Foliões aproveitam blocos de carnaval em São Paulo

Segundo a prefeitura, o número de turistas em meio aos foliões do carnaval de rua paulistano subiu de 3% em 2016 para quase 10% neste ano

Por Redação,  com ABr – de São Paulo:

 

Os foliões da capital paulista puderam aproveitar os 43 blocos carnavalescos que desfilaram neste sábado nas regiões de Pinheiros, Vila Mariana e Sé. Entre os destaques da diversão foi o Bloco do Rindo à Toa, que teve concentração na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros.

Os foliões da capital paulista puderam aproveitar os 43 blocos carnavalescos que desfilaram neste sábado
Os foliões da capital paulista puderam aproveitar os 43 blocos carnavalescos que desfilaram neste sábado

No domingo, mais 31 blocos desfilam pela cidade. Incluindo o mais esperado, Pipoca da Rainha,  que traz a cantora Daniela Mercury, às 16h, na Rua da Consolação. Cruzamento com a Avenida Paulista. A folia só termina no dia 11. Com a reunião dos blocos Ritaleena, Esfarrapados, Nóis Trupica Mais Não Cai. Entre outros, na Praça do Patriarca, a partir do meio-dia.

Blocos

Desde o último dia 17, desfilaram 328 blocos carnavalescos em São Paulo. Fortalecendo o carnaval de rua no município.

Segundo a prefeitura, o número de turistas em meio aos foliões do carnaval de rua paulistano subiu de 3% em 2016 para quase 10% neste ano. No Sambódromo, o percentual de turistas passou de 7% para 20% do público total.

 

Integrantes do MTST fazem manifestação em São Paulo

Os manifestantes atearam fogo a pneus e bloquearam a Avenida do Estado em ambos os sentidos. A Tropa de Choque foi acionada

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira na região central da cidade de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, o grupo reivindica moradias.

Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira
Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira

Os manifestantes atearam fogo a pneus e bloquearam a Avenida do Estado em ambos os sentidos. A Tropa de Choque foi acionada. O Corpo de Bombeiros trabalhava, às 7h30, no rescaldo dos objetos incendiados.

A interdição provocou trânsito intenso na altura da Rua São Caetano e os veículos são desviados por agentes de trânsito para a Avenida Mercúrio.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o município registrou 45 quilômetros de congestionamento, sendo a maior parte (19 quilômetros) na Zona Oeste.

Sem -terra

Cerca de 300 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam, na manhã do último domingo, a Fazenda Mattei. A propriedade fica na comunidade Arvoredo, município de Pontão, no norte do Rio Grande do Sul. O objetivo dos sem-terra é denunciar a concentração e a suposta grilagem de terra no local, de acordo com os movimentos.

Os organizadores da ação dizem que a área tem aproximadamente 600 hectares. Mas o proprietário, Jair Mattei, teria declarado, para efeito fiscal em 2016, somente 185 hectares à Receita Pública Estadual da Secretaria da Fazenda.

Sem-terra acampados

— Mattei declara uma produção dez vezes maior do que suporta a propriedade escriturada. (Basta verificar) a realidade da produtividade da região — diz o agricultor Gerônimo Silva.

Os participantes da mobilização cobram dos responsáveis a investigação da produtividade da área. Querem, ainda, que seja apurada a suposta prática de grilagem de terra.

Trens colidem e pessoas ficam feridas em São Paulo

O Corpo de Bombeiros socorreu seis pessoas que ficaram feridas sem gravidade. Três foram atendidas no local e três foram encaminhadas para pronto-socorros próximos

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

 

Dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colidiram nesta quinta-feira na cidade de Barueri por volta das 8h. Segundo a assessoria de imprensa, a maquinista de um dos veículos sofreu um mal súbito e não conseguiu frear a tempo de evitar a batida no outro.

Dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colidiram nesta quinta-feira na cidade de Barueri
Dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colidiram nesta quinta-feira na cidade de Barueri

O Corpo de Bombeiros socorreu seis pessoas que ficaram feridas sem gravidade. Três foram atendidas no local e três foram encaminhadas para pronto-socorros próximos.

