Fraudes consomem R$ 22,5 bilhões de despesas da saúde suplementar

Os dados mostram ainda, com base em relatório da Controladoria-Geral da União, que o problema também assume grandes proporções no sistema público de saúde

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Estudo produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos de operadoras de planos de saúde no país com contas hospitalares e exames, em 2015, foram gerados indevidamente, decorrendo de fraudes e desperdícios com procedimentos desnecessários. O número representa 19% do total de despesas assistenciais feitos no periodo, que somaram R$ 117,24 bilhões.

Estudo produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos de operadoras de planos de saúde
Estudo produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos de operadoras de planos de saúde

No estudo evidências de práticas fraudulentas em sistemas de saúde internacionais e no Brasil. O IESS identificou que entre 12% e 18% das contas hospitalares apresentam itens indevidos. E entre 25% e 40% dos exames laboratoriais não são necessários.

Os dados mostram ainda, com base em relatório da Controladoria-Geral da União, que o problema também assume grandes proporções no sistema público de saúde. Entre 2002 e 2015, foram detectadas irregularidades de desvio de dinheiro de aproximadamente R$ 5 bilhões. O equivalente a 27,3% do total de irregularidades em todas as áreas do governo.

Na saúde privada, as principais formas de abuso se concentram em tratamentos excessivos e desnecessários. Ou na baixa qualidade no atendimento; na comercialização inadequada de medicamentos e de dispositivos médicos; e na sonegação de tributos.

Relatório

Segundo o relatório, tais práticas se originam e são mantidas sobretudo pela ausência de mecanismos de transparência para explicitar. Por exemplo, as relações entre os agentes do setor de saúde (se um profissional da área recebeu um benefício. Ou uma comissão de um fornecedor de materiais e medicamentos).

– Legislações da Alemanha e dos Estados Unidos indicam que todos os pagamentos e benefícios. Entre agentes do setor de saúde devem ser tornados públicos. A União Europeia e os Estados Unidos também instituíram marcos regulatórios. Com punições severas para atos de corrupção –destacou o estudo.

– No Brasil, falta transparência nos sistemas de precificação de insumos, serviços de saúde e também no modelo de pagamento por serviços prestados na saúde, o que inviabiliza a comparação e o controle de custos nas distintas etapas que envolvem o atendimento ao paciente e abrem espaço para práticas inadequadas, como atos de corrupção – completou o IESS. 

Isto acontece, de acordo com a entidade, principalmente em razão do modelo usado para pagamentos de serviços de saúde, a chamada conta aberta ou fee-for-service. Neste caso, a conta de serviços absorve todos os custos, insumos, procedimentos e usos dos equipamentos – mesmo quando há falhas e desperdícios ou, até mesmo, corrupção.

Um dos requisitos sugeridos pela pesquisa para combater tais práticas no setor é modernizar os sistemas de pagamento por meio da premiação à eficiência e o melhor desfecho clínico ao paciente e punindo o desperdício e a contratação de exames desnecessários, assim como reinternações ou agravamento dos quadros clínicos causados por falhas assistenciais.

Donald Trump apoia novo plano de saúde da Câmara

A proposta irá desmantelar a lei de saúde pública de 2010 do ex-presidente democrata Barack Obama, anulando a penalidade para os norte-americanos sem plano médico

Por Redação, com Reuters – de Washington:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou nesta terça-feira o esboço de uma proposta dos republicanos para substituir o sistema de saúde de seu antecessor, conhecido como Obamacare, que foi revelada na véspera, dizendo que a legislação proposta está “disponível para análise e negociação”.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump

Em um tuíte publicado nesta manhã, Trump descreveu o projeto de lei apresentado por seus correligionários na Câmara dos Deputados como “nosso novo maravilhoso projeto de lei para o sistema de saúde”.

A proposta irá desmantelar a lei de saúde pública de 2010 do ex-presidente democrata Barack Obama, anulando a penalidade para os norte-americanos sem plano médico e cortando um financiamento adicional para os pobres.

A medida logo foi criticada pelos democratas.

