Hong Kong: motoristas do Uber são considerados culpados de uso ilegal de veículos

A avaliação de especialistas é de que a decisão tem um efeito desanimador sobre os motoristas de Hong Kong que trabalham para a empresa de São Francisco

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong:

Cinco motoristas do serviço de transporte urbano por aplicativo Uber em Hong Kong foram considerados culpados de usarem ilegalmente seus veículos para fins comerciais por um tribunal local nesta sexta-feira, em um potencial golpe às operações do Uber Technologies no pólo financeiro asiático.

A empresa continuará a realizar serviços de compartilhamento de corridas na cidade
A empresa continuará a realizar serviços de compartilhamento de corridas na cidade

A avaliação de especialistas é de que a decisão tem um efeito desanimador. Sobre os motoristas de Hong Kong que trabalham para a empresa de São Francisco. Que está lutando com problemas semelhantes com reguladores em toda a Ásia. O Uber saiu de Taiwan há menos de um mês.

O Uber disse que estava decepcionado com o veredito.

– Pensamos que é contra o interesse de vários milhões de passageiros do Uber. Motoristas e o interesse coletivo das pessoas de Hong Kong. Nós pensamos que o transporte compartilhado não deve ser um crime – disse a diretora-geral do Uber em Hong Kong, Kenneth She.

A empresa continuará a realizar serviços de compartilhamento de corridas na cidade.

Segurança

Os motoristas de Hong Kong foram condenados por conduzir um veículo a motor para o transporte de passageiros por contrato. E porque os seus seguros excluíam o uso comercial, deixando os passageiros desprotegidos.

– Eu não vejo a ação que os réus mostraram ter qualquer diferença significativa ou material daquela de … motoristas de táxis piratas no passado – afirmou o juiz So Wai-tak no julgamento.

Os motoristas, que foram presos durante uma operação policial contra a empresa em agosto de 2015, após reclamações de taxistas locais, foram multados em o equivalente a US$ 1.287,91 e tiveram suas carteiras de motorista suspensas por 12 meses.

Processo da Alphabet contra Uber consolida fim de parceria complicada

O processo, aberto pela unidade de carros autônomos Waymo, da Alphabet, está agitando a crescente indústria que está sendo considerada como o futuro do transporte rodoviário privado

Por Redação, com Reuters – de São Francisco:

Quando o Uber estava levantando capital de risco em 2013, a empresa era uma das mais atraentes, e ninguém estava mais disposto a preencher um cheque que Bill Maris e David Krane, do braço de investimentos do Google.

A Alphabet, controladora do Google, está processando o Uber por roubo de segredos corporativos
A Alphabet, controladora do Google, está processando o Uber por roubo de segredos corporativos

Porém, nem todo mundo na Google Ventures, atualmente conhecida como GV, concordava. A companhia já tinha investido em uma rival. A Sidecar, e o Uber estava querendo um valor muito elevado na época.

Maris e Krane acabaram prevalecendo e o investimento é hoje considerado um dos maiores sucessos da GV. No papel, o investimento inicial de US$ 258 milhões em 2013. Multiplicou por 14 vezes nos três anos seguintes, para mais de US$ 3,5 bilhões.

Mas agora a Alphabet, controladora do Google, está processando o Uber por roubo de segredos corporativos. Alegando que um de seus principais engenheiros no programa de carro autônomo. Acessou milhares de arquivos confidenciais. Incluindo projetos que o ajudaram a fundar a companhia de caminhões autônomos Otto e a vender a empresa rapidamente para o Uber. O Uber nega as acusações.

Processo

O processo, aberto pela unidade de carros autônomos Waymo, da Alphabet, está agitando a crescente indústria que está sendo considerada. Como o futuro do transporte rodoviário privado.

A relação complexa entre as duas empresas foi tensa desde o início, segundo fontes com conhecimento do assunto, e azederam de vez com o aumento da competitividade entre as duas.

Agora, se o processo da Waymo atingir o Uber, o investimento da GV na companhia pode ser afetado por uma raridade no Vale do Silício: um grande investimento minado pelos próprios investidores da companhia.

