Amigo de Temer conta história bem diferente a Moro para livrar Padilha

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos

Caso prevaleça essa versão do amigo de Temer, Padilha estaria distante dos fatos e caberia a Cunha, em última análise, responder por mais este crime

Por Redação – de São Paulo

A versão do empresário José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente de facto, Michel Temer, de que teria sido ‘mula’ do chefe da Casa Civil afastado Eliseu Padilha, não bate com o depoimento do ex-diretor da Odebrecht José Carvalho Filho. Ele teria autorizado o pagamento de R$ 4 milhões, dos R$ 11 milhões negociados, diretamente, com o dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, num jantar com Temer e Padilha. Temer saiu da sala e deixou Padilha para negociar a divisão do butim, confessou o ex-executivo em sua delação premiada.

Quadrilha

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos
Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data, com um histórico de negócios muito bem sucedidos

No repasse do dinheiro, Carvalho Filho disse aos investigadores da Operação Lava Jato, em uma versão vazada para a mídia conservadora, que um operador da Odebrecht levou uma parte dos recursos combinados ao escritório de advocacia de Yunes, em São Paulo. O mensageiro, porém, não era o doleiro Lúcio Funaro. Este seria ligado ao presidiário Eduardo Cunha, ex-deputado do PMDB fluminense. O ex-executivo foi chamado a depor, nesta sexta-feira, para explicar melhor a história de José Yunes.

Caberá ao preposto da empreiteira citar o nome do homem que transportou um pacote de dinheiro, supostamente, ao escritório de Yunes, no centro financeiro da capital paulista, em 2014, que procurou, espontaneamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) para detalhar, segundo seu ponto de vista, o trânsito de recursos obtidos de forma criminosa, da principal empresa que integrou a quadrilha montada para desviar recursos da Petrobras.

Dinheiro sujo

Yunes disse aos investigadores que Lúcio Funaro, ligado Cunha, deixou um pacote a seu escritório a pedido de Padilha. Garantiu, no entanto, desconhecer o conteúdo. Caso prevaleça essa versão, Padilha estaria distante dos fatos e caberia a Cunha, em última análise, responder por mais este crime.

Carvalho Filho admite a entrega do pacote e informa que continha cerca de R$ 1 milhão, em notas de R$ 100, segundo versão passada à mídia aliada ao governo. Mas quem levou o dinheiro ao escritório de Yunes foi um funcionário do Departamento de Operações Estruturadas (propinas). E ele não era Lúcio Funaro.

Quem citou Carvalho Filho à polícia foi Cláudio Melo Filho, em depoimento ao TSE na segunda-feira. Segundo Melo Filho, cabia a José Filho distribuir os R$ 4 milhões iniciais, do total de R$ 11 milhões, para o PMDB comandado por Michel Temer, nas eleições de 2014. Uma outra parte desses recursos foi entregue, segundo o ex-executivo, no escritório de Padilha, na capital gaúcha, alguns dias depois.

A história contada por Yunes foi negada também por Funaro, que também presta uma delação premiada à PGR. encaminhou ofício em que pede para prestar depoimento. Ele nega ter feito qualquer entrega no escritório do amigo de Temer. Seus advogados disseram a jornalistas que ele pretende processar Yunes por calúnia e difamação, pelas declarações prestadas, em juízo. Funaro está preso, em Curitiba, por determinação do juiz Sérgio Moro. Funaro admite que esteve, certa vez, no escritório de Yunes, mas a agenda não incluía um pacote milionário.

As respostas

José Yunes afirmou aos vários jornalistas que o procuraram, nesta manhã, por meio de seu advogado, que “jamais recebeu qualquer documento de algum representante da empresa Odebrecht”.

“(Yunes) não sabe, não conhece, nunca viu a pessoa de José Filho. A única pessoa que esteve em seu escritório foi o senhor Lúcio Funaro. Conforme esclareceu à PGR, José Yunes está à disposição para prestar qualquer outro esclarecimento. Inclusive uma acareação, conforme ele mesmo já se antecipou em dizer em sua declaração”, disseram os defensores, em nota.