Obamacare

Embora o Obamacare seja um alvo em comum dos republicanos há tempos. A proposta também foi recebida com ceticismos por alguns membros do partido. Preocupados com os créditos fiscais da nova lei para a compra de planos de saúde. E com as mudanças na cobertura do Medicaid, o programa de saúde governamental voltado para os pobres.

A proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados, que tem maioria republicana. E pelo Senado, onde enfrenta mais exigências para sua aprovação. O que torna seu futuro incerto.

Cadastro mapeará necessidade de equipamentos para ampliar serviços de saúde

Todas as instituições que prestam serviço assistencial em saúde podem preencher o formulário e participar da seleção, que terá critérios específicos para cada tipo de equipamento

Por Redação, com ACS – de Brasília:

Um novo cadastro permitirá que os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) possam informar ao Ministério da Saúde quais equipamentos e materiais permanentes estão faltando para ampliar o atendimento e a assistência à população. 

Um novo cadastro permitirá que os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) possam informar ao Ministério da Saúde quais equipamentos e materiais permanentes estão faltando
Um novo cadastro permitirá que os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) possam informar ao Ministério da Saúde quais equipamentos e materiais permanentes estão faltando

A iniciativa inédita do governo federal tem como objetivo promover um levantamento detalhado sobre a necessidade de aquisição e distribuição desses produtos para regiões com maiores vazios assistenciais. 

Os dados levantados permitirão estudo de ações regionalizadas e integradas do governo federal. O cadastro das unidades deve ser feito até 30 de março. Por meio de um formulário disponibilizado no Portal Saúde

Informação e transparência

A medida está aliada à informação e transparência, que são consideradas prioridades pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. “Com o preenchimento correto desse formulário, teremos condições de fazer um estudo minucioso das áreas das unidades de saúde. Que mais precisam de equipamentos de diagnóstico. Como ressonância magnética, mamógrafos, tomógrafos e raio-x e/ou de terapia, como desfibrilador, bisturi elétrico e laser oftalmológico”, destacou. 

Todas as instituições que prestam serviço assistencial em saúde podem preencher o formulário e participar da seleção. Que terá critérios específicos para cada tipo de equipamento. Os devidos parâmetros. Para implantação, infraestrutura e especialidades da unidade, recursos humanos disponíveis, além da capacidade de funcionamento e financiamento dos serviços.

Trump promete mais verbas para a defesa e menos para a saúde

A promessa de revogar e substituir a lei da saúde promulgada por Obama em 2010 é mais difícil de ser cumprida do que Trump esperava

Por Redação, com RFI – de Washington:

O presidente norte-americano Donald Trump fez nesta terça-feira seu primeiro pronunciamento em sessão conjunta do Congresso. Ele deve anunciar o aumento do orçamento da Defesa, cortes de verba para a ajuda internacional e o meio ambiente. O anúncio mais esperado, porém, deverá ser a controversa revogação e substituição do Obamacare.

O presidente norte-americano Donald Trump
O presidente norte-americano Donald Trump

Trump deve se referir à reforma ao sistema de saúde conquistada pelo governo de Barack Obama. Como uma carga econômica que precisa ser minimizada para. Segundo ele, salvar as famílias americanas do desastre do Obamacare.

A promessa de revogar e substituir a lei da saúde promulgada por Obama em 2010 é mais difícil de ser cumprida do que Trump esperava. Conforme ele mesmo admitiu na véspera do pronunciamento.

Apesar de o presidente dizer que ninguém está feliz com o Obamacare. Governadores republicanos estão sofrendo pressão para não permitirem que Trump mexa no Medicaid. O programa de seguro federal-estadual para pessoas de baixa renda, que foi expandido em diversos estados. Essa questão, em particular, está causando uma rixa entre republicanos governadores e membros do Congresso.

Republicanos contra republicanos

O Congresso, controlado por republicanos, ainda não apresentou uma alternativa realista para o plano que oferece cobertura a 20 milhões de americanos. Na véspera do pronunciamento, Trump reuniu-se com governadores republicanos que temem a eliminação do Medicaid. Por outro lado, Paul Ryan, presidente da Câmara de Representantes, e Mitch McConnell, líder da maioria republicana no Senado, tentam convencer o presidente a declarar no pronunciamento seu apoio ao plano que deve ser proposto pelos congressistas republicanos.