O acidente ocorreu na Estação Barueri, onde existem quatro vias, e a CPTM informou que a operação não foi prejudicada.

Acidentes

O número de acidentes e problemas técnicos do sistema têm aumentado.

No mês passado, foram registrados três descarrilamentos na capital paulista. No dia 23, um trem saiu dos trilhos na Linha 12 – Safira. No dia 21, um trem da Linha 5 – Lilás descarrilou na zona sul da capital. No último dia 7, um trem descarrilou na Linha 3 – Vermelha, nas proximidades da Estação Corinthians-Itaquera, Zona Leste.

Movimentação nas estradas de São Paulo está normal

Apesar da movimentação, o trânsito fluiu normalmente nas duas direções em todas as rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

 

O motorista que vem do litoral paulista encontrou tráfego intenso em direção à capital, do km 56 ao km 50, por causa do excesso de veículos. Apesar da movimentação, o trânsito fluiu normalmente nas duas direções em todas as rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Os demais trechos e rodovias apresentaram boas condições de tráfego.

O motorista que vem do litoral paulista encontrou tráfego intenso em direção à capital, do km 56 ao km 50, por causa do excesso de veículos
O motorista que vem do litoral paulista encontrou tráfego intenso em direção à capital, do km 56 ao km 50, por causa do excesso de veículos

A Ecovias, que administra o SAI, informou que ônibus e caminhões com destino a São Paulo. Devem utilizar, obrigatoriamente, a Serra da Via Anchieta. Mais de 451 mil veículos desceram a serra em direção à Baixada Santista desde o dia 23 deste mês. Na última hora, desceram mais de 1,7 mil veículos e subiram mais de 4,7 mil.

Quem seguiu do interior para a capital encontrou tráfego normal pelas Rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Hélio Smidt e Tamoios. Quem foi para o interior também encontrou trânsito bom.

O tráfego também ficou normal pelo Sistema Anhanguera–Bandeirantes, que faz a ligação entre a capital paulista e o interior, passando pela região de Campinas e Ribeirão Preto.

A Rodovia Fernão Dias, ligação entre São Paulo e Belo Horizonte, apresentou fluxo de veículos normal nos dois sentidos. A Rodovia Presidente Dutra, ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, também teve trânsito bom nesta manhã.

O retorno do carnaval deve ter tráfego intenso com possível lentidão nas rodovias principalmente nesta terça-feira à noite e durante a quarta-feira de cinzas.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), aproximadamente 2 milhões de veículos utilizaram a malha rodoviária em torno da cidade de São Paulo neste feriado.

Rodoviárias e aeroportos

O movimento também foi intenso nas rodoviárias. Nos três terminais da cidade, Tietê, Barra Funda e Jabaquara, devem circular nesses cerca de 700 mil passageiros, de acordo com a Socicam, empresa responsável pela administração dos locais.

Os agentes e técnicos da CET também monitoram o trânsito no entorno dos terminais rodoviários da capital, para garantirem maior fluidez do tráfego e acessibilidade aos passageiros e acompanhantes.

Nos aeroportos paulistas, a situação é normal. No Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital, dos 58 voos programados para esta manhã, apenas dois atrasaram. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra o aeroporto. No Aeroporto Internacional de Guarulhos, dos 191 voos programados desde a meia-noite, apenas dois atrasaram no momento.

Rodízio

A Operação Horário de Pico (Rodízio) para veículos leves está suspensa até quarta-feira. O rodízio de placas de veículos automotores pesados (caminhões) e a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) continuam a vigorar normalmente. O rodízio será retomado na cidade na próxima quinta-feira.

Executivo se mata após assassinar a mulher, em bairro de luxo da capital paulista

O corpo de Ferrão foi encontrado dentro da piscina, no apartamento de alto luxo do bairro Itaim Bibi

O crime do executivo ocorreu na cobertura do Condomínio Itaim Podium, na rua Bandeira Paulista, por volta das 16h

 

Por Redação – de São Paulo

 

Um homem matou a mulher a tiros e se suicidou, em seguida, no luxuoso apartamento onde moravam na região do Itaim Bibi, Zona Oeste de São Paulo, no final da tarde passada. Segundo a polícia, o dono da rede de estacionamentos Rede Park deixou uma carta com orientações sobre como seus negócios deveriam ser tocados, na sua ausência permanente. Mas não especificou o motivo do assassinato, seguido de sua morte.

