Venda de termômetro com mercúrio será proibida

A proposta faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com mercúrio até 2020. Os aparelhos possuem em suas estruturas uma coluna transparente, contendo mercúrio no interior

Por Redação, com ACS – de Brasília:

partir de 2019, a comercialização de termômetros e aparelhos de medir pressão que utilizam mercúrio estará proibida no País. A decisão tem como base resolução aprovada, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Medida aprovada pela Anvisa faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com a substância até 2020
Medida aprovada pela Anvisa faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com a substância até 2020

A proposta faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com mercúrio até 2020. Os aparelhos possuem em suas estruturas uma coluna transparente. Contendo mercúrio no interior, com o objetivo de aferir valores de temperatura corporal (no caso do termômetro). E pressão arterial (no caso do esfigmomanômetro).

Em junho de 2016, a Anvisa abriu consulta pública sobre o tema. Na ocasião, a agência destacou o compromisso firmado com a Convenção de Minamata. Onde 140 países, incluído o Brasil, comprometeram-se com o controle do uso e redução de emissões e liberações do mercúrio para a natureza.

De acordo com a Anvisa, já existem no mercado termômetros e medidores de pressão digitais, alternativos aos com a coluna de mercúrio.

Instituto do Paraná

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) ficará responsável pela transferência de tecnologia de quatro medicamentos biológicos. Utilizados no tratamento de câncer, artrite e doenças autoimunes.

O anúncio das parcerias foi feito, na segunda-feira, pelo ministro Ricardo Barros durante inauguração de novo espaço do Tecpar em Curitiba. Além do laboratório paranaense, outras duas instituições públicas. Biomanguinhos e Butantan, foram eleitas para o desenvolvimento da plataforma de biológicos.

A nova distribuição das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Que preveem transferência de tecnologia entre laboratórios públicos e privados. Foi lançada no ano passado pelo Ministério da Saúde com objetivo de tornar mais eficiente o projeto.

Ao todo, são oito áreas priorizadas: síntese química, hemoderivados, fitoterápicos, doenças raras. Doenças negligenciadas, produtos para a saúde e medicina nuclear. Além de biológicos. A escolha de três laboratórios. Para concentrar as plataformas de biológicos levou em conta a expertise no tema. A existência de iniciativas promissoras no desenvolvimento de tecnologia monoclonal, a tecnologia mais avançada da indústria farmacêutica.

Laboratórios

– Esses laboratórios vão produzir esses medicamentos e vender de imediato para o governo com 30% de desconto. Por isso, é muito importante para o Brasil o processo de parceria para o desenvolvimento produtivo. Porque nos dá economia imediata e perspectiva de ter tecnologia produzida no país para esses e para novos medicamentos que estão sendo desenvolvidos – destacou o ministro.

Com a nova distribuição, o Tecpar vai atender à parte da demanda do Ministério da Saúde pelos medicamentos biológicos. A expectativa é que haja um investimento privado de mais de R$ 6 bilhões para o incentivo à produção dos medicamentos biológicos. Construção de pelo menos três novas fábricas, geração de empregos qualificados. E do envolvimento de cerca de 450 doutores especializados em pesquisas para auxiliar o desenvolvimento de medicamentos e produtos para a saúde.

O presidente do instituto, Júlio Félix, ressaltou a importância do incentivo do Ministério da Saúde para os laboratórios públicos. “É o início de um processo. Esse incentivo aos laboratórios públicos produtores de medicamentos amplia a participação nacional de forma a economizar para a população brasileira”, finalizou.

Os quatro produtos (Bevacizumabe, Etanercept, Infliximabe e Trastuzumabe). Que serão desenvolvidos pela Tecpar por meio de acordos com empresas privadas são estratégicos para o SUS. Atualmente importados. Com as parcerias, o País passa a ter tecnologia para fabricação nacional, reduzindo o custo para a saúde pública. Já no primeiro ano, o valor cai 30%.

Investimento

Durante o evento, o ministro Ricardo Barros assinou a compra de 30 milhões de doses da vacina antirrábica produzida pelo Tecpar. Ao todo, serão destinados ao laboratório R$ 38,4 milhões.

O Tecpar é fornecedor da vacina antirrábica ao ministério há mais de 40 anos. Frequentemente vem atualizando o seu processo produtivo, alcançando novos patamares de qualidade. Nivelando-se aos produtores mundiais. O método utilizado pelo laboratório é o do cultivo celular e o processo de perfusão, capaz de induzir maior produção de anticorpos. Desta forma, não provocar efeitos colaterais.