O projeto do Partido Republicano, ainda não oficialmente divulgado, pode substituir os subsídios do Obamacare com créditos fiscais menos generosos, aumentar o valor que as seguradoras podem cobrar de idosos, além de eliminar o Medicaid para pessoas de baixa renda.

Norte-americanos ansiosos

Trump sempre prometeu seguro de saúde muito melhor para todos os americanos, mas, nunca apresentou um plano detalhado. O presidente, até agora, fez discursos vagos, otimistas, mas sem conteúdo quando fala sobre seu plano de saúde.

O pronunciamento de Trump, hoje à noite, pode incluir surpresas, o que está causando estresse tanto para a população americana em geral quanto para os republicanos no Congresso que vivem em constante estado de incerteza em relação ao presidente, que nem sempre está em sintonia com o partido que representa.

Uma pesquisa recente da Kaiser Family Foundation indica que o apoio ao Obamacare vem aumentando, com 48% dos americanos tendo uma visão favorável da lei e 42% contra.

A saúde dos trabalhadores

Maria Fernanda Arruda

A saúde tornou-se tema prioritário nos governos do PT e o SUS é um dos maiores programas de saúde pública no mundo. Mas os trabalhadores brasileiros sabem muito pouco sobre ele, não valorizaram a pesquisa que colocou o Brasil em primeiro lugar, não na Copa da FIFA, mas no combate à AIDS

 

Por Maria Fernanda Arruda – do Rio de Janeiro

 

Monteiro Lobato, além de se preocupar com o petróleo, também se preocupou com a saúde do brasileiro, criando a figura do Jeca Tatú, para poder ministrar-lhe o Biotônico Fontoura. Ainda em 1950 o Brasil era “essencialmente agrícola”, com 50% do seu povo vivendo nas fazendas dos pais de ‘donos de terra’, trabalhando de sol a sol, mal alimentados, desvestidos, armazenados em barracos precários, sem luz elétrica, sem esgotos, sem água tratada, desvestidos e descalços. Por isso mesmo, o primeiro plano de governo feito no Brasil, o Plano Salte – Saúde, Alimentação, Transporte e Energia (1946-1950) priorizava a Saúde. Priorizou no papel. Os governos brasileiros nunca deram atenção a isso: leiam o Bajulado Plano de Metas de JK, para não encontrar qualquer referência a saúde. Durante a ditadura, praticou-se a política do “quanto mais mortes, melhor, que a assim cresce o PIB.”

Maria Fernanda Arruda
Maria Fernanda Arruda é colunista do Correio do Brasil, sempre às sextas-feiras

A saúde tornou-se tema prioritário nos governos do PT e o SUS é um dos maiores programas de saúde pública no mundo. Mas os brasileiros sabem muito pouco sobre ele, não valorizaram a pesquisa que colocou o Brasil em primeiro lugar, não na Copa da FIFA, mas no combate à AIDS. Não querem saber sobre outras pesquisas e serviços de primeira qualidade que são prestados por ele. Mas valeria a pena que os desinformados tratassem de saber:

Jalecos brancos

1. A maioria dos jovens médicos brasileiros formam-se, vocacionados pela ganância do enriquecimento grande e rápido. Por isso mesmo, buscam especializações mais remuneradoras e necessariamente miram o bom-mercado das classes sociais mais favorecidas, nas grandes cidades. Quando o governo PT criou o Programa Mais Médicos e trouxe profissionais cubanos, gerou protestos desvairados na avenida Paulista, promovidos por garotos e garotas fantasiados com jalecos brancos.

A opinião pública clama contra a criminalização do aborto, mas nunca se comoveu com mulheres que ainda hoje morrem em trabalho de parto, nos vilarejos nordestinos, na falta de um médico que as assista. Em termos práticos: quando os atendimentos do SUS são demorados e incompletos, creditem-se as deficiências ao egoísmo individualista da nossa sociedade, a quem fez muito mal enxergar o desprendimento dos médicos cubanos.

