, será obrigada a pagar o preço que a Brookfield e seus parceiros exigirem. Não existem outros gasodutos na região. Soma-se a isso o crescimento cada vez maior da produção nos campos do Pré-Sal, cujas jazidas estão justamente no Sudeste.

Da mesma forma que aconteceu nas privatizações das distribuidoras do Sistema Elétrico, vai sobrar para a população pagar essa conta. Além do consumo doméstico, o gás natural é utilizado pela indústria e cada vez mais presente na matriz energética, através das termelétricas. Perde o país, perde a indústria nacional e perde o consumidor.

Além disso, a venda da NTS, assim como a da BR Distribuidora e da Liquigás, acelera o desmonte da Petrobrás como uma empresa integrada de energia. No rastro, virão outros ativos estratégicos, como já aconteceu com Carcará. Pedro Parente anunciou, inclusive, a intenção de privatizar também a Transpetro e as refinarias. Podemos perder muito mais ainda se a Câmara dos Deputados Federais aprovar o PL 4567/16, que tira da Petrobrás a operação do Pré-Sal, bem como a participação mínima de 30% em cada campo que vier a ser licitado.

Petroleiros na luta

Estamos, portanto, diante da liquidação do maior patrimônio nacional. O desmonte da Petrobrás será o desmonte do país. Os petroleiros têm travado imensas batalhas para impedir que esse crime se consolide. Essa, no entanto, é uma luta que não venceremos sozinhos. Ou a sociedade se levanta contra a entrega da Petrobrás e do Pré-Sal ou o Brasil perderá de vez o seu futuro.

Informação já havia “vazado” para a mídia

A venda da NTS para o grupo Brookfield já havia sido noticiado pela mídia há mais de 15 dias. O jornal Valor chegou a revelar que a informação privilegiada foi obtida através de “uma fonte com conhecimento da transação”. Em nota divulgada no dia 09 de setembro, a FUP questionou a relação promíscua que a atual direção da Petrobrás vem mantendo com a mídia:

“Desde que assumiu a presidência da Petrobrás, Pedro Parente vem recorrendo à imprensa para anunciar propostas e ventilar intenções em relação à empresa e até mesmo aos trabalhadores. Não foi à toa que escolheu a dedo para assessora-lo uma jornalista da área econômica. Que passou por veículos como Veja, Folha, Estadão, O Globo e Valor, jornal onde assinava uma coluna até pouco tempo atrás”, destacou a FUP.

“Usar a mídia como canal de apoio ao projeto de desmonte da Petrobrás, apesar de questionável, é uma estratégia da gestão da empresa. O que é inadmissível é a imprensa ter acesso a decisões internas da companhia, inclusive, aquelas que são relevantes para o mercado. Deveriam obedecer às regras de confidencialidade. É ainda mais preocupante o fato da mídia divulgar como certa uma transação comercial que sequer foi submetida à decisão do Conselho de Administração”, declarou a Federação na época.