José Padilha ainda não se manifestou sobre o assunto. Ele evita a pauta desde que Yunes falou à PGR. Quanto à delação de Cláudio Melo, em dezembro, negou qualquer irregularidade.

O advogado de Lúcio Funaro, Bruno Espiñera, diz que seu cliente “jamais foi operador da Odebrecht”. E “jamais foi levar dinheiro da construtora” no escritório de José Yunes.

Negócios entre Yunes e Temer são alvos de investigação da Lava Jato

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos

O quadro se agrava para Temer quando o corretor Lúcio Bolonha Funaro, preso desde julho do ano passado enquanto aguarda o julgamento de um habeas corpus, decide processar Yunes por calúnia e difamação

 

Por Redação – do Rio de Janeiro e São Paulo

 

A rápida aproximação das investigações relativas à Operação Lava Jato do centro de uma organização criminosa que lesa os cofres públicos, em duas décadas ou mais, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil, tem causado danos irreparáveis ao governo em curso. Desde a deposição da presidenta Dilma Rousseff (PT) e mesmo antes, ainda na campanha eleitoral de 2014, as ligações do presidente de facto, Michel Temer, ao empresário José Yunes levantam suspeitas no ambiente jurídico do país.

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos
Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos

O quadro se agrava quando o corretor Lúcio Bolonha Funaro, preso desde julho do ano passado enquanto aguarda o julgamento de um habeas corpus, decide processar Yunes por calúnia e difamação. Advogado de Funaro, o criminalista Bruno Espiñeira disse a jornalistas, nesta segunda-feira, que levará à Procuradoria Geral da República um pedido de acareação entre seu cliente, o ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho, o chefe licenciado da Casa Civil Eliseu Padilha e José Yunes.

‘Mula do Padilha’

Se conseguir que o juiz Sérgio Moro, titular do Tribunal Federal do Paraná, coloque frente a frente cada um dos atores na denúncia de corrupção, entre outras, a defesa de Funaro terá marcado um ponto em favor de seu cliente. Mas deixará estremecido o alicerce jurídico da República, caso o nome de Temer seja, novamente, citado em uma delação. Em depoimento voluntário feito à força-tarefa da Lava Jato, Yunes acusou Funaro de levar ao seu escritório de advocacia, em São Paulo, “documentos” a pedido de Padilha que seriam, na verdade, R$ 4 milhões.

Segundo Melo Filho, o dinheiro é uma parte dos R$ 11 milhões solicitados por Michel Temer a Marcelo Odebrecht no Palácio do Jaburu para ajudar na campanha do PMDB em 2014.

— Fui mula do Padilha — afirmou Yunes. Após as acusações, Padilha se licenciou do cargo alegando motivo de saúde.

Novas evidências

Logo em seguida à delação de Melo Filho ao Ministério Público Federal (MPF), no qual cita Temer como autor do pedido de propina à Odebrecht, o consultor de Temer José Yunes entrou em pânico. Dono de um patrimônio milionário, o empresário procurou o MPF para uma delação expontânea.

Aos jornalistas, Yunes se disse surpreso ao ver-se no epicentro da Operação, de longe, a maior de todos os tempos no Judiciário brasileiro. Na semana passada, assustado, procurou Temer no Palácio do Planalto. Teria ouvido do presidente em curso algo parecido com “quem não deve, não teme” e pediu que se acalmasse. Teria acrescentado que pedirá explicações a Padilha, afastado por suposto motivo de saúde, e ganhou um tempo extra.

Nenhum deles contava, porém, que o grupo Anonymous divulgasse um lote de documentos sobre negócios de Yunes, Temer e outros sócios, aos quais o Correio do Brasil teve acesso.

