Comércio de veículos registra queda de 13,81% em outubro

O comércio de carros, motocicletas e caminhões registrou em outubro queda de 13,81% em relação ao mês de setembro deste ano, segundo relatório da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ao todo, foram vendidas no mês passado 398.507 unidades, cerca de 5,70% menos que em outubro do ano passado. “Esperávamos um tombo maior, mas foi só um tropeção. Acho que o barulho foi maior que a explosão em si”, afirmou o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze.

Segundo ele, os efeitos da crise no mercado poderiam “ser muito piores”.

– Além de presidente de uma entidade, também tenho uma empresa. As pessoas procuram as concessionárias – a diferença é que as aprovações dos financiamentos estão menores – comentou nesta quarta-feira, durante apresentação do balanço.

A venda de automóveis comerciais caiu 11,58% no mês passado, se comparado a setembro deste ano e 3,36% com relação a outubro do ano passado. Foram 224.744 unidades vendidas.

Já as vendas de caminhões aumentaram 0,50% em relação ao mês anterior e 23,48% na comparação com o mesmo mês no ano passado, num total de 12.100 mil unidades comercializadas.

– Mas o combustível da venda de caminhões é outro, eles contam com o apoio do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]para obter financiamentos – afirmou Reze.

Consumo de energia elétrica registra em julho segundo maior aumento do ano

A manutenção do crescimento da atividade econômica brasileira segue impulsionando o consumo de energia elétrica no país, que cresceu 6,1% no mês passado em relação a julho do ano passado. O consumo foi de 32.509 gigawatts/hora (GWh) e a expansão foi a segunda maior registrada no ano. Os dados são da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada nesta quinta-feira pela Empresa Brasileira de Energia Elétrica (EPE), responsável pelo estudo.

De acordo com a resenha, o resultado foi pressionado pelos aumentos de 8,4% no consumo residencial e de 7,2% no comercial.

Segundo a EPE, o resultado de julho confirma a tendência de retomada do crescimento do consumo de energia, que já vinha se delineando desde o mês passado.

Entre as regiões, os destaques foram o Centro-Oeste, com aumento de 7,7%, o Sul , com 6,9%, e o Sudeste, maior consumidora de energia elétricado país, com 6,6%. Agregado, o consumo dessas regiões responde por cerca de 80% de toda a demanda nacional por energia elétrica.

Os dados da EPE indicam ainda que o consumo acumulado de janeiro a julho deste ano chegou a 3,8%, superando o resultado do primeiro semestre, que fechou com expansão de 3,5%. Também no resultado acumulado nos primeiros sete meses do ano, o consumo das residências e do comércio foi destaque. No caso das residências, a expansão foi de 5% sobre igual período de 2007 e no comercial, de 4,3%.

A liderança no consumo de energia de janeiro a julho ficou com a Região Sul, com alta de 5,1%; seguida da Região Nordeste, com aumento de 4,7%.

Caixa registra lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no primeiro semestre

A Caixa Econômica Federal (CEF) obteve lucro líquido de R$ 2,543 bilhões de janeiro a junho deste ano, o que equivale a um aumento de 53,47% em relação aos R$ 1,657 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira pela presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Ela disse que “o bom resultado financeiro da Caixa espelha a visão de futuro da instituição, que é o maior agente implementador das políticas públicas de governo”. Segundo ela, é também o resultado de uma estratégia definida no sentido de priorizar o atendimento às camadas sociais de baixa renda. “Razão porque montamos uma rede ampla, em todos os rincões do país.”

Os ativos totais da Caixa atingiram saldo de R$ 264,4 bilhões e o patrimônio líquido alcançou o valor de R$ 12,5 bilhões, com expansões de 9,8% e de 25,5%, respectivamente, comparadas a igual período de 2007. O saldo de depósitos somou R$ 148 bilhões e as cadernetas de poupança tinham  R$ 82,5 bilhões em estoque.

De acordo com Maria Fernanda, o lucro da Caixa no primeiro semestre foi ancorado, principalmente, nas operações de crédito, cujo saldo foi de R$ 58,1 bilhões, montante 29,2% superior aos créditos do mesmo período de 2007. Também contribuíram para isso a ampliação de 8,3% nas receitas de prestação de serviços, que somaram R$ 3,630 bilhões; a expansão de 9,5% no número de clientes; e o maior volume de serviços prestados ao governo.