Companhia

– Se a Waymo ganhar, a GV perde – disse Stephen Diamond, professor associado de direito na Santa Clara University.

O processo é apenas um de uma série de revezes sofridos pelo Uber, incluindo alegações de assédio sexual que dispararam uma investigação interna, um vídeo do presidente-executivo, Travis Kalanick, discutindo com um motorista do Uber que o fizeram fazer um pedido público de desculpas, e admissão pelo Uber na sexta-feira de que usou uma ferramenta secreta de rastreamento para evitar autoridades.

– Avaliamos as alegações da Waymo e determinamos que elas são uma tentativa sem fundamento de desacelerar um competidor e vamos nos defender vigorosamente contra eles no tribunal – disse o Uber em comunicado. Uma porta-voz da GV não comentou o assunto.

Uber sofre derrota judicial em Londres

O Uber, com sede em São Francisco, enfrentou proibições e protestos em todo o mundo e colocou órgãos reguladores atrás da tecnologia que tem desestabilizado os operadores tradicionais

Por Redação, com Reuters – de Nova York/Londres:

O Uber perdeu nesta sexta-feira uma batalha para impedir um órgão regulador de Londres de obrigar os motoristas da empresa de transporte urbano por aplicativo a provarem suas habilidades de leitura e escrita em inglês, o último revés para a companhia em Londres, que agora pode perder alguns trabalhadores.

O Uber iniciou uma ação legal em agosto
O Uber iniciou uma ação legal em agosto

O Uber, com sede em São Francisco, enfrentou proibições e protestos em todo o mundo. Colocou órgãos reguladores atrás da tecnologia que tem desestabilizado os operadores tradicionais.

O Uber iniciou uma ação legal em agosto depois que o órgão público Transport for London (TfL, na sigla em inglês). Disse que os motoristas deveriam provar sua capacidade de se comunicar em inglês. Incluindo um padrão de leitura e escrita que o Uber disse ser muito alto.

– O TfL tem o direito de exigir que os condutores de aluguel privado demonstrem conformidade com a língua inglesa – disse o juiz John Mitting ao rejeitar a reivindicação do Uber.

O Uber disse no início desta semana no tribunal que ter um nível tão alto de competência exigida para inglês poderia significar a perda de licenças por 33 mil motoristas privados em Londres.

Carros autônomos

O Uber Technologies informou que planeja se adequar às regras na Califórnia. E que pedirá licença para colocar os veículos autônomos de volta às ruas do Estado norte-americano. Após uma disputa legal entre a empresa e as autoridades locais em dezembro.

Dois dos carros autônomos do Uber já estão circulando em São Francisco. Mas estão sendo dirigidos manualmente enquanto a companhia “adota as medidas para concluir o procedimento para obtenção de licença para teste”. Disse a porta-voz do serviço.

O Departamento de Veículos Motores da Califórnia (DMV, na sigla em inglês) confirmou ter tido conversas com o Uber. Para ajudar a empresa a obter a licença para testar seus carros autônomos. Mas a companhia ainda não submeteu formalmente a solicitação. Afirmou a porta-voz do departamento, Jessica Gonzalez.

A obtenção da licença permitiria ao Uber retomar os testes de veículos autônomos em São Francisco, que no ano passado foram suspensos apenas uma semana depois de terem sido iniciados.

O DMV exige uma autorização especial para o uso de carros autônomos em rodovias públicas. Pelo menos 23 outras empresas que atualmente exploram a tecnologia. Incluindo o Google, a Tesla Motors e a Ford Motor, obtiveram aval para os testes na Califórnia.

Mas o Uber desafiou as regras em dezembro. Ao tentar lançar o programa em São Francisco sem a devida licença sob a justificativa de que os carros não eram capazes de se locomover “sem…. controle ativo ou monitoramento”. Como a lei da Califórnia define os veículos autônomos.

Sem a autorização, o DMV suspendeu o registro dos 16 carros autônomos do Uber uma semana após a empresa tê-los colocado nas vias públicas. Os veículos em teste foram trazidos para o Arizona. Onde as companhias não precisam de licença especial para operá-los.