Na manhã desta segunda-feira, em pleno carnaval, o jornalista Luís Nassif anunciou a publicação de uma série de matérias sobre as ligações existentes entre Temer e o esquema investigado pela Lava Jato. No primeiro artigo da série, Nassif mostra que a principal suspeita levantada – a associação de Yunes com grandes bilionários – seria, na verdade, uma sociedade formada para a construção de um condomínio de alto luxo, a ser construído na Bahia.

Leia, adiante, o texto de Luís Nassif:

Peça 1 – As diversas formas de lavagem de dinheiro

Por que interessa conhecer os negócios de José Yunes, o primeiro amigo?

Primeiro, porque, após a delação do executivo da Odebrecht, descobriu-se que ele participava dos esquemas de captação de recursos de Michel Temer.

Depois, porque um dos modus operandi de muitos políticos é o de receberem no exterior, através de depósitos em fundos de investimento com aparência de legalidade. Em vez de contas convencionais em países estrangeiros, fundos de investimento através dos quais entram no Brasil como investimento externo.

De certo modo, é o caso de José Serra, conforme esmiuçado por Amaury Ribeiro Jr no livro “A privataria tucana”.

O fundo de investimentos de sua filha Verônica acumulou um patrimônio significativo. Em pelo menos um caso, sabe-se que foi utilizado para troca de favores com empresas.

Foi o caso da Serasa Experian, que, no final do mandato de Serra como governador de São Paulo, ganhou de graça o Cadin estadual (Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais).

Serra e Machado

Assim que Serra deixou o governo, Verônica intermediou para a Serasa-Experian a venda de um site de e-mail marketing, a Virid. Na época, o mercado avaliava o preço em no máximo R$ 30 milhões. A Experian pagou R$ 104 milhões. Empresa de capital aberto na Bolsa de Londres, manteve o valor da transação em sigilo. Para todos os efeitos, foi um lucro legalizado do fundo de investimentos de Verônica.

Sérgio Machado tinha investimentos no exterior, através de um filho que era alto funcionário do Credit Suisse – e, ao que consta, foi sacrificado pela gula do pai e do irmão político.

Portanto, há uma probabilidade de que as empresas de Yunes possam ter servido para abrigar recursos políticos captados por Temer.

Não faltará paraíso fiscal no purgatório político em que se meteu Yunes, caso os Anjos Gabriel do Ministério Público Federal resolvam investigar a sério.

O dossiê disponibilizado pelo grupo Anonymous na Internet traz algumas pistas que precisam ser bem investigadas, das empresas dos Yunes.

Peça 2 – o Banco Pine

Aqui, aí se chega no elo desconhecido, o Banco Pine, ou Fist Pinebank, Inc, ou FPB.

O Banco Pine é o sucessor do BMC (Banco Mercantil de Crédito), da família Pinheiro, do Ceará, de três irmãos, Norberto, Nelson e Jaime Pinheiro, que chegaram a montar um banco médio, bem-sucedido. Assim como outros bancos cearenses, especializou-se em AROs (Antecipação de Receita Orçamentária) para prefeituras e em crédito consignado para funcionários públicos.

Depois, o banco foi vendido por R$ 800 milhões ao Bradesco e, de suas entranhas nasceu em 1997 o Banco Pine, brasileiro, o First Pinebank que, depois de uma passagem turbulenta pelos Estados Unidos, tornou-se um banco panamenho; e a BR Partners, uma associação de Ângela Pinheiro, filha do patriarca Jaime Pinheiro, com Ricardo Lacerda, ex-presidente da Goldman Sachs do Brasil.

Aqui, começa nosso pequeno quebra-cabeça:

Em 2005, o nome do Pine Bank já apareceu associado ao doleiro Toninho Barcelona, no escândalo do Banestado (https://goo.gl/wQh4dq)

Família Pinheiro

Em julho passado, a Lava Jato já tinha batido no Pine (https://goo.gl/opDxOv), através da Operação Caça-Fantasmas, da 32a fase. Identificou o FPB Banc Inc – àquela altura, um banco panamenho, mas de propriedade de Nelson Pinheiro, um dos três irmãos sócios do BMC –, o PKB da Suíça e o Carregosa, de Portugal, suspeitos de montarem representações clandestinas para clientes interessados em abrir contas em paraísos fiscais.