Trabalhadores e a saúde

2. O SUS estaria presente em muitos outros lugares, atendendo melhor e sem o descalabro de filas intermináveis, se existissem os impostos sobre as grandes fortunas e sobre as heranças, se a boa burguesia pagasse o que deve, sem cometer fraudes fiscais. Ao sermos expostos ao massacre dos mais pobres nos centros precários de atendimento, o que a televisão sempre nos mostra, precisamos aprender que criminoso não é foi Governo PT, mas sim as “elites” nacionais.

As elites querem a privatização, fazendo fortunas com os seus planos mentirosos, que enganam especialmente a uma classe média abestalhada pela TV Globo. Não pagam impostos e compram deputados para ganhar indulgência. Amil, Sul-América e todas as outras roubam o dinheiro que poderia ajudar na redução das filas de espera, nos postos do SUS.

Monteiro Lobato

3. O Jeca Tatu, cansado de morrer desassistido, ganhou o SUS. Nâo é um “presente de grego. Ele tem agora o seu cartão-saúde, que dará a ele progressivamente mais e melhor atendimento (por certo, você já tem o seu, que é fornecido no ato e gratuitamente). Mas isso só acontecerá na medida em que haja interesse e empenho de todos, o que começa com a vontade de participar e a capacidadede votar e eleger políticos, e não bandidos.

Valerá a pena o empenho em participar do esforço para dar saúde ao povo brasileiro. Precisamos ainda aprender o óbvio: os brasileiros merecem um programa de qualidade de saúde e não apenas de planos de assistência médica. Temos nos dignado a pensar na diferença entre essas duas propostas?

Vamos olhar para o que está nos tirando, o governo golpista.

Maria Fernanda Arruda é escritora, midiativista e colunista do Correio do Brasil.

Renúncia de Serra esconde preocupação com Lava Jato, dizem analistas

Serra e Temer estão envolvidos em esquema de propina na Petrobras, segundo delação premiada

Serra é acusado pela Odebrecht, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, de ter recebido R$ 23 milhões em propina na Suíça

 

Por Redação – de Brasília

 

Ocupante do Ministério das Relações Exteriores, o senador José Serra (PSDB-SP) teria mais motivos do que alegou para deixar o posto, na noite passada. Primeiro tucano a integrar a equipe do presidente de facto, Michel Temer, Serra alegou motivos de saúde na carta em que pediu sua exoneração.

Serra e Temer estão envolvidos em esquema de propina na Petrobras, segundo delação premiada
Serra e Temer estão envolvidos em esquema de propina na Petrobras, segundo delação premiada

“Faço-o com tristeza, mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de chanceler”, diz ele.

Segundo o tucano, o tempo para sua recuperação, de acordo com os médicos, é de quatro meses. “Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe”, afirma. Mas analistas políticos discordam.

Serra é acusado por executivos da construtora Norberto Odebrecht, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Ele teria recebido R$ 23 milhões em propina, na Suíça.

Outras razões

Há, ainda, partidários da tese de que o tucano fora deixado de lado nas decisões políticas, principalmente no foro econômico. Eles se somam àqueles que presumem a existência de outros motivos para deixar o Itamaraty. A crescente impopularidade do chefe imediato, Michel Temer, teria pesado na decisão do parlamentar.

Serra ainda alimenta expectativas de concorrer, novamente, à Presidência da República. Seguir na companhia de Temer, disseram alguns de seus correligionários à reportagem do Correio do Brasil, seria um desgaste ainda maior à sua imagem pública.

Vigora, ainda, a versão de que a Lava Jato aproxima-se cada vez mais do cerne político do Palácio do Planalto. E estaria por causar estragos irreversíveis no governo Temer. Mesmo a hipótese de cassação da chapa Dilma-Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também teria pesado na despedida de Serra.