 

Alphabet acusa Uber de roubo de tecnologia para carros autônomos

A Waymo acusou o Uber e a Otto, unidade adquirida pela empresa de transporte urbano em agosto, de roubo de informações confidenciais

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Hong Kong:

A unidade de carros autônomos da Alphabet Waymo processou o Uber Technologies e sua subsidiária de transporte autônomo para caminhão Otto, alegando roubo de sua tecnologia própria e confidencial de sensores.

A unidade de carros autônomos da Alphabet Waymo processou o Uber Technologies e sua subsidiária de transporte autônomo para caminhão Otto
A unidade de carros autônomos da Alphabet Waymo processou o Uber Technologies e sua subsidiária de transporte autônomo para caminhão Otto

A Waymo acusou o Uber e a Otto, unidade adquirida pela empresa de transporte urbano em agosto, de roubo de informações confidenciais. Sobre a tecnologia de sensor Lidar da Waymo para ajudar a acelerar seus próprios esforços em tecnologia autônoma.

– A tecnologia LiDAR da Uber é, na verdade, a tecnologia LiDAR da Waymo – diz a denúncia da Waymo no Distrito Norte da Califórnia.

O Uber disse que levou “as alegações feitas contra funcionários da Otto e da Uber com seriedade e vamos rever este assunto com cuidado”.

A Lidar, que utiliza pulsos de luz refletidos sobre objetos para medir sua posição na ou perto da estrada. É um componente crucial de sistemas de condução autônoma. Os sistemas anteriores foram proibitivamente caros. A Waymo procurou projetar um mais de 90 % mais barato. Tornando sua tecnologia Lidar entre os “ativos mais valiosos da empresa”, disse a Waymo.

A Waymo está pedindo um montante não especificado em danos. Uma ordem judicial que impede o Uber de usar suas informações proprietárias.

Empresas de tecnologia

O regulador de valores mobiliários da China está considerando oferecer um atalho para algumas das maiores empresas de tecnologia do país listarem suas ações. Permitindo que furem uma longa fila de candidatos e impulsionem as bolsas do país. De acordo com seis fontes com conhecimento das propostas.

As fontes disseram que as companhias que estão sendo consideradas para utilizarem o atalho poderiam incluir a filial financeira do Alibaba Ant. A companhia de tecnologia financeira mais valiosa do mundo. A seguradora Zhong An Online Property and Casualty Insurance e a fabricante de software de segurança Qihoo 360 Technology.

A Ant Financial, avaliada em US$ 60 bilhões na rodada de financiamento mais recente do ano passado. Deverá ser uma das maiores ofertas públicas iniciais (IPOs) de 2017. Embora a Ant não tenha especificado um local de listagem preferencial, analistas e banqueiros. Disseram anteriormente que o negócio provavelmente ocorrerá em Hong Kong, dada a fila no continente.

A China está perdendo para a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Para o Nasdaq listagens importantes de tecnologia. Portanto mais IPOs em casa podem significar milhões de iuanes em receita para os bancos de investimento chineses, que dominam a emissão de ações domésticas.

Há cerca de 700 empresas esperando por uma luz verde da China Securities Regulatory Commission (CSRC). O órgão regulador do mercado de capitais do país, para listar em Xangai ou Shenzhen.

Embora o regulador tenha aumentado o ritmo das aprovações nos últimos meses. Isso ainda deixa uma espera típica de 18 meses. Ou mais antes que as empresas sejam capazes de levantar fundos. Tornando o mercado interno desinteressante para as empresas de tecnologia de crescimento rápido que precisam de fundos para alimentar suas expansão.

Motorista do Uber é morto em assalto na Zona Norte

Carlos Henrique Gonçalves Figueiredo Filho, de 25 anos, estava com um casal de passageiros, que havia buscado na rua Morais e Silva, no Maracanã

De acordo com a passageira, três homens armados em um carro abordaram o veículo poucos metros a frente, na rua Ibituruna

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro:

 

Um motorista do aplicativo Uber foi morto durante uma tentativa de assalto, na madrugada desta segunda-feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Carlos Henrique Gonçalves Figueiredo Filho, de 25 anos, estava com um casal de passageiros, que havia buscado na rua Morais e Silva, no Maracanã.