O saldo total das operações de crédito foi de R$ R$ 36,7 bilhões na carteira habitacional, mais R$ 21,9 bilhões em créditos comerciais. Destes, R$ 12,3 bilhões em financiamentos a pessoas físicas (22,2%) e R$ 9,5 bilhões para empresas (32,8%). Houve contratações de R$ 3,1 bilhões também nas áreas de saneamento e infra-estrutura, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na área habitacional, foram contratados financiamentos no valor de R$ 9,1 bilhões, ou 34% a mais que no primeiro semestre de 2007. O destaque ficou por conta dos programas que utilizam recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no total de R$ 5,237 bilhões, e ainda R$ 3,472 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Maria Fernanda reafirmou que “não faltarão recursos para o financiamento de moradias”. De 1º de julho até a última quarta-feira, foram contratados mais R$ 3,075 bilhões em financiamentos de moradias. Isso eleva o total de financiamentos habitacionais no ano para R$ 12,190 bilhões e sinaliza que a meta de R$ 20,4 bilhões de operações de crédito no setor, neste ano, pode ser ultrapassada.

Indústria de alimentos registra aumento de 1,86% no faturamento em junho

O faturamento da indústria de alimentos cresceu 1,86% em junho, em comparação com o resultado do mês anterior. Na comparação com maio de 2007, o crescimento foi de 17,59% . No acumulado do ano, a alta foi de 20,87% e, nos últimos 12 meses, de 16,24%. Os dados foram apresentados nesta terça-feira pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).

Segundo o balanço, o volume de alimentos produzido em junho foi 1,68% maior do que o de maio. Quando comparado a maio do ano passado, o volume ficou 6,18% acima. No acumulado do ano, a produção foi 7,97% mais alta do que no mesmo período do ano passado e, nos últimos 12 meses, 4,73 % maior.

O presidente da Abia, Edmundo Klotz, atribuiu o crescimento do consumo e do faturamento no setor ao aumento da oferta de empregos e da renda da população e também à melhor remuneração dos trabalhadores.

Klotz disse que o primeiro semestre foi muito bom para a indústria de alimentos: “Apesar dos preços altos e da inflação, houve seguramente aumento de ganhos, salários e renda, em porcentual bastante significativo.” Ele destacou os setores de carnes, congelados e desidratados e afirmou que a população começou a se alimentar melhor e que os produtos mais nobres foram os mais consumidos.

De acordo com as projeções da Abia, o faturamento do setor deve chegar neste ano a R$ 268 bilhões, 16,2% a mais do que em 2007, quando ficou em R$ 230,6 bilhões. Só em alimentos, a entidade estima que o faturamento seja de R$ 228,1 bilhão. Os R$ 39,9 bilhões restantes devem ser faturados na venda de bebidas.

Estimativas da Abia apontam, entre os setores que mais vão contribuir para o resultado, os de derivados de carne, que devem faturar R$ 60,99 bilhões, 19,98% a mais do que no ano anterior; beneficiamento de café, chá e cereais, com previsão de R$ 31,62 bilhões (+ 28,06%); óleos e gorduras, com R$ 29,81 bilhões (+ 25,94%); e laticínios, com 27,33 bilhões (+15,50%).

Segundo dados da Abia, as exportações, que no ano passado atingiram US$ 26,6 bilhões, com crescimento de 17,5% sobre o ano anterior, e aumento de 4,1% no volume, poderão chegar em 2008 a US$ 29,7 bilhões (+16,3% ). A previsão é de exportações em torno de 44 milhões de toneladas, o que representaria queda de 5,5% na comparação com o ano de 2007.

Klotz, também apontou as principais preocupações do setor de alimentos: crescimento do país abaixo da média dos países emergentes, regulamentação excessiva, falta de investimentos em logística e de uma saída para o Oceano Pacífico, crescimento das marcas próprias do varejo, a necessidade de redução da tributação nos alimentos e a inflação mundial dos alimentos. 

– Além dos juros, que estão nos castigando tremendamente. Nós temos muito a resolver. É um país que por mais que produza e evolua, ainda está atrás dos outros emergentes – completou.

Petrobras registra lucro recorde de R$ 8,787 bilhões no segundo trimestre

A Petrobras registrou lucro líquido no segundo trimestre do ano de R$ 8,787 bilhões, resultado 29% superior ao apurado no mesmo período de 2007. O lucro líquido da estatal no primeiro semestre foi de R$ 15,708 bilhões, 44% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Ao divulgar os números, o diretor Financeiro e de relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, ressaltou que eles são recordes. Ele atribuiu os altos lucros à elevação da cotação do petróleo no mercado internacional e ao reajuste interno dos preços da gasolina e do óleo diesel.

Seguindo ainda Barbassa, o aumento no volume de vendas também contribuiu para o resultado da Petrobras.

No semestre, a Petrobras realizou investimentos de R$ 20,899 bilhões.