Confira dicas para cuidar da saúde durante o carnaval

O consumo de água e de alimentos leves e seguros deve ser prioridade para aquelas que vão curtir o carnaval atrás dos blocos, na praia ou em lugares com muito sol

Por Redação, com ACS – de Brasília:

Para manter-se saudável e afastar o risco de mal estar durante e depois das festas de Carnaval, o folião não deve se esquecer de cuidados básicos com a saúde.  Alimentação leve, uso de roupas frescas, de protetor solar, consumo de água frequente são as principais dicas indispensáveis para  aproveitar o feriado. Confira como garantir a diversão na folia: 

Alimentação leve, uso de roupas frescas e de protetor solar estão entre as dicas que não devem ser esquecidas pelos foliões
Alimentação leve, uso de roupas frescas e de protetor solar estão entre as dicas que não devem ser esquecidas pelos foliões

O consumo de água e de alimentos leves e seguros deve ser prioridade para aquelas que vão curtir o carnaval atrás dos blocos, na praia ou em lugares com muito sol. O ideal é consumir, no mínimo, dois litros de líquidos por dia. Podendo variar dependendo do organismo de cada pessoa.

Grávidas e mulheres que estão amamentando, por exemplo, precisam aumentar a ingestão. Sucos, chás e frutas naturais também podem entrar na contagem. Mas dê preferência à água pura. O cuidado também deve ser redobrado na época da seca e em dias quentes.

Além da água, o protetor solar é o outro produto que precisa acompanhar os foliões durante a festa. De acordo com especialistas, o protetor solar deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada 2 horas. Se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada. Também é importante usar roupas que não incomodem e não esquentem.

Doenças

O procedimento mais indicado para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). É o uso de camisinha nas relações sexuais. O Ministério da Saúde distribui nas festas de rua e também em postos de saúde de todo o País preservativos masculinos e femininos.

Organizar-se com antecedência é a principal dica para quem vai viajar durante o carnaval. No checklist, é importante o viajante conferir se está com a vacinação em dia. Caso vá viajar para alguma área de risco.

A orientação do Ministério do Turismo é ter atenção na hora de contratar os prestadores de serviços turísticos. Como agências de viagem, guias de turismo, empresas de transporte e meios de hospedagem. 

Governo federal libera R$ 395 milhões para área de saúde

O governo federal vai liberar R$ 395,4 milhões para a área de saúde do estado do Rio de Janeiro

O anúncio da liberação dos recursos foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, juntamente com o prefeito Marcelo Crivella

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O governo federal vai liberar R$ 395,4 milhões para a área de saúde do estado do Rio de Janeiro. O principal objetivo é a redução das filas para procedimentos cirúrgicos. O anúncio da liberação dos recursos foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, juntamente com o prefeito Marcelo Crivella, no auditório do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into).

O governo federal vai liberar R$ 395,4 milhões para a área de saúde do estado do Rio de Janeiro
O governo federal vai liberar R$ 395,4 milhões para a área de saúde do estado do Rio de Janeiro

Na oportunidade, o ministro anunciou ainda a união dos seis hospitais federais do Rio de Janeiro para um mutirão de realização de cirurgias, consultas e exames pré-cirúrgicos para ajudar a desafogar as filas de maior demanda na capital.

Ao todo, os R$ 395,4 milhões serão destinados a 160 serviços/leitos distribuídos em 37 municípios contemplados pela iniciativa.

Dados fornecidos pelo Ministério da Saúde indicam que a expectativa é que em 90 dias sejam realizados 5.460 atendimentos. O mutirão deve ter início no dia 1º de fevereiro.

“O mutirão de cirurgias, exames e consultas especializadas envolverá um total de 5.500 procedimentos dos quais 3.200 cirúrgicos. Que serão realizados nos hospitais federais no Estado. Será uma parceria para unificar as filas de regulação de modo a que todos os procedimentos ocorram de forma permanentemente e integrada em fila única envolvendo todos os serviços de saúde”, ressaltou o ministro Ricardo Barros.

Para o prefeito Marcelo Crivella, a iniciativa do Ministério da Saúde “é uma prova de que o governo do presidente de facto Michel Temer não pretende. Como se chegou a falar, cortar recursos para as áreas da saúde e da educação. Com essas consultas e a parceria com o governo federal nós pretendemos reduzir as filas para consultas e cirurgias que muito nos envergonham”.