Carlos Henrique Gonçalves Figueiredo Filho, de 25 anos, estava com um casal de passageiros, que havia buscado na rua Morais e Silva, no Maracanã
Carlos Henrique Gonçalves Figueiredo Filho, de 25 anos, estava com um casal de passageiros, que havia buscado na rua Morais e Silva, no Maracanã

De acordo com a passageira, três homens armados em um carro abordaram o veículo poucos metros a frente, na rua Ibituruna.

O pai da vítima contou que ele não reagiu ao assalto e desceu do veículo. Ainda assim, o grupo atirou contra o motorista, o acertando no peito.

O motorista  foi socorrido no Hospital Israelita Albert Sabin, também no Maracanã. Ele chegou consciente, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso foi registrado na delegacia da Praça da Bandeira, mas será encaminhado para a DH (Delegacia de homicídios).

Operações na Cidade de Deus

Operações policiais de busca e apreensão coletivas na Cidade de Deus, comunidade da Zona Oeste do Rio, agora só poderão ocorrer amparadas por mandados judiciais. A decisão foi tomada por unanimidade pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Ao julgar habeas corpus impetrado pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), da Defensoria Pública do Estado do Rio.

Segundo a Defensoria, a medida anula decisão anterior tomada pelo plantão judiciário em novembro do ano passado. Que autorizava tais ações sem mandado judicial individual. Depois que quatro policiais morreram em consequência da queda de um helicóptero da Polícia Militar (PM) que dava cobertura à operação policial na comunidade.

O julgamento do caso, cujo relator foi o desembargador Paulo Baldez, ocorreu na quinta-feira e teve o acompanhamento do defensor público Daniel Lozoya. Para o defensor, a anulação daquela decisão judicial. “Além dos efeitos práticos de reafirmação da legalidade e de rechaço ao discurso de estado de exceção nas favelas. É um precedente para balizar situações futuras, com vistas a inibir que tais ações se repitam”.

Plantão Judiciário

Por ocasião da queda do helicóptero da Polícia Militar. Foi levantada a hipótese de que a aeronave tenha caído ao ser atingida por disparos de fuzis. Efetuados por traficantes que trocavam tiros com a polícia, em reação à operação. O fato até hoje não ficou comprovado. Já que não havia marcas de tiros nem nos corpos dos policiais, nem na aeronave que caiu.

No dia seguinte à queda do helicóptero, em 20 de novembro. Sete corpos com indícios de execução foram encontrados na Cidade de Deus. Dois dias depois, a Delegacia de Combate às Drogas pediu autorização à Justiça para colocar em prática a busca coletiva. A autorização foi concedida pelo plantão judiciário.

Em seguida, em defesa coletiva dos direitos dos moradores. A Defensoria Pública, ingressou comhabeas corpus no plantão judiciário solicitando a suspensão da autorização, pedido que foi negado. Na ocasião, o órgão entendeu que a operação seria necessária, mesmo sem o mandado específico para entrada nas residências.

CEO do Uber deixa grupo de consultoria empresarial de Trump

Campanhas nas mídias sociais contra o Uber pediam que os usuários deletassem suas contas e optassem por serviços rivais como a Lyft

Por Redação, com Reuters – de Nova York:

O presidente-executivo da Uber Technologies, Travis Kalanick, abandonou o grupo de consultoria empresarial criado pelo presidente Donald Trump em meio à crescente pressão de ativistas e funcionários contra as políticas de imigração do seu governo.

O presidente-executivo da Uber Technologies, Travis Kalanick, abandonou o grupo de consultoria empresarial criado pelo presidente Donald Trump
O presidente-executivo da Uber Technologies, Travis Kalanick, abandonou o grupo de consultoria empresarial criado pelo presidente Donald Trump

– Não me juntei ao grupo para endossar o presidente ou sua agenda. Mas infelizmente foi interpretado exatamente como isso – afirmou Kalanick, que planejava ir a uma reunião do grupo nesta sexta-feira, em email enviado aos funcionários e visto pela Reuters.