Balança comercial registra em julho segundo melhor resultado mensal do ano

A balança comercial brasileira registrou o segundo melhor resultado mensal de 2008 no mês passado, com superávit de US$ 3,304 bilhões; atrás apenas dos US$ 4,073 bilhões de maio, que foi um mês atípico, por causa do fim da greve dos auditores da Receita Federal do Brasil (RFB), que provocou a transferência dos lançamentos das exportações e importações de abril para o mês seguinte.

O bom saldo foi resultado de vendas externas no valor de US$ 20,453 bilhões contra importações equivalentes a US$ 17,149 bilhões, o que resultou na maior corrente mensal de comércio de todos os tempos, conforme ressaltou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Barral destacou que, pela primeira vez no ano, as exportações tiveram melhor desempenho que as importações. As vendas brasileiras de julho cresceram 10% sobre o mês anterior, enquanto as aquisições de produtos estrangeiros aumentaram 8,02%. “Isso dá uma boa indicação de que as exportações podem se recuperar além das estimativas reveladas até aqui e mostram que a meta de US$ 190 bilhões no ano é factível”, disse ele.

No acumulado do ano, o superávit comercial (exportações menos importações) soma US$ 14,653 bilhões, com queda de 38,74% em relação aos US$ 23,920 bilhões contabilizados em igual período do ano passado, justamente porque as importações de janeiro a julho aumentaram 52,1%: quase o dobro da expansão de 27,2% verificada nas exportações.

Barral afirmou, contudo, que “as exportações estão reagindo, e têm crescido tanto em preço quanto em quantidade, com exceção do petróleo”. Para ele, isso acontece em parte por causa da “evolução muito rápida dos preços de commodities” (cereais e minérios com cotação internacional), e o Brasil é um dos principais fornecedores mundiais de alimentos agrícolas, carnes e minério de ferro.

O secretário disse que as vendas de produtos manufaturados em julho somaram US$ 8,653 bilhões, com destaque para álcool etílico (US$ 281 milhões), óleos combustíveis (US$ 471 milhões), aviões (US$ 310 milhões), motores e geradores (US$ 211 milhões), autopeças (US$ 339 milhões), veículos de carga (US$ 207 milhões), tratores (US$ 184 milhões) e telefones celulares (US$ 165 milhões).

A venda brasileira de produtos semimanufaturados registrou valor recorde mensal de US$ 2,967 bilhões, com maior participação de produtos de ferro e aço (US$ 457 milhões), óleo de soja (US$ 319 milhões), ferro-liga (US$ 247 milhões), celulose (US$ 528 milhões), ferro fundido (US$ 335 milhões) e açúcar (US$ 390 milhões). Todos com aumentos substanciais em relação ao mês de junho.

No grupo dos produtos básicos, as exportações alcançaram US$ 8,319 bilhões, com crescimento destacado (de 111,5%) para as vendas de soja em grão, que renderam US$ 1,9 bilhão no mês, enquanto farelo de soja rendeu US$ 536 milhões. As exportações de petróleo em bruto caíram 3% em quantidade, na comparação mensal, mas como o aumento de preço “foi muito alto, no entender de Barral, o valor das vendas cresceu 83,3% e alcançou US$ 1,3 bilhão.

Também se destacaram entre os produtos básicos as vendas de minério de ferro (US$ 2 bilhões), carne suína (US$ 158 milhões), carne bovina (US$ 391 milhões), carne de frango (US$ 589 milhões) e minério de cobre (US$ 201 milhões). O secretário destacou que, além do aumento das quantidades embarcadas, com exceção de petróleo, importantes produtos da pauta de exportações tiveram elevação de preços e “ampliaram-se as vendas para todos os principais blocos econômicos”.

Em termos de países, os principais compradores no mês passado, pela ordem, foram: Estados Unidos (US$ 3 bilhões), China (US$ 2,540 bilhões), Argentina (US$ 1,757 bilhão), Países Baixos (US$ 1,110 bilhão) e Alemanha (US$ 1,008 bilhão). Embora em menor quantidade e valor, o secretário afirmou que houve crescimento expressivo nas exportações para mercados não-tradicionais como Irã, Costa Rica, Israel, Áustria, Síria, Jamaica e Bahrein.

Quanto às importações, também houve crescimento em relação a todas as categorias de produtos. Na comparação com julho de 2007 as compras de combustíveis e lubrificantes registraram aumento de 58,8%, bens de capital evoluíram 58,5%, bens de consumo se expandiram 51,2% e matérias-primas e intermediárias cresceram 47,4%. O destaque foram as compras de automóveis da Coréia do Sul, Argentina e México, com elevação de 142%, além de adubos e fertilizantes, máquinas e equipamentos eletrônicos.

Também nas importações houve aumento de fornecimento de todos os principais blocos econômicos, disse Barral. Em termos de países, os cinco maiores fornecedores, pela ordem, foram: Estados Unidos (US$ 2,499 bilhões), China (US$ 1,954 bilhão), Alemanha (US$ 1,221 bilhão), Argentina (US$ 1,095 bilhão) e Japão (US$ 643 milhões).