O corpo de Ferrão foi encontrado dentro da piscina, no apartamento de alto luxo do bairro Itaim Bibi
O corpo de Ferrão foi encontrado dentro da piscina, no apartamento de alto luxo do bairro Itaim Bibi

O crime ocorreu na cobertura do Condomínio Itaim Podium na rua Bandeira Paulista, por volta das 16h. Principal executivo da Rede Park de estacionamentos, João Alberto Ferrão, 64, matou a mulher, a advogada Renata Ferrão, 51, a tiros e depois cometeu suicídio.

Vizinho e amigo do casal, o radialista Edson Natale, 59, foi surpreendido com a notícia. Ele chegou em casa, por volta das 18h, e soube das mortes. Segundo Natale afirmou aos jornalistas, o casal tinha um relacionamento muito bom e não havia indício de problemas na família.

— Fiquei chocado, abismado, não dá para entender — relata.

Os corpos foram retirados do local por volta da 0h30 deste domingo e levados ao Instituto Médico Legal (IML) Central. O inquérito está sob a alçada do 14º Distrito Policial (Pinheiros).

Monobloco anima pré-carnaval em São Paulo

Segundo os organizadores, o bloco reuniu 60 mil pessoas na estreia paulistana no ano passado e deve atrair cerca de 70 mil neste ano

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

 

O bloco carnavalesco Monobloco, criado no Rio de Janeiro, anima os foliões da capital paulista no começo da tarde deste domingo, na região do Parque do Ibirapuera, Zona Sul da cidade.

Fundado há 17 anos, o Monobloco homenageia este ano os blocos de rua. O repertório inclui músicas e marchinhas tradicionais, misturando instrumentos como cavaco, repique, tamborim, chocalho, surdo e agogô com grooves de guitarra e baixo.

Monobloco anima pré-carnaval na capital paulista
Monobloco anima pré-carnaval na capital paulista

– O Monobloco nasceu de um movimento que é muito mais antigo do que nós. Não somos os primeiros. Isso que fazemos hoje e que amamos. Teve muita gente fazendo antes. Nada mais justo e bonito do que reverenciar os que começaram a fazer o que amamos – disse Guilherme Pereira, da organização do Monobloco.

Segundo Pereira, a bateria do Monobloco é formada ao longo do ano, por pessoas diferentes que até então não tinham contato com a música.

– Desde maio, começamos as aulas de percussão para formar a bateria. São 150 batuqueiros, que são paulistas. Preparamos a bateria ao longo do ano. Muitas vezes são pessoas que nunca tocaram um instrumento na vida. Então chegam para aprender. A bateria está linda, ticando super bem – disse.

O desfile

O desfile conta com a participação da cantora Emanuelle Araújo como Rainha da Bateria e do cantor B Negão. A organização destaca que o Monobloco faz um desfile sustentável. Que inclui a produção de centenas de lixeiras e banheiros químicos, coleta seletiva de lixo. Uso de biocombustível nos caminhões de som e geradores, além do plano de preservação dos monumentos e do próprio Parque do Ibirapuera.

Segundo os organizadores, o bloco reuniu 60 mil pessoas na estreia paulistana no ano passado e deve atrair cerca de 70 mil neste ano.

Justiça derruba liminar que impedia abertura de agências da Caixa em SP

A ação foi movida pelo Sindicato dos Bancários que argumentou que a abertura das agências fora do horário comercial não cumpria o requisito de urgência

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

 

A Caixa Econômica Federal informou que as agências de São Paulo abriram neste sábado para tirar dúvidas sobre o saque das contas inativas do FGTS. Segundo o banco, a liminar concedida pela Justiça do Trabalho do Estado que impedia a abertura das agências foi derrubada.