Mais tarde, a porta-voz do Uber, Chelsea Kohler, confirmou que o presidente da empresa havia deixado o grupo.

Entre os críticos às políticas de Trump estão muitos motoristas do Uber, que são imigrantes.

Campanhas nas mídias sociais contra o Uber pediam que os usuários deletassem suas contas. E optassem por serviços rivais como a Lyft. O Uber vem contatando os usuários que deletaram o aplicativo para dizer que compartilha das preocupações e que compensará os motoristas afetados pela restrição imposta pelo governo Trump.

Kalanick afirmou ter conversado brevemente com Trump sobre a decisão de imigração e “seus problemas para nossa comunidade”. Dizendo ao presidente que não se juntaria ao conselho econômico.

– Há muitas formas de continuarmos advogando por mudanças na imigração. Mas permanecer no conselho ficaria no caminho disso. O decreto presidencial prejudica muitas pessoas nas comunidades em toda a América – escreveu em nota aos funcionários.

– Famílias estão sendo separadas, pessoas estão presas no exterior e há crescente temor de que os EUA não mais sejam um lugar que acolhe imigrantes – acrescentou.

Em comunicado na quinta-feira. A Casa Branca não mencionou o Uber e disse que Trump “entende a importância de um diálogo aberto com líderes empresariais. Para discutir a melhor forma de tornar a nação uma economia mais forte.”

Microsoft

A Microsoft informou na quinta-feira que enviou uma proposta ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para criar um programa que permita que pessoas de sete países predominantemente muçulmanos entrem e saiam dos Estados Unidos. Em viagens de negócios ou de emergência familiares ou que não tenham cometido nenhum crime.

Em uma carta ao secretário de Segurança Interna, John Kelly, e ao secretário de Estado, Rex Tillerson. O presidente da Microsoft, Brad Smith, delineou um programa para revisão caso a caso das exceções a uma proibição de viagens instituída na semana passada.

A proposta da empresa argumenta que os secretários têm o poder de conceder exceções à proibição de viagens por ordem emitida na semana passada pelo presidente Trump.

Empresas de tecnologia como Microsoft, Alphabet, dona do Google; Apple e Amazon.com têm se manifestado contrariamente à ordem de Trump. Argumentando que elas dependem de trabalhadores de todo o mundo para permitir a continuidade de suas atividades.

Google, Uber, Starbucks e Airbnb ajudarão refugiados nos EUA

O tema ganhou destaque recentemente após a polêmicadecisão do presidente Donald Trump de suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA

Por Redação, com Ansa – de Washington:

Grandes empresas dos Estados Unidos, como Starbucks, Google, Uber e Airbnb, decidiram adotar políticas de apoio a imigrantes. O tema ganhou destaque recentemente após a polêmicadecisão do presidente Donald Trump de suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA por pelo menos 90 dias. As informações são da Agência Ansa.

Grandes empresas dos Estados Unidos - como Starbucks, Google, Uber e Airbnb – decidiram adotar políticas de apoio a imigrantes
Grandes empresas dos Estados Unidos – como Starbucks, Google, Uber e Airbnb – decidiram adotar políticas de apoio a imigrantes

A famosa cadeia de cafeterias Starbucks afirmou que empregará 10 mil refugiados em suas lojas em todo o mundo. Dará preferência, nos EUA, a imigrantes que serviram às Forças Armadas do país. “Existem mais de 65 milhões de cidadãos do mundo reconhecidos como refugiados pelas Nações Unidas. Nós estamos desenvolvendo planos de contratar 10 mil deles em 75 países onde a Starbucks faz negócios”, afirmou o CEO da companhia, Howard Schultz.

– Nós somos todos obrigados a assegurar que nossos políticos eleitos nos ouçam individualmente e coletivamente. A Starbucks está fazendo a sua parte – disse Schultz, que ressaltou que fará seu melhor para que a empresa e seus funcionários não sejam afetados por outras medidas de Trump. Como o aumento de impostos sobre produtos mexicanos.