Outro nome que apareceu no FPB foi o de Eduardo Rosa Pinheiro, também a família Pinheiro.

A suspeita da Lava Jato é que esse esquema teria sido usado por doleiros e operadores de propina para esconder o dinheiro da corrupção da Petrobras e de outras empresas públicas, investigadas pelas operações Lava Jato, Custo Brasil, Saqueador e Recebedor.

Os bancos tinham ligação direta com a Mossak Fonseca. A Polícia Federal e o MPF pediram prisão preventiva dos funcionários do banco, mas o juiz Sérgio Moro permitiu apenas condução coercitiva. Alegou que as evidências levantadas pela Lava Jato apenas apontavam atuação clandestina no país.

Mossak Fonseca

Assim como na batida na Mossak Fonseca, quando se constatou que não havia pistas que levassem a Lula – mas a alguns bilionários influentes -, abafou-se a investigação e manteve-se em sigilo as descobertas.

Mas outros países atuaram. No dia 10 de fevereiro de 2017, menos de duas semanas atrás, a Superintendência Bancária do Panamá suspendeu a licença de corretagem do Pine Bank, a partir de informações levantadas pela Lava Jato (https://goo.gl/KYF0gc). No Panamá, era um banco pequeno, com US$ 134 milhões em depósitos e apenas US$ 13 milhões de capitalização declarada,

Constatou-se que o banco recorria apenas à Serasa para analisar sua carteira de clientes. Isso, em vez de colocar relatórios reais das empresas. Além disso, a FPB tinha montado 44 empresas através dos escritórios da Mossak Fonseca, provavelmente para desviar dinheiro de suborno.

Panamá Papers

Os jornais do Panamá apontavam o fato do site do banco não informar nada sobre seus proprietários e acionistas. Sabia-se apenas que o banco pertencia a uma família de empresas debaixo do guarda-chuva de Brickell Group.

O jornal Panama News anotava que o FBK tinha um presidente de nome Eduardo Pinheiro, um gerente geral chamado José Palucci e um convidado especial para a inauguração da sede, de nome Mailson da Nóbrega.

O jornal levantou o nome da consultoria Brickell Management Services Inc, de Miami, com apenas 6 funcionários. E constatou que Pine Bank foi acusado pelo FED de violar vários pontos da lei anti-lavagem de capitais, tendo encerrado as operações nos Estados Unidos.

Segundo o jornal, “propriedade anônima, gestão aparentemente ausente – um banco estranho para se fazer negócios, exceto se houver algum priopósito especial”.

Peça 3 – os negócios da família Yunes

Ao longo das últimas décadas, a família de José Yunes expandiu seus negócios por vários setores. Aparentemente, tem dois filhos bastantes empreendedores. Dentre eles, Marcos Mariz de Oliveira Yunes é o que fica à frente dos negócios.

A principal empresa do grupo é a Yuny.

Trata-se de uma grande incorporadora criada em 1996 (https://goo.gl/9iirmz). Em 2007 recebeu aporte de R$ 700 milhões do Golden Tree Insite Partners. Pode ser coincidência de nomes, mas há uma Golden Tree Insite Partners no Reino Unido (https://goo.gl/0WddPa) que em 2010 foi declarada insolvente.

Mais tarde, a VR tornou-se sócia da Yuny. Hoje em dia, do Conselho participam Abraham  Szajman e Ury Rabinowitz, este alto funcionário da Brasil Telecom nos tempos de Daniel Dantas – em princípio, significa apenas que é um executivo requisitado. Depois, montou uma joint-venture com a Econ Construtora, a Atua Construtora, para imóveis de baixa renda.