Prestação de contas

Ao prestar contas dos 200 dias de sua gestão à frente da pasta da Saúde, o ministro Ricardo Barros. Ele adiantou que os R$ 395,4 milhões que a União está destinando ao Rio de Janeiro é fruto da “otimização dos gastos públicos”. Por parte do ministério. Segundo ele, a iniciativa já possibilitou uma economia total de R$ 1,9 bilhão, o que vai garantir o aumento da assistência à população no âmbito da rede pública de saúde.

Do total liberado para o Rio de Janeiro, R$ 106,6 milhões beneficiam serviços como leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Voltados para os atendimentos de urgência e emergência, saúde bucal, saúde do trabalhador, saúde mental. Rede de atenção à urgência e emergência. Além do custeio de serviços hospitalares e ambulatoriais voltados à assistência especializada. Inclusive os atendimentos de média e alta complexidade, como oncologia. Mais R$ 288,8 milhões são referentes a emendas parlamentares.

Mutirão

O mutirão de cirurgias, consultas e exames pré-cirúrgicos anunciado pelo ministro e pelo prefeito do Rio compreende a união dos seis hospitais federais no estado e tem por objetivo desafogar as filas de maior demanda no município.

A ação terá início já no próximo dia 1º e vai durar 90 dias (de segunda a sexta-feira). Período em que os hospitais federais do Andaraí, Ipanema, Lagoa, Bonsucesso. Cardoso Fontes e dos Servidores do Estado realizarão um total de 5.460 cirurgias e consultas de pacientes encaminhados pelo sistema de regulação do município.

Devem ser realizadas 3.160 cirurgias de média e alta complexidade nas áreas pediátrica. Oftalmológica de catarata, hérnia, vesícula, além de procedimentos cirúrgicos de dermatologia (como biopsias). A previsão é zerar as filas de catarata, vesícula e hérnia nos hospitais federais.

Ministério da Saúde lança chamada pública de pesquisas

O Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) abriram chamada pública, até 19 de fevereiro, para que pesquisadores

Parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz via Proadi-SUS, vai selecionar projetos de estudos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) para o Sistema Único de Saúde

Por Redação, com ACS – de Brasília:

O Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) abriram chamada pública, até 19 de fevereiro, para que pesquisadores possam receber incentivos financeiros para a realização de estudos voltados à área de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). Ao todo, será destinado cerca de R$ 1 milhão, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), para apoiar às atividades e pesquisas que visem contribuir para a resolução dos problemas prioritários de saúde da população brasileira e para o fortalecimento da gestão do SUS.

 

O Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) abriram chamada pública, até 19 de fevereiro, para que pesquisadores
O Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) abriram chamada pública, até 19 de fevereiro, para que pesquisadores

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marcos Fireman, esse é um passo fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento das ações em saúde pública no país. “Essa é a primeira chamada pública em ATS fruto dessa importante parceria entre o MS e o HAOC. Esse instrumento é um importante processo para incentivar a avaliação dos benefícios das tecnologias empregadas em saúde e de suas consequências econômicas e sociais para o SUS”, destaca.

As pesquisas abordarão temas prioritários do Ministério da Saúde. No campo da assistência farmacêutica, por exemplo, foram solicitadas análises econômicas que podem contribuir com o uso racional de medicamentos como. Estatinas, utilizadas para o controle do colesterol, Anticonvulsivantes e do Infliximabe e Rituximabe. Indicados para o tratamento de artrite reumatóide.

A vigilância em saúde também está presente na chamada com estudos que aprimorarão o diagnóstico e tratamento da malária, tuberculose, HIV, H1N1, dentre outros. Já na área de gestão de equipamentos, serão realizados estudos sobre a efetividade de novas tecnologias como acelerador de próton. Que poderão ser utilizados na radioterapia contra o câncer e Oxigenoterapia Hiperbárica, que serve para o tratamento de queimaduras.

Pesquisadores

Para participar, os pesquisadores devem encaminhar seus projetos, em formato de PDF. Para os endereços eletrônicos: rebrats@saude.gov.br, com cópia para sustentabilidade1@haoc.com.br

O proponente deverá, obrigatoriamente, preencher os seguintes requisitos no ato da inscrição. Ser portador de título de doutor e ter currículo na Plataforma Lattes atualizado. O edital está disponível em http://rebrats.saude.gov.br/

As propostas serão avaliadas por um comitê de especialistas designado pelo Ministério da Saúde. Pela Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Para cada projeto.