A Caixa Econômica Federal informou que as agências de São Paulo abriram neste sábado para tirar dúvidas sobre o saque das contas inativas do FGTS
A Caixa Econômica Federal informou que as agências de São Paulo abriram neste sábado para tirar dúvidas sobre o saque das contas inativas do FGTS

A ação foi movida pelo Sindicato dos Bancários que argumentou que a abertura das agências fora do horário comercial não cumpria o requisito de urgência. Para o sindicato, a abertura teria que ser negociada com a categoria ou autorizada pela Justiça do Trabalho.

A Caixa informou que as agências selecionadas para abertura neste sábado funcionarão das 9h às 15h para tirar dúvidas sobre o saque inativo das contas do FGTS e desafogar o atendimento durante a semana.

No Mato Grosso, uma liminar proibiu que o banco obrigasse os funcionários a trabalharem neste sábado. Segundo a instituição, os empregados estão sendo convidados para o plantão e as agências do Mato Grosso devem funcionar normalmente.

Liminar

Havia ainda uma liminar, concedida pela Justiça no Rio Grande do Norte, que impedia a abertura de agências no Estado. Sobre essa decisão, a assessoria da Caixa ainda não tinha um posicionamento. 

A previsão inicial da Caixa era que 1.819 agências de todo o país abrissem neste sábado. Além do atendimento presencial, os beneficiários do FGTS também podem tirar dúvidas pela internetou pelo telefone 0800-726-2017. O banco também criou o aplicativo FGTS para celulares e tablets.

Em todos os casos, o trabalhador deve informar o CPF e número do PIS para atendimento.

Tarifa de ônibus é reajustada em São Paulo

De acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), os aumentos, que variam de 6,52% a 7,18%, dependendo do trecho

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Estão mais caras as tarifas de linhas intermunicipais de ônibus que atendem 133 cidades de cinco regiões metropolitanas do Estado (São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Vale do Paraíba e Sorocaba).

Estão mais caras as tarifas de linhas intermunicipais de ônibus que atendem 133 cidades de cinco regiões metropolitanas de SP
Estão mais caras as tarifas de linhas intermunicipais de ônibus que atendem 133 cidades de cinco regiões metropolitanas de SP

De acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Os aumentos, que variam de 6,52% a 7,18%, dependendo do trecho. Levam em conta os custos dos insumos do transporte e reajustes nas cláusulas contratuais com os consórcios. As novas tarifas começaram a valer no domingo.

No início do ano, o governo do Estado informou que os preços das tarifas de 945 linhas de ônibus intermunicipais seriam reajustados a partir de 8 de janeiro. Dias depois, após decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os aumentos das passagens de todas as linhas foram suspensos por liminar.

Liminar

Na sexta-feira, o presidente do TJ-SP, Paulo Dimas Mascaretti, derrubou a liminar que impedia o reajuste das tarifas. Mas manteve a suspensão do aumento da integração no transporte público da capital paulista.

Mascaretti considerou procedente o argumento do governo estadual de que a proibição temporária do aumento poderia causar lesão à ordem e economia públicas.

SP: UPAs continuam fechadas mesmo com novas regras

Apesar de construída, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Guarulhos (SP) permanece fechada

Um mês depois de o governo ter editado as novas regras, as medidas ainda não surtiram efeito na região metropolitana de São Paulo e, além disso, geraram críticas de entidades de classe

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

 

No Estado de São Paulo, 28 unidades de Pronto Atendimento (UPAs) continuam fechadas mesmo após o Ministério da Saúde alterar regras para facilitar a inauguração. Há municípios, como Guarulhos, que estão com duas UPAs praticamente prontas, mas impossibilitadas de atender ao público. Os dados do ministério foram divulgados no início da janeiro.

Apesar de construída, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Guarulhos (SP) permanece fechada
Apesar de construída, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Guarulhos (SP) permanece fechada

No início deste ano, a pasta publicou portaria que flexibilizou as exigências para o funcionamento de UPAs. Com as novas regras, cada unidade poderá ser aberta com, no mínimo, um médico por turno. Antes, era exigido o número de dois médicos por período. Caberá ao gestor municipal definir o número de profissionais na equipe.

– É melhor dois (médicos) do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não temos mais capacidade de contratar pessoal”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao apresentar as novas regras. “É melhor essa UPA funcionando com um médico de dia e um de noite do que ela fechada – completou.