No grupo, há outras empresas menos transparentes.

Trump Hotel

Uma delas é a Stargate do Brasil Estética de Produtos e Serviços.

Criada em 30 de abril de 2007, é sociedade de José Yunes com Arlito Caires dos Santos. No Google, consegue-se chegar próximo com um Carlito Aires dos Santos – trocando o C do sobrenome para o nome, empresário mato-grossense de Peixoto de Azevedo, cuja empresa foi aberta em 20 de março de 2015 (https://goo.gl/lv7cpF).

Por sua vez, a Stargate é sócia da Golden Star, Serviços e Participações Ltda. Aparentemente, a intenção da sociedade foi a aquisição dos bens do panamenho Kamal Mohan Mukhi Mirpuri, por Gilberto Pereira de Brito. O endereço de Kamal remete às proximidades do Trump International Hotel em Colon, Panamá. Kamal é proprietário da Multitrade Export Ltda, do Panamá.

Não é o único elo panamenho na nossa história, como se viu no caso do PInebank.

Peça 4 – as ligações do Pine com os Yunes

Como já se viu, o Banco Pine foi apontado como um dos canais para o dinheiro da corrupção das empresas investigadas pela Lava Jato.

Em outros tempos, uma das maneiras de “esquentar” dinheiro frio, depositado fora do país, era através de uma operação cruzada. O investidor depositava seus dólares nas agências externas do banco; e elas serviam de garantias para empréstimos que eram concedidos, aqui, para empresas controladas por ele. Foi assim com o Banco Excel, de um membro da família Safra, que chegou adquirir a massa falida do Econômico. Mas quebrou quando a apreciação do real promoveu o descasamento das garantias externas com os financiamentos internos.

No dossiê do Anonymous são inúmeras as evidências de ligações comerciais do Pine com as empresas dos Yunes, particularmente com a incorporadora Yuny.

·      Em setembro de 2010, a Atua Construtora e Incorporadora convoca AGE para autorizar a contratação de financiamento de R$ 5 milhões junto ao Banco Pine

Peça 5 – os negócios de Temer com Yunes

Os caminhos de Michel Temer, da família Pinheiro, do Banco Pine e da incorporadora Yuny se cruzam em vários imóveis de Michel Temer. Dele e de sua holding, a Tabapuã.

Edifício Lugano

Temer tem duas unidades no edifício Lugano, na rua Pedroso Alvarenga 900. Uma construção luxuosa com conjuntos comerciais de 102 a 202 m2.

Spazio Faria Lima

Temer possui duas salas no edifício na rua Iguatemi  (https://goo.gl/4XecSC), com escritórios que vão de 350 a 700 m2. Na região, escritórios de 350 m2 custam de R$ 3,5 a R$ 7 milhões.

Trata-se de uma obra faustosa também da Yuny.

Em 23 de maio de 2011, transferiu para a Tabaupã, empresa que tem em sociedade com a filha Luciana.

Quem aluga o escritório é Andréa Pinheiros, da BR Partners. É uma das herdeiras do Banco Pine, filha de Jaime Pinheiro, o patriarca.

Conclusão do jogo

Tem-se, então, todas as peças do jogo:

1.     O melhor amigo do presidente, José Yunes,  participava dos processos de arrecadação de propinas das empresas investigadas pela Lava Jato.

2.      As empresas de Yunes tinham financiamento farto com o Banco Pine, da família Pinheiro, envolvido na Lava Jato. Fechado nos Estados Unidos por acusação de lavagem de dinheiro e, há duas semanas, fechado também no Panamá.

3.     Temer com grandes investimentos em projetos da Yuny, a incorporadora da família Yunes. Convidando o patriarca José Yunes para assessor especial.

“Dificilmente toda essa movimentação passaria despercebida pela Lava Jato. Ainda mais depois de invadir os escritórios da Mossak Fonseca e ter identificado o papel do Pine Bank”, conclui Nassif.