No acumulado do ano, o Brasil vendeu produtos equivalentes a US$ 16 bilhões para os EUA, nosso maior parceiro comercial, e comprou dos norte-americanos o correspondente a US$ 13,9 bilhões. Obteve, portanto, superávit (saldo positivo) de US$ 2,1 bilhões. Também registrou superávit de US$ 3 bilhões com a Argentina, com vendas de US$ 10,3 bilhões e compras de US$ 7,3 bilhões.

O Brasil tem, no entanto, déficit (saldo negativo) persistente com dois outros grandes parceiros: de US$ 2 bilhões com a Alemanha (vendas de US$ 4,8 bilhões e compras de US$ 6,8 bilhões) e de US$ 1 bilhão com a China (vendas de US$ 9,9 bilhões contra importações de US$ 10,9 bilhões), de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Isso sem falar nos déficits crônicos com Nigéria e Argélia, que são dois dos maiores fornecedores de petróleo para o mercado brasileiro.

Maior leilão realizado pela Aneel desde 1998 registra o menor deságio médio

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conseguiu licitar todos os 12 blocos, com 19 linhas de transmissão e 20 subestações, no maior leilão já realizado pela agência reguladora, desde 1998, obtendo o menor deságio médio, de 20,18%. Foram licitados três mil quilômetros de novas linhas de transmissão a serem conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em um prazo de até 36 meses.

A Companhia de Transmissão de Energia Paulista (Ceetep) foi a principal vencedora do leilão, levando cinco dos 12 lotes de linhas e subestações ofertados pela Aneel. Controlada pela colombiana ISA, desde 2006, a Ceetep ganhou os três lotes que estão situados em São Paulo (E, H e K), a sua principal área de atuação, levando ainda os lotes I e S, estes últimos situados no Sul do país. Ela pagou o menor (0,39%) e o maior ( 51,27%) deságio do leilão.

O consórcio Amazonas – liderado pela Eletronorte (com 30%) de participação e que tinha ainda a estatal Chesf , com 19,5%, além da espanhola Abengoa (30%) e o Fundo de Investimentos em Participações Brasil Energia (20,5%) – arrematou o lote C, um dos três que formam o trecho do chamado Linhão Tucurui-Manaus-Macapá. O consórcio Amazonas pagou R$ 101,6 milhões, um deságio de 7% sobre a Receita Anual Permitida pela Aneel.

De acordo com o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, é exatamente a licitação dos lotes que integram o chamado “Linhão” que deram maior importância ao leilão desta sexta-feira, ao interligar a região Norte ao resto do Sistema.

– A interligação Tucurui-Macapá-Manaus vai atender a um mercado significativo. Somente o mercado de Manaus, para vocês terem uma idéia, equivale à demanda de 70% do Paraguai e mais do que todo o consumo do estado do Mato Grosso. Então era uma região que tava queimando óleo diesel e onerando o consumidor brasileiro, através da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC), que subsidiava essa região – disse Zimmermann. 

Segundo cálculos da Aneel, quando as linhas, que compõem o linhão, entrarem em operação, em 2011, o consumidor terá uma redução de R$ 1,5 bilhão por ano referente aos gastos com a CCC. Além disto, o sistema, que hoje é isolado do SIN vai estar 80% conectado ao sistema elétrico do país.

Maior trecho em licitação, com 1.829 quilômetros de linhas de transmissão a serem construídos sobre a floresta Amazônica, o linhão (que tinha ainda os lotes A e B) vai conectar o Norte do Brasil ao Sistema Interligado Nacional, reduzindo os encargos atualmente pagos sob a forma de subsídios pelos consumidores de todo o país – a chamada CCC e que é pago em razão do alto custo da energia consumida naquela região. Considerada vital para as pretensões do governo de interligar o Norte ao restante do país e, conseqüentemente, reduzir o valor da CCC, o lote atenderá à cidade de Manaus, responsável por 80% da CCC.

As empresas espanholas Isolux e Elecnor ganharam outros quatro lotes – dois cada uma. E a Chesf levou, sozinha, o lote G, que engloba uma linha de transmissão e uma subestação na Bahia – sua área de atuação.

Já o consórcio TBE Centro-Oeste, controlado pela EATE (Empresa Amazonenze de Transmissão de Energia), levou o lote D, que compreende cinco linhas de transmissão e duas subestações no Estado de Mato Grosso.

Os 12 lotes e as 19 linhas de transmissão exigirão, na avaliação da Aneel, investimentos de R$ 2,86 bilhões , vão gerar 28,6 mil empregos diretos em 12 estados localizados nas cinco regiões do país.