A gigante Google também se mostrou indignada com as restrições apresentadas pelo mandatário republicano e anunciou que criou um fundo de US$ 4 milhões. Dos quais US$ 2 milhões são oriundos de doações de funcionários da empresa. Destinado a quatro organizações que lidam com imigrantes. A American Civil Liberties Union, a Immigrant Legal Resource Center. O International Rescue Comittee e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Doações

Em um comunicado aos funcionários, o CEO da companhia, Sundar Pichai. Afirmou que altos executivos da Google também farão doações para o fundo. Além disso, Pichai pediu na sexta-feira que todos os funcionários da empresa que possam ser afetados pelas medidas de Trump. Voltem imediatamente para os EUA. Contatem a empresa para receber ajuda. Segundo o CEO, mais de 100 funcionários são atingidos pelo decreto do presidente norte-americano.

Já o Uber disse que criará um fundo de defesa legal de US$ 3 milhões para ajudar seus motoristas afetados por medidas de Trump relacionadas à imigração. O CEO da empresa, Travis Kalanick, disse que o Uber pressionará o governo dos EUA a devolver o direito de viajar de qualquer cidadão norte-americano. Independente da sua nacionalidade de origem. No entanto, muitos consideram hipócrita a decisão de Kalanick. Já que ele se reunirá com Trump na próxima sexta para tratar de negócios.

A plataforma de hospedagem Airbnb informou no domingo. Através do seu CEO, Brian Chesky, que providenciará moradia gratuita para refugiados e para qualquer pessoa que não puder entrar nos EUA. “Nós temos 3 milhões de casas. Então nós definitivamente podemos encontrar um lugar para essas pessoas ficarem”. Afirmou Chesky, em nota oficial, ressaltando que impedir a entrada de pessoas como decidido por Trump “não está certo”.

Tokyo Century investe em rival do Uber

O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab

O acordo prevê a colaboração em opções de locação e aluguel para motoristas da Grabcar. Em setembro, a Grab levantou US$ 750 milhões em uma rodada de financiamento

Por Redação, com Reuters – de Cingapura:

O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab, maior rival do Uber no Sudeste Asiático, disseram as empresas em comunicado nesta quinta-feira, sem especificarem o valor da transação.

O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab
O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab

O acordo prevê a colaboração em opções de locação e aluguel para motoristas da Grabcar. Em setembro, a Grab levantou US$ 750 milhões em uma rodada de financiamento. Na qual a empresa foi avaliada em mais de US$ 3 bilhões. De acordo com uma fonte a par do assunto.

Regras mais rígidas

O Uber defendeu seu modelo de negócios no tribunal mais alto da Europa na terça-feira. Dizendo que seu serviço facilitou a mobilidade das pessoas e reduziu a poluição. Num caso que pode levar as startups baseadas em aplicativos enfrentarem uma regulação mais rigorosa.

O aplicativo, que se expandiu para a Europa há cinco anos, tem sido atacado por empresas de táxis e alguns países da União Europeia. Porque não está sujeito às estritas regras locais de licenciamento e segurança aplicáveis a alguns concorrentes.

A disputa do Uber com o principal operador de táxi de Barcelona, que em 2014 o acusou de dirigir um serviço de táxi ilegal pelo serviço UberPOP. É vista como referência que pode levar o Tribunal de Justiça da União Europeia a classificá-lo como uma empresa de transporte em vez de um serviço digital.

A decisão sujeitaria a empresa a regras mais rígidas sobre licenciamento, seguro e segurança. Com possíveis efeitos para outras startups. Como as empresas de aluguel de casa Airbnb e de entrega de alimentos Deliveroo.

Também pode limitar os esforços da Comissão Europeia para impulsionar o comércio eletrônico. Um setor em que a UE se situa atrás da Ásia e dos Estados Unidos, para impulsionar o crescimento econômico e criar postos de trabalho.

O Uber é avaliado em mais de US$ 60 bilhões e seus investidores incluem Goldman Sachs e GV, antes conhecido como Google Ventures.