Um mês depois de o governo ter editado as novas regras, as medidas ainda não surtiram efeito na região metropolitana de São Paulo e, além disso, geraram críticas de entidades de classe.

Três dos cinco municípios paulistas que, de acordo com o Ministério da Saúde, estão com UPAs impossibilitadas de ser inauguradas. Guarulhos, Francisco Morato e Embu-Guaçu. Informaram que a alteração das exigências não tem efeito sobre a abertura das unidades. Itapecerica da Serra informou que não tem UPA em construção e Mogi das Cruzes, que as duas UPAs da cidade estão funcionando normalmente.

– Não temos rede de esgoto, rede de água, não tem nada, não tem ventilação, um monte de lugar sem ventilação – diz a secretária de Saúde de Embu-Guaçu, Maria Dalva Amim dos Santos. Segundo a secretária, não dá para funcionar assim. Não é porque não tem médico que não funciona agora, é porque não tem condição de funcionar. Acrescenta a Maria Dalva. “A medida do ministério não facilita em absolutamente nada. É uma precariedade.”

Crise

A unidade foi inaugurada no final da gestão passada, mas não tem condições de funcionar por questões estruturais, reforça a secretária. “Se o ministério vier aqui, não vai me deixar funcionar, porque a obra não está completa, não está finalizada. Não tem nada, não tem equipamento para funcionar.”

Para a Secretaria de Saúde de Guarulhos, onde há duas UPAs prontas, mas sem funcionar, a alteração das regras não agilizou, nem facilitou a inauguração das unidades. “A redução da exigência de médicos nas unidades de Pronto Atendimento (UPAs), de quatro para dois profissionais, autorizada pelo Ministério da Saúde, não contempla a realidade do município neste momento”, diz nota da secretaria.

No entanto, a secretaria admite que a mudança nas regras pode ajudar em um planejamento futuro. “Reconhecemos o grande alcance da medida para uma quantidade enorme de municípios no Brasil. Bem como para aprimorarmos nosso próprio planejamento futuro.”

Até o fechamento da matéria, a prefeitura de Guarulhos não havia esclarecido a razão pela qual as duas UPAs já construídas na cidade não estão funcionando.

Em Francisco Morato, onde o prédio erguido para abrigar uma UPA está degradado e é usado como abrigo por pessoas em situação de rua. A prefeitura informou, em meados de janeiro, que a maior necessidade é conseguir recursos para reforma da unidade.

– A Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) de Francisco Morato está fechada há mais de quatro anos. Desde o término da obra ela nunca foi aberta. Neste período, o prédio sofreu depredação e se deteriorou. E são necessárias reformas para que possa ser inaugurado. A prefeitura está neste momento elaborando projeto e captando recursos para executar essas obras – diz em nota a prefeitura.

O Ministério da Saúde informou que os 28 municípios de São Paulo receberam recursos para construir as UPAs, mas que as gestões locais não terminaram as obras. A pasta já notificou as cidades. De acordo com o ministério, a alteração das exigências, de dois para um médico por turno, é uma forma de dar mais possibilidades para os gestores locais de inaugurar as UPAs.

Entidades criticam

A Associação Paulista de Medicina (APM) e o Sindicato dos Médicos de São Paulo criticaram a redução das exigências para abertura das UPAs. O presidente da APM, Florisval Meinão. Ressalta uma resolução do Conselho Federal de Medicina, que determina que pacientes em estado grave sejam transferidos, com a presença de um médico, das UPAs para unidades mais adequadamente equipadas.

– E se só tem dois médicos, um em cada turno, um deles já sai dali nessas condições. É um número muito restrito de médicos e é por isso que, quando foram criadas as UPAs. Definiu-se, na sua formatação, que o mínimo seriam quatro médicos. Seria um número considerado realmente mínimo necessário para funcionar dentro dos padrões que se preconiza considerando as peculiaridades das UPAs – afirma Meinão.

– Para o médico, é uma vulnerabilidade; para o paciente, um risco, porque ele vai acreditando que foi aberta (a UPA). E que vai oferecer o mínimo necessário, e não está sendo oferecido. Mexe-se na formatação para pôr em funcionamento algo que vai ser precário e que vai colocar em risco a população – acrescenta.