Cada membro do comitê atribuirá sua pontuação conforme critérios de avaliação, como. Mérito técnico científico, experiência prévia em projeto de pesquisas, participação no SISREBRATS. E ser membro do REBRATS. O resultado final da chamada deve sair no dia 6 de março.

A ATS é a avaliação sistemática dos efeitos ou impactos de uma tecnologia em saúde. Que englobam medicamentos, materiais, equipamentos, procedimentos, sistemas organizacionais. Programas e protocolos assistenciais. O objetivo é gerar mecanismos que aprimorem a atenção e os cuidados com a saúde prestados à população.

Programa de Apoio

A chamada pública faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Desde 2009 tem investido recursos para o fortalecimento do SUS e financiamento, com recursos de isenção fiscal (COFINS e cota patronal do INSS). Concedida aos hospitais filantrópicos de excelência reconhecidos pelo Ministério da Saúde.

O Programa conta com 412 projetos, e ainda tem mais de 123 em execução, em estudos de avaliação e incorporação de tecnologia. Capacitação de recursos humanos, pesquisas de interesse público em saúde e desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde. Ao todo, já foram investidos cerca de R$ 4 bilhões.

Devido à importância estratégica da ATS para o SUS o Ministério da Saúde criou e apoia desde 2008 a Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde – REBRATS. A Rede possui atualmente 104 instituições membro. O que representa o envolvimento de mais de mil pesquisadores e gestores em saúde.

Ela integra instituições de ensino, pesquisa e serviços de saúde, com o objetivo de fortalecer a tomada de decisão baseada em evidências científicas no SUS. A REBRATS possui o maior repositório de estudos completos de ATS na língua portuguesa, de acesso gratuito. Atualmente com mais de 500 estudos

Ministério da Saúde apura suspeita de febre amarela em MG

Pasta investiga se registros estão relacionados a outras doenças que apresentam febre hemorrágica

A pasta investiga a possibilidade de que estes casos possam estar associados a outras doenças que apresentam febre hemorrágica, como dengue, leptospirose, hepatite viral, entre outras

Por Redação, com ACS – de Brasília:

O Ministério da Saúde  notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS), sobre 12 casos e cinco óbitos suspeitos de febre amarela, em seis municípios de Minas Gerais. A notificação foi feita conforme prevê o Regulamento Sanitário Internacional. 

Pasta investiga se registros estão relacionados a outras doenças que apresentam febre hemorrágica
Pasta investiga se registros estão relacionados a outras doenças que apresentam febre hemorrágica

Todos os municípios com registros de casos (Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga e Imbé de Minas) fazem parte da área de recomendação para vacinação. Assim como todo o estado de Minas Gerais.

A pasta investiga a possibilidade de que estes casos possam estar associados a outras doenças que apresentam febre hemorrágica, como dengue, leptospirose, hepatite viral, entre outras.

O Estado de Minas Gerais notificou o governo federal na última quinta-feira. A investigação é conduzida, em conjunto. Pelo Ministério da Saúde, Estado de Minas Gerais e municípios envolvidos. O ministério disponibilizou técnicos para acompanhar e auxiliar o estado e municípios nesta investigação.

O laboratório de referência estadual (Fundação Ezequiel Dias) realiza testes para diagnóstico de febres hemorrágicas para identificar a doença. 

O Regulamento Sanitário Internacional prevê que eventos de importância para saúde pública sejam comunicados à OMS. Como agora, no aglomerado de casos suspeitos e óbitos suspeitos de febre amarela no estado de Minas Gerais.

Vacina

O Ministério da Saúde recomenda às pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais. Ou de mata, que são Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela. A vacinação contra a doença. Os meses de dezembro a maio são o período de maior número de casos com transmissão considerada possível em grande parte do Brasil.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Em 2016, foram repassados aos Estados mais de 16 milhões de doses. Sendo mais de 3 milhões para o Estado de Minas Gerais.

Todos os Estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. O Estado de Minas Gerais conta com 250 mil doses em estoque.