O aplicativo tem enfrentado protestos, proibições e ações legais em todo o mundo. Incluindo nos Estados Unidos e em grande parte da Europa, pois perturba as práticas comerciais existentes.

Protestos trabalhistas

Motoristas do serviço de transportes urbanos Uber se juntaram a protestos nacionais. Quando ativistas e trabalhadores que recebem baixos salários devem renovar os pedidos. Por melhores salários e pelo direito de se filiar a um sindicato. Na esteira da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, disseram organizadores.

Centenas de motoristas do Uber em duas dúzias de cidades. Incluindo São Francisco, Miami e Boston, pela primeira vez juntaram suas vozes à campanha “Luta por US$ 15”. Apoiada pelos sindicatos, que ajudou a convencer várias cidades e Estados a aumentar o salário inicial. Significativamente acima do salário mínimo dos EUA, de US$ 7,25.

Justin Berisie, 34 anos, é motorista do Uber em Denver e se juntou aos protestos de terça-feira.

– Alguém que mora nos EUA e vai trabalhar todos os dias. Esta pessoa merece viver decentemente – disse Berisie, pai de uma menina de 5 anos que está lutando para fechar as contas no fim do mês. Ele disse que ganha US$ 500 ou menos. Antes de despesas como gasolina, durante uma semana média, em que trabalha por 50 ou 60 horas.

A campanha “Luta por US$ 15” já dura quatro anos. Inclui empregados de restaurantes fast-food, trabalhadores domésticos, carregadores de bagagem em aeroportos e outros trabalhadores que recebem baixa remuneração.

Os organizadores do movimento, que é apoiado pelo Sindicato Internacional dos Trabalhadores de Serviços disseram que os protestos aconteceram em 340 cidades. Em quase 20 dos aeroportos mais movimentados do país.

Espera-se que a política dos Estados Unidos se torne menos favorável aos trabalhadores. Após a eleição de Trump. Enquanto o partido Republicano controla ambas as casas do Congresso. Bem como agências federais que governam a formação de sindicatos, regras de horas extras e muito mais.

Eduardo Paes sanciona lei que proíbe Uber no Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou lei que proíbe o uso de carros particulares para o transporte

Segundo a lei, ficam proibidas também as contratações e os cadastros de estabelecimentos comerciais cujos serviços incluam o uso do transporte sem a autorização e permissão da prefeitura

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou lei que proíbe o uso de carros particulares para o transporte remunerado de pessoas no município do Rio. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na manhã desta segunda-feira. O aplicativo Uber é o principal tipo de serviço nessa categoria.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou lei que proíbe o uso de carros particulares para o transporte
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou lei que proíbe o uso de carros particulares para o transporte

Segundo a lei, ficam proibidas também as contratações e os cadastros de estabelecimentos comerciais cujos serviços incluam o uso do transporte sem a autorização e permissão da prefeitura. Em caso de descumprimento, será aplicada multa.

Os serviços de transporte público individual remunerado de passageiros serão mantidos através dos veículos legalizados pelo município. Cuja atividade privativa é restrita aos táxis, segundo o texto. A lei entra em vigor nesta segunda-feira.

Os motoristas

Os motoristas que prestam serviços ao aplicativo. Porém, estão amparados por uma decisão judicial que permite a atividade. A vereadora Vera Lins (PP) disse que vai recorrer dessa decisão.

O motorista Vitor Antunes, que presta serviços como motorista pelo aplicativo Uber, se mostrou confiante de que a nova lei não seja definitiva. “A gente já esperava algo do tipo, já que essa novela já vem há um bom tempo.

– O Uber é um serviço que caiu no gosto do público, muito bem requisitado e é uma alternativa aos táxis que têm seus problemas de relacionamento com os clientes. Tem muita água para rolar ainda. Não acredito que este seja o desfecho do caso – disse.

Antunes lembrou que muitos motoristas têm no Uber sua principal fonte de renda para sustentar as famílias. Na avaliação dele, caso o Uber seja suspenso definitivamente, muitas pessoas passarão por dificuldades financeiras.