Segundo o diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Gerson Salvador. O número de profissionais que atendem atualmente nas emergências não é suficiente e a permissão de abertura de unidades com menos profissionais deverá fazer com que haja ainda mais filas e conflitos.

Para Salvador, diminuir o número de profissionais terá impacto na piora da qualidade do atendimento e das condições de trabalho dos profissionais médicos.

Usuários

Em uma tarde de janeiro, Beteneide Chagas da Silva, moradora do Jardim Paulista, em Guarulhos, estava em frente ao prédio da UPA que tem o mesmo nome do bairro. Ela questionava uma funcionária da prefeitura, que estava no interior da UPA. Sobre a demora na inauguração do equipamento.

– Como não tem UPA, temos que ir para uma policlínica da prefeitura, longe daqui. Eu já desisti. Fui lá procurar um pediatra – nunca a gente encontra o médico que quer – diz Beteneide. “Se abrisse aqui, mesmo que o atendimento demorasse, é perto de casa, e a gente podia se virar para esperar.”

Em Francisco Morato, Elenita Andrade, que estava com dor no braço, teve de recorrer à Santa Casa para ser atendida. O município fez um convênio com a Santa Casa local para atender a população até a inauguração da UPA. Ainda sem data definida. “Essa é a única opção. Já estou há duas horas esperando. Vim de manhã e desisti porque estava com muita fila.”

A situação era parecida com a de Laudenir Messias, que acompanhava o marido que havia machucado o dedo do pé. “O único jeito para ser atendido é aqui. Já estamos aqui há mais de duas horas. Se tivesse um outro local de atendimento na cidade, dividiria a fila. Mas não tem”, disse.

Governo

O Ministério da Saúde afirmou que as novas regras “foram previamente pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite. Com representantes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde”

Segundo a pasta, “na ocasião, esta foi a melhor saída encontrada por todos. Uma vez que o principal motivo para o não funcionamento das unidades é, sim, a falta de médicos”.

– A flexibilização foi a melhor solução encontrada, em conjunto com os Estados e municípios, para que as UPAs comecem a funcionar. Nos próximos meses, teremos unidades novas atendendo na urgência e emergência – disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, à época do anúncio.

Chuva causa alagamentos em São Paulo

No município de São Paulo, os Bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como pessoas ilhadas

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Uma mulher morreu afogada em Guarulhos, na Grande São Paulo, após seu carro ser arrastado pela enchente e cair no Córrego Taboão na noite de domingo. Após buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou o veículo com o corpo da vítima às 4h30 desta segunda-feira.

O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis
O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis

Em Guarulhos, o Córrego Taboão transbordou e atingiu vários bairros, principalmente o Jardim Santa Emília. A capital paulista registrou o transbordamento do Córrego Paciência, Zona Norte, às 23h, do Córrego Tremembé, Zona Norte, à meia-noite; e do Córrego Franquinho, Zona Leste, à meia-noite e meia.

No município de São Paulo, os Bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como pessoas ilhadas. O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis.

A cidade de Francisco Morato teve, às 22h30, chuva de forte intensidade e curta duração, que alagou o centro e os bairros Cento e Vinte, Jardim Silvia e Jardim Alegria, segundo a Defesa Civil. Houve deslizamento de terra na Rua Moacir Flex, onde os Bombeiros resgataram quatro moradores, que ficaram presos dentro de casa. O imóvel foi interditado e a família está em casa de parentes.

Em Itapevi, a enxurrada provocou erosão do solo às 19h30, na Chácara Vitápolis, que atingiu um veículo e uma casa abaixo do nível da rua. Os quatro moradores foram alojados na casa de parentes.

Interior do Estado

Na região de Campinas, a cidade de Cabreúva, registrou forte chuva às 21h, que alagou ruas e 10 residências. Segundo a Defesa Civil, 45 pessoas tiveram de deixar suas casas. Na cidade de Jaú, 10 casas ficaram alagadas e pessoas ficaram ilhadas. A Defesa Civil interditou três casas no bairro Chácara Flora, pois sofreram avarias na estrutura. As famílias foram para casas de parentes.