– Afinal, os taxistas não perderam o emprego. Se isso acontecer, nós perderemos. Os táxis apenas ganharam uma concorrência. Eu, por exemplo, comprei um carro só para poder rodar pelo Uber. Se for proibido, ficarei sem dinheiro, já que fui demitido do meu emprego e essa é minha única renda atual. Além de eu não estar nem na metade das parcelas do carro.

Para José Marcos Bezerra, diretor-presidente do Conselho Regional dos Taxistas do Rio de Janeiro, o transporte clandestino, como ele classificou. Tem que ser combatido já que muitos taxistas sofreram uma queda em seu rendimento graças ao avanço do Uber como opção para transporte.

– É preciso acabar com essa clandestinidade. Eles têm que ser fiscalizados, assim como somos. Não é justo não passarem pelas vistorias e exigências que passamos e tomarem nossos clientes. Tivemos uma queda de 70% graças a isso. Estamos sofrendo demais por conta dessa concorrência desleal – lamentou.

À Agência Brasil informou que procurou a assessoria do aplicativo Uber, mas, até o fechamento desta reportagem, a empresa responsável ainda não havia se posicionado sobre o assunto.

Uber diz que ações contra aplicativo prejudicam cidadãos de Taiwan

A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços

Nesta semana, autoridades do setor de transportes informaram que pedirão à Apple e à holding do Google que retirem os aplicativos Uber de suas lojas

Por Redação, com Reuters – de Taipé:

A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços da empresa no país. Os comentários, feitos em uma carta aberta publicada no site do Uber nesta quinta-feira, surgem em meio à disputa travada entre o governo local e a companhia norte-americana.

A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços
A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços

Nesta semana, autoridades do setor de transportes informaram que pedirão à Apple e à holding do Google que retirem os aplicativos Uber de suas lojas .Incluindo o UberEATS, o mais novo serviço de entrega de comida.

No fim de outubro, o governo taiuanês comunicou que os parlamentares teriam chegado a um consenso. Sobre a elevação de potenciais multas que afetariam as operações do Uber no país dos atuais US$ 150 mil taiuaneses (US$ 4.707,36). Para até US$ 25 milhões taiuaneses.

– Esses desdobramentos ameaçam diretamente os interesses de mais de um milhão de cidadãos taiuaneses. Especialmente mães, pais, aposentados, profissionais, e os desempregados. Agora dependem das oportunidades econômicas criadas pelo Uber – disse a companhia em carta assinada por Mike Brown, gerente regional da Uber na região Ásia-Pacífico.

O Uber opera em Taiwan mais como uma plataforma online que como uma empresa de transporte. O que autoridades taiuanesas consideram uma descaracterização dos serviços. Portanto, exigem o pagamento de impostos.

A empresa alega que cumpre com as regulações locais, incluindo o pagamento de tributos. A companhia já se deparou com problemas legais similares em outros mercados da Ásia.

Uber

A Uber chegou a Taiwan em 2013 e sua crescente popularidade desagradou motoristas de taxi. Eles chegaram a promover uma grande manifestação contra o serviço no início deste ano.

O Uber opera em Taiwan como uma plataforma de tecnologia baseada em Internet, em vez de uma empresa de transportes. 

No entanto, o Uber disse que está se comunicando com as autoridades de Taiwan e cumpre com as regulamentações locais.

– O Uber não faz o que disse que iria fazer. Então estamos buscando outros caminhos ao pedir que seus aplicativos sejam removidos da (loja de aplicativos) Apple e do Google – disse à agência inglesa de notícias Reuters por telefone Liang Guo-guo. Porta-voz do Diretório Geral de Rodovias de Taiwan, que está cuidando do assunto.

Liang disse que a solicitação incluiria a remoção do aplicativo UberEATS, que o Uber lançou em Taiwan na terça-feira. Como parte de seu esforço para se expandir além do principal negócio de transporte ao redor do mundo.

Uber e Apple não responderam imediatamente com comentários. Um porta-voz do Google apontou as políticas do Google Play. Sua loja de aplicativos, que indicam que a companhia não permite aplicativos que facilitem ou promovam atividades ilegais. Mas não quis fazer mais comentários.